Lost Inside
5 Não deixe-a sair.

Haviam mais corredores ali do que eles imaginaram, por que nenhum deles já havia estado lá, apenas sabiam de sua existência, e quanto maior fosse, mais armadilhas haviam, e Sasuke se preocupava tendo três fedelhos e um civil o seguindo.
Chegando a um primeiro salão, eles lidaram como uma velha invocação, uma serpente que estava muito focada em matar a fome para ouvi-los, exploraram todo o nível encontrando apenas laboratórios abandonados e quartos entregues as traças, porém nada mais, nem um documento ou prova de habitação.
E uma escadaria em espiral os levou para cada vez mais fundo na terra.
– se existe um caminho para o inferno, deve ser esse – Sanji comentou.
– com medo, caçador? – Koga provocou,
– sendo inteligente.
–humpf...- resmungou Chi.
– silencio – Sasuke ordenou, não haviam tochas nas paredes ali, eles tinham que leva-las na mão, o que não ajudava.
– veja essas rachaduras, Sasuke – Juugo chamou-o, eles pararam – são recentes, algo realmente abalou esse lugar, mas ainda é impressionante que esteja de pé, se for ele o foco dos tremores.
– é uma fortaleza e tanto – Suigetsu admitiu – talvez Karin saiba algo sobre ela, ela já gerenciou alguns esconderijos afinal.
– hn, talvez.
A decida já se fazia tão longa que olhar para cima ou para baixo dava náuseas e arrepios, Sasuke estava cogitando mandar alguém voltar e esperar lá em cima, podia acabar ocorrendo outro tremor e talvez o lugar achasse de ceder justo naquele momento.
Porém, avistou uma porta de aço enferrujada no fim do caminho, ou pelo menos no fim da escadaria, pois ainda havia um poço abaixo deles. Ele parou analisando a porta e então olhou para baixo e largou a tocha que segurava, esta caiu metros e metros e o som de seu choque contra o solo quase não foi ouvido, eles focaram o olhar lá embaixo onde o fogo iluminava.
–o chão está se... movendo? – Chi perguntou com os olhos quase cerrados.
– não é chão...- Koga disse.
– serpentes – Sasuke disse, reconhecendo o emaranhado delas, um poço repleto de víboras era o que a queda guardava.
– cruzes!
– tinha que ser o Orochimaru – Suitesgu resmungou enojado, Sasuke focou então na porta estendeu a mão para a fechadura e derreteu-a com o calor do chidore, puxou a alavanca e o mecanismo fez um som alto e estridente que pareceu perturbar as serpentes lá embaixo, o som dos silvos chegou até eles de maneira tétrica.
Ele e Suigetsu empurraram a porta e entraram, um novo corredor se revelou mas as paredes eram de grades, era uma ala de prisão.
– opa... que familiar...- disse o Hozuki enquanto passavam, Chi tropeçou e gritou quando viu que fora atrapalhada por um braço em osso, recuou para o outro lado e sua tocha iluminou um novo corpo que estava praticamente abraçado as grades.
– o que é isso?!
– estão mortos, por que ter medo? – Sanji disse, enquanto seguia e iluminava cada cela, onde haviam entre três ou quatro corpos de pessoas que pareciam ter tido seu fim abraçadas as grades. Sasuke leu em suas caveiras ainda recobertas de carne seca, uma expressão de desespero e quando viu um corpo perdurado no gancho de uma luminária no teto, entendeu a tragédia que se abatera ali.
Orochimaru ordenou o abandono do esconderijo, mas pouco se importou com as vidas de seus prisioneiros e cobaias, não lhes deu uma morte rápida e digna. Os sepultou vivos a milhares de metros abaixo do solo, matando-os aos poucos de inanição, silencio escuridão, fome e sede. A maioria agonizou e poucos tiveram coragem de ter seu próprio fim e provavelmente também houve uma sangrenta batalha por carne humana, haviam corpos espalhados em algumas celas, e soube que alguns presos abandonaram a própria humanidade para sobreviverem da carne uns dos outros, o que devia apenas ter prorrogado um pouco sua agonia, havia carne mas não água, luz e talvez nem ar.
– maldito... você devia tê-lo apagado desta vida de uma vez, Sasuke – o Hozuki acusou, e ele não pode contesta-lo, vendo tal quadro ele relembrava que nunca sabiam o que Orochimaru poderia estar tramando, deixar aquela parte dele viva após a guerra, poderia ser seu ultimo erro, o velho sannin vivia atualmente em um antigo esconderijo perto de Konoha com a companhia apenas de outras duas experiências antigas dele, vivendo isolado em troca de informações, tudo o que poderia saber sobre o mundo ninja. Ele era perigoso, mas uma fonte indispensável, e sabia que Sasuke não relutaria um segundo em queima-lo se tentasse algo, ainda assim, talvez nunca impedisse o sannin de faze-lo.
Chegando ao fim daquele tétrico corredor, se depararam com a entrada de mais três.
– eu sigo com a garota e o caçador, vocês quatro se dividam entre si e sigam para o próximo – ele instruiu, tirando um sinalizador da bolsa e ascendendo-o e largando no chão. – vamos.
Sanji o seguiu pelo corredor da esquerda junto a fedelha resmungona. Suigetsu entrou pelo meio acompanhado de Koga e Juugo pelo da direita ao lado de Yusuke.
Yusuke viu que o parceiro que ganhara embora silencioso, não era tão pouco paciente quanto os outros dois, quando recebera a missão de acompanhar três ex nukenins ficou realmente dividido entre se negar a juntar-se a eles ou aceitar a confiança do Nanadaime.
– então, você acha que aquele cara está aqui? – começou, Juugo deu de ombros com os olhos atentos a volta.
– é uma possibilidade quase total, quero saber quem é ele.
– pois é... achei que seu amigo fosse o ultimo Uchiha...
– era.
– huh?
– agora ele tem filhos, três, mas não sabemos quem é aquele cara...
– entendo... e sobre aquela mulher, eu lembro um pouco dela, acho que já fui atendido por ela quando era mais novo.
– ah, sim? O que achava dela? – o rapaz deu de ombros, meio constrangido.
– eu era muito novo, acho, mas lembro que as meninas da academia queriam ser como ela e a Godaime, e minha mãe vez ou outra comentava com ar triste sobre sumiço dela... Achava muito injusto, e bem... culpava seu amigo.
– acho que todos culpam, mas ele não o fez por querer.
– então por quê?
– Sasuke estava apenas cansado, diria que com medo, de magoar mais pessoas, e aquela pessoa, aguentara muito por ele, creio que mesmo depois de sua jornada de redenção ter findado, ele não se sentiu no direito de reivindica-la, porém ele não é muito o tipo que ouve as pessoas, e por isso não deixou-a sequer escolher arriscar, talvez porque sabia que ela não pensaria duas vezes.
– e sua esposa? Ele não a ama?
– eles se dão bem...
– isso é um não?
– sobre os sentimentos de Sasuke... eu não sou a pessoa adequada para falar que os entende, e ele afastou de si aqueles que poderiam.
Juugo parou ante uma porta de ferro, puxou a alavanca e com sua força conseguiu arrebenta-la e empurrou o metal pesado, porém quando pisou lá fora, não sentiu o solo uniforme, mas um cheio de desníveis, não haviam mais paredes além, ele olhou para cima e divisou com dificuldade o teto pedregoso de uma caverna. O ar era rarefeito, abafado e frio, o cheiro de mofo e ferrugem predominava e ele se viu caminhando a procura do foco da ferrugem.
–wuaaahhh!!- Gritou o rapaz ao tropeçar, o rosto dele bateu tanto contra o solo úmido, quanto contra algo gelado e áspero, Juugo se aproximou iluminando ali e uma grossa corrente no chão estava abaixo do garoto, ele se levantou e os sois olharam para trás vendo onde ela começava, presa por um pesado e enorme prego e vários outros menores mas do tamanho de uma palma que se fixavam no solo, caminharam seguindo-a e vendo outra e então outra, pelo menos mais quatro que surgiam dos cantos da sala e pareciam correr para se unirem ao centro dela, paravam em um circulo, e dali partiam e se prendiam a algo.
– o que...?
Juugo apressou o passo e parou diante de um corpo, pequeno e franzino dentro de uma camisa de força amarela, as correntes prendiam-no ao chão envolvendo seu tronco. Barras de metal brotavam do solo e se fundiam a uma espécie de coleira que matinha sua cabeça para baixo, uma espécie de elmo pesado envolvia sua cabeça e as barras também estavam presas a ele, mantendo uma posição de subalterno: Cabeça baixa e de joelhos.
O elmo devia ser tão pesado que ninguém poderia de fato, mantê-lo na cabeça e cobria seus olhos, deixando metade do rosto para baixo a mostra apenas, Juugo tentou ilumina-lo e só divisou um queixo magro e bochechas afundadas na cavidade facial.
– isso é um prisioneiro? – Yusuke indagou com assombro – nunca vi uma forma de contenção como esta, que tipo de coisa ele era capaz?
– coisa nada boa, pra estar tão isolado, porém, não está seco, não vejo os ossos, deve estar morto a menos tempo que os outros.
– como isso é possível?
– não faço ideia... hum? – Juugo se abaixou entre as barra e soprou contra o metal delas, a nuvem de pó subiu e ele viu o metal coberto de desenhos, selos.
Se afastou atordoado e soprou outra encontrando mais selos.
– isso são....
– selos de contenção de chakra... Mas tantos?!
– um exagero?
– acho difícil, vá até o ponto de encontro e siga o caminho de Sasuke, algo está muito errado aqui.
– tudo bem – Yusuke correu levando a própria tocha, Juugo rodeou o prisioneiro notando que haviam barras menores se fixando nos braços dele, rasgou as mangas da camisa com uma kunai e viu algemas grossas, verdadeiras luvas que mantinham as mãos com as palmas abertas e os dedos separados e esticados de forma tão rígida que seria impossível sequer move-los, olhou para os pés e viu que eles e as canelas estavam fixados ao chão numa mistura de concreto e aço. De forma que só via os tornozelos, ainda sim, pareceu-lhe que a maior preocupação estava em conter as mãos e dedos daquela pessoa que mesmo tendo secado até a morte, ainda lhe parecia franzina demais para ser tão perigosa, uma cobaia assim nunca seria apenas abandonada para morrer, se Orochimaru tivesse tanto medo, também teria obsessão em usa-lo de alguma forma. E teria ele conseguido?
– Juugo? – Sasuke disse enquanto adentrava a sala, acompanhado do resto da equipe. – o que é?
– um prisioneiro – Sasuke se aproximou assim como Sanji, os fedelhos foram ascender as tochas ao longo das paredes da caverna, a iluminação revelou todas a correntes fixas aos chão indo se unir ao corpo.
Sasuke caminhou ao redor dele, não sabendo que conclusões tirar nem sobre o capacete nem sobre a forma como as mãos estavam, e aquela quantidade de selos...
Koga se abaixou em frente ele e tirando um pincel começou a espanar o elmo.
– também está cheio de selos... mas não sei do que são, seriam de um tipo especial?
O Uchiha mexeu os ombros encarando aqueles selos, pareciam conter chakra, mas não sugar, ele estreitou o olhar e o sharingan se ascendeu no olho esquerdo descoberto de cabelo e ele viu quase sem acreditar, que uma quantidade assombrosa de chakra corria por aquele elmo e parecia se difundir nas correntes, seguiu todo o fluxo delas até sumirem no chão e se espalharem por toda a caverna em milhares de canais, alguns de ida e outros de volta.
Era como ver sangue correndo pelas veias, se dispersando por vasos e voltando por artérias, no caso, eram as mesmas correntes que pareciam uma via de mão dupla, o chakra corria de volta para as barras, se dispersava no elmo, parecia ser absorvido e se conter na cabeça, talvez na testa, e apenas algumas linhas dele desciam pelo pescoço até o tronco, não passando dele, e foi quando viu o chakra moldar um coração, e este expressar uma única batida, o corpo se elevar quase imperceptivelmente, e soltar ar pelo nariz diretamente contra o rosto de Koga que espanava o pescoço. Ele se jogou para trás soltando um grito aterrorizado e Sasuke recuou sacando a espada.
– afastem-se! – todos o fizeram. Juugo puxou Sanji pela camisa e o ergueu do chão pondo-o afastado e atrás de si.
– o que foi? – Suigetsu disse.
– está vivo! Vivo! – Koga exclamou se levantando, ele foi tão afobado que sua camisa acabou prendendo num elo mal feito de uma corrente que se fixava a uma barra e quando se jogou para frente, o elo rompeu e a barra soltou-se da corrente ficando solta no ar enquanto a outra extremidade permaneceu presa ao corpo que estremeceu.
– tem chakra...- Sasuke começou.
– eu sinto...- Juugo disse sem acreditar e Suigetsu xingou alto olhando em volta, procurando o foco daquela imensa quantidade de chakra que parecia rodeá-los, Chi se encolheu aterrorizada e ate Sanji ficou atordoado com a sensação esmagadora.
– o-o que é isso? Que quantidade de chakra é essa?
– Sasuke, parece que estamos dentro de um Bijuu.. – Juugo disse, e ele concordou, mas além disso, o perturbava-o ainda mais não conseguir identificar uma assinatura de chakra naquilo, era como se fosse pura massa de energia, uma mão sem digitais, sem elementos de qualquer natureza, que talvez pudesse dominar todos...
Ele se virou ativando o sharingan outra vez quando viu uma outra barra se soltar da corrente como que cedendo a uma pressão, e era exatamente isso, a barra que Koga removera pareceu ter desfeito o equilíbrio do transito de chakra o que fez acumula-lo nas outras vias, que não estavam mais dando conta. A segunda cedeu e o fluxo ficou ainda mais intenso, a terceira barra foi praticamente cuspida do lugar se cravou na parede e o corpo inclinou para o lado, uma barra de trás que matinha seu tronco se soltou e mais duas voaram, uma cravou-se no chão e a outra quase atingiu Chi se Sui não a tivesse empurrado, eles recuaram rumo às paredes vendo cada barra ser cuspida para distante, as ultimas ligações pararam de enviar chakra para fora do corpo e começaram a devolve-lo, e assim o corpo se balançou como se recebesse um choque, sacudiu e mexendo os ombros e as correntes, rompendo a frente, começou a forçar os braços e foi quando Juugo despertou do espetáculo macabro.
– Sasuke! As mãos! Não permita que se movam!
O Uchiha disparou na direção do prisioneiro a espada em punho para cortar-lhe a cabeça mas focando nas mãos ainda presas, viu os dedos pequenos se encolherem e se movimentarem como se novamente dessem conta de que podiam faze-lo e então se esticarem libertando-se de vez, e uma explosão sucedeu-se na cabeça, ele parou a quase dois metros dele quando pedaços do elmo quase o atingiram e escondeu o rosto atrás do antebraço e espada. Arregalou os olhos encarando a maré de chakra que escapou do capacete e se viu obrigado a desativar o sharingan para entender a visão.
Do elmo só restou uma tira de aço que continuou cobrindo os olhos do encarcerado, e desta estranha venda, uma revoada de algo que se movia no ar, brotou como uma serpente ou algo vivo, que tinha origem na cabeça.
Tudo parou enquanto encaravam aquela coisa, e viram o encarcerado soltar os braços e deixa-los soltos ao lado do corpo, as mangas da camisa de força atingiam o solo, e ele ergueu um joelho arrebentando a mistura de concreto que o mantinha no chão, e então o outro, e então ficou de pé de maneira quase cambaleante, ainda sim era mais baixo que Sasuke e poderia sumir dentro daquela camisa, suas pernas magras estavam envolvidas por ataduras.
Aquela massa estranha se movia de forma lenta acima dele, hora se espalhando, hora se unindo como se fosse uma nuvem, chakra puro emanava dela e o ar era ameaçador, ele ergueu a cabeça e pareceu olhar em volta mesmo que não visse, mas parecia atento a qualquer som, e quando Sasuke inspirou, ele girou a cabeça em sua direção e aquela coisa avançou parando acima dele em ameaça.
O Uchiha sabia que poderia trocar de lugar com uma pedra que estava perto da entrada e por isso não se importou de interrogar.
– quem é você? Identifique-se.
A massa se revolveu quase o atacando, mas então recuou de uma vez e diminuiu caindo sobre os ombros dele, como cabelo, um cabelo de um tom que parecia uva mas deveria ser só a precária iluminação, este cabelo ainda se revolvia no ar com vida própria, enquanto ele inclinava a cabeça e parecia pensar, ou perdido.
Seus lábios secos expulsaram poeira quando soltou ar por eles mais uma vez e a pele parecia rachar enquanto movia o queixo para soltar palavras em um tom mais esganiçado, fino, que o esperado.
– eu sou... Sou... Sou? Sou... Haruno... Sakura...
Ele deixou a espada cair, esta se encravou no chão a sua frente, mas não houve represália dos cabelos vivos.
– Haruno... Sakura... – a segunda vez saiu ainda mais esganiçada que a primeira, mas dotada de mais segurança -... Haruno Sakura... dezessete anos...Konoha...
– não...
– Haruno Sakura, dezessete anos, Konoha.
– não mesmo... Nunca... Nem fodendo!
– cuidado Sasuke! – gritou Sui, e ela enfim percebeu eles, os cabelos subiram se tornando uma onda cada vez maior. Ela olhou para frente e disse com propriedade.
– Haruno Sakura, dezessete anos, Konoha.
E a onda subiu monstruosamente até o teto e quanto desceu foi como se uma cachoeira caísse sobre eles, um mar de fios tomou todo o lugar e Sasuke foi arrastado por eles, se afogou neles, sentiu as costas baterem contra a parede da caverna, parecia haver cabelo em sua garganta e vias aéreas, em seus olhos e ouvidos e tudo escureceu, ainda sim ele recusava-se a aceitar que fosse verdade.
Ouviu gritos de terror, ouviu tudo tremer, algo desabar, pareceu então que estava dentro da água, e se afogava nela também, quando achou que tinha realmente morrido, acordara com a luz da lua o iluminando, e se sentou tossindo de maneira dolorosa.
– você está bem?! – disse Chi, ele cuspiu saliva misturada á sangue e fios de cabelo opacos, olhou em volta e viu que estava a beira de um rio, e do outro lado havia apenas um buraco onde Koga parecia olhar em busca de algo.
– o que aconteceu?! – exigiu, mas Juugo mau pode abrir a boca e Koga gritou voltando correndo.
– está vindo! – eles se levantaram afastando-se da beira do rio e viram quando o cabelo emergiu do buraco sacudindo como uma nuvem furiosa, e então o resto do corpo, que caminhou com passos atrapalhados para a beira do rio enquanto murmurava repetidamente a mesma frase.
– Haruno Sakura, dezessete anos, Konoha, Haruno Sakura, dezessete anos, Konoha...
Quando pisou na água porém, ela parou e sua cabeça se moveu na direção da correnteza que parecia despontar numa cachoeira, e seus passos trepidaram para lá.
– Haruno Sakura, dezessete anos, Konoha, Haruno Sakura, dezessete anos, Konoha...
A camisa de força ficou para trás revelando um corpo seco como o de uma caveira envolto em ataduras que aos poucos iam se desmanchando e ficando para trás, ela chegou à parte mais funda do rio, foi arrastada.
E então, caiu.
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