Lost Inside
19 Não a deixe retomar sua Imponência.
Notas iniciais

— Não, eu não sei por que, então apenas deixe-a, certo? – Ino insistiu, ante a pressa e angustia do Uzumaki.
Sakura não amanhecera num bom bom dia, estava calada, mau humorada, e embora parecesse bom que não era de uma forma raivosa, ela estava manhosa e melancólica de novo, não respondia, e ameaçava chorar quando insistiam. Então só ficava na cama do quarto de Chouchou abraçada a sua amada dupla de ursos, o Coelho e a Ovelha.
Os Akimichi foram os sorteados da vez e Karui estava angustiada por não poder ajudar, e nem saber se algo em sua recepção era o motivo do incômodo da Haruno.
Antes fosse só questão de mimarem Sakura demais, também ficavam ansiosos quando ela caia em seu humor, posto que da última vez, mesmo sendo coincidência, isso precedera a abertura de um dos selos.
Trazia uma sensação amarga de mau agouro.
Mas Ino tinha certeza que Karui não havia errado em nada, nem Chouchou, nem Chouji, ela adorava a garota, e temia que ficasse tão comilona quanto eles já que queria sempre comer e acompanha-los.
Queria sempre participar de alguma forma.
- Não é melhor leva-la pra Tsunade-baa-chan? Ou mesmo para passear, ela não quer passear? – Naruto insistiu.
— Não, não quer, claro que já tentamos isso, Naruto.
— Ah...
— Olha, eu já a sondei, não acho que seja grande coisa, é como a sensei disse, Sakura tem muita turbulência mental, muitos pensamentos e também emoções desencadeadas ou não por eles, essa pode ser apenas uma ocasião em que algum mau estar a tenha capturado, é normal pra qualquer pessoa, é normal às vezes acordar meio triste, ela não pode ser uma garotinha alegre sempre, certo?
— Claro.
— Quanto mais ela puder extravasar, melhor, então se ela quer ficar triste e não queiria nada além disso, deixemos ficar triste um pouco.
— Tudo bem, mas qualquer coisa, me avise.
— É claro! Sei que também está preocupado sobre a festa.
— Também! A festa é amanhã, e não quero correr o risco de força-la a tanta atenção estando mau humorada ou angustiada, mas simplesmente adiar ou deixar de lado, seria péssimo também.
— Eu entendo, acho que talvez, Sakura esteja sentindo-se um pouco pressionada.
— Como?
— Temari conversou com Hakuto, ela parece ter deduzido que Sakura tem muita sensibilidade ao que está em volta dela, que pode sentir quando algo está deixando todos de um jeito, e que isso pode ser culpa dela.
— Acha que ela se sente culpada?
— Talvez? Ela não quer falar, essa semana foi bem difícil, eu não a vi muito, e Karui a estava levando todos os dias para a prova do kimono, os boatos já estão fortes pela vila e muita gente comenta sem muita discrição e até mesmo a aborda, então é provável que ela tenha captado o clima ou mesmo alguma palavra.
— Oh cara...
— Mas vamos esperar, ainda temos o dia todo, e eu adoraria ficar e tentar mais um pouco, mas tenho plantão até o jantar.
— Eu também tenho que ir...
— Alguma mudança? – Indagou Karui, vindo da cozinha, os dois voltaram-se para ela, meio frustrados.
— Não.
— Entendo...
— Mas não desanime, acho que estamos todos meio agitados, talvez devamos deixa-la ter seu tempo, ficar cercando-a só vai agoniá-la mais.
— Acho que tem razão...
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— Nee, Sakura? Por que está de mau humor, hã? – Chouchou indagou, sentada no chão do quarto, enquanto comia um pacote de salgados sabor calabresa, e via a estréia de um anime novo.
Sakura abraçou mais o travesseiro abaixo do rosto, fez um bico emburrado, e inflou enquanto encarava o vazio.
— Você não gosta daqui? – a Akimichi indagou, com ampla serenidade mesmo que estivesse meio chateada, Sakura parecia ter gostado tanto de estar na casa de seus amigos, e ela também queria ter algo divertido para comentar sobre como ela era alguém diferente de se conviver. Pelo o que sabia por alto, conviver com deficientes deveria ser algo delicado, e complicado, muitas vezes até frustrante.
Mas tudo o que mais ouvia de Inojin e Boruto era sobre o quão divertido era Sakura quando se atrapalhava com algo, ou quando implicava, descobria um objeto novo ou um sabor. Ela queria mostrar muitos sabores à tia Haruno, tinha uma vasta coleção de salgados de sabores diferentes, e iria adorar abrir até mesmo dos mais raros para compartilhar com ela, Sakura tinha ótimo paladar, se excluindo as coisas doces, era muito aguçado.
Sakura ergueu a cabeça, voltando para ela e negando veemente.
— Nããããooo, eu gosto daqui, gosto do cheiro do seu pefume de laranja, gosto do barulho das folhas da árvore em frente a janela, e também gosto de ouvir você reclamar da novela das nove, e gosto de comer muito com vocês, e de comer salgadinhos raros, eu gosto daqui, gosto, gostoooo.
— Então porque está zangada?
Ela inflou as bochechas novamente e afundou o queixo no travesseiro.
Quem dera ela tivesse a resposta, estava apenas muito angustiada, de uma hora pra outra tudo se agitou, primeiro parecia que tinha feito algo ruim, porque todos a trataram com hesitação e então a mandaram para Suna para ficar com Hakuto e as crianças, mas embora tivesse adorado estar com eles, não esquecera que algo ruim a mandara para lá, e que talvez não quisessem mais que voltasse.
Então quando vieram busca-la, ficou imensamente feliz, mas novamente, parecia que ela fizera algo errado, estavam todos animados, mas também muito apressados, discutiam sobre coisas que ela não entendia, levavam-na para lugares entediantes onde num deles, até lhe espetavam com agulhas enquanto lhe vestiam com roupas pesadas que lembravam as que Hakuto lhe dera, mas que não vieram com o mesmo aconchego.
Ela estava com medo, porque queriam que agisse de um jeito que não entendia.
Porque deveria sorrir quando lhe chamavam de “Hime”? Nem sequer sabia o que era, e muitas pessoas se aproximavam para perguntar isso quando ela saía, o que tornava o passeio agitado mas entendiante.
Sakura adorava que viessem falar com ela, mas era demasiado frustrante quando não compreendia o que queriam dizer e eles tampouco pareciam dispostos a explicar, apenas falar e falar. Impedindo-a de participar e de ao menos apreciar a brisa fresca e o sol.
— Não estou zangada...- confessou – Mas eu não entendo... Por que eu tenho que falar obrigado? Eu não lembro de ter feito algo diferente... ficam me perguntando coisas... E ficam falando sobre Himes e roupas... e sobre uma festa, e então de repente ficam agitados, e no fim, eu fico sozinha de novo porque você está na Academia...Eu queria ir para Academia... mas Ino disse que eu não posso porque já fui...
— Você foi uma das melhores da Academia...
— Mas eu não lembro! – ela disse, com amargor.
Chouchou a fitou de soslaio, pensativa.
— Hum... Sakura, você não sabe o que é uma Hime?
— Não.
— Oh.
— Eu não sei o que eu sou, eu não sei por que eu sou assim, eu não tenho mais um papa ou uma mama, porque eles não estão mais aqui, eu só sei que machuco as pessoas, e que querem me machucar... E doí tanto... Eu sinto que vou voltar pra lá de novo, porque querem que eu seja algo que eu não sei o que é... E que se não conseguir ser... Ninguém vai querer ficar comigo, e vão me mandar embora de novo.
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— Você acha que vai aguentar? – Sasuke indagou, não muito seguro, embora o trabalho dos operários parecesse muito bom.
Shikamaru suspirou, e confessou, enquanto acendia um cigarro.
— Eu espero que sim, droga, se ao menos houvessem nos informado antes, a cerimônia e a reunião serão amanhã, e se essa droga de barragem estourar...
Sasuke assentiu, seria um desastre.
Quando aceitou vir olhar o local, era apenas porque estava entediado, afinal, só trabalharia no dia da cerimônia, em meio a segurança como qualquer outro ninja, mas agora ele e Shikamaru depararam-se com um problema que poderia ser pior que um possível ataque ao evento com participação de todos os Kages e presença do Daimyô.
Alguns quilômetros ao sul dos muros de Konoha, havia uma mina de pedras preciosas e também uma volumosa represa, que agora com as escavações sucessivas, abaixo do lençol freiático, o solo das imediações estava ficando frágil ameaçando romper não só a barragem mas também inundar toda a mina, e carregar consigo diretamente para os muros da aldeia, uma enorme massa de água e objetos sólidos como utensílios e montes de terra.
Shikamaru já calculara todo o estrago, e uma obra pra prevenir ainda seria muito longa para porem em prática, a mina fora previamente interditada e alguns trabalhadores e ninjas tentavam apenas reforçar a barragem.
Se aquilo tudo rompesse, toda aquela água avançaria numa velocidade grande demais até para os muros de Konoha darem conta, os poria abaixo e inundaria terrenos hábitados pelos clãs Nara, e Inuzuka além de, no caminho. devastarem parte da Floresta da Morte em seu caminho para os muros (Não que ele se importasse quanto a esse último local). O resultado da enxurrada que aquilo tudo levaria deixaria um estrago enorme na aldeia, e a tornaria frágil para qualquer ataque.
Tendo autoridades de outros países, aliados ou não por perto, isso não era prudente.
— Só podemos torcer pra não sermos tão azarados...
— Hn.
Isso era interamente verdade, e ele não sentia uma boa sensação quando encarava as frágeis estruturas.
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— Sakura? – Ino chamou, entreabrindo a porta do quarto, Sakura bufou e virou o rosto na direção da parede.
Ela quis rir, mas resolveu lembrar o que Chouchou avisara com muita autoridade, aliás.
Fechou a porta e se sentou na beira da cama, acarinhando os fios longos espalhados pelo colchão da garota, percebeu que Sakura realmente gostara dele, era excessivamente fofo, o que até dificultava de se sentar numa posição normal.
— Como está, hum? Gostou daqui? Karui está preparando um ótimo jantar.
— Gosto. – ela respondeu, mau humorada.
— Que bom, eu vim para conversar com você sobre algo bem importante, Sakura, você sabe o que é uma Hime?
Sakura continuava relutante em conversar, mas ela notou quea questão realmente a interessava e bateu-se internamente por ter ignorado isso, de uma hora pra outra as coisas se agitaram desde a abertura do primeiro selo, se isso os deixara com pressentimentos ruins, como puderam ignorar que ela sentisse o mesmo?
E ficaram tão preocupados ou, como no caso de Ino, tão empolgados com o título que nem perguntaram se a própria Sakura queria isso. E agora parecia tarde, mas se ela dissesse um não, Ino não se importaria de berrar na frente até do Daimyô que Sakura não queria então não receberia, mas primeiro, ao menos tinha que faze-la entender um pouco do que queriam que ela fizesse, e fosse.
Fazendo-a ou ensinando-a agir de uma forma que não era natural nem para a Sakura de agora nem para a de antes, isso soou realmente cruel agora que refletia.
— Não...
— Bem, ser uma Hime pode significar muitas coisas, as Himes geralmente são moças bonitas e nascidas de famílias muuuuito ricas, que governam grandes ou pequenos lugares.
— Eh? – A Haruno indagou, se sentando e voltando a atenção para ela.
— Mas isso é uma ideia já bem antiga, é o primeiro significado, com o tempo, foi ganhando outros, pra alguns, ser uma princesa é mais que ser uma pessoa nascida em bom berço, mas ter uma educação e uma preocupação para com aqueles que tem necessidades acima de tudo, também é o mesmo que ser apenas muito bonita e agradável, e para outros, são aquelas destinadas a grandes coisas, você sabe porque as pessoas tem chamam de princesa agora? Porque agora você tem muitos bens e amanhã ganhará uma bela coroa do nosso governante?
— Não.
— Porque você fez por nós o que poucos suportariam fazer por muito tempo, isto que está em você, é capaz de fazer muitas coisas ruins, mas também boas, ainda é cedo para que você saiba como fazer, e ninguém quer te obrigar, mas nós todos estaremos aqui pra te ajudar, então, por favor, não sinta como se fosse culpada de algo, assim como muitas coisas são novas para você, muitas coisas sobre você, ainda são novas para nós e nem sempre saberemos reagir de uma forma legal.
Sakura inclinou a cabeça, pensativa, e amuada, Ino acariciou sua bochecha erguendo o queixo.
— Você será uma princesa incrível, as pessoas te param na rua porque te admiram e lembram a pessoa maravilhosa que você foi, mesmo que você não lembre, e não tem problema, você vai ser uma Hime porque todos estamos agradecidos pelo o que fez por nós, e não precisa se torturar por não saber, apenas receba isso, você merece.
— Mas e se eu fizer algo ruim de novo? Eu não quero ir embora...
— Você não vai, provavelmente haverão lugares que você terá que ir, mas você sempre irá voltar e sempre iremos querer que volte, encare isso como um passeio, sei que ficou triste por ser mandada para a Suna, mas não foi ruim não é? Você adorou todos lá.
— Sim...
— Então, dá próxima vez que for viajar, encare isso como a oportunidade de conhecer mais e mais amigos, certo? Será muito mais alegre assim.
— Hun.
— Mas nós fomos um pouco cruéis, te enchemos tanto com isso, e nem perguntamos, Sakura, você quer ser nossa Hime? Por que é algo de muita responsabilidade, um privilégio, mas também um dever, você quer?
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Um salão grande e ostentoso, Karin observou, embora estivesse mais interessada em visualizar o rosto do esposo entre os dos ninjas que vigiavam o lugar.
No entanto, conhecia bem do marido e ninja pra saber que não acharia se ele não quisesse, duvidava que pudesse, considerando o nível dele agora, acha-lo tentando detectar seu chakra. Sasuke tão pouco se vestiria com o habitual vestuário dos ninjas de Konoha ou como um ANBU, ele estaria lá, mas ninguém saberia.
Já emburrada pela espera, ela lamentou não ter nem sequer onde sentar antes que o grande almoço fosse oferecido, então restava-lhe transitar com as crianças por lá, e beliscar petiscos e bebidas.
Enquanto acima de si, estavam apenas influências gigantescas no mundo. O lugar era dividido em dois enormes andares. O térreo, um salão, e com dependências como cozinha, banheiros e salas de reuniões ou jogos, o teto era aberto pois haviam duas suntuosas escadas de cada lado, agora interditadas pela segurança, que davam acesso ao segundo andar ao qual só se divisava os corrimões que cercavam tudo e o lustres enormes de refinado cristal. As cortinas eram vermelhas com símbolos do Fogo e da Folha.
Lá estariam as pessoas verdadeiramente importantes, Críticos, gente da TV, gente dos grandes órgãos públicos, e principalmente a maior ordem administrativa do país: O Daimyô do Fogo, seus convidados, representantes dos Daimyôs dos outros países e, em pessoa, os Kages das aldeias da aliança.
Com desgosto, forçou-se a aceitar que estavam ali sim, só por causa dela.
As pessoas simples e encantadas com a exuberância a sua volta, estavam ali para ver ela.
As autoridades estavam ali para agraciarem a presença dela.
E tudo que seria discutido entre paredes secretas se resumia nela.
Seria menos frustrante, na verdade, Karin não daria a mínima, se de todos ao menos seu marido estivesse fora desse círculo, livre desse fardo.
Mas era mais desgostoso ainda saber que, ele não se importava com o peso.
— Okaa-san? Onde está o otou-san? – Sakuya indagou – Eu queria mostrar meu casaco novo pra ele...- resmungou, emburrada.
Karin sorriu-lhe docemente, e afagou seus cabelos negros reluzentes. Sakuya sempre ficava vibrante ao ter oportunidade de estreiar uma roupa nova e ainda ter o pai para poder exibir, deixava-a exatasiada. E Sasuke não a decepcionava, ainda que um comentário simples e um sorriso pequeno, eram o bastante para por e menina em nuvens. Karin nunca teve tal oportunidade, mas a filha confirmava a tese de que as filhas mulheres eram sempre mais apegadas aos pais.
Ela era louca por Sasuke e tinha ciúme até da mãe.
A peça nova em questão, era um casaquinho vermelho, com forro e cobertura de renda em que Karin mandara bordar o símbolo dos Uchiha, como sempre, no centro das costas.
— Eu não sei se poderemos vê-lo, mas eu tenho certeza que ele já te viu e está orgulhoso.
— Hum...- Isso não foi o bastante, mas a conformou por enquanto, e conhecendo-a, sabia que de um jeito ou outro, Sakuya daria um jeito de fazer o pai nota-la nem que pra isso vestisse o casaco até na hora do banho.
Karin admirava sua determinação... Lembrava-a de quando era mais nova onde parecia fácil se jogar para um Sasuke sombrio e de chakra atordoante, sinistro. Era irônico, mas temendo-o ainda conseguia dar em cima dele, no entanto, depois daquela viajem e mesmo antes dela, Sasuke havia mudado de uma forma que lhe parecia inalcançável.
Ela nunca contaria que mais uma declaração boba e uma jogada de charme imatura, fosse dar tal resultado tão repentinamente.
“- Sasuke-kuuuun, por favor vamos sair? Está uma noite linda, e eu o amo taaanto, porque não ficamos juntos?”
“- Você...”
“- Siiiim?”
“ — Sabe que não sinto o mesmo... Ainda sim... aceitaria ficar do meu lado?”
Houveram momentos em que se sentira a pessoa mais afortunada em ter aceitado tal condição deveras incerta, mas Karin entrara naquilo sabendo que não deveria esperar que como num romance antigo em que os protagonistas se casam por obrigação, o amor viria a surgir aos poucos.
Ainda havia sim, até hoje uma parte sua que almejava que ele lhe olhasse e sorrisse com uma ternura e afeto a altura da que dedicava aos filhos.
Houve momentos em que sentira uma tola e uma amaldiçoada, e que a levaram a cometer erros e atentar, ela mesma, contra tudo o que havia lutado para construir.
Momentos em que a raiva foi maior que razão e deu vazão a sentimentos e desejos que nunca deveriam se tocados ou despertados.
E momentos que a perspectiva de uma mudança parecesse insanamente necessário. Mas não de um jeito que ela queria admitir mesmo que internamente.
Mas agora, havia momentos em que torcia pra que continuasse exatamente como estava antes, que nada, nenhuma situação, nunhum lugar, nenhuma pessoa, pudesse mudar a vida deles.
Ela não era uma cobaia sem sentimentos, muito menos uma megera destruidora do amor alheio, embora não pudesse negar que, era fora que agira, que era assim que a viam. Karin não achava que estava errada em correr atrás da própria felicidade e de seus desejos e ambições, quem quisesse sobreviver nesse mundo, tinha que lutar.
Pessoas eram deixadas feridas no caminho? Quebradas e desiludidas? Mas alguém tinha que sair perdendo, porque o mundo não era aquela coisa utópica e idealizada.
As pessoas eram hipócritas, não compreendiam que mesmo o mocinho, fazia alguém infeliz no final: O vilão.
Mas achavam-se no direito de julgar o Vilão, que no fim, corria apenas atrás do que lhe alegraria ou aliviaria.
Se o mundo não poderia, nem era igual para todos, então ninguém podia reclamar que se continuasse esta luta infindável pela sobrevivência e alívio.
Alguém tinha que ficar pra trás sempre, alguém tinha que se ferir, alguém tinha que sofrer, porque no fim, todo mundo estava pensando em si e nos seus, poucos tentavam e conseguiam o bem de muitos até mesmo uma nação.
Mas se, todo mundo estivesse realmente feliz... Toda a coisa de doze anos atrás não teria acontecido, com aquela pessoa...
Então ela jamais se permitiria ser incomodada pelo fato de seruma vencedora e uma possível vilã.
No fim, só o que a incomodava era a incerteza...
Ela realmente vencera, ou venceria um dia?
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— Menos gente do que eu esperava.- Sasuke confessou, encarando as pessoas no térreo, de atrás de uma pilastra, preferindo a discrição e observação.
— Será transmitido na TV, então muita gente vai preferir ver em casa, com esse tempo...- comentou Lee, com os braços cruzados.
— Ah.
Ele recordou que quando chegara, o clima estava mudando para uma possível chuva de primavera, normal, elas iam e vinham repentinamente e como estava ali dentro nem percebera se choveria mesmo ou seria apenas um longo manto escuro passando acima.
— E ainda tem muita gente que vai vir pra ver o lugar, foi decorado com itens caros e antigos, então virou uma exposição histórica ou coisa assim, o que significa: Programa de fim de semana.
— Claro.
Mas isto apenas após o fim da cerimônia, então o segundo andar seria aberto para o público pois as autoridades ou vão embora, ou para uma sala menor para sua festa particular e segura.
— Agora estou ansioso pra ver Sakura-chan, será que ela está lidando bem? – Lee disse, ansios, mas sem aquele olhar tolamente devoto do passado.
Parece que ele havia crescido, e Sasuke tinha uma pequena curiosidade sobre se teria sido a própria Sakura, anos atrás, que teria dado fim nesta “paixão”.
No começo ela fora resoluta em dispensa-lo, mas o tempo havia passado e mesmo distante, ele notara que Sakura crescera em força e sabedoria, e se havia convertindo em alguém muito mais doce e gentil, alguém que considerava verdadeiramente os sentimentos alheios, provavelmente mais que aos próprios.
Quanto à indagação de Lee, ele também não sabia responder, soubera que ela havia passado o dia muito irritadiça e cheia de manha, ao ponto de Naruto realmente cogitar cancelar tudo, mas Ino parecia ter conseguido transformar seu temperamento no último momento do dia.
Voltando a visão para o que estava a volta, ele notou a chegada de Gaara e a esposa, aparentemente, eles só trouxeram a pequena Midori, nos braços da mãe. Naruto foi receber o amigo e dar elogios á pequena Sabaku.
Hinata logo se meteu numa conversa com a mulher e as levou dali rapidamente entre suspiros e risadinhas empolgadas.
Logo chegaram também o Quinto Raikage, Darui, e a Tsuchikage, Kurotsuchi.
Darui permanecia com sua expressão de enfado e preguiça e Kurotsuchi era uma mulher bela e de temperamento altivo, mas também divertida.
Ele se perguntava se Mizukage ainda guardava algum rancor ou mágoa dado o motivo do último contato, mas quando o viu chegar com a mesma expressão gentil aceitou que ele já havia entendido a posição deles.
E por último, o Otokage, que por conta do quão fechado o país e a vila do Som eram, não tinha uma visão de boa confiança por parte de todos.
Mas Sasuke o conhecia, ele era membro e filho do chefe do clã Fuuma, se chamava Kaoru Fuuma e era um bom homem, apenas meio áspero e fechado, estava acompanhado de uma mulher de longos cabelos em tom laranja que o Uchiha também conhecia. Sasame Fuuma era uma gentil mulher, e também conhecida de Naruto, indireta ou diretamente, por culpa de Sasuke...
— Oh, nunca imaginei! Mas ela está aqui mesmo! – Lee exclamou, maravilhado.
— Hn?
— Celeste! A cantora! – Sasuke arqueou a sobrancelha, e seguiu seu olhar abobado para um pequeno grupo, uma garota em um kimono azul claro, caminhava com pressa, seguida de algumas pessoas, alguns fotógrafos que a enchiam de flashs e homens que pareciam ser seus seguranças, seus cabelos eram bem negros e lisos, batendo no quadril, seus olhos eram extremamente azuis e muito arrogantes, aliás.
Porém, era realmente muito bela.
— Cantora?
— Todo tipo de gente está aqui, mas espero que ela faça um show antes de ir, sua voz é realmente divina!
Ela se encaminhou direto no rumo dos Kages e se intrometeu na conversa como e fizesse parte dela, coisa que ele duvidava.
Os Kages pareceram estranhar sua intromissão mas conversaram com o máximo de educação.
— Sasuke? – Ele se virou encarando Naruto, que o chamou com o queixo.
Estava na hora.
O Nanadaime seguiu direito para a porta de um corredor e Sasuke seguiu por outro caminho, pegando um rápido atalho, logo estava entrando pela sacada da sala. Ouvindo os Kyah’s de um punhado de mulheres em roda.
Sakura estava em um banquinho acima delas e as olhava achando muito intrigante o que tanto as animava e as fazia se mover ao seu redor como formigas. Ela ainda sim, captou Sasuke e ergueu a cabeça em sua direção.
Seu rosto estava delicadamente maquiado, seus olhos em um destaque em tons quentes os lábios cor de coral.
Ela sorriu empolgada erguendo a mão, escondida sob a manga larga e pesada do kimono, ele tinha várias camadas em tons do mais roxo ao lilás, na camada superior cheia de desenhos e bordados formando flores, e uma faixa rosada sobre os ombros.
Em sua cabeça, no topo, havia um enfeite dourado que derramava fios com pedrarias e laços por sobre as mechas revolventes.
Vendo-a sorrir, as mulheres se voltaram para ele se espantaram.
— Não entre tão furtivamente! – Ino reclamou.
— Preste mais atenção então – Ele rebateu, dando de ombros.
— Algum problema? – Hinata disse.
— Naruto avisou que estava na hora.
— OH! – Exclamaram.
— Não fique nervosa!
— Nem precisa se exaltar! – elas soltaram em cima da outra que ficou apenas achando graça e intrigada com todo seu alvoroço. Sasuke bem que ia avisar que elas é quem a deixariam nervosa...
— Posso brincar com Midori? – Sakura pediu, querendo o bebê.
— Segure ela um pouco – Hakuto cedeu deixando-a pegar a menina muito contente e assim também caindo na compulsãode ficar ajeitando a cauda do traje tal como as outras.
Chouchou era a única mulher ali que se conformava apenas em sentar e observar tudo, comendo. Ele se se sentou também, xingando Naruto e apostando que o idiota se perdeu.
— Vai um? – a garotinha ofereceu o saco, e ele deu de ombros, pegando um e comendo.
Sakura balançava a menina e sorria como se pudesse ve-la, mas adorava mesmo era cheirar sua cabeça e apalpar a bochecha, ela segurava muito bem, aliás.
— Ela está bonita não? – Chouchou indagou.
— Hn.
— É assim que você diz: “Ela está maravilhosa”? – Ele a fitou em interrogação. E ela deu de ombros como se fosse algo simples.
— É o que seus olhos parecem dizer.
Ele abriu a boca para lançar uma resposta, mas quando Naruto entrou se desculpando por ter ser perdido nos corredores, Sasuke percebeu que não tinha uma resposta que realmente quisesse ceder a dar.
Chouchou estava enganada? Não.
Mas ele não queria que soasse tão... Como soou.
— Tudo pronto? – Naruto disse, ansioso – Oh, você está realmente muito bonita!
Sakura sorriu mas não deu muita atenção, seu foco era mimar Midori.
— É melhor vocês irem, se querem os melhores lugares, o Mestre de Cerimônias já vai anunciar o Daimyô.
— Tudo bem! Hora de ir – disse Hinata saindo e puxando Himawari.
— Jááááá?
— Já sim!
— Vamos, Chouchou.- Karui chamou e a garota a seguiu.
— Você poderá brincar com Midori logo logo, certo? – Hakuto ofertou, delicadamente tirando a filha dos braços de Sakura.
— Hai...- ela concordou, um pouco relutante.
— Boa sorte. – Ela e Ino se retiraram com Temari quase arrastanto a Yamanaka para fora, parecia que os conselhos não acavabam.
Naruto pegou a mão de Sakura e ajudou-a a descer do banco.
— Está na hora!
Sakura assentiu, empolgada e os dois seguiram para a porta. Ela, no entanto, parou e olhou para trás estentendo a mão livre.
— Nee, você não vem? – Naruto riu encarando o Uchiha que bufou tomando a capa e vestindo, ocultando a face com o capuz, ele seguiu até eles, e deixou Sakura envolver sua palma.
— Aa – disse.
Os três seguiram pelos corredores, cada vez mais próximos das vozes das pessoas e do tom pomposo do Mestre de Cerimonia elevado pelo microfone.
Quando chegaram às portas do salão do segundo andar. Naruto pediu um breve relatório da situação aos ANBUS parados em vigília ali.
E Sasuke decidiu que era hora de se separarem, não era como se ele tivesse prestígio para entrar com junto do Nanadaime e da futura Princesa.
Seu lugar era nas sombras, guardando a segurança de Sakura e de todos.
Soltou a mão a dela devagar achando que ela nem perceberia. Mas mal se soltaram, seus dedos foram capturados por ela, que voltou a cabeça em sua direção, com uma expressão indagativa.
— O que foi?
— Eu tenho que ir.
— Oh? Mas por quê?
— Eu vou ficar lá fora, você deve entrar por aqui.
— Mas...- Ele ergueu seus dedos e os beijou suavemente.
— Vou estar por perto.
Então se foi, Sakura balançou os dedos próximos ao rosto.
E sorriu alegremente, apertando os olhos com docilidade,
— Sasuke...
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O Daimyô era bem mais bonito do que Karin esperava, seus cabelos eram castanho escuro, longos e sedosos, sob o tosco chapéu no alto da cabeça, as roupas, pelo menos para ela não inspiravam muita virilidade e nem curiosidade sobre se ele era bonito por baixo de tantas camadas de tecido caro.
Como estavam no andar de baixo, a cerimônia era filmada e exibida num grande telão. O mestre de cerimônias, falava com tanta pompa que chegava a dar enjoo.
Mas nada do que ele disse parecia mentira, ainda mais quando cada feito de Sakura Haruno era citado, e as pessoas em volta pareciam recuperar as memorias daquele tempo, passa-las a quem não recordava ou para quem ainda estava presente naquele tempo.
Ela percebeu que esnobara demais o apego das pessoas por aquela mulher, ela fizera muito por todos eles e não se tratava apenas do sequestro.
E então, ela finalmente fora anunciada, o Daimyô parecia satisfeitíssimo em perder tempo ali, e o caminho para ao altar onde ele e um centenário sacerdotes esperavam se abriu desde uma porta.
Parecia um casamento, e por ela, bem que poderia ser.
A primeira coisa que se focou foi em Naruto, usava uma roupa mais formal, ainda que sempre entre o negro e o laranja, a longa capa sobre os ombros. O sorriso enorme e um tanto encabulado por tanta atenção, que nem era pra ele.
Os fios ondulavam espalhando-se sobre o chão ao redor e sobre a cauda do majestoso traje. Cada passo foi dado sem pressa e ninguém parecia afoito por isso.
Sakur foi conduzida até uma almofada vermelha em frente o pequeno altar organizado para o evento, no centro dele havia uma pequena cúpula de prata que diziam estar ocultado a tal coroa.
Naruto a ajudou a sentar sobre os joelhos em cima da almofada e se afastou alguns passos. Sakura olhou em volta um pouco curiosa mas também intrigada e intimidada com a atmosfera que se encheu de aplausos educados lá em cima, mas em baixo, gritos e assovios pareciam capazes de ensurdecer qualquer um.
Desta vez quem tomou a palavra foi finalmente o Daimyô, e não foi lá tão diferente de toda a baboseira do outro cara, mas ao menos foi mais objetivo.
— E é com estas palavras que, eu, Hijikata Shinsengumi, Sétimo Daimyô da Nação do Fogo, dou a ti, Haruno Sakura, o título de Princesa Haruno da Aldeia da Folha, em reconhecimento a teus tributos e feitos, este título caminhará na cabeça da tua linhagem daqui em diante, e por meio dela, toda nossa nação nunca esquecerá tua enorme contribuição e nem nossa enorme gratidão.
O Sacerdote, caminhou meio cambaleante de tão velho até a mesa e pareceu abençoar a peça antes de finalmente exibi-la.
Era de prata, com diamantes e também pedras de um verde profundo, o estilo não era tão afrescurado como Karin achou, tinha um desenho de personalidade mais forte, prático, não exatamente delicado mas ainda feminino.
Sakura estava de costas, então só se podia ver o sorriso alegre do Daimyô em pousar a encaixar a peça pouco acima de sua testa depois de afastar os efeites no topo da cabeça para os lados.
Ele pareceu ter querido ter eu próprio tempo para admirar então pegou a mão dela, incitando-a se levantar.
Mais palmas soaram quando ela se virou, e foi conduzida para que o povo pudesse ve-la realmente, agora parada em frente o corrimão o salão voltou toda a sua energia para ela, a câmera focando em seu rosto, ansioso com tanto barulho ao redor.
— Sakura-chaaaan! – Sakuya gritou em seu colo – Sakuraaaa-chaaaan! Aquiiii! – chamou, acenando energicamente. Karin a ajeitou no colo.
— Eu não acho que dê pra ela ouvir, está muito barulhento.
— Ah...
Sakura finalmente parecia ter compreendido parte daqueles gritos, ela cobriu a boca com a manga do kimono, e suas bochechas coraram, então sorriu inclinando a cabeça com uma graça e uma expressão tão adoráveis que deixou todos em polvorosa.
E Karin suspirou, porque no fim, também estava, internamente, batendo palmas para esta corajosa garota.
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— Maravilhoso – Hijikata afirmou, muito satisfeito, talvez até demais.
— Correu tudo bem, afinal. – disse Gaara.
— Claro que correria tudo bem – disse Hakuto sorrindo com ternura. Metade do mundo poderia estar de joelhos para Sakura agora, mas ela se conformava em ter uma criança para mimar, conversar e brincar.
Estava sentada numa outra almofada próxima a um pequeno palco onde uma banda afiava seus instrumentos e a famosa Celeste se preparava para um pequeno show.
Sakura segurava Midori, agora bem acordada e risonha o que só aumentou sua alegria. Himawari discutia com uma amiga da academia sobre a beleza e o significado das pedras preciosas, e os garotos discutiam sobre as mulheres bonitas e as personalidades famosas ao redor.
— Oh ela parece gostar de bebês – o Daimyô comentou, admirado.
— Bem... ela gosta de todo tipo de crianças...
— Realmente adorável!
— Nunca achei que alguém tão bom em ter o saco puxado, fosse bom em puxar o saco...- comentou Shikamaru enquanto observava de longe, Sasuke estava recostado no pilar atrás dele. Mantendo-se oculto. Não disse nada, mas concordava, o governante estava muito cheio de graça em relação à Sakura, e mesmo a forma como a tocara lhe parecia íntima demais e intimidara Sakura, afinal era um estranho.
Ele sabia que Hakuto e mesmo Hinata, notaram isso e tentavam desviar a conversa sempre que podiam deixando também Sakura, sossegar e relaxar na companhia das crianças e conhecendo novas delas.
Celeste começou a cantar, e ele estranhou que ela não tivesse sido anunciada ou se auto promovido, mas quando a encarou viu que ela fazia questão de tal, sua voz suave até o surpreendeu para alguém que não parecia muito agradável.
E chamou a atenção de todos. Ela sabia que conseguiria e não disfarçava seu sorriso presunçoso mesmo enquanto cantava algo “meloso”.
Sakura ergueu a cabeça e acompanhou com os ouvidos a suave melodia. A prova de sua apreciação estava no revolver manhoso das mechas em sua volta, no entreabrir dos lábios em uma leve ânsia de que a voz continuasse.
Uma salva de palmas encheu o salão, quando ela terminou e Shikamaru ordenou que o segundo andar fosse liberado aos visitantes, e os convidados ilustres se dirigissem para outra a sala.
— Quando vão se reunir? – Sasuke indagou, sorrateiramente.
— Depois do banquete. – Naruto suspirou, em um estado de tensão leve.
— Hn.
Quando todos se juntaram na outra sala, menor e mais discreta, um ninja se dirigiu até Shikamaru com uma expressão desesperada e mal contida.
— Senhor! Estamos encrencados! A represa! – Shikamaru quase entalou com a bebida.
— Não me diga que...
— Está ameaçando romper!
A comoção tomou o lugar e o Nara quis lhe bater por não ser discreto.
— Isso é grave?!
— Estamos em risco?!
Ótimo, a tudo o que ele precisava, um bando de almofadinhas em pânico.
— Tsc, vamos!
— Eu vou com você – Naruto disse.
— O que se passa? – Indagou Celeste nada feliz de ter toda sua atenção roubada quando finalmente a teve.
— Melhor você ficar, Naruto, na pior situação aquela água toda pode chegar ao centro da aldeia, então fique pra que possa fazer todos se retiraram rumo aos locais de escoamento. – O Nara instruiu.
— Mas...
— Ele tem razão, Naruto, logo vão todos ficar sabendo, não pode deixar que entrem em pânico, tem muita gente aqui. – Hinata pediu.
— Mas do que estão falando? – Celeste reclamou.
— Uma represa próxima da aldeira está ameaçando ruir, é melhor sairmos logo senhora – respondeu seu acessor muito nervoso.
— Huh?!
— Precisamos de um plano, algo pra escoar a água pra longe, a vegetação da Floresta da Morte não deve ser afetada mesmo que possa vir a ajudar, ela é parte da proteção da aldeia – Kiba disse.
— Maldição.
Do nada um encapuzado se revelou ao lado de Celeste e ela recuou assustada e irada.
— Eu vou com você, talvez possar usar o Rinnegan para algo.
Ela encarou o homem, muito surpresa, seus cabelos tão negros como os dela caindo sobre a máscula pele alva e cobrindo um dos olhos negros penetrantes.
— Oh...- exclamou, aprovando completamente, até mesmo sua altura intimidante. Ele a fitou por breves momentos mas nem parecia te-la notado.
Claro que não, se tivesse teria ficado ao menos meia hora a contemplando, ora.
— Eu não acho que possa transportar tanta água mas seu Susano’o pode ser útil.
— Vão rápido, se aquela coisa romper...- apressou-os Temari – Vou me preparar e vou, logo atrás – completou.
— Eu também, vão precisar de informação rápida. – Ino declarou.
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E o pior aconteceu a curta chuva fora forte o bastante para aumentar o volume da represa significativamente para que a estrutura rompesse. Chouji que ajudava a mante-la de pé, agora se preocupou em tirar os mineiros dali levando-os para um local alto e fora do caminho da monstruosa onda que seguiu engolindo e varrendo tudo a sua frente.
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“- Rompeu!” Ino afirmou, e Shikamaru jogou o cigarro fora e encarou os amigos.
— Já era.
— Droga!
— Que tal uma trincheira? – Temari disse.
— Houve uma chuva, aumentou o volume da água, e não tenho um cálculo preciso do quanto, por isso, só posso supor que a força com que vem é maior.
— Eles podiam sentir até mesmo o vento vir daquela direção, estavam fora dos limites da floresta e encaravam o campo a frente por onde a onda deveria vir.
Sasuke se teleportou para dois quilômetros mais á frente e o que viu o fez voltar imediatamente e com uma cara nada boa.
— E então?!
— Mande evacuar tudo que esteja próximo.
— Droga!
— Talvez possamos ajudar – Disse Gaara pousando junto a eles.
— Gaara!
Kurotsushi também assim como Chujuro e Darui.
— Vocês...
— Acha que pode dar conta desta água toda? – Darui perguntou ao Mizukage que negou, ajeitando os óculos.
— Estamos falando da força da Natureza por mais que tente, nem sempre o homem pode controla-la, mas, quem sabe todos juntos...
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— Nee, pra onde vamos? – Sakura indagou, um pouco receosa com tanta gente falando ao seu redor e correndo. – Inojin? – Insistiu enquanto o garoto continuou a puxa-la entre as pessoas rumo a um lugar seguro tal como sua mãe lhe confiara.
— Vamos pra um lugar diferente, brincar.
— Diferente?
— Hai!
— Inojin! – eles pararam olhando pra trás, e ele respirou aliviado quando viu a tia se aproximar – Estão indo para um lugar seguro?
— Hai!
— Vá com eles, Himawari, e ajude a cuidar da Sakura certo? – Hinata disse, pousando as mãos nos ombros da caçula.
— Mas mãe...
— Vá com eles, mamãe vai ajudar as outras pessoas a saírem seguras daqui, mas precisamos deixar Sakura-chan tranquila certo?
— Hai.
— Vão!
— E o Boruto?!
— Deve estar seguindo o pai... Agora vão! Sakura, vocês vão para um lugar divertido certo? Não precisa se assustar.
— Hai...
— Vamos – Inojin chamou, puxando as duas, eles finalmente saíram de lá e correram entre as caras charretes e belos cavalos. Sakura adorou o som daqueles animais e supôs que fossem umas criaturas explendidas, quis parar para chegar perto.
— Agora nãããooo – os dois meninos apressaram.
— Oh...
— Hey, ponham ela aqui! – Disse um ANBU indicando uma charrete discreta – Entrem também, será mais rápido chegar até as entradas.
— Ha-hai...- Ele ajudou Sakura a entrar e os dois embarcaram também, entã foi procurar um condutor.
— Espero que ninguém se machuque...- Himawari murmurou.
— Shhhh!
— Ah! Boruto! – ela tinha certeza de ter visto a cabeleira do irmão passando entres as pessoas e não pensou duas vezes sair da carruagem e correr – Boruto! Boruto!
— Himaaaa! Espera! – Inojin gritou, sabendo que estava responsável pelas duas, Voltou-se para Sakura e implorou – Fique aqui! Por favor, eu volto já!
— Hai!
Ele saiu correndo e Sakura se abanou com o leque.
A porta do lado em que ela estava se abriu de repente e alguém parou diante dela.
Sakura piscou um tanto surpresa, mas em seguida, sorriu radiante enquanto reconhecia aquele chakra.
— Você veio me ver?
— Eu preciso te levar comigo.
— Oh!
— Você quer vir? – A mão grande apenas envolveu a dela, mas ela se levantou e se lançou para fora, jogando o corpo e sendo amparada, sorriu envolvendo-o com um abraço forte.
— Quero siiiiim! Eu gosto de você!
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A primeira barreira era de pedras, trazida por pela Tsuchikage, mas a água quando acumulou minimamente teve força o bastante para destruí-la em poucos segundos.
Shikamaru admitiu que o Mizukage estava certo, quando a Natureza se revoltava...
A segunda barreira foi de areia e pedra e visava desvia o curso da água, deu certo mas desviou muito pouco ela ainda invadiria a floresta e estouraria os muros.
Quando visavam mais uma barreira de desvio, a água chegou num ponto baixo do terreno e pegou mais velocidade.
— Recuem! Foda-se a floresta!
— Hai!
Eles saltaram pelas frondosas águas e o barulho da água invadindo a vegetação, espantando os animais era quase ensurdecedor.
A Tsuchikage trouxe mais barreiras e o som delas se chocando contra água foi ainda mais alto, além dos respingos que vieram como chuva.
Kiba parou quando viu um ponto rosa se mover ao longe.
Olhou para trás e viu a última barreira de pedra vir ao chão mas a água bateu de frente com um muro ainda maior, cor de rosa escuro e vibrante.
— Esperem!
Eles pararam e se viraram, estupefatos.
O cabelo continha a água erguendo-se numa parede que aumentava ou tentava aumentar na mesma medida em que a água acumulava e subia ameaçando derramar para fora tal como uma bacia que enchia e transbordava.
— Como ela veio parar aqui?! – disse Raikage.
— A questão é quem. – Shikamaru respondeu, tenso.
“Espero que saiba o que está fazendo, Sasuke.”
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“Isso é maior do que pude imaginar...”
Sasuke se manteve abaixado, encarando a imensa parede que se revolvia tentando conter toda a água.
Ele moveu os olhos para Sakura de pé, ao seu lado, ela mantinha as mãos apontadas para a estrutura que seus cabelos formavam, os dedos estavam em singulares posições que ele ainda não sabia como interpretar e talvez só pudesse entender o padrão, numa luta mano à mano, com ela.
“Será que você vai dar conta?”
Ele não sabia dizer se a estava subestimando ou superestimando, mas sabia que se Gaara com auxílio de Kurotsuchi não podiam dar conta, talvez Sakura que tinha muito mais poder e mais habilidade de manejar seus tentáculos de fios, pudesse.
Soou o som de um estourou e a expressão séria dela vacilou.
Ele olhou para algums metros à esquerda e viu que a água havia feito um furo na barreira dela, um tronco havia atravessado, devia ter vindo com tanta força quanto a de um canhão.
Ele lembrou que Sakura não podia prever qualquer movimento tão facilmente, ela estava contendo água, misturada com muita porcaria que bateria com força contra sua armadura vindo de direções e com tamanhos que ela não podia adivinhar.
— Você... Se não aguenta, nós teremos que ir. – avisou.
Mas ela estreitou os olhos numa expressão determinada.
— Mas você disse que se eu fizesse isso, poderíamos ajudar todos, eu não quero ninguém machucado...
Ele apenas observou novamente, agora ao redor, tinha que planejar uma fuga rápida caso ela cedesse.
Tinha metido ela nisso, e Naruto arrancaria sua pele independentemente de dar certo ou não.
Sasuke não se permitiria que ela saísse sequer arranhada dali.
Outro estrondo veio do outro lado e Sakura recuou um passo, gemendo com o choque que mais a assustou, Sasuke apoiou a mão em suas costas.
— Chega, vou tirá-la daqui.
— Sakura! Tente desviar toda a água – Gaara disse, pousando ao lado dela. O que a distraiu por um momento.
— De-desviar...?
— Sim, querida, tente fazer com que ela escoe noutra direção. – Kurotsuchi disse – Eu vou tentar também! – ela correu para a direita, tentaria criar um novo desvio.
Sakura conseguia manter bem segura a direção em que água vinha com mais violência, mas quanto mais ia-se para os lados, e se distanciava do centro, mais água chegava e inundava também.
— Ela tem muito chakra...- disse Chojuro, admirado.
— Mas não controle, Sakura quanto tempo pode segurar?
— Talvez ela dê conta até que a água comece a retroceder. – disse Darui.
— Está louco? Ela não é uma máquina!
— Vocês estão deixando ela nervosa – Sasuke disse, irritado.
— Todos estão nervosos! – rebateram.
Sakura gemeu outra vez, mas antes que pudessem tentar algo, o seu chakra em vórtex eclodiu ao redor, jogando-os para longe. Sasuke rolou pelo chão e quando parou viu a imensa muralha começar a pesar e tremer como gelatina.
Claro, o cabelo tinha fragilidade para lidar com água, o deixava pesado, e mais chakra era gasto para molda-lo.
Ela não daria conta com toda essa pressão.
— Kurutsuchi está conseguindo! – Gritou Chojuro.
— Sakura! Você pode parar! – Shikamaru declarou.
Sasuke se levantou atordoado com a constatação de que, o selo estava rompendo.
Mas não o segundo, era o primeiro.
De novo.
— Sakura!
Ela ergueu as mãos novamente, e apontou uma para a muralha e a outra, se apontou para seu colo, então, ela começou a levitar.
Suas sandálias soltaram-se de seus pés envoltos em meias brancas e ela seguiu para cada vez mais alto.
Ele subiu numa árvore que ainda estavade pé e tentou segui-la.
Os olhos dela estavam tomados por luz novamente mas parecia não sentir dor como antes.
O chakra ainda fluía numa força grande demais para se chegar perto, e ele viu uma luz escoar da abertura do kimono sobre o colo.
Viu o brilho da tiara de prata caindo, e viu a luz dourada formar símbolos no centro do colo de Sakura.
— Selo de Oito trigramas. – ela disse, apontando os dedos para o desenho na pele.
“Isso é...” Ele constatou assombrando.
— Uma chave! – gritou Shikamaru – Ela vai abrir o selo, Sasuke!
— Pare agora! Sakura!
Mas bastou ela pressionar seus cinco dedos nos desenhos, cada um deles mergulhou em sua carne como se ela fosse de creme e de dentro para fora mais chakra saiu em espirais que subiram para os cabelos e se espalharam pela muralha inteira, que ganhou força e uma camada de chakra ainda mais poderoso e reluzente a modelando.
Em sua cabeça um halo se formou, dourado, e quando se apagou havia uma tiara que parecia até de ouro em sua testa mas era pura energia, ela tinha pontas ondulosas e afiadas e uma parte descia pelas laterais do rosto deixando sua expressão não só mais severa e determinada.
Ela estava imponente.
E totalmente ciente, o verde em seus olhos parecia mais vivo do que nunca, aquele fogo que inflamava neles quando estava num campo de batalha parecia reascendido e ainda mais forte.
— Sasuke! Cuidado! – Alguém gritou e foi quando ele viu um tronco quebrado cair da grande tina de fios em sua direção. Rápido demais, quando ele estava mais que letárgico com a nostálgia, hipnotizado de admiração.
Atingiu seu ombro e ele caiu em terra tendo consciência imediata que, só não perdera outro braço porque ainda sentia o punho firme em volta da espada.
Mas doía como o inferno e ele mau conseguiu se sentar e se cobrir de mais destroços que se abalavam do outro lado e transbordavam, com a proteção do Susano’o.
— Sakura...
Sua mente embaçava com a dor e o barulho estridente, mas ele a viu agora totalmente focada em modelar seus fios e não só conter a onda, mas empurra-lade volta.
Gaara ergueu outra parede e juntos, empurraram.
Mais troncos transbordavam enquanto faziam isso e Sasuke se concentrou em fazer o humanoide crescer e erguer as mãos até e ao redor de Sakura, em proteção.
Ela não pareceu perceber ou se importar e duas pedras atingiram as mãos que cobriam acima de sua cabeça, sem tocá-la.
A água estava baixando. Shikamaru suspirou, mais calmo. A pressão acabou e ela agora começava a retroceder.
— Essa foi por pouco... que problemático.
E foi então que, o cabelo simplesmente perdeu a vida. Como quando uma grande falta de energia atingia uma cidade durante a noite, ele inteiro se apagou e a água o derrubou como papel. Pego de surpresa Gaara não conseguiu se proteger e uma onda baixa mais forte o levou para trás com areia e tudo.
Sasuke tentava se manter conciente e se levantar quando foi empurrado e o Susano’o se desfez.
Mas ele se levantou em meio á agua suja e saltou ignorando tudo quando viu Sakura “desligar” no ar e começar a cair.
Apenas quando a estava para alcança-la ele lembrou que, não tinha como segura-la.
Estava sem um braço e outro parecia que ia cair a qualquer momento de seu ombro.
Ele não tinha como segurar de qualquer maneira então seguiu o primeiro reflexo que teve e deixou o corpo dela se chocar com o seu no ar e caiu junto. Ao menos o tombo dela ele tentaria amenizar.
O choque foi forte, ela pesava o triplo com as roupas totalmente encharcadas e ele viu a estranha coroa se desfazer assim como o Selo em seu peito apagar e sumir da pele.
Reconheceu por um momento um chakra e embora devesse, não se sentiu aliviado quando seu corpo foi amparado no ar e o de Sakura afastado de si.
— Seu grande idiota! – O clone de Naruto gritou entre a fúria e o alívio quando ajudou a pousar no chão.O verdadeiro escorregou um pouco na lama quando tentou se equilibrar com Sakura mas suspirou de alívio.
Os dois o encararam feio, mas Sasuke apenas se deixou cair sentado, já tinha muito a dizer a si mesmo. Também estava furioso.
Consigo.
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— Graças a deus que você está bem! – Ino declarou, adetrando a enfermaria e correndo para abraçar Sakura na maca. Ela sorriu achando graça o rosto com respingos de lama.
— Ela está perfeitamente bem – Tsunade disse, não conseguindo deixar de estar orgulhosa, ela estava nos muros da aldeira e viu ela mesmo quando a parede cor de rosa se ergueu.
Algo em seu peito avisou que, sua adorada pupila ainda estava ali, jamais seria como foi uma vez, mas sua essência jamais se extinguiria.
Ela estava lá pra ajudar e o fez.
— E foi perfeita, embora tenha nos assustado – confessou – Sakura...o que você fez?
Sakura não entendeu de imediato, mas sorriu como se fosse algo muito simples.
— Eu precisava de mais chakra, então eu trouxe mais chakra!
— Oh...
— Ela tem controle do primeiro selo – Shikamaru disse. – Pelo menos hoje, ela teve – brincou e ela entendeu que estava sendo um pouco esnobada, e respondeu inflando as bochechas.
Bom, realmente não sabia, nem de onde algumas palavras lhe vieram, mas precisava de força, precisa de mais daquela energia que nela habitava e ficou feliz de a ter.
— Controle do primeiro Selo? É possível? – disse Naruto.
— Tal como você podia controlar a Kyuubi, creio que seja mais ou menos isso, como já conversamos, quando “alguém” a forçou a liberar o selo, ele rompeu seu próprio controle sobre ele, agora Sakura o tem...
— E não vai ficar liberando atoa nééé? – Ino disse, puxando suas bochechas, não era uma pergunta e seu tom carinhoso estava assustando.
— Haaaiii – Sakura choramingou sentindo as bochechas arderem, como se Inojin não já as tivesse puxado o bastante quando se reencontraram, brigando por ela ter desobedecido e sumido.
— Sua encrenqueira!
— Mas foi o Sasuke que disse que eu podia ajudar!
— Eu me resolvo com aquele idiota depois! Se eu for lá, termino de arrancar o braço dele!
— Foi uma ideia perigosa, mas deu certo. – admitiu Darui.
— E nos mostrou muita coisa – declarou Kurotsuchi, e a tensão tomou o lugar quando todos menos, Sakura, obviamente, entederam o que ela queria dizer.
Os Kages acabaram podendo ver eles mesmos, do que Sakura era capaz.
Palavras não eram mais necessárias ou não teriam efeito.
Agora o que importava era, seu veredicto.
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— Distendeu uns ligamentos mais vai ficar bem, nem precrisará de fisioterapia, você deu sorte – Tsunade disse.
Sasuke permaneceu encarando a braço enfaixado, estava deitado e Sakuya chorou até dormir em seu peito.
Ele percebera que a assustara ao ser visto tão ensanguentado e mal se aguentando em pé de tanta dor quando ela nem se lembrara nem por um momento de exibir seu casaco.
Mas ele já havia visto, estava orgulhoso dela e de seu orgulho por portar este nome já tão manchado.
Agora quanto a si...
Apertou o punho ainda sentindo o braço inteiro latejar mesmo com a anestesia. Era ainda mais perturbardor sentir tanta dor num braço e lembrar da inutilidade do outro.
Fazia tempo que não se sentia tão impotente.
— Tsunade...- chamou quando ela já se retirava, ansiosa pelo resultado da maltida reunião que foi marcada em meio a tanta bagunça.
— Que?
— Sobre o braço protético...
— O que? Já entendi que não quer, sei que Naruto é um saco mas...
— Eu quero.
— Huh?!
Ela se voltou para ele e o encarou, estupefata.
— Eu quero fazer a cirúrgia, eu quero o braço.
Ele ia proteger todos a partir de agora, seja da ganância de outras pessoas, seja das eventualidades inevitáveis como as de hoje, mas ele ia.
E completo, e com as duas mãos.
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— Nós chegamos a um consenso, Naruto – Gaara declarou — E como foi rápido, não vejo porque demorar a dizer.
— Tem razão, esqueçamos essas frescuras todas, direto ao ponto – falou Darui.
— Sobre a situação de Haruno Sakura e como ela interfere em relação à nossa aliança – Começou Kurotsuchi, altiva.
Deus, ele estava para gritar todos os seus motivos, mas infelizmente, aquele era mais um daqueles momentos em que espernear era inútil.
Naruto sentia o suor escapando de cara poro.
O futuro de sua melhor amiga estava nas mãos daquelas pessoas, e embora confiasse e as compreendesse, ele sabia que não podia passar por cima dos deles pelos seus, e sendo cinco contra um, ficava ainda mais complicado.
Mesmo o Otokage tinha sua opnião, mas sua expressão serena era impenetrável, e se mantinha calado.
— Nós decidimos que, tanto quanto a vila da Folha, nossas aldeias e países tem uma dívida a pagar, e agora é provavelmente tarde para ajudar Sakura a se recuperar completamente...- Começou Chojuro.
— O que?
— Mas... — acrescentou Gaara, com um olhar que pedia apenas paciência.
— Nós decidimos que faremos o que estiver ao nosso alcance... – disse Kaoru Fuuma.
— Pra proteger e preservar a paz de Haruno Sakura...
— Tal como ela protegeu e preservou a nossa paz.
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