Lost In Darkness
2 Capítulo Um - O começo.
Notas iniciais
Qualquer erro é só me avisar que eu corrijo na hora.
Corri mais alguns metros até perceber que não podia mais ouvir o som do grito de uma Fúria que havia me perseguido desde o Hotel até o Acampamento.
De onde infernos ela surgiu?
Movi minha cabeça para o lado para afastar esse pensamento e acelerei o passo para que ela não me encontrasse, eu estava quase chegando no pinheiro da Thalia.
Quer dizer, o que costumava ser o pinheiro... Recentemente ela acordou e virou uma caçadora de Ártemis. É meu amigo, as coisas mudam.
Repeti o movimento com a cabeça. Eu realmente estou começando a pegar essa mania.
Dei mais alguns passos e aqui estou eu. Voltei para o lugar de que tenho fugido por cinco anos.
Talvez eu não deva voltar, talvez eles me odeiem... talvez eu possa apenas fugir e continuar minha vida antiga, ela era ótima e...
“Não Samantha, você precisa voltar.” Eu disse em voz alta para mim mesma.
Mais um passo e eu estaria oficialmente de volta ao acampamento.
Eu preciso ajudar minhas amigas, eu preciso dar esse passo.
– Sam! – ouvi um grito em minha direção e fui puxada para dentro do acampamento. Bom, pelo menos agora eu não teria mais a opção de dar o passo ou não – Eu não acredito que você voltou!
– É... – só então olhei para o rosto da pessoa que estava falando comigo. Os olhos azuis de Liz estavam me encarando cheios de lágrimas – LIZ! Eu senti tanta sua falta. – eu disse e abracei a menina.
– Eu também Sam, você me abandonou.
– Não, eu tive que ir. Mas agora estou de volta, não é? – limpei as lágrimas dela.
– Só porque a Juliet está desaparecida... Sam, — ela me encarou – Ela simplesmente sumiu! Eu não sei o que aconteceu. Ela disse que ia dar uma caminha pelo acampamento e não voltou mais. Quíron não sabe o que fazer e meu pai está no Olimpo...
– Espera – ri – Sr. D está no Olimpo?
– Sim. Muitas coisas estão acontecendo, Sam. – ela suspirou – Jackson desapareceu, e recentemente chegaram esses novos semideuses e um menino completamente estranho que fala as coisas em Romano e...
– Olha, você vai ter que me explicar tudo depois, agora eu quero ver o Quíron.
– Tudo bem. – ela sorriu – Mas eu tenho aula de Arco e Flecha agora, vou arrumar alguém para te levar lá... Connor! – ela gritou.
– Eu não esqueci o caminho Liz, não se preocupe.
– Tudo bem então – ela me abraçou – Senti sua falta. Te vejo na hora do jantar, e conversamos na fogueira. Ok?
– Claro. – disse sorrindo.
Observei Liz andando e acenando para várias pessoas. De nós três (Liz, Juliet e Sam) ela sempre foi a mais sociável.
Comecei a andar em direção da sala do Quíron e percebi vários olhares em mim. Acho que é a primeira vez que veem uma menina com uma roupa completamente preta e sem a camiseta do acampamento.
– Samantha Bakler – disse Quíron sorrindo quando entrei em sua sala – Você andou sumida garotinha...
– É. – sorri – Eu estive ocupada.
– Você fugiu, e não deu notícias – ele disse levantando as sobrancelhas.
– Me desculpe, é que se eu ligasse e ouvisse sua voz... eu poderia querer voltar.
– E o que seria tão ruim em voltar? – ele perguntou mexendo em alguns papéis em sua mesa. – Esse lugar é ótimo.
– Eu, só precisava de um tempo sozinha... para arrumar meus pensamentos.
– Seus pensamentos já estão arrumados?
– Bom, eu estou aqui, não é? – sorri.
– Ótimo!. Agora vamos falar de seus problemas. – seu rosto ficou sério – Sua amiga Juliet está desaparecida.
– Quanto tempo?
– Vinte dias.
– Ela está desaparecida a 20 dias e vocês decidem me avisar AGORA? – aumentei o tom de voz.
– Você está desaparecida desde seus onze anos.
– É diferente.
– Bom, de qualquer modo. – ele sorriu – Nós falamos com Rachel, e...
– Rachel?
– O oráculo.
– Ham? O Oráculo é uma menina?
– As coisas mudam. Enfim, nós falamos com Rachel e ela disse que uma filha da magia estava determinada a encontra-la. E a filha da magia seria...
– Eu.
– Isso. Eu poderia te poupar disso e dar a missão ao Percy ou Annabeth, até mesmo a Liz... Mas Jackson está desaparecido e Annabeth muito ocupada procurando por ele. E não mandarei a Liz sozinha.
– Eu quero essa missão.
– Então é sua. Você só precisa falar com o oráculo para a profecia.
– Quer dizer, com a Rachel? – dei uma gargalhada.
– Essa mesmo. – ele disse e logo em seguida um menino loiro de olhos azuis entrou na sala – Esse é o Nick, ele vai te levar até Rachel.
– Eu não posso ir sozinha? Quer dizer, nada contra ele – eu disse apontando para o menino – Mas....
– Você é sempre assim? – Nick disse rindo – Vamos, menina gótica.
– Olha só... – levantei o tom da minha voz.
– Nada de brigas aqui, por favor – disse Quíron.
– Ok, vamos lá menina gótica e irritadinha, é um pouco longe. – disse Nick dando um sorriso. Ele tinha um sorriso sincero, como se iluminasse o mundo todo. Tentei tirar meus olhos de seu rosto.
Nick e eu saímos da sala do Quirón e começamos a andar pelo acampamento, demos no mínimo uns 100 passos até que ele falasse alguma coisa.
– Então... Filha de Hécate? – ele perguntou.
– Como sabia? Quero dizer... eu sou um pouco sombria, mas...
– Todos estão falando de você, não tinha como não saber.
– Hum... – assenti – E você, filho de quem?
– Apolo – ele sorriu.
– Só podia ser. – eu disse.
– Posso saber por que?
– Seu sorriso, é um pouco exagerado. Você brilha.
– Isso é bom?
– Ainda não sei. – sorri.
– Bom... chegamos! – ele disse. Na minha frente estava uma menina ruiva.
– Olá, você é a Sam? – ela perguntou sorridente.
– Samantha. – corrigi – E você é a Rachel, certo?
– Sim, e... – ela estava falando quando de um segundo para o outro seus olhos ficaram verdes e algum vapor estranho ficou em volta dela. Dei um grito agudo rápido e tentei escutar o que ela estava falando.
A filha da deusa mais distante e sombria,
Irá provar seu poder.
Em magia ou escuridão, alguém irá morrer.
Se o sucesso conseguirá,
A luz, ela terá que encontrar
De algum modo duas missões entrelaçadas
Para no final, a escuridão ser despedaçada.
Notas finais
quase morri pra fazer a profecia, gostaram?
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