Lost In Darkness

3 O começo - Parte Dois.


Notas iniciais
Então... me digam o que acharam, ok?
está muito grande, não me matem ok?

Depois disso, a menina voltou ao normal. Ela caiu no chão e ficou com os olhos fechados por cerca de alguns segundos, mas depois acordou e levantou.

– É isso – ela sorriu – Acho que devemos levar isso para Annabeth, ela pode ajudar a desvendar alguma coisa.

Eu e Nick seguimos ela até o chalé de Atena, e esperamos do lado de fora.

Na minha cabeça, tudo que eu conseguia pensar era no “Alguém irá morrer”. Que tipo de missão é essa? Que tipo de profecia te conta que alguém vai morrer?

– Olá! Quanto tempo Sam – disse Annabeth. Sim, eu conhecia essa menina metida a gênia.

– É – sorri – Alguns anos, você continua igualzinha.

– Não posso dizer o mesmo – ela riu – Seus olhos estão ainda mais bonitos.

– Obrigada.

Sentamos para conversar, nós contamos da profecia e ficamos olhando um para a cara do outro pra ver se alguém tinha alguma dica.

– MAS É CLARO! – ela riu – Piper, Jason e Leo saíram atrás de Percy e Hera, eles devem estar juntos.

– Eles quem?

– Percy, Hera e Juliet.

– Hum... Quem é Percy? – perguntei.

– Meu namorado – ela sorriu. – Foi ele quem matou o titã Cronos – ela disse em um tom de orgulho.

– Mas eu achava que ele só tinha ajudado, que Luke foi quem se matou e de um modo estranho matou Cronos.

– Sim, mas o Percy que deu a faca ao Luke e... – percebi que ela ia começar a falar, então apenas disse que tinha entendido.

– Sam, você precisa escolher que vai com você na Missão, e Quirón precisa te liberar.

– Eu vou levar... – minha primeira opção seria a Liz, mas lembrei que alguém morreria. Preciso falar com ela primeiro. – Ham... você quer ir, Nick?

– Achei que não fosse perguntar! – ele riu – Claro que sim.

– Ótimo, agora eu preciso passar no chalé de Dionísio para convidar a Liz.

– Ela pode ser uma ótima companhia. – disse Annabeth.

– Eu sei. – sorri.

Nick e eu deixamos Annabeth e Rachel conversando e fomos ao chalé de Dionísio. Liz aceitou a missão e saiu pulando para escolher sua roupa.

As vezes eu ainda duvido que ela seja uma deusa menor filha do Sr. D e da Afrodite.

Afastei esse pensamento e fui falar com Quirón, ele disse que se estivéssemos descansados poderíamos sair ainda hoje.

Ótimo, eu não aguento mais ficar nesse lugar.

Nick disse que ia preparar suas coisas e correu para seu chalé, como eu não tinha o que fazer, decidi ir dar um Oi a um velho amigo.

– Grover! – eu disse indo em direção a ele quando o encontrei perto da fogueira. – Meu deus, como você já é um bode velho!

– Ei! – ele disse rindo e me abraçou – WOW, você está cada dia mais bonita.

– Ou estranha. – eu disse – Olhe meus olhos.

– Hum... – ele me olhou – Acho legal. O que está fazendo no acampamento?

– Eu tenho uma missão.

– Salvar a Julie?

– É... você sabe de alguma coisa?

– Olha, eu sonhei com ela. — ele olhou para baixo – Ela esta bem, mas um ciclope quer ela.

– Ham?

– Ela é tipo o jantar dele.

– Isso não faz sentido, um ciclope não guardaria sua comida por 20 dias.

– Eu sei, por isso achei estranho. E eu não costumo ter sonhos assim, deixo esse trabalho para o Percy.

– Ela pode ser uma isca. Alguém pode estar querendo me chamar.

– Você acha? – ele perguntou.

– Acho. A missão foi dada exatamente para mim, isso não é normal.

– Percy sempre tinha as missões...

– Por Zeus! Chega de falar desse menino.

– Ok, bravinha. – ele deu uma gargalhada.

– Sam... – ouvi uma voz atrás de mim, era Liz – Oi Grover.

- Oo-o-i, Liz. – ele gaguejou. Só então percebi que ela estava bonita. Estava vestindo uma calça jeans rasgada clara, a blusa laranja do acampamento e uma jaqueta e couro preta. Tinha passado lápis nos olhos, estavam mais azuis que hoje cedo.

– Você está linda. – eu disse – Não é muito?

– Claro que não. – ela sorriu – Vou te esperar lá no pinheiro, ok?

– Ok Liz, já estou indo. – ela saiu andando.

– Tcha-a—u – Gaguejou Grover.

– Sério, você ainda tem uma queda por filhas do Sr. D?

– Mas ela é muito bonita.

– Isso responde minha pergunta. – ri. – Grover, eu tenho que ir.

– Boa sorte! – ele me abraçou.

– Obrigada. – eu disse. Depois sai correndo em direção a Liz tentando alcança-la.

Quando finalmente alcancei ela, já estava sem folego.

– Vo..você foi muito rápida – reclamei.

– Acho que vou deixar o clima entre você e o Nick rolar. – ela deu uma gargalhada – ele é um os meus melhores amigos, e acho que nunca vi ele interessado em alguém... eu jurava que ele era gay.

– Ele não esta interessado em ninguém, pelo menos não em mim.

– Tá – ela abriu sua bolsa e começou a passar um batom.

– Você sabe que está indo lutar com monstros, não é?

– Eu estou me sentindo uma... uma Menina em missão. Posso? – ela guardou o batom na bolsa.

– Claro – ri – Então, onde está o Nick? E como vamos sair?

– Com os pés?

– Engraçadinha. – dei uma risada falsa – Para onde vamos?

– Não sei.

– Ei, você acha que vai chover? – tentei mudar de assunto.

– Eu tenho cara de meteorologista? – ela perguntou.

– Não Liz, você não tem. Podemos pegar um taxi, você sabe se é caro?

– Claro que sei, eu estou no acampamento desde que sou praticamente um bebê e essa vai ser a primeira vez que eu finalmente posso sair e então é claro que sei o preço de um taxi.

– Por Zeus... – comecei a falar. Eu tinha esquecido como ela era irônica e sarcástica. Não sei se todos os filhos do Sr. D são assim, mas isso me irrita profundamente. – Senti sua falta – abracei ela.

– Eu sei. – ela pegou um elástico de cabelo do seu pulso e prendeu em um coque, depois pegou um óculos de sol que foi presente de seu pai Dionísio. Com esse óculos ela pode dar “zoom” em qualquer coisa, enxergar qualquer coisa. – Eai, quando vamos?

– Quando o Raio de Sol aparecer. – respondi.

– Isso pode levar dias... – ela riu.

– O que?

– Raio de Sol, dias, Apolo... Nossa, você não tem senso de humor. – ela disse e continuou rindo.

– Você bebeu?

– Hoje não, por que?

– Nada Liz, nada... – eu ia continuar a falar quando o Nick finalmente apareceu. Ele estava vestindo uma bermuda jeans e a blusa do acampamento.

– Então Sunshines, vamos? – ele disse sorridente.

– Sunshines, sério? – Liz começou a rir – Você é muito besta.

– Eu sei – ele sorriu – Gente, o que vamos fazer?

– Eu acho que podemos andar um pouco na rua e pedir um taxi.

– Ok – disse Liz. – Espera, você pode ver na sua bola mágica para ONDE vamos? Ninguém tem idéia de onde a Juliet pode estar.

– Grossa. – respondi – Não sei.

– Acho que ela está na Austrália – disse Nick.

– Por que RAIOS ela estaria na Austrália? – perguntou Liz.

– Não sei, só sempre quis visitar a Austrália. – ele deu de ombros.

– Claro, claro – respondeu Liz.

– Calem a boca – gritei – Enfim, nós podemos ir para onde aqueles outros semideuses foram, nossa profecia dizem que duas missões estão entrelaçadas. Só pode ser isso.

– Invocou a Atena foi? – zombou Liz – Ok, onde eles foram? Alguém sabe? Não. Plano B...

– Eu sei – disse Nick – Eu acho que eles foram para o Canadá.

– Por que você acha isso? – perguntei.

– Eu sonhei com isso. Aquele Leo me irrita, sonhei com eles lá.

– Ok, coerência mandou um beijo. – Liz riu.

– Não temos outro plano. – eu disse.

– Partiu Canadá? – Liz perguntou.

– Partiu! – assenti.


–-

Nós saímos do acampamento e pegamos um taxi.

– Então... – começou Liz – Se nós vamos para o Canadá, quer dizer que vamos ter que andar de avião?

– Claro – respondeu Nick. Eu estava muito ocupada olhando para o vidro do carro – Não me diga que você tem medo de andar de avião.

– Eu não tenho medo – ela gaguejou – é só, uma fobia.

– Tinha me esquecido! – virei rapidamente na direção dela – Você chora toda vez que alguém te pega no colo!

– Olha, eu não tenho medo de altura, eu tenho medo de CAIR de um lugar alto.

– Meu Zeus – disse Nick – vai ser tão divertido.

Olhei para os olhos do motorista pelo espelho que fica no teto... eu não lembro o nome... mas é aquilo que fica na frente, sabe? Depois pergunto o nome para a Liz.


O taxista era meio estranho. Mas tudo bem, todo mundo em NY para mim é estranho.

Ele não nos levou para o aeroporto, pelo menos eu acho que não. Nos levou para um beco escuro.

– Chegamos. – ele disse rindo.

– Não... moço, não é aqui não – disse Nick.

– O-ou – disse Liz.

– Chegamos a onde eu queria chegar, queridos. – disse o motorista – saiam do carro, agora.

– Olha só querido, quem você acha que é para me mandar sair do carro? – Liz aumentou a voz.

– SAIAM DO CARRO! – ele gritou.

– Whatever, vou sair porque eu quero, não porque você mandou – Liz disse abrindo a porta. Eu sabia que dentro da bota dela ela tinha uma faca que tinha escolhido com a ajuda de um filho de Hefesto, mas não acho que aquela faquinha vai ser o bastante.


Saímos do caro sem falar nada. O homem ficou olhando para nossa cara e rindo.

– Eu não sou palhaça pra você ficar rindo – disse Liz. Por Zeus, como ela consegue falar numa hora tensa como essa.

– Loirinha, só porque você é muito chata, vou te matar primeiro – dito isso, o homem se transformou em um cachorro.



Não um cachorro comum, um cão infernal.

FIM DO CAPÍTULO UM.

Notas finais
eai? gostaram? me contem ok?
qualquer erro é só avisar.