Lost
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Após conseguir a substância que faltava, todos desceram para o bunker. Antes de entrarem no laboratório, Patterson os deteve para uma consideração:
— Precisamos do... Dr. Johansen aqui. Ele é quem tem mais experiência e habilidade com a preparação de fórmulas delicadas. Precisamos tirá-lo da cela.
— Vou buscá-lo. – Tasha se voluntariou.
— Por favor, Tasha, seja gentil. – Patterson tentou.
— Só posso prometer trazê-lo vivo. Ser gentil é pedir demais. – latina se afastou rapidamente.
— Vocês têm um cientista como prisioneiro aqui embaixo? – Boston questionou franzindo a testa. – Estão dependendo de algum cientista maluco que tenha rompido com a ética profissional para fazer isso?
— Ei, eu pensei que fosse o único cara cheio de más intenções que vocês prenderam para usar e abusar das habilidades. – Rich parecia realmente muito enciumado.
— Não, não, não. O trabalho dele é totalmente confiável e segue todas as normas padrões de segurança e ética da área. E prisioneiro é uma palavra forte demais. Digamos que ele foi temporariamente detido pra averiguações. – Patterson amenizou enquanto entravam e começavam a organizar o espaço.
— Eu conheço essa história. E isso pode não acabar bem. Eu mesmo enganei vocês diversas vezes. – a presunção na voz de Rich era acompanhada daquele sorriso vitorioso que irritava a todos. – Céus, ainda bem que estou aqui pra impedir esse cara de passá-los para trás novamente. Vocês vão mesmo confiar num prisioneiro para manipular o antídoto que salvará a vida da Jane?
— Não temos certeza se ele é um daqueles caras maus, Rich. – Jane tentou tranquilizar o amigo. – Estamos verificando algumas informações. De qualquer forma, o perfeito Dr. Johansen terá que romper os protocolos pela primeira vez hoje, manipulando essa fórmula e aplicando em mim sem os testes necessários.
— Vocês estão zoando comigo, não é mesmo?
— Infelizmente não. – Weller finalizou passando a mão no pescoço visivelmente desconfortável.
— Vai dar tudo certo, Kurt. A probabilidade é de quase cem porcento. – Jane o tranquilizou envolvendo o marido pela cintura.
— Entendo sua hostilidade comigo. Está protegendo sua filha. Também faço tudo para proteger o meu. – a voz do Dr. Johansen soou atrás deles.
Ele estava algemado e era escoltado por Zapata que o empurrava pelo braço.
— Se conhece mesmo o amor por um filho e quer rever seu menino, não ouse sair da linha aqui – ela arrematou o empurrando em direção a Patterson.
— Santo The Walking Dead!!!! É o Roman! Essa família inteira volta dos mortos como se fosse a coisa mais natural do mundo. Só por garantia, vocês já tentaram procurar ajudar religiosa? Talvez precisem de orientação espiritual para desencarnar. Isso aqui está fugindo dos limites, pessoal.
— Rich, você quer manter a calma, por favor! – Patterson quase gritou.
— Calma, amor – Lincoln falou a abraçando. – Tudo dará certo e Jane ficará bem.
— E o projeto de cientista ali garante que não é Roman. – Zapata esclareceu.
— Meu nome é Nicolas Johansen – o químico começou cabisbaixo e parecendo assustado. – Sou especialista em química orgânica...
— Tudo bem, Roman – Weller o interrompeu. – Ou Nicolas. Não precisa repetir tudo de novo.
Fizeram mais alguns esclarecimentos aos amigos recém-chegados e todos começaram a trabalhar. Johansen começou bem desconfortável, mostrando-se tenso e assustado. Suas primeiras tentativas de mexer com o maquinário que existia ali não deram certo. Jane, então, se aproximou. Discretamente, pediu espaço aos amigos que se afastaram deixando os dois com certa privacidade naquela estação de trabalho. Ele olhou de relance para ela, mas não a encarou, continuou tentando executar a tarefa que fazia. Ela tentou uma ou outra frase corriqueira, mas ele não interagiu. De repente, sem que ele esperasse, colocou a mão sobre a dele.
— Tente se acalmar. Vamos encontrar uma saída para essa situação.
— Se eu falhar, você morre.
— Mas nunca vou te considerar culpado por isso. Então, você tem a minha autorização para falhar.
Ele parou o que estava fazendo e se apoiou na mesa.
— Moça, se está tentando me encorajar, deveria me fazer acreditar que vou conseguir.
— E vai! Se conseguir se acalmar.
— Ninguém aqui aceita quem sou. Já me condenaram antes de qualquer sucesso ou derrota. Minhas pesquisas sempre enfrentaram ceticismo, mas perder ratos num laboratório é muito diferente de enfrentar isso aqui. Como pode estar tão calma?
— Ter você aqui, preparando essa fórmula, cercada por essas pessoas, é muito reconfortante para mim. Eu tenho vivido no inferno praticamente minha vida toda. Isso me destruiu de tantas formas que sequer consigo imaginar que algum dia viverei em paz. Não sei dizer por que não desisti até agora. Bem, se até a morte me rejeitou, não tenho muita escolha, então o que posso fazer é tentar e tentar de novo porque sempre há uma esperança, sempre há uma saída.
— Sempre – ele repetiu sorrindo e olhando para a mesa. – Tentar e tentar. Faço isso em meu trabalho todos os dias por meu filho.
— Seu filho. Pode me contar mais sobre ele?
— Acho que não é o momento. Seus amigos estão esperando o antídoto.
— Mas talvez eu precise te ouvir muito mais do que preciso desse antídoto. Existem muitas formas de cura.
— Meu filho me curou de muitas coisas. Principalmente de mim mesmo – e limpou uma lágrima no canto do olho.
— Você voltará para ele, eu prometo. Não importa o que os exames digam ou nem o resultado dessa fórmula. Eu vou garantir que você volte para seu filho.
Ele fez um breve silêncio e retomou a conversa contando sobre o menino enquanto fazia uma nova tentativa com os aparelhos. Dessa vez aquela etapa deu certo. Seguiram conversando. O tempo de preparo era longo.
Num determinado momento, Jane se levantou da banqueta que ocupava e foi surpreendida por uma tontura que a desequilibrou. Johansen se apressou em ampará-la e Kurt também estava lá no minuto seguinte.
— O processo é demorado. Você deveria descansar um pouco – Dr. Johansen sugeriu.
— Estou bem – Jane respondeu com resistência.
— Eles têm tudo sob controle aqui, Jane. Por favor, sei o quanto isso é importante para você, mas precisa se preservar para quando o antídoto estiver pronto – os olhos de Kurt imploravam com urgência para que ela acatasse ao pedido.
Segurando a mão dela, Dr. Johansen completou:
— A tensão realmente atrapalha os resultados, você sabe disso. E está gelada. Precisa se aquecer.
O olhar de Jane sondou os dois com desconfiança. Ela respirou fundo e engoliu seco:
— Vocês dois aqui, concordando um com o outro e me olhando dessa forma... Não parece real, entendem? E eu nem sei quem você realmente é – arrematou se referindo a Nicolas Johansen.
Kurt se apressou em abraçá-la e beijou seus cabelos.
— É real, Jane. Estamos aqui e tudo vai dar certo.
— Depois de hoje, nem eu mesmo sei realmente quem sou. Mas, tudo indica que há um laço genético entre nós dois. Então, ouça seu marido. Um banho quente pode ser um bom começo – o químico finalizou com um sorriso carinhoso.
Jane fechou os olhos e assentiu com a cabeça meio desgostosa.
— Fique tranquilo, Dr. Johansen – Rich se aproximou falando animado. – Se tem uma arte que meu amigo Stubbles domina é fazer essa mulher aquecer e relaxar. Ele consegue até acendê-la como uma árvore de natal! Quanto a você – falou diretamente para Kurt – leve-a para o quarto e prove que tudo isso é real. Um pouco de necrofilia não faz mal a ninguém, não é mesmo, Stublles. – e bateu no ombro de Kurt.
Enquanto Weller processava o constrangimento que as palavras de Rich causaram, viu o riso espontâneo se formando no rosto ruborizado de Jane.
— Eu estou viva, Rich! Vai ter que conter suas fantasias sexuais. – ela arrematou.
— Isso quer dizer que poderei participar?
— Não, não pode! – Kurt foi rápido. – E você tem sorte de tê-la feito sorrir com seus comentários inconvenientes. – e saiu puxando Jane para a porta.
No corredor, ela ainda ria da situação.
— Rich é incorrigível. É tão bom ter isso de novo. Eu me lembro de você exigindo que ele falasse a verdade lá no SIOC após o prendemos em seu apartamento e dele dizer que você ainda me amava e só estava confuso.
Kurt finalmente sorriu.
— Naquela noite, sonhei que te beijava na minha sala e dizia que Rich estava certo. Teria corrido para sua casa segura quando acordei se...
— Se?
— Se Nas não estivesse na minha cama. Acho que finalmente estou conhecendo quem essa mulher realmente é.
— Você não pode achar que tudo que Nas fez foi calculado só porque eu te contei que ela estava no necrotério.
— Sim, eu posso. Olhando para trás agora, tudo se encaixa nitidamente. Ela foi até a minha casa porque sabia que as insinuações de Rich me fariam te procurar. Estava me manipulando. Confiei na mulher errada.
A porta do elevador se abriu e eles entraram.
— Podemos parar de falar da Nas e voltar a falar do Rich? A conversa estava mais agradável.
Kurt a envolveu em seus braços:
— O que mais você quer relembrar dos nossos momentos com Rich? Nós dois dançando e flertando com você me perguntando se eu era casado?
— Você fica irresistível num traje de gala – e colocou os braços ao redor do pescoço dele. – Estávamos falando sobre como Rich acerta sobre nós dois. E ele acabou de dizer que você sabe como ninguém me deixar aquecida e relaxada – olhar sedutor dela convidavam mais que suas palavras.
Kurt bufou e revirou os olhos. Então, a empurrou contra a parede do elevador, enfiando a mão entre os cabelos dela e segurando-a com muito carinho e firmeza. Então, acariciou o rosto dela, movendo o polegar sutilmente pela pele e escorregando o movimento até a base do pescoço. A boca de Kurt estava perto da dela, prometendo sem cumprir. Sua respiração pesada despertando em Jane uma ansiedade deliciosa.
Então, ele a beijou, movendo os lábios sobre os dela até encontrar a posição perfeita, aquela intimidade que só os dois conheciam. Era tão familiar e tão deles aquele momento! A forma como ele a puxou para perto e explorou sua boca devagar, sua língua demonstrando todo amor e devoção que tinha por ela deixava Jane absolutamente fraca. Era a única fraqueza que ela gostava de sentir. E era tão forte que ela precisou enlaçar os braços ao pescoço dele apoiando-se totalmente no corpo dele para permanecer em pé e, por Deus, isso só a deixou ainda mais entregue a ele.
A porta do elevador se abriu interrompendo os dois e forçando-os a se afastarem. Droga, a casa inteira de Patterson parecia conspirar contra eles! Kurt manteve o braço ao redor da cintura de Jane, provocantemente ciente de que ela precisava ser sustentada após aquele beijo.
Passaram sorrateiramente pela sala onde Avery e Ana se divertiam jogando vídeo-game e rindo alto. Quando Kurt fechou a porta do quarto atrás deles, Jane sentiu o coração pular uma batida em antecipação. Esperou desesperadamente seus olhos se conectarem para retomarem o que tinham interrompido. Então, sentiu a mão dele a puxando para o banheiro. Seguiu o marido numa espécie de inocência desavergonhada, deixando que ele desse as cartas do jogo.
Mas Kurt a soltou assim que entraram no banheiro. Agachou-se e ligou a água para encher a banheira. E, virando-se para ela, disse:
— Precisamos te livrar dessas roupas – falou já alcançando a barra da blusa e puxando para cima.
Um sorriso malicioso curvou os lábios dele ao observar o movimento ininterrupto do peito de Jane subindo e descendo, respiração pesada aguardando ansiosamente por ele. Perceber o poder que ainda tinha sobre ela era bom demais. Fechando a distância entre os dois, Kurt deixou as costas dos dedos acariciarem o abdômen dela deslizando devagar em direção ao cordão que prendia a calça enquanto sua respiração quente provocava a pele do pescoço de Jane fazendo-a gemer baixinho. Ele desatou o moletom sem pressa, fingindo ter dificuldade na tarefa e deixando seus dedos brincarem na pele dela. Quando percebeu que ela já estava no limite, concluiu o que estava fazendo deixando a calça dela deslizar para o chão.
Imediatamente, Kurt sussurrou no ouvido dela:
— Preciso verificar como está seu ferimento, Sweet heart – e se abaixou em frente a ela abaixando delicadamente a borda da calcinha correndo o dedo ao redor dos pontos. – Parece bom.
— Estou bem, eu disse. – ela tentou colocar firmeza na voz, mas a respiração ofegante era difícil de ser disfarçada.
Kurt se levantou e a segurou pela cintura. Voltou a sussurrar:
— Vou soltar seu sutiã – falou com o corpo já colado ao dela, a abrançando e suas mãos trabalhando para alcançar o intento.
Assim que a peça se abriu, ele deixou sua mão correr pelas costas dela e sentiu satisfeito o quanto a pele de Jane se arrepiava aos toques. Divertindo-se com aquilo, fez a barba roçar o pescoço e o rosto dela antes de dizer:
— Falta pouco agora. Acha que consegue ficar em pé enquanto eu termino de te despir?
A voz dele estava tão rouca e sensual que Jane precisou sugar o ar antes de responder:
— Seja rápido, por favor... – respondeu com as últimas palavras a traindo e demonstrando toda sua excitação.
Kurt se afastou alguns centímetros e migrou as mãos para frente puxando o sutiã. Então começou um caminho lento de beijos delicados que partiram do pescoço de Jane e foram descendo, passando pela vale entre seus seios enquanto os polegares dele roçavam seus mamilos. Apenas as mãos dele desceram pelas laterais do corpo dela e os dedos fortes dele entraram por baixo da calcinha antes de começar a forçar a descida da peça.
Quando Jane se viu totalmente despida, alcançou desesperadamente a barra da camiseta que Kurt usava puxando para cima. Mas ele a deteve e se afastou apontando para a banheira:
— Banho. – disse firme a encarando.
— Com você.
— Sozinha. Você ainda está em recuperação.
A transfiguração no rosto dela foi nítida, uma decepção latente:
— Mas, Kurt...
— Jane, entre na banheira. – ele foi firme, dando tudo para conter o riso por saber exatamente o que viria depois: raiva.
E foi o que aconteceu. Irritada, ela entrou na banheira fazendo questão de ignorar a mão estendida de Kurt para ajudá-la. Sentou-se e afundou na água perfumada e quente. Droga, ela precisava mesmo daquilo. Estava toda dolorida de tensão. Mais ainda agora após tanta provocação por nada!
— Pronto! Já estou na banheira. Pode me dar licença agora?
— Não. Preciso me certificar que não fará nenhum tipo de esforço excessivo. É melhor que eu te dê banho. Além disso, você pode escorregar ao tentar sair dessa banheira – e virou o rosto rapidamente em direção do shampoo tentando esconder o riso. Sabia que ela ficaria irada com aquilo.
— Não mesmo! Não preciso que você me dê banho. Sou perfeitamente capaz de fazer isso. Fiz isso sozinha nos últimos meses quando estava num estado muito pior...
— Dr. Johansen, Rich e você mesma estão certos de que eu sou capaz de cuidar de você nesse momento. Então, dessa vez, você terá que ceder, Jane.
Ela revirou os olhos e sorriu com sarcasmo:
— Então é isso? Está se vingando por eu compactuei com as insinuações de Rich?
Ele se sentou ao lado da banheira determinado a continuar com seus planos. Jane virou o rosto irritada. A mão de Kurt alcançou o queixo dela e puxou seu olhar de volta. Ela correspondeu e olhou para ele.
— Ei, temos que ir devagar. Existem muitas formas de deixar esse banho muito quente e relaxante.
— Kurt, eu preciso de você. – ela suplicou de uma forma como nunca tinha feito, expondo toda sua saudade.
— E terá! Só faremos tudo de um jeito diferente. Você terá que me deixar no comando para que isso aconteça porque não posso arriscar te machucar.
— Você não vai me machucar...
— Não vou, porque faremos a coisa do meu jeito. Ok?
Ela expirou meio descontente, mas conhecia os limites do marido e confiava nele acima de tudo. Os dedos de Kurt deslizaram por seus cachos bem mais longos agora e depois alcançaram o lóbulo da sua orelha acariciando a parte de trás. Era uma carícia tão tola, mas ele sabia o quanto ela era sensível ali. Era o jeito dele provar que sabia o que era melhor pra ela, o que ela realmente precisava, e isso quebrou qualquer resistência que o orgulho dela podia criar. Os lábios dele se aproximaram e ela sentiu a curva quente do sorriso dele, satisfeito pela conquista.
Trocaram um beijo longo e carregado de saudade. Quando Kurt se afastou, garantiu:
— Feche os olhos e deixe-me cuidar de você.
Já inebriada pelo beijo, ela acatou a ordem e se entregou as sensações que as mãos fortes e ensaboadas deles despertavam em seu corpo enquanto ele a vasculhava. Ficou claro que não se tratava de apenas um banho. Kurt passou o braço ao redor dela para que Jane se recostasse nele. Jane foi se soltando e teve que admitir para si mesma que aquilo era muito bom. Estava acostumada a retribuir cada carícia quando faziam amor, mas seu corpo exausto respondia com gratidão às condições impostas pelo marido. E estar nos braços dele era tudo que podia desejar depois de tudo que passou. Foi tão perfeito perceber que ele se lembrava de cada ponto sensível e voltar a ter os dedos dele apertando suavemente seus mamilos ou brincando ao redor de seu umbido. Quando finalmente Kurt afastou as pernas dela e migrou a mão para o centro quente entre suas coxas, ele aproximou os lábios dos dela para um novo beijo.
Era como reencontrar o paraíso sentir o sabor do marido enquanto os dedos dele desbravavam suas dobras mais íntimas estimulando todos os pontos sensíveis. Kurt sabia como fazê-la ir cada vez mais alto. O toque dele era delicado, suave e enlouquecedor. Então, um dedo dele a penetrou só um pouquinho e começou a descrever pequenos círculos. As mãos dela cobriram a dele, desesperada por sentir a tensão dos músculos que lhe provocavam tanto prazer. Kurt definitivamente conhecia os lugares mais secretos do corpo dela.
Jane enterrou o rosto no peito do marido e ele aproveitou para beijar atrás da sua orelha, um lugar que a enlouquecia. Achando que era o momento, um segundo dedo de Kurt se afundou dentro dela avançando com o primeiro um pouco mais fundo. Ela se contraiu e gemeu dolorido com o ardor que isso causou. Imediatamente ele recuou.
— Tudo bem? – ele questionou preocupado.
— Acho que estou desacostumada.
— Foi um dia muito tenso em longos meses exaustivos. A água não está te ajudando como deveria. – ficou em pé e estendeu as mãos para ela. – Hora de ir pra cama.
Apesar de suas pernas estarem trêmulas, Jane acatou imediatamente a proposta. Na cama teria mais acesso ao corpo dele e isso com certeza a ajudaria. Apoiando-se nas mãos dele, ficou em pé e vestiu o roupão que ele oferecia. Não a surpreendeu a facilidade com que ele a pegou nos braços. Estava bem mais magra agora e era tão Kurt Weller não deixá-la caminhar.
Assim que ela estava segura sobre a cama, Kurt se livrou das próprias roupas e se juntou a ela.
— As regras são as mesmas da banheira: eu estou no comando. Cabe a você apenas relaxar e deixar que eu te aqueça.
— Caso contrário...
— Caso contrário, eu paro e perderá a oportunidade de fazer amor comigo essa noite.
Ela sorriu:
— Ok, senhor Kurt Protetor Weller.
Eles se beijaram com total falta de castidade. Sem interromper o beijo, Kurt abriu o roupão que ela usava e deixou sua mão percorrer a pele sensível dos seios dela. Ele foi meticuloso no que fez após despi-la do roupão, como se estivesse realizando um ritual sagrado até que cada centímetro da pele dela estivesse quente e sensível. As carícias foram lentas e ritmadas migrando cada vez mais ao sul. Abriu as pernas dela e acomodou o rosto ali. Brincou sem pressa, deixando a língua percorrer cada dobra. Ele nem sabia mais se ainda estava concentrado em satisfazê-la ou se tinha se perdido no sabor delicioso que ela tinha.
De repente, ele parou e ela soltou um soluço suplicante quando ele se afastou. Ficando cara a cara com ela, Kurt contornou seus lábios com os dedos.
— Fique quieta, meu amor. Sem fazer esforço algum. Posso confiar em você.
— Sim... – ela balbuciou em resposta.
Então, ele a colocou de lado e migrou para trás dela. Passou os dedos suavemente na tatuagem com seu nome e sussurrou no ouvido dela enquanto sua ereção pressionava suas nádegas:
— Você tem uma tatuagem bem grande aqui.
— Toda a minha pele é coberta por elas. Mas essa é muito especial.
— Quem é o cara?
— É o único homem que eu já amei e continuarei amando por toda a minha vida.
Kurt sorriu e se acomodou atrás dela acariciando sua nuca com a boca. Jane precisou lutar contra a necessidade de se virar e tocá-lo. Com delicadeza, ele colocou um braço por baixo de uma das pernas dela, levantando-a de leve. Então, acomodou a ponta de seu pênis na entrada dela para penetrá-la. Jane gemeu em antecipação e se agarrou ao outro braço dele que contornava seu corpo. Kurt iniciou a penetração e parou, provocando-a sem dar totalmente o que Jane queria e fazendo-a tremer suplicante e impulsionar o corpo levemente para trás em busca de mais. A mão dele agarrou um de seus seios e beliscou o mamilo suavemente. A respiração pesada e os gemidos de Jane eram a trilha que ele seguia.
— Por favor, Kurt... – ele verbalizou ofegante.
Então, o sentiu deslizar para dentro de seu corpo, fazendo-a estremecer de prazer. Aquilo era tão perfeito. Unidos dessa forma, sentiam-se ancorados um ao outro. Não havia outra pessoa no mundo que pudesse lhes dar essa sensação. Não era só prazer. O amor que os unia era o que impedia de serem barcos à deriva na vida.
— Eu te amo, Jane. Vamos cuidar um do outro e vamos ser felizes, eu prometo.
— Você é meu paraíso. – ela confessou entre suspiros.
Kurt sabia que a espera tinha acabado. Era hora de inundá-la de prazer e, por isso, começou a se movimentar de forma calculada, dando o ritmo que ela precisava. Ele continuou e continuou, levando-a cada vez mais alto sem pressa. Faria aquilo quantas vezes fosse necessário até que ela atingisse o céu. Jane se entregou, deixou toda a dor de sua vida ser reduzida a nada nos braços do homem que amava. Permitiu-se ser vulnerável e forte como nunca até soltar um gemido longo e trêmulo de êxtase. Aquele era o sinal que Kurt precisava para deixar que cada arremetida dentro dela o consumisse enquanto a carne dela o envolvia. Ele jorrou dentro dela, sentindo a pulsar tanto quando seu membro latejava.
No refluxo do prazer, permaneceram agarrados um ao outro. Corpos entrelaçados e seus corações batendo tão alto que o contato denunciava a intensidade do que viveram. Eles precisavam um do outro para enfrentar a vida. Mais que tudo.
Fale com o autor