Lost

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Não tenho como expressar minha gratidão pela recepção que deram para essa história em views e comentários. Por favor, continuem. É inspirador. Originalmente, esse capítulo só se encerraria mais adiante. Mas resolvi postar assim porque não sei quando poderei escrever novamente. Assim, vou aproveitar para dedicar esse capítulo para uma leitora que completará mais um ano de vida na próxima semana, a Mell (nossa Neo). Feliz aniversário antecipado, minha flor! Obrigada por estar sempre acompanhando minhas atualizações e me brindar com comentários fabulosos. Boa leitura.

“A última vez que tentamos viver uma vida tranquila, nossa casa foi atacada por assassinos e eu fugi por dois anos. Então...E se... eu não combater o caos, se produzir o caos a minha volta? Ou se isso me persegue?” A voz dela soou forte em suas lembranças. Parecia que ele podia sentir o frio daquela noite na Times Square o cercando de novo.

“Não é verdade, Jane. Não! Eu te disse.” Pensou com tanta força que quase deixou tudo explodir em palavras reais.

“Eu vi o agente que tanto admirava desmoronar em decisões questionáveis depois que Jane apareceu!” Foi a vez da voz de Reade o atormentar nas suas lembranças.

Weller apoiou as mãos na cadeira e puxou o ar enchendo os pulmões para tentar se acalmar. Merda! Esse lugar não cheirava bem e sua atmosfera era pesada. Com certeza faltava ventilação adequada.

“Ainda tenho todas as qualificações de um agente especial do FBI. Toda a minha formação e experiência continuam comigo. Hora de agir como um profissional. Apegue-se a realidade, Weller! Não deixe que tudo te consuma assim. Reade está morto. Jane está morta. Patterson e Tasha estão vivas e trabalhando nessa investigação há meses. Preciso ser objetivo e colaborar para o trabalho delas. Não posso me deixar levar por esses instintos... Nem são instintos, devem ser apenas emoções mal resolvidas como todos dizem. Então, o que temos aqui?”

Observou atentamente as provas ao seu redor. O modus operandi não parecia atípico agora. Os desenhos reproduzindo as tatuagens criavam uma linha do tempo operacional, um caminho a seguir para levantar dinheiro e materiais necessários. Equipamentos hospitalares e de análise química. Estavam fazendo experimentos.

“Inferno! O corpo de Jane...” concluiu sentindo como se o chão se abrisse aos seus pés.

Desde que o corpo desapareceu do necrotério do FBI poucas horas após sua morte, ele sabia que fariam experimentos acerca do ZIP. Mas lutou com todas as forças para afastar esse pensamento. Afinal, Jane aceitaria, consideraria necessário e importante para salvar outras vidas. Sacrificaria-se por um bem maior.

Ele sentiu o amargo subindo por sua garganta enquanto as emoções começavam a se agitar em seu peito.

“E nós, Jane? E eu?!” gritou em pensamento.

Todos o acusavam de estar fugindo do luto e de seus reais sentimentos. Mas o que restava pra ele de fato além de se resignar diante das escolhas de Jane?

Claro que ele jamais aceitaria que a CIA a levasse de novo. Mas entraram no jogo tarde demais para serem os reais sequestradores. Também não aceitaria deixá-la com o FBI que os colocado pra fora depois de tudo que fizeram. Weller sabia que não foram eles. Conhecia a bureau e seus protocolos. A movimentação nos corredores era para alerta de invasão. Foi alguém de fora.

Então, só restava uma possibilidade concreta: a Agência de Segurança Nacional. Durante todos esses meses, ele teve a certeza de que a ASN estava com o corpo de sua esposa conduzindo as investigações necessárias para neutralizar o ZIP como uma ameaça ao país. Assim como conhecia bem a pessoa que estaria no comando da operação: Nas. Ela conduziria as coisas de forma profissional e digna com os restos mortais de Jane. Parceira, ex-amante, amiga. Em respeito a ele, as coisas seriam conduzidas da melhor forma possível e, quando obtivesse as respostas, Nas o procuraria e diria que, após incansáveis buscas, “encontrou” o cadáver e o estava devolvendo a ele.

Por isso ele só esperou.

Mas isso aqui, esse lugar, esse cheiro, essas condições. Nada era aceitável!

Olhou para o frigobar do lado oposto da sala. “Pequeno demais. Eles precisariam de um freezer grande para manter o corpo, mesmo que...” e abortou o pensamento por ser incapaz de imaginar a esposa fracionada em pedaços bem menores. Então resolveu vasculhar as salas adjacentes, sentindo seus joelhos fracos para a tarefa.

Uma sala apenas. E estava praticamente vazia. Um colchonete, um cobertor velho e uma mochila surrada. Voltaria aqui mais tarde para procurar novas provas dentro dessa bolsa. Havia também um banheiro com um vaso sanitário e uma pia minúscula, estranhamente limpo.

Voltou para a sala principal. Definitivamente o corpo de sua esposa não estava mais aqui.

Talvez no frigobar. Pedaços do sistema neural ou seja lá o que fosse. Ele precisa se certificar. Precisava de provas.

Abaixou-se e se surpreendeu. Não era um frigobar, mas um freezer com a temperatura rigidamente controlada, próprio de laboratórios especializado.

Fechou os olhos por um minuto, precisando de ar. Ponderou se o melhor era deixar o local e voltar com uma equipe tática.

“Vamos lá. Faça isso de uma vez!” Disse para si mesmo.

E abriu a porta.

Frascos e pequenas bolsas com líquidos. “Graças a Deus!” pensou sentindo-se voltando do inferno.

Antes de se levantar, olhou para cima e o imenso mural de desenhos se agigantou sobre ele parecendo querer devorá-los. Cada risco, cada sombra, cada forma... “Merda! Não posso começar com isso de novo. Um bom artista é capaz de reproduzir até mesmo Leonardo da Vinci.” E se colocou em pé.

Tentou focar na mesa abaixo do mural. Havia uma organização rígida ali. As pilhas de anotações não se misturavam. Fórmulas, datas, listas, sequências, códigos. Aquela letra... Estaria enlouquecendo?

Foi só então que Weller percebeu que boa parte da superfície da mesa estava forrada com um tipo de base para corte de artesanato. Mas na lateral descoberta era possível ver uma faixa de papel desenhada. Era longa, entrava embaixo da base de corte. Com cuidado, ele puxou para ver do que se tratava.

A linha do tempo de vida de uma pessoa, desde o nascimento até ser adulta. Era possível observar o bebê recém-nascido embrulhado na cobertas típicas da maternidade ir ganhando traços e se tornando uma garotinha. Cabelos escuros e lisos. Olhos ligeiramente puxados num sinal de latinidade que foi se acentuando que ela se tornasse uma mulher. Avery!

E seu sangue ferveu nas veias. Andou rápido até a sala ao lado e vasculhou a mochila. Uma troca de roupa. Uma maldita troca de roupa! A blusa preta de mangas longas e gola rolê. A calça cargo. Cheirou.

“Por que, Jane? Por quê?” deixou escapar entre os dentes enquanto arremessava as roupas ao chão.

“Eu não consigo imaginar minha vida sem isso. Você consegue?” A frase dita por ela na Times Square enquanto desarmavam aquela bomba, a última bomba, veio como resposta veio alta e clara nas suas lembranças.

Sentiu-se o maior dos idiotas. Ela enganou a todos. Forjou a própria morte para fugir dele mais uma vez. Riu de si mesmo. Não seria a primeira vez que ela retorna do mundo dos mortos. Ele mesmo já a ajudou com isso em Veneza.

Jane não foi mais a mesmo depois que recuperou as memórias de Remi. Primeiro vieram as crises de pânico que desapareceram como por milagre numa única sessão de terapia com Borden. Será que ela foi até a prisão ver o antigo comparsa para fazer terapia mesmo? Depois a forma estranha como reagia a tudo no bunker. A clandestinidade era a praia dela, mas Jane pouco contribuiu para o avanço que fizeram tentando se inocentar. Na verdade, ela quase colocou tudo a perder trazendo um estranho até eles. O que dizer sobre ela querer omitir a doença de Bethany? Ou sobre deixá-lo confuso dando certeza sobre sua integridade num momento e logo a seguir tecendo novas dúvidas? E a ineficiência em campo para lidar com o ZIP? Inferno, até mesmo não tomar a segunda dose do antídoto pode ter sido uma estratégia para não começar da estaca zero, trazendo um pouco da substância em seu próprio organismo.

Agora tudo parecia se encaixar num plano diabólico: transformar o ZIP numa arma capaz de trazer a Sandstorm de volta e dar a organização terrorista o controle dos EUA.

Passou os dedos entre os cabelos mais longos que de costume decepcionado consigo mesmo. Kurt Weller era a maior tatuagem que ela carregava nas costas. Seu alvo principal. E Jane conseguiu destruí-lo.

“Não acabou ainda, Honey. Não mesmo!” pensou sentindo uma força imensa brotar do âmago de sua alma. E caminhou com passos largos e firmes até a porta.

Parou. Jane era astuta. Agia nas sombras sendo quase imperceptível, apagando as evidências como ninguém. O inimigo mais perigoso que já enfrentaram. E conhecia muito bem como as agências de segurança operavam. Trazê-los aqui só faria com que ela desaparecesse sem nunca ser presa e pagar pelos seus crimes. Sem que nunca ele pudesse a olhar nos olhos e mostrar seu desprezo diante de todas as explicações banais que ela apresentaria por sua exigência.

Além disso, Jane não estava sozinha. Sua experiência agente especial do FBI, Weller sabia que ela precisou de ajudar. Alguém para injetar o antídoto e fazer seu coração voltar a bater. E ele precisa sabem quem era essa pessoa. Clem? Provavelmente. O homem rapidamente se tornou seu principal suspeito. Tinha habilidade para a tarefa. E era apaixonado por Jane. Mas ele precisava de provas.

Fez diversas sequências de fotos e vídeos. Cada detalhe foi capturado. Imediatamente ativou a conexão criada por Ana e enviou os arquivos. Se qualquer coisa acontecesse com ele, isso garantiria que Jane fosse pega impedindo que outras pessoas fossem prejudicadas.

Voltou a sondar o local a procura de um esconderijo. Existiam portas que davam para lugar algum, apenas um lugar ainda não escavado. Os deslizamentos de terra pareciam comum nas áreas escavadas e ainda não construídas, como um que ele percebeu atrás de um sistema de ventilação ainda estava incompleto. Uma das grades tinha um duto de quarenta centímetros que acabava num túnel de terra. O espaço ali permitia que um homem ficasse tranquilamente em pé, mesmo com a estatura alta de Weller. A terra parecia recentemente removida, talvez aquela cavidade tenha se formado depois da saída de Jane. Era o esconderijo perfeito.

Fechou a porta da melhor maneira que pode. Devolveu cada coisa em seu lugar.

Mas ela perceberia que uma visita indesejada esteve ali. Jane sempre percebia. Como reagiria? Seu plano parecia avançar a passos de tartaruga. Ela não estaria feliz com isso. Descobrir que seu esconderijo foi descoberto seria um golpe duro.

Ele não perderia isso por nada. Posicionou-se e aguardou.

*** *** ***

Tasha chegou em casa bem a tempo de preparar a mamadeira de Elena. A bebê já estava demonstrando grande insatisfação desde o elevador. Mas após ser alimentada, sorriu e brincou com a mãe.

Percebendo que já poderia devolvê-la à cadeirinha, Tasha resolveu preparar um lanche para si mesma. Também estava com fome. Frutas, um copo de leite e algumas torradas com geleia e creme de amendoim.

Enquanto comia, conversava com Elena e deixou seu celular descartável dado por Ana sobre a bancada.

A primeira vez que a tela piscou de forma atípica bastou para ela pegar o aparelho nas mãos e verificar o que estava acontecendo. Tudo parecia normal. Nenhuma mensagem, ligação ou e-mail. Mas a tela piscou de novo. E fez isso uma terceira vez. Já estava decidida a chamar Ana e pedir esclarecimentos quando Patterson foi mais rápida:

Patterson: Ana, você está aí? Tasha? Weller? Aconteceu alguma coisa?

Tasha: Por aqui tudo em ordem, mas a tela do celular piscou três vezes.

Patterson: Aconteceu aqui também. Estou tentando rastrear o que pode ser, mas essa criptografia da Ana grgrgr

Tasha riu. Era tão raro Patterson encontrar um desafio a sua altura.

Ana: Calma, meninas. Já estou tentando decifrar o que foi isso. Parece que houve uma falha na conexão.

Patterson: Falha? Que tipo de falha? Seu sistema não era ainda melhor que aqueles das agências federais?

Tasha: É algo com que devamos nos preocupar?

Ana: Sim, meu sistema é muito melhor que os sistemas utilizados nas agências de segurança tanto para garantir a criptografia quase inviolável como para obter um alcance superior também. Pra escapar, só se estiver no fundo do mar ou no centro da Terra porque até na Lua o sinal consegue chegar graças aos satélites.

Patterson: Deixe de ser presunçosa, Ana. Sua conexão acaba de falhar provando que você está errada.

Tasha: Onde está Weller? Kurt, por favor, quer dar sinal de vida só para nos tranquilizar!

Ana: Já deve estar no voo de volta ao Colorado. Deve ter ativado o modo avião. Está inativo. Só recebo a localização a cada três minutos nesse tipo de situação.

Patterson: Ele aparecia como ativo quando olhei o celular a primeira vez.

Tasha: Exato, por isso o chamei.

Ana: O avião pode ter acabado de decolar.

Patterson: O avião decolou há meia hora e Weller não está no voo. Acabei de verificar. Ele não fez check-in.

Tasha: Merda! Já passaram os três minutos? Tem a localização dele, Ana?

Ana: Sim e não. O tempo passou e não recebi a localização. Estou tentando rastrear o que for possível. Essa criptografia exige tempo e habilidade até para mim que a criei. Droga, como sou boa nisso!

Patterson: Você fala mais que o Rich. Tasha, tente pensar comigo, nós conhecemos Kurt. O que pode ter acontecido?

Tasha: Uma visita ao antigo apartamento, ao FBI ou a qualquer outro lugar que lembre Jane? Por mais que ele diga que não se importa, sabemos o quanto tudo sobre ela impacta ele.

Patterson: Ele levantou uma suspeita quando traçamos o mapa das ocorrências, não foi? O ponto cego.

Tasha: Isso! Deve ter resolvido conferir.

Ana: Ele usou a conexão para buscar informações do local. E sua última localização foi nessa estação do metrô.

Patterson: Estou vendo aqui que iniciaram a construção de mais uma linha, abaixo das três atuais. Mas foi abandonada por falta de verbas. Local perfeito para um esconderijo.

Ana: Quatro andares subterrâneos. É praticamente o centro da Terra mesmo enquanto os repetidores não forem instalados. Mas posso tentar uma ponte direta do último repetidor na estação em funcionamento. Talvez isso o alcance.

Tasha: Se os celulares piscaram, ele tentou fazer contato. E, deve ter encontrado algo relevante. Eu odeio como Weller está sempre certo.

Patterson: Ana, quer ir logo com isso! Estou ficando aflita.

Quinze longos minutos se passaram. O fato de estarem separadas, deixava as três ainda mais tensas. Por fim, as imagens começaram a chegar. O silêncio se seguiu. Observavam as imagens com atenção total, tentando compreender aquilo e lidar com as emoções que as agitavam.

Retomaram a conversa expondo dúvidas e considerando que, enfim, encontraram o sequestrador do corpo de Jane.

Ana: O que faremos agora?

Tasha: Aguardamos o contato ou retorno de Weller. Então, decidiremos.

Patterson: Ele já deve ter percebido que há uma falha na conexão naquele local. Logo vai procurar um lugar mais apropriado para nos chamar ou então marcará um encontro. Era a esposa dele. Foi ele quem descobriu esse esconderijo. Nada mais justo que aguardá-lo para tomar uma decisão.

Ana: É tão trágico, mas também tão lindo. Parece até que Jane estava esperando por ele.

Patterson e Tasha, mesmo em lugares distantes e separadas, soltaram o celular ao mesmo tempo e apoiaram a cabeça entre as mãos. Mais um ciclo estava se fechando e nada de encontrarem um final feliz.

*** *** ***

O ranger da porta pareceu ainda mais alto diante da lentidão com que foi aberta. Segundos depois a luz projetada de fora fez o primeiro rastreamento do local. Jane entrou em seguida e acendeu as luzes com a arma em punho e pronta para atirar. Cabelo longo e solto, expressão fechada, totalmente focada no que fazia.

Soltou uma sacolinha de supermercado no chão e seguiu a inspeção. Sala principal, sala adjacente, banheiro, as duas portas que davam para o nada. Todo ambiente foi vasculhado. Parecia trêmula enquanto olhava embaixo das mesas e das cadeiras, nos interruptores, atrás do painel na parede, no mini-freezer, nos equipamentos. Cada ponto foi vasculhado com a respiração pesada.

“Levantando danos e procurando escutas. Você é realmente boa. A melhor. Mas é tão desconfortável saber que alguém esteve aqui, não é mesmo, Honey?” Weller pensou enquanto a observava.

Ela parou e apoiou as mãos na cadeira puxando o ar. Então, gesticulou para o nada como se fosse dizer alguma coisa, mas não disse. Meio que chutou a cadeira de leve, descontente. Voltou a puxar o ar.

Afastou a jaqueta de couro que usava e levantou a blusa. Tinha um pacote preso ao seu abdômen. Soltou as fitas adesivas. Foi cuidadosa ao desembalar. Distribuiu o conteúdo nas estações de trabalho e abriu o freezer. Aquele ângulo de visão não permitia a Weller ver se ela guardou ou pegou algo de lá.

Ligou alguns aparelhos da estação que parecia destinada a experimentos químicos. Pesou, misturou, programou uma centrífuga e colocou algo para ser preparado ali. Olhou para o painel atônita.

“Vamos lá, Baby. Entre em contato com seu comparsa. Não precisa nem dizer o nome.” Ele desejou.

Mas ela continuou lá, parada olhando as imagens e parecendo perdida.

Enquanto a observava, Weller experimentou diferentes sentimentos: raiva e saudade eram os mais fortes deles. Em algum momento, sua atenção migrou para os movimentos que ela fazia, todos tão peculiares e conhecidos. Impossível não relembrar momentos do passado. Bons momentos.

Quando Jane se aproximou do local onde ele estava, o cheiro dela chegou até ele forte, rompendo sua racionalidade. Existia um lado dele que queria se esquecer de tudo, do porquê estava ali e saltar para dentro da sala apenas para abraçá-la saciando sua saudade. Se tudo fosse diferente, ele poderia receber a presença dela como um milagre. Varreria todo o seu corpo de toques e beijos para se certificar que era real. Então, a amaria ali mesmo, naquele chão.

Ela tinha um poder infernal sobre ele, tinha que admitir.

Weller piscou os olhos retomando o foco. Aquilo não era um milagre. Era traição. A mais cruel e dura traição que ele já sofreu. Chega!

Seria um enfrentamento duro. Provavelmente uma luta árdua. Ele estava destreinado, acima do peso. Mas precisava disso como do ar que respirava.

Silenciosamente, ele se esgueirou para fora de seu esconderijo e se materializou atrás dela.

Jane virou para ele devagar, sem a agilidade de sempre, como se soubesse quem encontraria ali. Ele aguardou pacientemente.

— Kurt...

— Olá, Baby. – o desprezo em seu olhar a confrontando — Sentiu minha falta?

Notas finais
Sobreviveram? Por favor, eu preciso saber! E também preciso de teorias sobre como será a partir daqui. Compartilhem comigo aqui nos comentários. Ah, por favor, favoritem a história e marquem o capítulo como lido. Isso ajuda para que a história aparece como indicação para outros leitores. Grata pela leitura. Tenham um lindo final de semana.