Looking For Felicity
1 Prólogo
Notas iniciais
Então, após o tumulto que foi o final de Felicity's Secrets eu prometi que o prólogo de sua sequência não demoraria a sair. Eu estava incerta se postava por agora por que eu não vou mentir para vocês, só postarei mais quando regular minhas outras fics, mas eu queria meio que dar um presente a vocês, ontem foi meu aniversário e eu queria postar ontem mesmo, mas não sabia ao certo se isso era realmente o que queriam, então eu perguntei, por que eu quero deixar claro que por enquanto o prólogo será tudo que posso dar a vocês, eu tenho mais escrito? Sim, eu tenho. Mas enquanto eu não puder me comprometer, eu não vou prometer nada a vocês, de qualquer forma eu quero agradecer o carinho com que vocês acompanharam Felicity's Secrets, e aqueles que decidiram continuar acompanhando a história de Oliver e Felicity.
Espero que gostem!
O lugar fedia.
O odor de cigarro mesclado ao de álcool invadia minhas narinas fazendo com que eu resistisse à vontade de torcer o nariz em desaprovação. Thea riria de minha atitude, provavelmente me taxaria de mesquinho e arrogante, eu não me importava. Eu havia passado um inferno para encontrar esse lugar situado no meio do nada, próximo à terra de ninguém.
Eu tinha apenas um objetivo em mente quando entrei no clube de stripers e não era pagar por uma dança no colo. Deixei meus olhos acompanharem o lugar com falso interesse, passando pelas mulheres vestidas com mínimo de roupas que se ocupavam entretendo seus clientes, as únicas que vestiam algo menos revelador eram as garçonetes que exibiam suas curvas vestidas de saias de couro e blusas curtas o comprimento indo apenas a pouco abaixo dos seios. Sem dúvida nenhuma a frase que continha nelas era uma brincadeira irônica, "Você pode olhar, mas não pode tocar." Eu estava surpreso por terem conseguido espaço o suficiente para a pequena brincadeira.
— Vai querer algo, bonito? — A morena perguntou no momento em que parei em frente ao balcão. Forcei um sorriso pretendendo usar seu flerte ao meu favor. Seus olhos brilharam com expectativa reagindo ao meu aparente interesse.
— Eu estou procurando por uma garota. — Murmurei me apoiando ao balcão, assimilando uma vez mais o forte cheiro de bebida. Ela inclinou a cabeça com um sorriso divertido.
— Olhe ao redor. — Falou apontando com o queixo, tomei meu tempo fazendo o que pedia, alguns homens disputavam a atenção de uma dançarina que exibia os seios nus. Outras dançavam em poles, uma ou outra passeavam livremente despidas de qualquer constrangimento por estarem praticamente nuas, e garçonetes iam e vinha atendendo aos pedidos dos homens que estavam ansiosos por sua atenção mais do que pelas bebidas, senti uma onda de desgosto passar por mim e deixar um gosto amargo em minha boca, era aqui que ela estava? Foi por isso que ela me abandonou? Eu não queria acreditar que depois de tudo o que passamos, tão pouco eu importava. — O que não falta é garotas. — Continuou alheia aos meus pensamentos sombrios. — Mas eu preciso alertar, essa frase... — Apontou para os seios. — Não é apenas uma piada interna, você realmente pode olhar, mas para tocar a garota tem que estar a fim, temos seguranças para garantir que isso seja seguido. — Seu tom agora era um pouco ameaçador. Mas logo seu rosto exibiu o costumeiro ar de flerte. — Mas eu duvido que com um rosto e corpo como esse você teria problemas de encontrar uma garota disposta. — Piscou deixando-me saber que ela estava incluída.
— Não se trata de uma garota. — Neguei a surpreendo e deixando-a ligeiramente confusa. — Mas sim da minha garota. — Sua expressão se fechou, e entendi errado sua reação. — Não se preocupe que ela nunca rejeitou meu toque.- Ela comprimiu os lábios com irritação.
— Droga! — Praguejou irritada. — O chefe cansou de pedir para nenhuma trazer seus homens aqui. — Recriminou. Franzi o cenho pensando em quem seria esse chefe, eu estava cansado de homens como Ivo ditando a vida de garotas como Felicity. — Vocês machos alfas tendem a ser possessivos. — Ela não podia ter ideia do quanto estava certa, só o pensamento de mais alguém vendo o corpo de Felicity me deixava furioso. A palavra "minha" vinha em minha mente quase com um rosnado, o pensamento possessivo era antigo e incapaz de ser mudado com o tempo. — Quem é a garota? — Perguntou com um suspiro perdendo o interesse por mim. — Eu vou chama-la para poder se livrar de você o quanto antes.
— Eu procuro por Felicity. — Murmurei segurando a respiração e resistindo a vontade de uma vez mais olhar ao redor em sua busca, era inútil, eu não tinha visto nada que me fizesse acreditar que ela estaria aqui, mas ela tinha que está. Foram meses a procurando, quase imediatamente que ela havia partido, aguardei a resposta da mulher enquanto imaginava se nossa busca realmente tinha me trazido para o lugar certo e cogitando se ela realmente estava nesse fudido lugar, porém ela franziu o cenho mostrando não reconhecer o nome e deixando-me apreensivo, eu não queria encontrar Felicity aqui, eu odiava a ideia dela trabalhando dessa forma, algo tão perto do que ela já fez, ela não estava segura assim, e por mais machucado e decepcionado eu estivesse por ela ter me abandonado, eu sempre me preocuparia com sua segurança, eu repudiava a ideia dela aqui, mas ela não estar aqui significava voltar à estaca zero e o começo de uma nova caçada. Observei a bartender balançar a cabeça em negativa e me apressei a interrompê-la no ato. — Talvez vocês a conheçam por Megan. — Sugeri.
Mais uma vez ela me encarou com surpresa, mas agora seu olhar vinha acompanhado com reconhecimento. Ela estava aqui, eu não precisava de nenhuma palavra a mais para ter certeza disso, apenas o conhecimento de que em pouco tempo eu a encontraria me manteve tranquilo, eu vinha mantendo essa fachada por um longo tempo, eu precisava de apenas uns momentos continuando com minha postura indiferente. Ela estava aqui. Isso era tudo o que importava agora.
— Onde ela está? — Perguntei tentando conter minha ansiedade, a morena abriu a boca para proferir alguma reposta, talvez não a que eu queria, mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa o som de leves pancadas em um microfone teve o poder de atrair minha atenção, eu sequer sabia o porquê, provavelmente pelo olhar aflito da bartender ter se direcionado de imediato para o palco à frente, eu já havia frequentado lugares como esse o suficiente para saber que esse era o momento da atração principal, eu não tinha nenhum interesse de ser um dos homens ávidos por assistir a uma dançarina exótica exibir suas curvas enquanto movia-se em uma dança sexy, mas eu continuei encarando o palco enquanto o homem falava coisas do qual eu não me importava em assimilar, tudo o que conseguia encarar era a beleza loira entrar no palco ganhado gritos e assobios excitados, ela estava protegida por uma máscara, mas eu seria capaz de reconhece-la de qualquer maneira, meus pensamentos estavam em meio a uma tempestade, estavam uma bagunça. Sem dúvida nenhuma eu exibia uma expressão de absoluta perplexidade, eu estava incrédulo, em choque.
É ela. É Felicity.
Minha Felicity.
Por cima de toda a confusão que estava minha cabeça apenas um pensamento lúcido se formava:
Eu a havia encontrado.
Era interessante que no nosso primeiro encontro, aquele do qual ela era ciente, havia sido em uma festa onde todos exibiam máscaras. É claro que quando eu a reencontrasse ela estaria com uma. Muitas coisas haviam mudado desde então, mas havia algo que não mudaria, tal como aquela noite eu a seguiria e a tomaria para mim, e depois de tê-la comigo o inferno congelaria antes que ela tivesse a oportunidade de me deixar novamente.
Dessa vez, não seria Felicity a lançar as regras do jogo. Seria eu.
Notas finais
Xoxo, LelahBallu.
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