Notas iniciais
Olá meninas! Sim ainda estou viva, e após 1 ano de bloqueio me dediquei a escrever este capítulo de retorno para vocês. Espero que gostem. Como eu disse não vou abandonar esta fanfiction, mas sou uma pessoal totalmente coração e preciso estar bem comigo para conseguir escrever algo que me deixe satisfeita. Espero que me entendam. Bom chega de enrrolar né?

Madame Ponfrey finalmente havia lhe deixado sair da enfermaria, agora estava confortavelmente deitado em sua cama, havia tirado a camisa e por isso podia sentir a suavidade do cetim roçando-lhe as costas cheia de cicatrizes.

Seria difícil acostumar-se novamente com a visão, apesar de não ter passado mais do que alguns meses cego, havia aceitado sua nova condição e para que ela estivesse com ele como estava agora, faria tudo novamente.

Ainda estava sonolento devido as poções que a velha enfermeira havia feito ele tomar, os olhos pesados, sentia o cabelo pinicando o nariz enquanto respirava de forma preguiçosa e espaçada, ouvia tudo. Os sentidos muito mais aguçados do que antes de ser atingido pela maldição antiga que fora endereçada a sua amada.

Gostava de se perder em suas lembranças, havia se acostumado a enxergar apenas pelos olhos das memórias. Gostava, pois, podia vê-la em todos os seus detalhes. Mas não dava para negar que vê-la da forma que viu hoje, tão sua e saber que tudo que sentia e que antes não achava ser possível corresponder agora era de fato verdadeiro.

Ouviu a porta abrir de leve e sorriu quando o cheiro de morango invadiu suas narinas...lá estava ela. Ela tirou os sapatos ainda na porta do quarto, achava que ele estivesse dormindo não queria acorda-lo, então andou sobre as pontas dos pés. Chegou perto da cama, ele continuou com os olhos fechados, queria saber o que ela faria... Sentiu os dedos delicados tirando-lhe os cabelos prateados dos olhos e sentiu o nariz coçar com o contato dos fios finos, mas se manteve sereno, e então ela suspirou longa e sofregamente... Parecia que algo havia sido tirado de suas costas.

– Está tudo bem não é querido? – ela sussurrou baixinho enquanto subia cuidadosamente na cama para se aconchegar a ele.

Subiu na cama, e enquanto ajeitava-se para deitar, sentiu ele lhe abraçar a cintura e puxá-la para seu colo.

–Draco! Estava acordado? Por que não avisou logo? Sabe como é difícil caminhar sem fazer barulho? – ela resmungou divertida enquanto esfregava o rosto em seu peito em uma tentativa infantil de aquecer o próprio nariz gelado devido à neve que caia lá fora.

– Queria saber o que faria durante meu sono. Já fui abusado inúmeras vezes por você Granger.

–Não sei do que está falando Malfoy.

– Mais importante que isso. Quer jantar comigo hoje a noite? Ele perguntou distraído enquanto afundava a mão nos longos cabelos macios dela. Ainda tinha os olhos um pouco doloridos e por isso não forçaria a visão agora. Senti-la perto do seu corpo já era mais do que o suficiente.

– Claro! Aonde iremos?

– Vai saber quando chegarmos lá. Leve um casaco estará frio.

– Tudo bem Sr. Malfoy.

– Como foram as ultimas aulas?

– Bom, foram normais. Me preocupo com as provas finais apenas. N.I.E.N.S e o N.O.M.

– Hermione faltam mais de 8 meses paras estas provas.

– Draco é necessário se preparar com antecedência. Você sabe disso!

– Você não mudou em nada. – Deu uma risada descontraída enquanto a ouvia bufar.

O restante do dia passa rápido, e nos campos de Hogwarts todos estão agitados se arrumando para deixar o enorme castelo e seguir para suas casas e curtir o Natal.

Nenhum dos alunos gostaria de ficar sozinho no castelo, e nem mesmo Harry Potter ficaria para trás neste ano. Convidado pelo Wesley’s, deu a ideia de arrumarem a antiga sede da Ordem da Fênix, e agora sua nova casa o Largo Grimmuald, nº 13 que lhe fora deixado por seu querido padrinho Sirius Black.

Tudo já havia sido combinado, arrumariam o velho casarão e o deixariam com uma cara mais família, passariam a noite de natal e o ano novo lá, e quando as férias terminassem a casa seria novamente trancada até q Harry terminasse seu ultimo ano em Hogwarts.

A noite tinha chegado logo e Draco estava sentado na poltrona em frente a grande janela no salão comum da torre em que morava com Hermione. Tinha os cabelos levemente úmidos, havia penteado os cabelos, mas desistiu de deixa-los arrumados quando vez a vez ele caiam sobre seus olhos. Usava lindas roupas pretas, um costume que não acreditava ser possível deixar para trás. A pele alva contrastava com o tecido e lhe trazendo ar misterioso. Já passava das 19 horas quando ele a observou passar pela porta de seu quarto.

Hermione Granger era a mulher mais bela do mundo ao seus olhos, os longos cachos haviam sido cuidadosamente emoldurados, e chegavam-lhe abaixo da cintura em uma cascata volumosa e macia, uma pequena presilha enfeitava delicadamente a lateral direita. Havia uma maquiagem sutil e delicada em seu rosto. O vestido longo com um ar jovial de cor clara realçava sua pele, e o casaco pesado que tinha sobre os ombros em nada lhe tirava a elegância. Tinha um ar romântico, porém determinado.

Ficaram ali se olhando por um breve instante, mergulhados em uma emoção profunda, um vinculo que os ligava de forma intensa.

– Você esta maravilhosa m’lady. – Draco se aproximou e com uma ternura quase desconhecida entrelaçou seus dedos aos dela, enquanto abaixava se para depositar um beijo casto em sua mão.

– Hora Draco. Muito obrigada. Você também esta lindo. – Ela sentiu o rosto esquentar sob o olhar intenso que ele lhe oferecia.

Porém não se deixou abalar pelo poder que ele exercia sobre ela, aproximou-se calmamente e depositou ambas as mãos sobre o peito dele. Ainda que estivesse de salto, era consideravelmente menor que o homem na sua frente. Assim que estava perto o suficiente para que ele sentisse todo seu corpo perto do dela, ela levantou o rosto e beijou-lhe com carinho os lábios pegando-o de surpresa pelo gesto. Até então Draco havia sempre iniciado as seções de caricias entre ambos, mas agora ela também começara a lhe demonstrar com sentia-se a respeito do que estava acontecendo entre eles.

– Vamos Strª Granger? – Ele perguntou enquanto lhe abraçava forte e inspirava o cheiro dos cabelos recém lavados dela.

– Claro, para onde? Estou curiosa Sr. Malfoy. Irá me sequestrar? – Ela perguntou risonha.

– Talvez por esta noite. Vamos, agora coloque isto. – Ele tirou do bolso uma fita delicada de veludo.

– Mas Draco...

– É uma surpresa eu já lhe disse, apenas fique quietinha. – Falou enquanto lhe passava delicadamente sobre os olhos.

– Vamos aparatar?

–Sim.

– Ok. Fico sob sua responsabilidade. Se me faltar uma perna ou uma orelha a culpa será sua. — Ele gargalhou enchendo o salão com sua voz rouca.

– Pronto querida, estamos de partida.

A sensação de aparatar nunca agradou a alguém que estivesse em pleno controle de suas atividades mentais. Assim que o puxão pelo umbigo diminuiu e ela sentiu-se dona de seu corpo novamente, o vento frio bateu-lhe no rosto e agradeceu por Draco insistir que ela colocasse roupas quentes.

– Pronto, logo estaremos lá e não precisará mais disso.

Ele caminhou devagar com ela ao seu lado, lhe guiando calmamente enquanto adentravam o belo restaurante. O som rouco do saxofone invadiu seu ouvido e lhe aqueceu a alma enquanto lugar aquecia sua pele lhe fazendo esquecer-se do frio de alguns instantes atrás.

– Boa noite Sr. Malfoy.

– Boa noite.

– A mesa que o senhor reservou está pronta senhor. Por favor, me acompanhe.

–Draco estou ansiosa, posso tirar isso? – Hermione exibia um biquinho emburrado enquanto andava pelo salão.

– Agora pode.

Finalmente haviam parado de andar e ele havia lhe tirado a venda dos olhos; ela não conseguiu manter a expressão amena enquanto olhava para o local. A vista do alto da torre era a própria Torre Eiffel, bem ao seu lado.

A decoração em ouro branco era delicada e ao mesmo tempo de um toque simples, porém extremamente luxuosa. Estavam em uma sala privada, com toda a vista a sua disposição, era como se a Torre estivesse ali apenas para eles.

– Draco...isso é...isso

– Espero que não fique brava pela minha escolha, sei que posso ter exagerado um pouco.

– É lindo... Nossa... É simplesmente lindo.

– Fico muito feliz por saber que lhe agradou querida. Vamos jantar?

Ela meneou e concordou com um leve gesto de cabeça, o garçom deu espaço para que eles se acomodassem a mesa. Draco foi um perfeito cavalheiro e lhe ajudou com a pesada cadeira que parecia ser do século anterior, em madeira maciça e polida.

– Obrigada Draco. Isso é fantástico.- Ela disse com um sorriso tímido enquanto aguardavam o jantar que pediram.

Draco esticou o braço para poder entrelaçar os dedos aos dela, sentiu a pele macia e delicada mesmo após tantas batalhas. Sorriu um sorriso apaixonado, porém discreto, afinal ele ainda era Draco Black Malfoy, e então olhou bem no fundo dos olhos dela e começou a falar:

– Hermione, você é a luz do meu mundo pequena e não há nada que eu não faria por você. – ela ouvia atentamente, enquanto sentia-se sendo invadida por aqueles olhos cinzentos que sempre lhe intrigaram tanto. – Você Hermione Granger me deu um motivo para pensar em viver, na verdade para querer viver. Eu nunca pensei que houvesse algo em mim que pudesse ser bom. Eu definitivamente não sou bom Hermione.

– Draco..

– Eu não sabia o que era o amor ou o calor antes de lhe olhar naquela noite. Você mudou o meu mundo querida.

Ela piscou algumas vezes para evitar que as lágrimas não saíssem e acabassem com a maquiagem que Gina lhe convenceu a fazer. Nunca imaginou que poderia haver tanto amor neste mundo. Um amor improvável na verdade quase impossível, mas que lhe invadia o coração e se entrelaçava a sua alma. Sabia que não haveria outro amor como o que sentia por ele neste ou em outras vidas. Draco era sua alma gêmea.

– Obrigada por mudar meu mundo Draco.

Logo os garçons entraram e serviram o jantar. Eles conversaram sobre trivialidades, nada sobre a guerra ou sobre a maldade que haviam enfrentado nos últimos anos. A conversa fluía fácil entre eles, e a impressão era de que nunca haviam sido inimigos na vida. Riam confortavelmente na companhia um do outro, e as vezes mesmo no silencio podiam comunicar-se apenas com o olhar.

– Estava delicioso.

– Já faz alguns anos que não consigo apreciar a comida como hoje. – Draco havia se recostado na cadeira e parecia realmente satisfeito naquele instante. Os olhos estavam serenos como o mar calmo após uma longa e terrível tempestade.

Ele levantou e se colocou enfrente a grande janela esticou o braço oferecendo a ela a mão em um convite mudo para juntar-se a ele. Imediatamente ela levantou e se pôs em seus braços, ambos admirando a vista silenciosa.

– Não sei se mereço essa felicidade. – ela falou baixinho com a cabeça apoiada no peito dele.

– Você merece todo céu e todas as estrelas. Você merece que eu faça tudo ao meu alcance para lhe fazer feliz todos os dias pelo resto de nossas vidas.

– Draco, se continuar falando desta forma vou pensar que esta me pedindo em casamento. – Ela falou brincalhona ainda olhando para o céu a sua frente.

– Mas eu estou!

– O que? – ela virou-se surpresa para ele, que sorriu e passou a mão nos cabelos, ela sabia que ele estava nervoso só por aquele gesto sutil.

Ele colocou a mão no bolso da calça elegante, e puxou uma pequena caixa de veludo verde escuro quase negro, com pequenos fios de ouro decorando delicadamente a sua lateral.

Os cabelos caíram sobre seus olhos, e ele sorriu enquanto abria a pequena caixa e olhava para ela a fim de registrar sua reação o mais detalhadamente que conseguisse. Ela tinha ambas as mãos sobre a boca, e grossas lagrimas já escoriam por suas bochechas. Ele podia ouvir o coração dela batendo forte, enquanto sentia o seu próprio a ponto de explodir dentro do peito.

– Casa comigo Granger? – Ele lhe revelou grossas alianças douradas, com um delicado relevo em élfico. Ela reconheceria a caligrafia desenhada em qualquer lugar. A língua da verdade, onde a mentira jamais entrara. Um encantamento em élfico jamais seria quebrado, pois nunca poderia ser conjurado por um coração mentiroso. – Seja minha escolha todos os dias que ainda temos neste mundo, seja meu lado bom, o amor da minha vida, minha companheira, amiga e cumplice. Porque você Hermione Jean Granger é minha alma gêmea nesta e em todas as outras vidas. – Draco sentiu os olhos arderem e pela primeira vez pegou-se chorando, sentiu uma lagrima quente escorrer por seu rosto enquanto sem pensar no que dizer. As palavras apenas lhe saltavam da boca, mas mesmo assim parecia que pela primeira vez em sua vida, todas as cosias e palavras estavam exatamente no lugar em que deveriam estar.

– Claro! Ai meu Deus Draco! É claro! Sim! Sim! Sim!

Notas finais
Pronto queridas, Por favor, deixem suas criticas e opiniões, pois sabem que eu as amo muito, e me enriquecem na escrita! Saber o que você pensam é muito importante para mim! Bjinhos até a próxima, P.S.> Prometo não demorar 1 ano...srsrsrs