Look In My Eyes
13 Cap. 13
Notas iniciais
Alguns instantes e muitos beijos depois, após os corações de ambos começarem a desacelerar e timidamente começarem a bater juntos, havia chegado a hora de voltar. Hermione não podia evitar de sentir-se triste, não queria voltar agora. Poderia ficar ali para sempre, observando a cidade sob seus olhos, aconchegada nos braços de Draco Malfoy.
– Vamos querida? Amanhã sairemos para o Natal.
– Sinceramente não gostaria de ir agora.
– Nem eu. Mas é preciso. – Ele falou baixinho em seu ouvido. Sentiu-a concordar com um gesto leve enquanto mantinha os olhos fechados.
– Obrigada Draco.
Ele a ouviu dizer segundos antes de aparatem, sentiu o desconforto já tão costumeiro puxar pelo umbigo e retorcer todos seus ossos, a única parte boa que poderia haver em aparatar era que em segundos estariam aconchegados em sua torre.
A torre estava escura, e somente o fogo quase morto da lareira lançava alguns raios de uma luz alaranjada e bruxuleante. Apareceram um em frente ao outro, em um silencio cumplice e tranquilo, não havia necessidade de falar.
– Eu amo você Hermione. – Draco abaixou o rosto para que o nariz afundasse nos longos cabelos castanhos, passou as mãos pela cintura fina e a apertou contra o próprio corpo.
– Eu amo você Draco. – ela levou os lábios até a pele exposta do pescoço, aspirou devagar o cheio de hortelã e orvalho que ele exalava, era refrescante como a brisa leve após a chuva. Depositou um beijo leve, enquanto as mãos subiam para afundar no macio cabelo do loiro.
– Oh céus Granger não faça isso. – A voz já carregada pelo desejo ecoou rouca pelo salão comum.
– Beije-me Draco. – ela pediu levanto a boca a dele, até que seus lábios se tocaram levemente.
Ele a beijou com uma adoração infinita, e a tocou como se fosse feita de porcelana rara. Enquanto ela tinha as mãos pequenas em seu rosto. A aliança grossa brilhava em resposta a luz da lareira.
– Como pude viver... tanto...tempo longe de você? – ele perguntou entre os beijos que distribuía na face delicada da mulher a sua frente, ela tinha os olhos brilhantes, profundos e sedutores.
– Vem comigo. – ela falou baixinho ainda com os lábios presos aos dele, a mãos escorregou pelo braço até chegar as mãos frias tão características de Draco Malfoy.
Ele percebeu o leve rubor na face feminina ainda que a luz não ajudasse muito, sentiu quando ela puxou-lhe delicadamente em direção ao quarto, e observou hipnotizado o movimento que os cabelos tinham enquanto ela andava devagar.
Hermione abriu a porta do quarto e murmurou um feitiço baixinho, e feliz ele percebeu o teto do quarto inundar de estrelas brilhantes e em todos cantos pequenas velas se ascenderam . Os lençóis dourados reluziram feito ouro liquido em sua direção, e ele não pode deixar de pensar que seriam mais bonitos em cor de prata.
Ele não falou nada enquanto ela lhe guiava até sua grande cama de dossel. Talvez por costume ainda, já que muitas vezes ela o tinha levado até sua cama enquanto estava cego devido a maldição que recebeu em seu lugar. Ao lembrar-se dos meses em que esteve imerso na total escuridão, sentiu a boca azeda e as trevas ameaçarem tomar seu coração por um breve instante. Mas não! Ele estive na escuridão durante toda sua vida, os meses em que esteve cego foram apenas a concretização daquilo que estava impregnado em sua alma.
Perdido em seus pensamentos não percebeu quando ela lhe deixou sentado a beira da cama, só se deu conta quanto percebeu um biombo feito de papel arroz com pequenos detalhes desenhados, atrás algumas velas iluminavam e deixavam a silhueta da mulher exposta.
Ele observou enquanto ela abria o feixe do vestido e descia as mangas pelos braços finos, sentiu a boca ficar seca quando ela deixou o vestido escorregar pelas coxas até chegar ao chão. Ela não falou absolutamente nada, sem duvida aquele era um dos momentos mais sensuais da vida dela, podia sentir os olhos dele grudados em sua imagem, podia ouvi-lo respirar de forma pesada. Mas ele continuou imóvel enquanto ela soltava os cabelos da pequena presilha.
Então ela respirou fundo, precisava de toda a coragem que tivesse dentro de si, o que não era pouco digamos de passagem, mas aquela cena que ambos estavam vivendo, era a cena mais sensual de vida. E estar na frente de Draco Malfoy exposta daquela forma, a enxia de ansiedade, felicidade e paixão.
E então ela apareceu, se estava tímida não demonstrou, pois ela era o retrato da sensualidade e da inocência bem ali em sua frente. Sentiu a vontade de tocá-la crescer dentro de si, estava extasiado, e nem mesmo se moveu quando ela andou em sua direção ainda com o sapato de salto alto, ela vestia apenas uma leve langeri de renda branca, ela se moveu lentamente e lhe pareceu um martírio esperar um pouco mais para tê-la, mas por nada no mundo se moveria agora. Ela lhe tocou levemente a face, e então finalmente ele percebeu que tinha prendido o ar em seus pulmões, respirou e imediatamente fechou as mãos com tanta força que pensou que fosse quebrar os próprios dedos, pois o cheiro dela lhe invadiu a fossa nasal passou por sua língua e se instalou em seu sexo.
Mas manteve-se em silencio, adorando-a apenas com os olhos até que ela lhe desse permissão para tocá-la. Céus! Parecia até mesmo um pecado tocá-la, ela mais parecia um anjo em sua frente, talvez em todas as vezes em que sonhou que a possuía não fez jus a mulher que amava.
–Draco... – ela lhe chamou baixinho enquanto lentamente abaixava para por lhe a boca perto do ouvido e conscientemente os seios bem a altura de seus olhos.
– Diga M’Lady. – A voz dele provocou-lhe arrepios por todo o corpo, e sentiu o ventre aquecer sob o olhar dele. Ela sabia que ele a colocaria naquela cama naquele exato momento e que lhe possuiria de forma intensa e inesquecível. Mas ele estava ali, se colocando a seu dispor e deixando que ela fosse a sua senhora.
– Quero que me olhe. – Ela sussurrou em seu ouvido e o ouviu gemer baixinho.
– Não faço outra coisa desde que coloquei os olhos em você da primeira vez em que...
– Não querido – ela interrompeu carinhosamente – quero que me olhe, com as mãos. – enquanto falava, segurou as mãos dele de colocou ambas em sua cintura, a pele reagiu imediatamente, e ele precisou fechar os olhos e a boca para não gemer de forma prazerosamente pelo contato.
Mas não demorou muito para que ele voltasse a assumir o controle de seu corpo, abriu os olhos e levantou-se da cama sem deixar de olhá-la. Os cabelos loiros faziam cocegas em seu nariz, mas isso pouco importava.
Ele passou as mãos frias pela barriga lisa enquanto a olhava bem no fundo dos olhos, viu quando ela apertou os lábios suprimindo um leve gemido, e ficou extasiado com a forma como ela deixou a cabeça pender para traz, deixando o pescoço exposto enquanto ele lhe alisava suavemente a clavícula. Beijou-lhe a testa, as bochechas e o nariz antes de seguir para a sua boca de forma possessiva.
Então ele a beijou, beijou em um misto de sentimentos. Espantou-se, pois sempre fora tão controlado com relação ao que sentia, nunca deixava que seus sentimentos fossem a razão de suas ações, mas com ela. Céus! Não poderia nem mesmo pensar, a única coisa que lhe vinha a mente era tocá-la, beijá-la e satisfaze-la de todas as formas que estivessem ao seu alcance.
Hermione se deixou guiar, pelas mãos que agora percorriam suas costas. Nunca havia sentido aquela sensação, sentia que estava onde deveria estar. Que era dele, e que finalmente havia encontrado o seu lugar. Deu um leve suspiro quando sentiu os pés deixarem o chão, mas logo passou as pernas pela cintura dele, aumentando o contato entre seus corpos. Com as ambas as mãos fundas no cabelo que tanto adorava, perdida entre beijos e caricias reclamou quando ele a colocou na cama e fez menção de afastar-se.
– Calma querida. – Ele disse com a voz rouca e baixa enquanto se livrava do terno, e soltava os botões das mangas. – Ah meu amor... Se soubesse o quanto quero afundar em você, até que tudo que você possa pensar seja apenas no prazer que posso lhe dar. – ele tirou a camisa e os sapatos, ficou apenas com a calça. Já não estava tão magro como quando a guerra acabou, as cicatrizes ainda estavam ali, mas não se incomodava. Eram mais como uma lembrança do que deveria fazer pela mulher que era a luz da sua vida.
Hermione mordeu os lábios enquanto observava com luxuria a barriga definida e os braços fortes de Draco. Ele era um deus da guerra, a face perfeita e a pele de mármore só a faziam ter certeza disso.
Ele subiu na cama, e ficou entre as suas pernas. Tirou-lhe os sapatos e beijou seus pés. – Draco... – alisou suas coxas em uma trilha de beijos interminável, enquanto ela tinha os olhos fechados, e as mãos apertando os lenções de seda dourada.
–Ah tem exatamente o gosto que acreditei que tinha... sou saborear cada pedaço da sua pele querida... – ele lhe disse enquanto dava uma leve mordida na parte interna da sua coxa. — Então apenas aproveite M’Lady.
Ó céus estava completamente entregue aquele homem, e não havia mais nada que pudesse fazer. O seu coração e sua alma já lhe pertenciam, e agora seu corpo quase que doía a espera de apenas um toque dele.
Ele subiu pelo seu quadril e se deteve em seu púbis, respirou de forma profunda e lhe mordeu por cima do tecido fino da calcinha. Estava dolorido de vontade de possuí-la, mas não iria ceder a luxuria, com ela era mais do que sexo quente e ardente...com Hermione Granger era amor, e sabia que só poderia satisfazer-se quando ela estivesse totalmente e completamente satisfeita.
Mas ele precisava admitir, ouvi-la gemer seu nome enquanto a tocava era extremamente excitante o que tornava seu desejo maior e consequentemente mais difícil de se controlar. O êxtase veio quando lhe tirou o sutiã e deixou os seios dela expostos sob seus olhos. Ele deixou-se vencer pelo desejo e rapidamente sugou-lhe os mamilos, ouvindo-a gemer enquanto afundava as mãos em seu cabelo. Chupou-lhe até sentir-se parcialmente satisfeito, e então acariciou ambos os seios com as mãos enquanto voltava sua atenção novamente para seu pescoço. E entre frases sussurradas, e carinhos possessivos, novamente ele lhe jurou amor eterno.
Era difícil explicar o que ela sentia enquanto sentia seu corpo a mercê dele, as mãos frias lhe deixavam quente, e com uma trilha fumegante sobre a pele. Não havia nada no mundo que não fosse ele...ele...ele...Draco Malfoy.
– Gosta? – Ele perguntou enquanto deslizava a mão para dentro dela... e gemeu quando a sentiu lisa e molhada.
– Sim.... Draco...
– Ah pequena, eu também...não sabe como me esforço para não afundar em você agora mesmo. Mas quero que sinta tudo o que pode sentir. – Ele continuou os movimentos circulares em sua intimidade, e voltou a chupar seu seio quando ela gemeu mais alto. Sentiu ela contrair-se sob seu corpo, escorregou um dos dedos para dentro dela, e com habilidade continuou movendo o outro. Ela explodiu de prazer, e gemeu seu nome.
Com a respiração ainda pesada, ela continuou olhando-o, não estava envergonhada pela exposição, e nem mesmo se incomodou quando ele se colocou em pé de frente para ela e se despiu. Sua boca encheu de agua, quando viu o tamanho do desejo que ele sentia. Ele não tardou a chegar até ela, retirou-lhe a única peça que ainda tinha. Beijou sua testa enquanto se encaixava perfeitamente em cima dela. E com uma calma que ela nunca imaginou ver nos olhos de Draco Malfoy, ele a fez sua. E ela se tornou inteiramente dele...
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