Look In My Eyes
11 Cap. 11
Hermione não podia desviar os olhos dos dele, não podia e não queria. Tudo naquele momento era especial, sentir o peso dele sobre si e o calor de seu corpo. A respiração quente, e os cabelos pinicando-lhe o rosto.. mas principalmente o olhar.
Os olhos antes nublados e opacos, agora mesmo avermelhados lhe fitavam de forma intensa e intima, não podia negar a beleza daqueles olhos.
– Draco...
– Se não for para dizer que me ama, fique quietinha Granger e me deixe olhá-la minha pequena.
– Mas... seus olhos não doem? – Ela tinha ambas as mãos pequenas no rosto dele, fazendo leves caricias em suas bochechas.
– Incomodam um pouco. Mas não me importo. – ele disse antes de juntar forças para sair de cima dela, vê-la daquela forma deixava sua mente nublada, queria tê-la, mas não dessa forma.
Ele riu quando ela protestou por ter se afastado.
– Não reclame ou não respondo por mim Srta. Granger. – ele falou ajeitando-se para deitar aconchegado a ela. – Estou aqui.
–Draco – ela tentou aproximar ainda mais o corpo do dele, e o ouviu gemer quando prensou as costas no peito dele. – Não quero que se afaste... fique perto, não quero sentir frio.
– Você adora me testar não é mesmo? – Ele tinha o rosto afundado nos longos cachos achocolatados, o cheiro ainda lhe embriagava.
– Talvez Sr. Malfoy.
– Depois nem se de ao trabalho de tentar fugir de mim.
– Draco, porque acha que a “maldição” foi anulada? – ela falou baixinho, o calor do corpo dele era aconchegante e envolvente, sentia-se segura nos braços de Draco. Agora que tinha aceitado o que realmente sentia por ele, parecia que tinha nascido para estar ali ao lado dele.
– Há alguns anos atrás eu nunca imaginaria falar o que vou falar agora Hermione, mas acredito que tenha sido pelo amor. Se o amor salvou Potter da maldição imperdoável, o amor que sinto por você e você por mim, acredito que tenha sido isso o que anulou os efeitos da maldição que me atingiu.
– Se me falassem que eu estaria aqui onde estou e com você, eu provavelmente mandaria essa pessoa para o inferno.
– Sim, é verdade. Lhe magoei muito não é mesmo pequena? – não cansava de cheirar e acariciar os cabelos dela enquanto conversavam, deitados na maca da enfermaria.
– Não importa mais Draco, tudo o que houve ficou no passado. Mas eu tenho que confessar, sempre tive vontade de me aproximar de você. A primeira vez que o vi, no primeiro ano... digo antes de você abrir a boca e começar a despejar aquelas idiotices sobre puro-sangue... bom, sempre achei seus olhos intrigantes, tinha vontade de tê-los só pra mim.
– E agora eles são seus Hermione, não só meus olhos...meu coração e também minha alma.
– Para sempre Draco? – Ela perguntou baixinho, estava com os olhos pesados... o dia havia sido compreensivelmente cansativo.
– Enquanto você me quiser minha pequena. Você é meu lado bom Hermione... eu não posso mudar o passado, ou as coisas que fiz, as pessoas que torturei, e as idiotices que lhe disse. Mas eu posso garantir, que nunca estive vivo até me apaixonar por você. E se você quiser Granger, eu vou me esforçar todos os dias para lhe fazer sorrir e para que seja feliz em cada pequeno detalhe.
Ele esperou que ela lhe desse uma resposta a seu pedido, mas tudo que ouviu foi a respiração tranquila da garota em seus braços. Céus, Draco Malfoy tinha praticamente acabado de pedir uma sangue-ruim em casamento e ela tinha dormido.
Não podia deixar de sorrir, passou o braço sobre a cintura fina da garota e escondeu o rosto em seus cabelos. Os olhos ainda ardiam e a cabeça estava indiscutivelmente dolorida, uma dor profunda e constante, mas nada disso importava; pois iria dormir ao lado dela pela primeira noite, e se dependesse dele essa seria a primeira de muitas outras.
****
Tinha dormido profundamente naquela noite, e não se lembrava da ultima vez em que não teve um pesadelo. Sentia o corpo e a cabeça pesados, mas ainda assim a felicidade tão rara em seu coração estava ali, o fazendo sentir-se completo pela primeira vez.
Sentiu o peso dela sobre seu peito, e também as caricias leves e tímidas que ela fazia enquanto deslizava os dedos pelo seu peito.
– Hm... Eu poderia acordar assim todos os dias, pelo resto da vida. – Ele sussurrou ainda com a voz rouca pelo sono e de olhos fechados.
Ela viu baixinho antes de levantar o corpo para poder olha-lo. Deu-lhe um beijo casto nos lábios antes de começar a falar:
– Bom dia Draco. Como está se sentindo? – ela continuava com o rosto muito próximo ao dele, e lhe fazia carinho pelo rosto, deslizando a ponta do nariz pelas bochechas de Draco.
– Bom dia pequena. Parece que um balaço me acertou. Mas tê-la exatamente onde está, faz tudo valer a pena.
– Draco, eu preciso ir. Madame Pronfrey já deve estar pra chegar.
– Não quero que vá! – ele apertou-lhe mais a cintura para que ela não pudesse se levantar.
– Draco! Como acha que vou encara-la se por acaso me pega aqui na maca com você? Vou morrer de vergonha.
– Me de um beijo e prometa que volta para tomar o café comigo, e ai talvez eu deixe você ir.
– Não pensei que fosse tão manhoso Sr. Malfoy.
– Agora que a tenho para mim, não me sinto nem um pouco inclinado a deixá-la partir.
– Draco, olhe para mim. – Ela falou séria, e ele que ainda mantinha os olhos fechados, os abriu lentamente e fixou os olhos nos dela. – Eu te amo Draco Malfoy.
Ele piscou algumas vezes, antes de sentir um calor agradável preencher o seu coração e antes que pudesse evitar, já estava sorrindo para ela.
– Eu te amo Hermione Granger.
– Nunca o tinha visto sorrir.
– Eu não tinha motivos para sorrir pequena.
Ela ia lhe responder, quando ouviu a grande porta da enfermaria ser destrancada. Apenas o arrastar da porta já foi o suficiente para faze-la saltar da maca em que havia estado com Draco durante a noite.
– Ainda aqui Stra. Granger?
– Ah! Bom dia Madame Promfrey. – a garota tentava inutilmente desamassar seu uniforme.
– Como passou a noite Sr. Malfoy?
– Muito bem.
– Não devia ter tirado os curativos.
– Não precisava mais deles.
– Hm. Quero que fique até as 10 horas para que eu possa lhe observar por mais algumas horas. Se não houver nenhuma complicação estará liberado para voltar ao seu dormitório.
A enfermeira olhou brevemente para seus olhos, virou seu rosto para la e para cá, e depois simplesmente saiu.
Draco tratou de procurar por Hermione, mas a sua ratinha de biblioteca tinha dado um jeito de sair desapercebia. Ele suspirou e voltou a deitar-se, não sabia até quando aguentaria a vontade de tê-la só para si.
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