Notas iniciais
Então, na verdade esse é o capítulo um, mas o Nyah bicha com a minha vida! E pra eu não ficar confusa, coloquei "dois", mas relaxem que vocês não perderam o um ou coisa parecida! Obrigada por ainda estarem aqui haha Apreciem sem moderação!

Maio de 2015 – Mansão Stark

Já passava das oito horas quando Tony abriu os olhos e JARVIS o informou sobe a hora, dia e clima. Era um ritual rotineiro, só que desta vez a cama não estava vazia.

Não pense errado do bilionário! Só por que ele não deixou de ser mulherengo, não quer dizer que é todo dia assim, além do mais, ele tinha uma regra: “nunca levar as piriguetes pra dentro de onde Damien vivia”. E era ele que ocupava a king size junto com seu pai.

O menino tinha os cabelos loiros tapando o rosto e logo que percebeu isso, Tony tratou de consertá-los. Os olhinhos azuis estavam fechados no momento, por que ele ainda dormia, o corpo do garotinho estava praticamente em cima do pai. Tony gostava disso. Sentia que podia proteger o filho de todos os males do mundo, ele como fabricante de armas, podia muito bem dizer que o mundo não era seguro. Se pudesse colocaria a cria numa bolha dentro de sua oficina com todos os bloqueios possíveis pra ninguém nunca chegasse perto pra lhe fazer mal, porém, não podia fazer isso.

Apertou de leve o narizinho de Damien e soprou o cabelo que insistia em cair no rosto pequeno, deveria levar ele ao cabeleireiro. Fez a nota mental e se mexeu na cama a fim de levantar-se, mas ouviu o filho resmungar.

— Hora de acordar campeão! – o mais velho disse tentando tirar o filho de cima de si.

— Por quê? – o pequeno inquiriu ainda de olhos fechados.

— Vamos lá filho, a fase dos “por quês” já passou! – Tony tentou se mover de novo.

— Não! Não quero! – ele exclamou se agarrando à camisa do pai.

Tony levantou-se com Damien ainda agarrado à camisa e tentou iniciar um diálogo com ele.

— O que você não quer seu reizinho preguiçoso? – Tony indagou com um sorriso no rosto.

— Não quero ir pra escola! – disse com a voz abafada devido a seu rosto estar enterrado no peito do pai.

— Okay, então fique com a babá! – Tony argumentou.

— Pai... – Tony viu os olhos azuis pela primeira vez naquele dia. – eu não tenho mais nanny lembra?

— Oh! – o mais velho lembrou-se. – você assustou a última babá! – ele riu. – okay, então que tal se você fosse pra empresa com o papai hein? – ele sorriu – o que me diz? – o mais velho ia caminhando pro banheiro.

— Acho ótimo! Tem moças de pernas bonitas lá, né papai? – o filho perguntou inocente.

Tony riu alto e colocou o filho no chão, para que ele pudesse usar o banheiro. – sim meu filho, elas estão lá sim!

***

Ele havia acabado de queimar a língua com café e no processo entornado a bebida em sua camisa nova. Gênio, Barton! Nem parece que é Delegado! Foi limpando a blusa com um guardanapo e indo pro banheiro ao mesmo tempo, até trombar com uma descabelada garotinha de uniforme escolar e tênis desamarrados.

— Lizzie! – ele largou o guardanapo numa mesinha do corredor. – filha! Por que ‘tá com o cabelo bagunçado? – ele inquiriu meio abismado.

Tinha acabado de arrumar o rabo de cavalo perfeito. – ele estava ficando bom nisso -, e agora ela estava com os cabelos parecidos com um “ninho de mafuá”. Ele ainda ia ficar doido!

— Eu fui procurar meus têmis de baixo da minha cama de princesa! – ela respondeu com a vozinha típica infantil.

— É tênis meu amor! Com N de nariz! – ele corrigiu e agachou pra ficar do tamanho dela e tentar a arrumar o rabo de novo. Quando viu que não ia conseguir, — ele precisava de tempo e concentração -, resolveu pegar uma tiara dela e deixar os fios loiros soltos mesmo. – pronto, linda como uma princesa! – ele disse quando terminou de amarrar os tênis dela. – ops! – ele sorriu carinhoso pra ela e fez um carinho no rosto. – você é uma princesa! – ele a pegou no colo e a mochila dela também.

— Papai! – ela exclamou quando ele já seguia pra por do grande apartamento. – você vai sujo?

— Sujo? – ele inquiriu confuso e depois viu que ela olhava pra mancha na sua camisa. – ah meu amor, depois papai volta em casa! – ele beijou a bochecha dela e rumou para o lado de fora do lugar. Soltou a filha pra que ela chamasse o elevador como de costume, enquanto ele trancava a porta.

***

Steve aproveitava a sombra de uma árvore próxima. Gostava de levar James à pracinha todas as manhãs. Como era dono de uma rede de academias podia se dar ao luxo de passar pelo menos, as manhãs ao lado do filho pequeno. James tinha acabado de completar quatro meses e era um menino saudável, apesar de tudo.

As mulheres que passavam por ele, — carrinho de bebê, bolsa e toda a tralha -, o admiravam, falavam que a mulher dele devia ter sorte de ter um marido tão atencioso como ele. Pois é, ele queria ter essa sorte.

Na cobertura onde morava era só ele, James e Kal-el que era seu Golden de três anos.

Era complicado administrar a vida com um filho bebê, as academias, mais o cachorro. Steve acabava ficando sem tempo pra si, mas ele nem ligava muito, nunca fora de festas afinal, além disso, o bem-estar de James era o mais importante. E foi pensando nisso que ele percebeu que já era hora de ir pra casa, provavelmente seu filho estaria com fome e fralda suja daqui a pouco. Colocou o bebê no carrinho, conferiu pra ver se estava bem preso, em seguida colocou a bolsa de bebê do Capitão América no ombro e saiu da pracinha.

***

Era hora do almoço e quase ninguém ficava no prédio da Stark. Quem ficava, estava no refeitório, porém, o dono da empresa estava focado.

Tony abandonara o paletó e a gravata e fora pra area de produção da empresa, mexer em alguns protótipos. Era o que se dizia “se quer algo bem feito, faça você mesmo”. Tinha deixado Damien numa sala alguns metros acima, para que o menino não se machucasse com as peças, mas não contava que o filho iria fugir da sala.

Enquanto isso num outro andar, Virginia caminhava olhando pro tablet em suas mãos. Um erro de cálculo tinha sido feito e Obadiah, seu chefe tinha que saber disso.

Rumava pra sala dele quando ouviu um murmúrio, parecia um choro baixo. Ela parou e prestou atenção. Nada. Achou por fim que estava louca, ou só com muita fome, não tinha almoçado ainda.

Voltou a andar e escutou de novo. Olhou pra uma mesa de escritório vazia fronte à sala do chefe e caminhou até lá. Se surpreendeu quando viu um menininho, devia ter uns cinco anos. Ele estava abraçado aos joelhos e com os olinhos vermelhos. Não chorava muito, mas era possível ouvir uns soluços.

— Oi... – ela sussurrou e se agachou perto dele.

Virginia o viu arregalar os olhos e se encolher mais debaixo da mesa.

— Eu não vou te machucar meu bem... – ela sorriu e esticou a mão pra encostar no cabelo dele que estava caindo no rosto. – qual o seu nome? – ela indagou ainda agachada. – o meu é Virginia, mas meus amigos me chamam de Pepper. – ela sorriu. – que tal se você saísse daí e me dissesse o nome da sua mãe? Posso encontrá-la pra você, hm? O que me diz? – Pepper não sabia que aquele era o filho do Stark. Talvez se ele se parecesse mais com o pai ela notaria, ela só trabalhava ali há seis meses nunca nem tinha visto o próprio Stark. Não perdia seu tempo em revistas de fofocas também.

— Você não pode trazer minha mamãe! – Damien comentou enquanto saia de debaixo da mesa.

— Por que meu bem? – Pepper ainda estava agachada, porém agora ao lado da mesa e não quase debaixo dela.

— Minha mãe mora no céu! – ele esclareceu.

— oh... e o papai?

— Eu sai da sala dele e ele puf! – ele fez o barulho com a boca o que fez Pepper sorrir.

Ele era tão fofo e falava como um adulto. Seja lá quem for o pai está de parabéns.

— E qual o seu nome? – ela perguntou de novo.

— Damien! – mas, não foi o garoto quem falou isso. – meu filho! – Tony andou até alcançar o garoto e pegá-lo e seus braços. – o que o papai disse sobre sair da sala? – ele olhava pro garotinho

— Que eu não podia... – ele disse fazendo biquinho.

— E o que você fez? – Tony inquiriu. Ainda não tinha notado Pepper ali.

— Sai... – ele ainda tinha o biquinho.

— E foi muito errado! Por que fez isso meu filho?- Tony o abraçou. – papai ficou preocupado! – o menino se desgrudou um pouco do pai. – quer me deixar de cabelos brancos Damien Anthony Stark? – ele inquiriu e apertou o nariz do filho – não faça mais okay? – Damien aquiesceu.

— Pai! – o menininho chamou. – essa é a moça das pernas bonitas?

Tony se virou e finalmente viu Pepper. Ele estava tão aliviado em ter encontrado o filho que nem sequer tinha notado mais alguém ali.

— Ela é a Pepper! Ela me ajudou a não ficar com medo! – o garotinho explicou tentando descer do colo do pai.

Tony viu a moça sorrir e ficar um pouso sem graça, talvez pelo comentário anterior do filho.

— É um prazer Sr. Stark. – ela disse polida, lhe estendendo a mão.

— Só Tony! Sr. Stark era o meu pai! – o moreno sorriu – obrigado por ter ficado com Damien, ele tem essa mania de me desobedecer! – ambos sorriram.

Tony tinha que confessar. Há muito ele não sentia uma atração tão forte por uma mulher. Claro, ele não era nenhum santo, procurava suas diversões sempre que podia, mas com uma criança pra dar conta, e sem babá, não era fácil. Infelizmente Damien não se sentia muito a vontade com pessoas estranhas, principalmente as que lhe davam ordens. Tal pai, tal filho.

— Okay! – Pepper disse ainda sorrindo. Os dois pareciam congelados naquele instante. Encaravam-se, mas não falavam, estavam um tanto desconfortáveis, bem, pelo menos Pepper estava. – eu tenho que ir agora Sr... Tony!

— Nós também! – ele chamou o filho que futucava alguma coisa na mesa próxima. – Damien, diga tchau pra Pepper— ele a encarou e sorriu meio de lado. – e vamos embora. Antes que o filho se aproximasse ele perguntou: — qual é mesmo o seu nome?

— Virginia. Virginia Potts. – ela virou-se pra pegar alguns papeis que tinha deixado na mesa próxima e encarou Damien.

— Nós vamos nos ver mais vezes? – o pequeno perguntou olhando pra cima. Pepper era relativamente alta e com o saltos ficava mais.

A ruiva se agachou pra ficar próxima à altura dele.

— Se você quiser e seu pai deixar, sim nós vamos! – ela sorriu e tirou o cabelo dele do rostinho.

O menino foi até o pai que também agachou pra ficar do tamanho do filho. – a Pepper pode ir lá em casa, pra brincar comigo? – hora ele olhava pro pai, hora pra mulher.

— Filho, o que papai disse sobre as outras pessoas terem uma vida fora da empresa do papai? Se a Pepper quiser e puder, sim ela pode, caso contrário, papai te traz aqui outro dia, okay?

— Mas, eu quero muito que ela vá comigo! – argumentou Damien.

— Damien... – repreendeu Tony.

— Damien, por que não fazemos um trato hein? – o garotinho se voltou pra ela prestando atenção. – você promete que não vai mais desobedecer seu pai e no fim do dia eu reservo um tempinho pra brincar com você? Então, o que me diz?

O menino soltou uma exclamação em contentamento e jurou de mindinho com a ruiva que ele iria obedecer o pai, pelo menos naquele dia.

Eles deixaram que Damien caminhasse na frente deles enquanto rumavam pro elevador.

— Tudo bem mesmo você sair mais cedo só pra dar atenção a ele?

— Oras, você é o chefe, me diga você! – ela sorriu.

— Sério Pep... Virginia! – ele consertou no último momento. – não precisa fazer isso, você deve ser ocupada, ter um compromisso e tudo mais! Ele tem que aprender que nem tudo é do jeito que ele quer!

— Sério Sr... Tony! – ele se permitiu sorrir com o erro dela. – ele me parece bastante carente. – ela disse, mas emendou. – não que você não dê atenção, eu não estou te julgando, até por que nem sabia que você tinha um filho, enfim, mas é só que eu sou filha única e sei como ele se sente... – ela explicou, tento a total atenção de Tony, que só desviava o olhar pra ver o filho mais a frente.

— Tudo bem então! – ele disse e chamou o garotinho pra entrar com eles no elevador.

Pepper que iria entregar os pepéis até tinha se esquecido do que fora fazer.

Por outro lado, Tony estava contente. Há muito tempo ele não sentia que poderia contar com alguém assim. Há muito tempo ele não via alguém, que não fosse ele, se prontificar a brincar e entreter o filho há não ser que estivesse recebendo pra isso.

Ele tinha adorado Pepper, verdadeiramente e principalmente por que Damien agora olhava pra ela de um jeito fascinado, como ele nunca vira antes.

***

Na hora do almoço Clint passou rápido em casa. Com um caso novo ele não estava com muito tempo de comer. Ele poderia deixar o caso andar devagar, mas quanto mais cedo terminasse, ou pelo menos adiantasse, teria um tempo livre no fim da tarde pra pegar Lizzie na escola e até levá-la pra sair um pouco. A casa de Steve talvez.

Nem se preocupou muito e comer devidamente. Sua vida era assim meio corrida mesmo. Ele suspirou. Às vezes sentia falta de uma companhia feminina. Ele já teve uma ou duas namoradas há algum tempo, elas tratavam sua filha bem, isso era o mais importante, mas ele nunca conseguia se abrir verdadeiramente a um relacionamento afinal.

Terminava de mastigar a lasanha pré-pronta quando sentiu o celular vibrar no bolso.

— Delegado Barton. – ele atendeu o mais profissional que pode com a lasanha descendo a garganta.

— Sr. Tivemos um problema com o caso Hodges!

— Tá brincando né? – ele abandonou a voz profissional quando reconheceu a voz do amigo Pietro Maximoff falando. O amigo era da divisão de homicídios e trabalhava com ele.

— Não Clint! – o homem do outro lado da linha pausou. – a Peggy foi atacada na cena do crime.

— O QUÊ?! – ele exclamou.

Nem deu tempo pro loiro continuar, desconectou a ligação e saiu às pressas de casa.

Notas finais
E AEW! Mais uma vez eu e a mana (Lari_Stewart) nessa empreitada de Marvel! Por que somos viciadas e pensamos nessa fic depois de pensar numa teoria muito louca que só fãs de Gwybert irão entender! Anyway! Comentem, recomendem pros amigos e vejo vocês no capítulo dois! Kisses das irmãs de WhatsApp