Notas iniciais
Como o titulo do capitulo ja diz vão rolar beijos.... Espero que gostem.

- O que foi isso? – Perguntei ainda sem ar.

-Um beijo e dos bons, pelo menos pra mim foi.

- Mas e a Lucy?

- Essa é a diferença a Lucy é uma amiga, eu não beijo minhas amigas como beijei você.

- Eu não sei o que dizer.

- Então não diga nada apenas me beije de novo. – E me puxou pra junto dele novamente, mas dessa vez pude sentir calor dele se aproximando de mim, seus braços me envolvendo e me apertando. Senti a respiração dele se aproximando e ficando ofegante, não sei por que, mas comecei a tremer involuntariamente, então ele levou a mão até meu rosto e me acariciou, me beijando com mais ardor do que da primeira vez. Nada no beijo dele era angelical como seu rosto, mas era firme e intenso, nem de longe lembrava a pouca idade. Quando finalmente paramos, ele me olhou com um lindo sorriso que meio que brilhava por causa do meu brilho labial que acabou borrando. Então comecei a rir muito.

- O que foi? – Ele parou de sorrir quando perguntou. – Foi engraçado? Por que não era pra ser engraçado. Foram as mordidinhas? Normalmente as garotas gostam.

-Desculpe. – Falei com dificuldade porque ainda ria muito. – Não foi isso, o beijo foi ótimo e eu gostei muito das mordidinhas, é que você roubou todo o meu brilho labial e esta com o rosto cheio de gliter.

-Sério? — e começou a rir comigo. Estávamos abraçados e rindo com dois idiotas, mas senti que se o mundo desabasse eu nem ligaria porque aquele momento tinha sido perfeito. Eu podia passar o resto da vida ali com ele, enquanto nos beijávamos pela milésima vez o telefone dele tocou. Honestamente tive vontade de joga-lo longe, mas não era meu então não pude.

-Alo mãe... Tudo sim. – Acabei de lembrar a idade dele. – Estou a caminho... Nada ainda tenho que fazer todas as audições para saber o resultado quando eu for reprovado. . Claro que estou bem, mãe tenho que desligar agora. Eu também te amo, tchau. – A palavra mãe foi como um tapa no meu rosto pra eu lembrar a idade dele e ficar com um enorme peso na consciência. – Depois da curta conversa ele desligou e tentou me abraçar outra vez, mas recuei.

- Por favor, de verdade quantos anos você tem?

- Tah, tudo bem eu tenho dezesseis anos, mas também não precisa se desesperar é apenas passageiro logo eu faço dezessete e depois dezoito, assim sucessivamente.

- Eu sei. É só que eu posso até ser presa você sabia disso. Pedofilia é crime, meu Deus eu vou ser deportada.

- Calma está tudo bem não vai acontecer nada.

-Como você sabe? E se me deportarem? Sem contar a diferença de idade você sabe quantos eu tenho?

- Claro que eu sei e honestamente não me importo nem um pouco com isso, na verdade gosto de mulheres mais velhas, eu diria que prefiro.

-Você agora esta me chamando de velha?

-Não é isso... Só disse que gosto de garotas com mais idade que eu. – Ele falou me puxando pra perto dele de novo e colocando uma das mãos no meu rosto e com a outra segurou a minha, que tremia bastante. – Por que você esta tremendo?

- Medo.

- Medo de que?

- De você, de mim dos sentimentos que podem estar nascendo em mim, não tenho boas experiências com relacionamentos, sou sempre eu que sou abandonada e fico semanas chorando.

-Prometo nunca te fazer chorar.

-Não prometa algo que não pode cumprir.

-Mas posso tentar ao menos?

-Acho que vou indo esta tarde.

- Você mora longe?

-Não, só mais uns cinco quarteirões.

- Posso te acompanhar?

- Pode. – Então ele segurou a minha mão e caminhamos em silencio, alguns segundos depois ele passou o braço pelos meus ombros e eu não pude evitar pôr o meu em sua cintura e andamos abraçados em silêncio por cinco quarteirões.

-Chegamos.

-Então e aqui o seu palácio, princesa?

- Para com isso.

-Será que não podemos nem tentar? Se não der certo ai saberemos que não era pra ser, mas se nunca tentarmos nunca vamos saber e em algum momento vamos nos arrepender irremediavelmente pensando no que poderia ter sido. – Neste momento ele estava segurando minhas duas mãos e eu quase chorando.

-Podemos tentar, mas prometa que nunca vai mentir pra mim.

- Eu prometo nunca mentir, nem te abandonar, nem decepcionar.

- Você promete pelo menos tentar. – Ele me puxou pra perto me abraçando e cochichou no meu ouvido.

- Eu juro me esforçar ao maximo. – E me beijou de novo, com direito a varias mordidinhas, tenho que confessar que as mordidinhas deixam os beijos ainda melhores. Perdi a conta de quantos beijos trocamos antes de eu entrar, mas foram muitos. De repente lembrei da entrevista e que eu precisava me preparar. Então eu tinha que me despedir dele.

- É melhor você ir porque tenho que acordar cedo amanhã.

-Para a entrevista, já sei. – Ele parecia não estar com vontade de ir embora, mas era preciso, apesar de eu também não querer que ele fosse.

- É tenho que dormir e me preparar. Podemos nos ver amanhã, se você quiser é claro.

- É claro que eu quero.

- Então me dê o numero do seu telefone pra eu te ligar e combinarmos. – Anotei meu numero em uma das folhas do meu caderno e dei a ele. Ele pegou o caderno e anotou o seu numero com um coração do lado.

— Até amanhã e sonhe comigo. Porque tenho certeza que vou sonhar com você.

- Vou tentar. – Não queria dar o braço a torcer, mas com certeza eu ia sonhar com ele. Nos beijamos mais uma vez eu realmente não queria sair dos seus braços, mas já estava tarde, nos despedimos e eu entrei.

Entrei e dei de cara com Kirsten sentada no sofá perto da janela e pela expressão curiosa no rosto dela, estava só esperando para saber de tudo. Resolvi ignorar e ir direto para a cozinha fazer um chá para me acalmar, quantas emoções pra um dia só.

- Você não pode fazer isso comigo. – Ouvi a voz que vinha da sala se aproximando. – Tem que me contar tudo, quem era ele? Onde conheceu? Qual é o nível de romance?

- Não sei do que você esta falando, não tenho a menor idéia, vou fazer um chá quer um?

- Pode parar, eu vi os amassos de vocês pela janela, então não me diga que não sabe do que estou falando. E quero um chá sim com pouco açúcar.

- Você estava me espiando. – Falei colocando açúcar quase que de mais na xicara dela.

- Eu ouvi um barulho e fui ver o que era ai vi vocês, foi isso. Para, eu disse que era com pouco açúcar.

- Claro e eu devo acreditar em você pelo seu histórico de santidade? – Retruquei trocando de xícara com ela.

- Eu fui mesmo ver de onde era o barulho e acabei espiando vocês, mas para de enrolar e conta logo.

- Tudo bem, o nome dele é Harold, eu o conheci no metro e talvez possa ser um romance.

- E? – Eu não queria dar muitos detalhes pra ela não ficar enchendo minha cabeça de esperanças depois. E nem pensar em falar da idade, seria o mesmo que pedir pra ela pegar no meu pé. Então logo mudei de assunto.

- Tenho uma entrevista de emprego amanhã em uma revista de verdade.

- Sério, nem acredito. Ahhhhhhhhhhh, parabéns.

- Para de gritar que os vizinhos vão começar a reclamar.

- Tomara que dê certo.

- É vou dormir porque tenho que acordar cedo amanhã.

- Tudo bem vai lá vou terminar meu chá. Boa noite.

- Boa noite. – E sai rumo ao meu quarto me preparei para dormir e quando estavapronta para começar a sonhar com tudo o que tinha acontecido, meu celular tocou. Era um torpedo dele que dizia:

“Acabei de chegar, já estou pronto para sonhar com você. Amei te conhecer, boa sorte amanhã, boa noite e bons sonhos comigo. XOXOXOX”

Nem pude acreditar, nem me conter e respondi na mesma hora:

“Também estou pronta pra sonhar, obrigada, sabia que te conhecer foi muito bom, mal posso esperar pra te ver de novo. Boa sorte na audição amanhã. XOXOXOXOX”

Talvez eu estivesse me precipitando ou até me iludindo, mas já era tarde pra voltar atrás eu tinha resolvido dar uma chance.