Notas iniciais
Desculpem a demora fiquei sem pc, mas vou tentar compensar.

Deitei e não demorei a dormir. Como suspeitei sonhei com ele a noite toda, foi inevitável. Acordei com o despertador, peguei o celular para olhar a hora, vi que há poucos minutos tinha recebido um torpedo. Curto e simples, porém muito fofo:

Bom dia...sonhei com você , boa sorte de novo. Até depois. XOXOXOXOX

Respondi no mesmo estilo.

Bom dia...também sonhei com você, sorte pra nós dois. XOXOXOXOX

Levantei e fui até o banheiro tomei banho, me arrumei. Não vi a Kirten antes de sair e como eu não sabia que horas eu chegaria à noite deixei um bilhete pra ela avisando que talvez eu demorasse e fui pra entrevista. Peguei o metro e cheguei meia hora antes, por garantia.

Fiquei muito nervosa esperando e quando finalmente me chamaram achei que nem ia conseguir levantar de tanto que eu tremia. Não sei de onde tirei forças pra levantar e ir até lá. Mas diferente do que eu tinha imaginado a entrevista mais parecia uma conversa amigável e muito divertida.

- Bem, depois de conversar com você pessoalmente tenho certeza que será a melhor escolha, mas vai precisar de treinamento, então vamos começar segunda. Você pode trabalhar no turno inverso das aulas e fazer a carga horária de seis horas por dia como quiser e nos horários que puder, assim não vai precisar mudar nenhuma aula, mas o mais importante é cumprir às seis horas e fazer o trabalho requisitado, ok?

- Com certeza.

- Segunda venha as nove porque precisamos assinar o contrato e acertar alguns detalhes com o RH, tudo bem pra você?

- Ótimo, estarei aqui as nove, segunda-feira.

- Perfeito, alguma duvida?

- Não, eu entendi tudo.

- Qualquer coisa poderá perguntar segunda.

-Sim.

- Então, até segunda.

- Até.

Eu nem podia acreditar, um estagio em uma revista inglesa de fama, depois disso eu poderei conseguir emprego em qualquer lugar, mas meus planos eram de me firmar na revista e não sair de lá nunca mais. Eu estava tão ansiosa pra contar pra alguém. Liguei pra Kirsten, mas ela não atendeu ao telefone. Então tentei a Anne.

-Alô, ah ainda bem que você atendeu, precisava falar pra alguém.

- O que foi? – Ai me lembrei que não tinha contado pra ela, tinha o telefone do Tim pra entregar e tinha o Harold pra dar atenção, então esqueci.

- Lembra que te falei da vaga pra qual a professora Ingred me indicou. Então eles me ligaram marcando uma entrevista pra hoje e acabei de sair de lá.

- E então como foi? Fala...

- Eu consegui vou trabalhar com eles, eu nem acredito.

- Parabéns amiga, por que você não vem pra cá com a Kirs e o seu novo amigo pra gente comemorar.

- Vamos sim, espera ai eu achei que você nem tinha visto ele, ontem você agiu como se ele não existisse.

- Eu vi, mas estava tão empolgada pra ligar para o Tim que deixei passar. Falando nisso liguei pra ele ontem e ficamos de ir ao cinema amanhã. Muito obrigada amiga eu nunca vou esquecer o que fez por mim.

- Que bom que deu certo espero que você seja muito feliz. Tenho que desligar ainda tenho que fazer outras ligações. Acho que vamos aparecer ai umas oito horas, porque o movimento vai estar mais calmo. Beijos até depois.

- Tudo bem,até mais. – desliguei o telefone e tentei ligar para a Kirs de novo, mas ela ainda não atendeu, eu não queria ligar pro Harold porque não sabia se ele estava no meio de uma das audições e nem queria ser muito grudenta. Então depois de ligar para a minha professora e agradecer mais uma vez a ela, e tentar pela milésima vez em vão falar com a Kirs dei o braço a torcer a mandei um torpedo para ele.

“ Sai da entrevista agora, você quer almoçar? XOXOXOXOX”

Caminhei em direção ao metro esperando o torpedo dele. Fazia uns quinze minutos que eu estava lá sentada esperando a resposta dele pra decidir que metro pegar. Cansada e com fome decidi ir pra casa. Quando eu estava entrando no metro senti alguém me puxar de volta, fiquei com medo de cair e dei um pulo para trás e sem querer meu corpo esbarrou na pessoa que segurava meu braço, me senti ser envolvida pelos seus braços e então com uma pontinha de medo olhei para o rosto. Que alivio quando vi que era o Harold.

- O que você faz aqui? Que susto, você podia ter me matado. – Disse dando socos de leve em seu peito.

- Calma nevosinha acabei de sair da audição e vi seu torpedo eu ia responder quando te vi entrando no metro resolvi te puxar de volta. Então como foi a entrevista? – Perguntou ainda me apertando muito forte.

- Foi muito melhor do que o esperado, eu consegui começo segunda feira.

- Parabéns meu anjo. – Ele me levantou e girou no ar terminando o giro com um beijo maravilhoso que eu já tinha me acostumado e aprendido a gostar.

- Como vamos comemorar? Com uma cerveja bem gelada? Perguntou ainda me suspendendo no ar.

- Nem pensar senhor menor de idade, vamos almoçar em restaurante maravilhoso aqui perto. Respondi enquanto ele me deixava escorregar até meus pés tocarem o chão.

- Tudo bem vamos, estou faminto.

- Eu também. – Ele pegou minha mão e andamos como dois adolescentes bobos. Quando chegamos fiquei surpresa, o restaurante estava lotado como eu nunca tinha visto, fui até uma das garçonetes que é minha conhecida a Milla e pedi pra ela uma mesa. Esperamos perto da porta. Ele me abraçou e assim ficamos, então ele começou a me contar sobre as audições, achei tudo tão legal parecia ser uma carreira muito divertida.

-Você nem sabe, conheci um cara chamado Louis ele é muito engraçado e nunca desliga esta sempre aprontando alguma, espero que nos encontremos de novo, gostei dele. Eu não sei se vou ir muito longe tem muita gente boa e talentosa.

- Tenha certeza que você vai muito longe sua voz é maravilhosa e você tem muito talento. – Falei olhando nos seus olhos e inevitavelmente nos beijamos, fomos interrompidos pela Milla.

-Vem Liz achei uma mesa especial pra vocês dois. – Nós a seguimos até uma mesa no outro lado do restaurante numa linda varanda com vista para uns prédios antigos, parecia ser um lugar muito romântico. Para confirmar minha teoria olhei em volta e só havia casais daquele lado. Nos sentamos e ela nos deu os cardápios saiu sorrindo e dizendo:

-Ótima escolha, se precisarem é só chamar.

-Obrigada Milla. – respondi sorrindo pra ela para mostrar que entendi do que ela estava falando.

-Já estou preparado, pode me contar agora.

- Contar o que?

- Que você é uma péssima cozinheira.

-Por que você acha que sou uma péssima cozinheira?

- Você sempre tem uma sugestão de restaurante ou lanchonete e parece amiga de todas as garçonetes o que indica que vem muito a esses lugares.

- Já que você tocou no assunto, sou uma ótima cozinheira, mas não ando cozinhando muito eu confesso. É que com as aulas e o estagio nunca tenho tempo então acabo indo pra algum restaurante e lanchonete perto do centro e aproveito o horário do almoço pra estudar e fazer lições de casa, mas sempre cozinho nos finais de semana. Você devia ir lá em casa amanhã e experimentar meu tempero e assim aproveita e conhece a Kristen, minha colega.

- Isso é um convite ou uma intimação?

- É um convite, é claro que tal as onze, assim você vê que sou eu mesma que cozinho.

- Combinado cozinheira. – Quanta melação pensei comigo mesma, eu nunca era assim tão melosa, o que estava acontecendo comigo? E tão rápido?