Lonely Star

13 Noite das Mulheres


Notas iniciais
Olá! Perdão pelo atraso, eu estava muito enrolada e sem tempo! Mas, sabe como é... sou Mensageira do Rei, estava em época de Reconhecimento de Etapas... Beijos e espero que gostem!

N: Zoe.

As vezes me pego em dúvida, perguntando a mim mesma se sou altruísta ou egoísta. Talvez um pouco dos dois. Me parece paradoxal, mas é minha conclusão. Penso nisso sempre que relembro cada detalhe da minha vida, como havia relembrado com Sam no dia anterior os bons momentos de nosso findo relacionamento. Mas isso pouco importa.

Estávamos na Torre dos Vingadores resolvendo alguns assuntos do time que envolviam os últimos acontecimentos e as novas ameaças que surgiram. Julia tinha acabado de chegar da faculdade e eu decidi ir ao seu quarto conversar. Não falou com ninguém dês de ontem. Bati na porta de seu quarto e ela atendeu:

– Oi, Zoe.

– Boa tarde, Julia. — tentei sorrir – Posso entrar?

– Tranquilo! — ela deu de ombros.

Entrei no quarto, maior e mais bonito que seu quarto na base. Obvio! Esse era o quarto oficial dela. Sua gata de estimação pulou em meu colo logo que me sentei na cama de minha amiga.

– Rome, não incomode a visitante! — pediu Julia.

– Gosto de gatos. — afirmei.

Não simplesmente gatos: gosto da Rome. Era estranho como ela parecia com a Romanoff: o rosto, a barriga e o rabo são brancos, mas as costas e os lados são pretos como o traje da Viúva Negra, a cabeça é coberta por pelos laranjas que se estende pelo pescoço e até o início das costas, sem contar nos olhos verdes. Só assim pro Stark deixar a filha adotar uma gata vira-lata que encontrou suja e molhada na rua.

– Algo importante? — Julia perguntou enquanto acaricio sua gata.

– Estou preocupada com você.

– Relaxa, estou bem! — ela sorri fraco.

– As garotas querem ir ao cinema. Noite das mulheres. O que acha?

– E você, Wanda e Natasha, principalmente Natasha, me incluiriam nesse grupo? — perguntou irônica.

– Você está inclusa nele mais do que Katrina e Cléo, que também vão.

Ela suspirou e perguntou: — Que horas e que filme?

– Missão Impossível: Nação Secreta. Sete horas da noite. — respondi erguendo a felina e encarando seu rosto.

– Sendo assim, só tenho uma hora. Beleza! Confirma com as outras. Eu sei que vocês não vivem sem mim. — brincou.

– Estava com saudades dessa Julia. — respondi, deixando a gata de lado e me levantando – A Stark metida e zoeira até o fim.

– Metida... talvez um pouco. — riu enquanto deixei o quarto.

A reunião havia se encerrado, então Wanda foi para a Base, onde morava temporariamente, Natasha foi para seu apartamento enquanto eu fui para minha casa com Cléo e Katrina. Cléo passou a noite e passaria um tempo em minha casa, mas Katrina e Kazume ficaram em um hotel que o próprio Stark pagou. Até que ele se importa com elas. Cléo disse que o Coulson quer que ela vigie o Bruce, mas ela queria estar estudando uma pedra alienígena bizarra que devorou sua amiga... e também queria estar ao lado do namorado. Sim, ela me contou tudo sobre Tales. Não que eu seja a típica irmã mais velha ciumenta, mas exigi conhecer o mesmo. Não quero minha irmã saindo com qualquer um.

Kazume não pôde ir, mas aceitou ficar na base com a condição de que iria passar um tempo com Steve, para "avalia-lo para sua mãe", digamos assim, então Katrina saiu mais sedo com ela, para leva-la à base. Kazume, sua ciumenta. Então, vesti calça e blusa, já que vou andar de moto, assim como minha irmã, que tinham uma blusa com um dragão em chamas e uma pulseira de flocos de neve. irônico? É, eu também acho... ela diz que ama o frio (você imagina porque). Aquele inumano está tirando ela de mim.

– Zoe, onde estão os capacetes? — ela perguntou enquanto eu me encaro no espelho.

– Coloquei ao lado do meu piano. — respondi sem olhar para ela.

– Então... chamou mesmo a Julia? Agora Kazume vem com a gente também? Achei que fosse a Noite das Mulheres!

A encarei desacreditada.

– E o que a Julia é, a final? É muito madura e é muito mais parecida com as outras do que você pensa. Para você, o que é ser uma menina ou ser uma mulher? Julia passou por tanta coisa quanto a gente. Eu a considero uma mulher madura e responsável, ela é muito mais do que só uma garota.

– Estamos falando da mesma Julia?

– Me dê um motivo, tirando a idade dela, para não a chamar. — Cléo se calou – Quantos anos eu tinha quando salvei sua vida?

– Noventa e tantos, mas em corpo de uma criança...

– Eu conheço a história de vida dela, e é muito mais longa do que você pode imaginar. Já falei e vou repetir: ela é muito mais do que só uma garota.

– Tá... se você acha... as outras concordaram?

– Katrina amou a ideia e Wanda tem o mesmo pensamento que eu.

– Natasha?

– Foi ela quem pediu que eu a chamasse.

Cléo não esperava uma resposta assim. Sorri de sua confusão e fui ao porão buscar os capacetes. Consegui resistir a tentação de sentar no piano e tocar uma canção. O porão foi transformado em um estúdio, com carpete vermelho no chão, porta de vidro e as paredes com madeira. Ela um lugar confortável para tocar e cantar. O caminho até o cinema foi rápido. Mais rápido do que minha maninha achou que seria. Quando chegamos, vi Julia acenando para nós duas, Katrina sorri ao nos ver enquanto Wanda e Natasha riam de alguma piada.

– Oi, Zoe! Cléo! — a loirinha falou.

– Você é maluca?! — Cléo reclamou desesperada e assustada — Só faltava a moto decolar! Ela chegou a decolar?! Chegou, não é?!

– O que foi? Achei que você fosse viciada em adrenalina! — brinquei – Juro que eu não esperava te assustar.

– Eu também não! Foi incrível!

– Ah, Cléo! — falou Katrina, enquanto as outras riam — Você só finge que é normal, correta?

– Francamente, não consideraria nenhuma de nós "normal". — Wanda comentou, me cumprimentando com um "toca aqui".

– Com certeza. — respondi.

– A gente vai entrar para ver o filme? — perguntou Natasha.

Sorri com o pedido. Era ora de começar nosso programinha da noite...

N: Julia

– O WILL BRENT PARECE O CLINT! — quase gritei cobrindo a boca.

– O Clint não é tão lindo quanto ele, Ju. – todas riram com o comentário de Natasha – Que o Bruce não saiba, mas eu tenho uma queda pelo Jeremy Renner.

– Eu gostava do Tom Cruise quando eu era criança. — afirmou Wanda – Eu achava que iria crescer e me casar com ele e o Pietro dizia: "Desista, irmã! Ele se quer a conhece!". — voltamos a rir.

Saiamos do cinema depois do filme. Um filme, a propósito, muito legal mesmo! Sério? Ainda estou tentando digerir o final. Era tão... sei lá! Era inesperado! Melhor filme da saga Missão Impossível! E olha que eu nem curto muito essa saga! Todas nós amamos o filme, e todos pareciam tem como foco Will Brent, interpretado pelo ator Jeremy Renner, que era muito parecido com o Barton.

– A única vez que eu procurei saber o nome de um ator foi quando vi Diário de Uma Babá contem com o Steve. O casal protagonista era... bom... eu quis saber quem eram. — revelou Katrina.

– Cris Evans, sonho da minha vida! — afirmei – Cris Evans, Theo James, Cris Pane, Alex Petyffer...

– Ui! Julia tem um lado sombrio! — brincou Natasha.

– Só porque ela acha alguns atores bonitos? — perguntou Cléo.

Elas riram e seguiram para comprar alguma coisa para comermos. Zoe me puxou pelo braço e começou a falar:

– Eu estava conversando com o Sam ontem e li os pensamentos dele. Ele ainda está com raiva de mim. Eu o magoei muito.

– Ninguém consegue agradar a todos. Magoar faz parte de sermos humanos... ou mutantes... sei lá. Meu mundo é confuso. Uma vez eu magoei alguém sem querer e me sinto culpada até hoje.

– Quem foi? — me perguntou.

– Você não conhece! O nome dele era Ezequiel. Ezequiel Stane. Era filho de um amigo meu e do meu pai, Obadiah, que nos traiu, mais para frente. O garoto era talentoso, mas o pai queria que ele fosse melhor que eu, e eu era a melhor da escola. Ezequiel nunca aceitou ser o número dois. Eu tentei ser a amiga que o apoiava, eu o ajudei por algumas vezes, mas mesmo assim, ele queria ser o melhor. Um dia, houve uma feira de ciências e ele fez um braço mecânico incrível. Como eu não vigava muito para o prêmio, tentei me divertir e tentei misturar duas coisas que eu amo: espadas e o espaço.

– Como fez isso?

– Não fiz. O mais perto que eu consegui foi uma mini espada laser azul que fatiou umas coisas bem... duras. Parecia até um pequeno sabre de luz azul e aquilo me garantiu duas coisas: o apelido de Pequena Jedi e o primeiro lugar na feira. Ou seja, Ezequiel foi o número 2 de novo. Eu o parabenizei pelo trabalho, mas ele achou que eu estava zombando. Foi a última vez que eu o vi. Quando perguntei a Obadiah onde estava o filho dele, sua resposta foi "Em um lugar onde ele pode se concentrar melhor em seus estudos".

– Provavelmente, um colégio interno. — deduziu minha flor albina.

O assunto estava legal. Ela parecia me compreender. Foi quando vimos um rosto conhecido. Uma amiga da Zoe, lá da mansão do Xavier. Aliás, somos as únicas do time que gostam daquele pessoal, principalmente dela, que também acredita em Deus, então, acabei me afeiçoando a ela. Zoe também a viu e ela nos chamou.

Notas finais
Espero que tenham gostado! O próximo vai ter ação! Vai ser bem radical! Aliás, está no meio para o final! Tudo vai começar a se desenrolar a partir do próximo capitulo! Mas isso não quer dizer que está no fim, okay? Bjs e fiquem com Deus! Ps.: orem por Minas Gerais.