Lonely Star
3 Missões
Notas iniciais
N: Julia.
Eu estava super atrasada. A reitora Meryene iria me matar! Eu a convenci de que merecia uma bolça de estudos pela simples razão de ser uma Stark, e consegui provar minha tese! Pois bem, logo que cheguei, entrei na sala e procurei meu amigo Collin, que costumo chamar mais de “Jones”, já que o nome dele é Collin Jones e tal. Me sentei ao lado dele, que estava distraído com um livro da série “Assasin’s Creed”. O conheço há anos. É um dos meus melhores amigos. É da minha igreja e também da banda que fasso parte, chamada "Jesus Freak".
– Oi! – falei e ele me olhou rápido e disse.
– Oi. – continuou lendo.
Comecei a contar baixinho: — Cinco, quatro, três, dois…
Jones me olhou surpreso: — AH! Bom dia, Julia!
– Já estava demorando, Jones!
Nos cumprimentamos com um "toca aqui". Jones tem 18 anos e também é um prodígio. Não posso dizer que somos melhores amigos, pois um verdadeiro Jesus Freak sabe que seu melhor amigo nasceu em uma manjedoura, como diz a música de mesmo nome. Ah, eu falei que sou cristã, falei? Ah, meu Deus! Me desculpe! Mas só pra constar, eu sou e tenho muito orgulho disso.
– Faltou a aula ontem, o que houve?
– Consulta. Meu terapeuta disse que eu sonho com robôs assassinos porque ainda tenho medo deles. Faz sentido.
– Ainda estou tentando intender como você sobreviveu. – Jones comentou por brincadeira.
– Tive motivações: você, Hayley, Jason… o resto do mundo. O mesmo em Nova York.
– Você tinha 13 anos. Aquilo foi lendário.
– Até hoje, não sei responder algo assim.
O professor entrou na sala e paramos a conversa. Lembro que Jones me falou pelo telefone que a turma estava em aula durante o ataque do Ultron. O professor me chamou e eu não estava, então um garoto da turma, Freddie estava vendo ao vivo o que estava acontecendo em Sokovia, na Alemanha e logo Jones avisou que minha falta era mais do que justificável. E quando liguei para ele e disse que ele não acreditaria se eu contasse, estava na minha casa poucas horas depois. Eu ainda estava cheia de ferimentos, mas agora limpa e usando outras roupas. Meu pai sempre duvidou da nossa amizade, mas ela era como a de Clint com Natasha! Só amizade! Logo depois que nos despedimos e eu fui para meu carro e fui para casa, mas no caminho, recebi uma ligação. Era o Steve, e parecia ser muito importante para ele não esperar eu chegar. Como eu estava dirigindo, coloquei no banco e liguei no viva-vos:
– Oi, Caps!
– Boa tarde, Ju.
– Já estou chegando, se é o que quer saber.
– Não é isso. Achamos ele.
– O meu CD da banda DC Talk?
– O que? Não! O Dtr. Banner!
– Hem?! — perguntei surpresa.
– Eu sei que você não perdeu aquele CD. Ouve "Jesus Freak" toda manhã no último volume no seu quarto!
– Comece o dia mais feliz com sua música favorita! Mas e esse lance aí do Bruce? Acharam ele mesmo?
– Sim, e queremos que chegue aqui o quanto antes.
– Sim, Sorvetão. Estou indo.
É claro que eu amo o Steve, mas é divertido zoar ele. O que foi? Sou uma Stark! Tá no meu sangue!
N: Cléo.
O lugar estava escuro. Olhava ao redor e não via um palmo a minha frente. O diretor Colson mandou a mim, Sk... Dayse, Tales e Hunter para investigar um movimento estranho na "ilustre" caverna onde Antony Stark ficou preso e construiu sua primeira armadura. Julia iria gostar estar aqui e ver isso. Sei que a adrenalina é basicamente TUDO para mim, mas eu queria estar analisando aquela coisa alienígena que engoliu minha amiga. Eu quero a Jemma de volta. Com calma e silêncio, engatilhei minha arma e andei em silêncio pela caverna, tomando o máximo de cuidado. Estava muito quente lá dentro e meu uniforme não ajudava muito. Ouvi alguém correr no corredor a minha frente.
Apertei o passo e fui em busca do homem misterioso, mesmo não conseguindo ver nada. Dobrei o corredor e vi uma figura correr na direção oposta e corro atrás dela. Ele se vira e então, percebo que é, na verdade, uma mulher. Ou uma jovem. Não consigo enxergar sua fisionomia. Ela atira em minha direção e me preparo para o impacto (que para uma meio asgardiana como eu, não seria fatal), mas senti braços fortes ao redor da minha cintura e vi uma placa de gelo enorme se erguer na minha frente. A bala atinge o gelo e ele logo derrete instantaneamente. Mas quando ele derreteu, a garota já havia fugido.
Foi quando me dei conta que não estava mais com calor. Na verdade, até estava com um pouco de frio. Não pelo gelo, mas pelo braço em minha cintura e de quem ele era: Tales Velasquez. Meu inumano espanhol favorito no mundo inteiro.
– Eu posso rastreá-la.
– Eu sei. — falou com o sotaque espanhol mais romântico — Mas não vai.
– Mas e a missão? — preguntei me virando.
– Quem liga para a missão?
Ele aproxima seus lábios dos meus lábios, mas os empurrei com o dedo e disse: — Eu ligo. Se quer ser um agente, deve obedecer o seu O.S., tá?
– Pode haver uma exceção se o seu O.S. for a sua namorada? — sorriu divertido.
– Não. — falei, o empurrando levemente.
– Agente Michell, está na escuta? — perguntou a agente Jonhson pelo comunicador.
– Aqui. Estou com o Velasquez... não sei nossa localização.
– Estão ocupados? — perguntou em tom irônico.
– Skye! — reclamei. É difícil se acostumar com o nome "Dayse".
– O que foi? Status da missão! — ela falou.
– Velasquez deixou ela fugir.
– De nada por salvar sua pele! — ele falou.
– A agente May disse que o Cousol precisa de você. — falou Dayse.
– Tem a ver com a Simmons?
– Não sei, mas seja rápida. May disse que é importante. O quinjent está te esperando aqui fora com a May e a Morse.
– Já estou indo. — falei. — Levo o Rei Elso comigo?
– Achei que eu fosse o Jack Frost! — ele finge se ofender. — O encarei com a sobrancelha erguida e ele riu — Adoro esses olhinhos alaranjados de asgardiana que você tem.
– Engraçadinho. — respondi.
– Não. O Colson precisa de você. — respondeu Dayse.
Me permiti dar-lhe um beijo antes de sair. Fui para o lado de fora e encontrei o quinjent. Entrei e evitei palavras, já que todos também estavam muito abatidos pelo ocorrido com Jemma. Skye, minha melhor amiga, também pouco falava comigo, e não só pela Simmons, mas pela morte da mãe dela e o pai "desmemorado". Eu sempre encarava o relógio esperando a hora de chegar e saber logo o que o Colson quer de mim. E quando cheguei, logo dei de cara com ele, que me esperava.
– Olá, agente Michell.
– Johnson falou que é importante.
– Outro movimento hostil.
– Onde?
– Ilha de Madagascar.
– Não seria muito profissional cantar "Eu Me Remexo Muito" agora, concorda?
– Certamente. Mas essa canção me veio a mente também. Achamos que aconteceu novamente.
– O que? — questionei.
– Um asgardiano.
– Só falta ser meu pai pra me cobrar satisfações sobre meu relacionamento com o agente Velasquez.
– Por favor, sem piadinhas, Michell.
– Então, está me mandando para Madagascar?
– Exato.
Tá aí um lugar que eu sempre quis conhecer. Baobás, lêmures, coisas da África... sei lá. Sempre gostei da África. Parece ser um lugar legal. Foi quando me lembrei: Bruce Banner está lá. Mas o que um cientista que vira um monstro verde e alguém do meu povo meio-sangue (como diz Zoe) queriam em uma ilha na África. Bom o cientista eu sei, mas e o aliem? Só havia uma forma de descobrir.
– Okay, eu topo.
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