Lonely Star

4 O retorno de Chicote Negro


Notas iniciais
Meus maravilhosos fantasmas e Mari! Como vão? Parece até aquela série: "Julie e os Fantasmas", só que é "Mariana e os Fantasmas" rsrsrs. Espero que gostem. Esse cap não mudou muito.

N: Julia.

– Caramba, acharam o Banner! A Naty deve ter surtado! Caramba! — eu falava comigo mesma.

Foi um choque e tanto! Mas tipo, a gente já esperava, ou pelo menos eu esperava. Estávamos procurando ele de todas as formas e nos esforçando muito. Procurávamos por satélites anomalias e sinais de raios gama ao redor do planeta, uma hora iríamos achar ele! Isso sem contar que eu estava orando muito por isso... Bom, eu cheguei na base e logo dei de cara com o Capitão América.

– Cheguei!

– Ótimo. Estamos saindo o quanto antes.

– Quem de nós? — perguntei séria.

– Falcão, Michell, Romanoff, eu e seu pai.

– Onde eu entro nisso tudo? — questionei, já que ele havia me chamado também!

– Uma espadachim não será muito útil em uma missão de resgate, mas eu sei que você é muito mais que isso. Se ele se recusar a vir, você pode conversar com ele.

– Nat não vai por isso?

– Quase. Ela vai para acalma-lo. Mas sabendo que ele fez isso por causa dela, ele não a ouviria.

– Vou vestir meu traje. — falei.

Cheguei em uma área da base que parece uma sala de estar. O pessoal que o Steve mencionou, mas uma luz vermelha começou a piscar e um telão no meio da sala se abriu, mostrando um mapa e, ao lado, a imagem de uma jovem que tinha o nome Kara Vanko. “Vanko”? Esse nome de novo?!

– Sexta-Feira, o que é isso?! – perguntou meu pai.

– Um ataque em um prédio no Brooklin, Sr. Stark. Ela se chama Kara Vanko e é a sobrinha de um dos seus antigos inimigos. Assumiu a identidade dele de Chicote Negro e está usando a mesma tecnologia que seu tio usava, causando problemas bem sérios. O prédio, nesse momento, está em chamas. – disse “ela” (lembrei de um filme! Mas isso é irrelevante).

– Ai, caramba. Deu problema. – bufei.

– Okay gente. Mudança de planos. Wanda, Visão, Julia e eu vamos cuidar da garota. – falou Steve. — Stark, você, Sam, Rodes e os outros vão para Madagascar. Encontrem o Banner.

– A missão é essa, vovô. — falou meu pai, caminhando com os do seu time para o lado de fora, onde estava um dos Quinjents. Quantos nós temos? Sei lá! Uns três ou quatro... se for cinco é muito.

– Vou vestir meu uniforme. – falei.

Tanto na torre como na base tem um quartinho super maneiro onde se encontram nossos trajes de combate. Me lembro de como o meu era quando lutei em Nova York: uma blusa decotada e branca com uma estrela de quatro pontas dourada, que é o meu símbolo. Tenho essa estrela em quase tudo. Um sinto dourado e uma saia curta pra caramba de pregas também branca. Mas até que era descente, já que eu usava junto uma calça legue prata e uma bota dourada.

O novo era tão… muito mais incrível! O novo era basicamente um macacão tão justo quanto o da Natasha, sem mangas e branco, de gola alta. A estrela? Não saiu de lá! Meu calçado virou algo parecido com aqueles tênis com salto dentro dele todo branco e quase não se via o fim do sapato e o começo da roupa. A saia também continuou, dessa vez mais curta, dourada e de lado (sério!). Ela ficava inclinada de lado levemente na diagonal, como se estivesse larga e caindo de um lado. Eu quase desmaiei

na primeira vez que vi. Antes eu usava trança, agora meu cabelo está solto. Antes minha aljava era branca, hoje é dourada. É, eu cresci!

Realmente o prédio estava em chamas! Mas o que essa garota queria com aquilo tudo? Bom, se ela está assumindo o manto do tio, que foi inimigo do meu pai e está causando problemas, provavelmente é uma armadilha para atrair meu pai! Caramba, que problemão!

– Capitão, eu não deveria ter vindo. O tio dela era inimigo do meu pai. Vai que ela quer dar uma de “você tirou algo de mim e agora eu tiro algo de você”?! – falei pra ele.

– Poderia ter dito isso antes, assim não vinha! – respondeu Wanda.

– Sabe que eu amo esse uniforme.

Os outros vingadores acham estranho quando eu digo que amo meu trabalho. Mas é sério! Adrenalina, heroísmo, aventura… quem não amaria?! É claro, me chamam de louca por isso. Pra ser franca, eu acho essa coisa toda de lutas e evitar catástrofes globais algo totalmente divertido. O Quinjent desceu e saímos. Capitão deu as ordens:

– Visão, você e Estrela Solitária cuidam dos moradores do prédio, eu e Feiticeira Escarlate cuidamos da Chicote Negro.

– Pergunta: não acha que a Maxmorff vai ser mais útil no meio do incêndio? — questionei.

– Ainda não intendeu que o Capitão te quer longe da garota? – perguntou Visão.

– Então por que me chamou? — perguntei.

– Visão está certo. Vamos logo. – falou o Caps.

– Picolezinho de cem anos de idade. – resmungo com raiva.

– Eu ouvi isso, Stark! – ele falou, mais afastado.

– Vai me mandar olhar a língua?!

Ao menos eu tive a última palavra da discussão! Sou uma Stark, ora! Visão me levou para dentro do prédio e quebrando a parede. Quando entrei, ele começou a atravessar as paredes do prédio! Aquilo era bizarro! Enquanto eu usava minha agilidade para desviar de coisas em chamas (e coisas em

geral), Visão continuava atravessando paredes em busca de pessoas. Ouvi gritos vindo de um armário e corri. Haviam uma mãe e duas crianças.

– Mamãe, um anjo! – disse a menor, me fazendo rir. Deveria ter uns três anos.

– Anjo aqui é você. – respondi apertando de leve uma das bochechas da garotinha – Agora vou tirar vocês daqui.

Olhei para os lados e vi que o caminho do buraco até onde eu estava era seguro. Mas como eu desceria com elas do quinto andar? Pedi que elas esperassem um instante e fui verificar o local. Pude ver de lá a luta entre a Chicote Negro e meus amiguinhos. Não identifiquei quem tinha vantagem, já que estava ocupada. Então, vi um caminhão de terra que aliviava para quatro andares de queda. Tive uma ideia! E essa é pro Capitão ganhar pontos comigo! Não que ele não me ame como uma filha e eu como pai, mas ele as vezes me trata como criança. Corri de volta e falei.

– Venham. Achei um jeito.

Guiei elas e dei um jeito de mantê-las seguras. Cheguei no buraco na parede e pedi que elas esperassem. Escalei até o começo do primeiro andar prendendo adagas na parede e o resto, pulei. Fui até o caminhão. Minha carteira de motorista seja bem recente (tipo: dois dias antes do desastre com o Ultron), mas eu estava acostumada a dirigir, já que ia sempre de carro para a faculdade ( tenho uma linda e maravilhosa BMW azul conversível). Posicionei a carga de areia do caminhão na direção da trilha de adagas. Como eu abri e liguei o caminhão? Arrombei com uma espada e fiz ligação direta! Depois subi da mesma forma e pedi que a mulher descesse. Ela fez isso e conseguiu! Então, quando chegou a hora da outra garota, a mais velha:

– Não posso, Estrela Solitária.

– Por que? – perguntei – Sua mãe foi!

– Sou só uma garota de treze anos!

– Sério? Sabia que com a sua idade, eu lutei em uma invasão alienígena?

– Você é diferente. É uma super-heroína.

– Posso te contar um segredo? – perguntei – Eu não tenho nenhum poder.

– Sério?

– Sério! Eu era igual a você! Qual o seu nome?

– Lilian.

– Era o nome da minha mãe! — comentei a coincidência surpresa — Então, Lilian, o que estou pedindo é que seja corajosa. Eu também fui quando precisei. Agora, você precisa.

Ela assentiu e escalou até embaixo, onde sua mãe a abraçou. Olhei para a garotinha de três anos e disse:

– Você não vai descer, não é, Anjo? – ela negou – Eu sei. – me agachei na frente dela e sorri – Mas heróis sempre dão um jeito.

Peguei ela no colo e comecei a descer pela trilha de adagas. Quando desci dois andares, escorreguei e coloquei a garota encima de mim, caindo no caminhão de costas, mas mantendo-a segura. A mãe dela a pegou no colo e a pequena Lilian me ajudou a me levantar.

– Valeu, garota! – falei.

– Eu fui corajosa!

– É, foi.

– Vou ser uma heroína que nem você no futuro?

– Bom, só Deus sabe! Se cuidem. – falei, subindo novamente.

Dessa vez, a fumaça estava pior. Encontrei Visão, que disse que estavam todos salvos, mas foi cortado por um grito masculino de socorro. Todos mesmo, Visão? Pedi que ele saísse, que eu cuidava do outro. Segui o som até uma porta, que não consegui abrir. Mais um trabalho para minhas espadas de vibranium! E foi difícil consegui-las! Quando minha catana deslizou por entre a porta e a parede e eu a abri, dei de cara com um garoto extremamente gato.

– Hey, cara! Não é um bom dia para virar churrasco. — falei divertida.

– Ai, caramba! Julia Stark?! A Estrela Solitária?! – ele perguntou surpreso.

– Em carne e osso, gatinho! — falei, sendo bem franca.

– Sou seu fã! – ele falou animado.

– Tá, então vamos?

– Si… sim, Estrela.

– Me chame de Julia.

– Sou Zack.

– Legal te conhecer. — falei, enquanto saíamos.

Fomos pro mesmo buraco e ele escalou pelas adagas sem o menor problema. Ele me agradeceu e ajudou a mãe com as filhas a descer do caminhão. Ele era bem forte... e gato. Quando voltei, Visão tentava ajudar os bombeiros a controlar as chamas, não sei como a Feiticeira estava caída no chão (ou seja, problemão) e a Chicote Negro caminhava na direção do Capitão dizendo:

– Vocês foram uma boa distração. – meu Deus, que sotaque forte! – Agora eu quero a Stark.

Uma adaga acertou as costas dela, fazendo os chicotes não serem mais elétricos. Ela olha pra trás e me vê.

– Achou! – Brinquei.

Ela lança um dos chicotes em minha direção, mas o enrolo em uma das minhas espadas. O mesmo se repete e eu uso isso ao meu favou, a puxando e dando uma joelhada em seu peito. Ela me deu uma rasteira e cai, mas a puxei junto e me virei, para ficar encima dela. Soquei seu rosto e minha intenção era socar até ela apagar, mas ela me virou e começou a apertar meu pescoço. Segurei o reator no peito dela, que graças a Deus não queimou o top marrou que usava, e o aperte com força até esmagar. Minha força não é sobre-humana, mas é anormal para uma garota da minha idade. Mas mesmo assim, parecia ser feito de alumínio! Muito frágil mesmo! Ela foi eletrocutada. Não de forma letal, mas foi.

Joguei ela de lado e examinei minha mão, retirando minha luva branca de renda. Estava um pouco queimada e doía. Dei um grito animado e uma gargalhada. Era bom ter uma missão cumprida. Aquelas mulheres logo foram para um lugar seguro, mas Zack foi até mim.

– Nunca vou esquecer esse dia. – ele falou.

– Duvido que eu me esqueça de você. — sorri.

Sorrimos um para o outro: — Obrigado por salvar minha vida.

– É o meu trabalho. Mas mesmo assim... obrigada por se lembrar de agradecer.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Querem mais cenas como essa? Comentem! Uma luta memorável, não?