Lonely Star

19 A garota misteriosa


Notas iniciais
Olá! Capitulo pequeno, mas não deixa de ser importante. Não conta muito do que aconteceu depois do último, lamento, mas quem leu Katrina sabe que isso é a minha cara.

N: Zoe

Depois daquele dia, decidi voltar. Precisavam de mim. Então, quando apareci na Base de uniforme, empinando o nariz e de braços cruzados, Alguns dos meus colegas sorriram e comentaram sobre o sumiço recente. Cheguei na sala de treinamento e Wanda parecia bem preocupada, mas também distraída com o treino.

— Bom dia, Maxmorff.

Ela faz um campo de força ao seu redor e para os objetos no ar. Desativei o programa de treinamento.

— Parece melhor, Michell.

— É, e eu realmente estou. E você?

— Julia não deve ter contado. — falou mais baixo, como se quisesse e ao mesmo tempo não quisesse falar – Melhor deixar assim.

— O que?

— Nada! — deu um sorriso de lado – Acho que estou conseguindo seguir em frente, depois de meses.

— Achei que já tinham superado! — comentei.

— É, mas...

Então, apareceu o Capitão na porta, e parecia nervoso.

— O que houve? — perguntei.

— Se lembra do Edwards? Que atacou o Clint? Bom, outros como ele estão atacando agora. Nova Jersey. Temos que ir. Todos nós.

E assim o fizemos. Wanda já estava no seu traje, assim como eu, e por lá a maioria usa, já que o perigo é iminente. Fomos para o Quinjent e partimos imediatamente. Eles estavam em um condomínio residencial, ameaçando os moradores, não se sabe o motivo. Julia estava incomunicável e minha irmã ficou no apartamento de Katrina. A luta foi um pouco longa. Mas uma civil, por algum motivo, me chamou a atenção. Ela tinha os cabelos loiros na maior parte, um pouco castanho, e os lábios vermelhos como a bermuda que usava. Também usava uma sandália rasteira dourada e uma blusa cinza com algo escrito.

Ela estava desmaiada, o que era estranho. Logo chamei a atenção do Rogers, que correu para leva-la à um lugar seguro. Eu chegava a me ferir, mas sempre me regenerava. Eu estava mais preocupada com os outros do que comigo. Aquelas coisas são sinistras. Regeneram até membros inteiros, algo que eu possivelmente não posso. Mas, para isso, basta usar o "método" que usei no Deadpool: desintegrar. Mas você sabe como é desgastante desintegrar alguém?! Então eu fiquei mais para defender do que atacar. Bom... hipnose é útil para ataque.

Quando acabamos com todos eles (o que eu achei estranhamente facil) e os moradores aplaudiram e assobiavam, sente que tinha algo errado, e muito errado, naquela história. Encarei Sam e afirmei:

— Tem alguma coisa errada. — afirmei.

— Foi fácil demais. — ele concordou.

— Gente! — chamou o Capitão — Preciso de ajuda.

Alguns de nós fomos até lá. Ela estava de pé enquanto o Capitão tentava se comunicar com ela. Não conseguia. A garota de pele clara e um nariz bem... generoso parecia não falar perfeitamente o inglês. Então me viu. Perecia assustada. Foi o que eu pude ver em seus olhos castanhos. Ela apontou para mim, como se me chamasse. Uma parte de meus poderes mentais me permite falar todos os idiomas da terra. Útil. Através de telepatia, descobri o dela.

— Garota. — perguntei em português — Qual o seu nome?

— Você... você pode me chamar... de Mariana. — falou nervosa.

— Brasileira?

— É.

— O que faz aqui.

— Fui mandada para alertar a vocês de que isso é uma armadilha.

— Como assim uma armadilha?! — questionei surpresa.

— Bom... não exatamente uma armadilha. Uma distração. Voltem para a Base agora.

— Como sabe disso? — perguntei confusa.

— Você não acreditaria se eu te dissesse.

Eu posso ler sua mente agora... mas não o faço. Já imagino o que pode ser. De certa forma, eu conhecia aquela garota.

— Obrigada, Mariana.

— Eu é que agradeço. Sempre quis ser carregada no colo pelo Capitão América. — sorriu sem graça.

Eu ri um pouco.

— Ele tem namorada.

— Sei disso. Agora vai logo. — ela pediu, se retirando.

Correu para trás de uma arvore e de lá, simplesmente sumiu. Estranho. O mais estranho era o fato de que eu sabia quem era ela. Veio do outro lado da Quarta Parede, cuja qual eu conheço, mas não posso vê-la. Era muito provável que, se eu contasse à eles a verdade, ou não acreditariam em mim, ou surtassem. Só eu sei nossa posição: personagens fictícios. Mas, bom, eu já mencionei isso.

— Quem era ela? — perguntou Visão.

— Apenas alguém com um recado. — afirmei.

— Que recado? — perguntou Clint.

— Que Steve realizou o sonho dela a segurando nos braços. — o mesmo pareceu surpreso — E o mais importante: temos que voltar. Agora.

N: Cléo

Assim que Zoe foi para a Base, eu fui para o hotel onde Katrina e Kazumi estavam. A final, ela era minha missão. Quando cheguei, fui recebida por Kaz, que me abraçou e avisou à Katrina que eu havia chegado.

— Cléo! O que faz aqui?

— Nada. Procurando a Julia. Meus poderes ainda não estão em meu pleno controle. Consigo ver tudo, menos ela.

— Ela sumiu? — perguntou confusa.

— Disseram que hoje de manhã. Logo depois, o tio dela foi embora, não sei para onde, e ela não deu mais sinal. Aparentemente, culpa do pai, do tio e da Wanda.

— Espero que a encontrem... — depois desviou os olhos para minha bolça — É o R2D2 na sua bolça?

— Uau, você conhece! — falei surpresa.

— Sim, eu já expliquei que conheço esse filme.

— Natal, família canadense... lembro de uma coisa ou outra.

Então fomos para o pequeno sofá que do quarto e ficamos conversando um tempinho. Sabe, eu não vejo tudo ao mesmo tempo... não ainda, já que sabia que ainda tinha muito o que evoluir. Então era mais difícil do que parecia. Então, em caso de emergência, eu sempre tinha uma arma comigo. Eu não vejo o futuro e nem meu pai, portanto, eu também nunca verei. Só o presente em toda parte. Fui uma hora ou outra procurando, até que...

— Kate, está com o seu traje?

— Eu o trouxe. Por que?

— Julia está em desvantagem. Vamos agora para a Base.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Desculpe o tamanho. Sem tempo.