Notas iniciais
OAIHFOAHFCAPOICFHAPODFXHAOPIFHAPOICFA OMFGWTFBBQ, depois de mais de três meses eu finalmente atualizei essa fanfic! Para a alegria de alguns alucinados por KidxChrona ! ~Isso pode ser apenas um manifesto da minha vontade de reviver os meus tempos de ficwriter exclusivamente de Soul Eater, ou também apenas um jeito de eu trazer a manollada do Morro (só eu, Mari, Giu, Ichigo e Nandah entendemos ) de volta!Esse capítulo é um POV da Maka, porque, er, mesmo não gostando dela, eu sei o quanto ela pode ajudar a Chrona. Então, como o objetivo é ajudar a Chrona, eu tive de colocar a ornitotrinca feia u-uEspero que gostem ~ õ/ Por favor, não me batam pela demora e nem pelo tamanho minusculo. Mais capítulos sairão em breve. :x

Aquilo havia se mostrado claro como água. Por que ninguém conseguia perceber?

~

Passeava pelo corredor da Academia para Armas e Shoukunins com Soul quando deu-se ao encontro de Chrona, que usava uma roupa evidentemente diferente (parecendo o uniforme de uma garota japonesa de colegial). Em primeiro momento, ignorou os trajes diferenciados, seus olhos verdes se encheram de brilho e um sorriso em seu rosto se abriu. Deixando seu precioso livro aos cuidados de seu parceiro, Maka jogou-se de braços abertos na direção da amiga e apertou-a com uma força que somente a saudade suprema poderia providenciar.

Era tão boa a sensação de revê-la que demorou para perceber a presença de Death the Kid, que estava com os dedos entrelaçados com os da menina de cabelos rosados. Ele parecia particularmente feliz sua própria maneira discreta e meio indecifrável de se expressar; trocaram breves sorrisos.

"No final, nem ajudei. Ele deve estar orgulhoso".

Foram à sala de aula assim que o sinal bateu. Bastaram poucos minutos com os dois, Kid e Chrona, um pouco mais distantes um do outro para que Maka percebesse algo errado; provou-se enganada. Dependendo de quem via, a única coisa que parecia diferente naquela menina era o fato de ela estar mais magra que antes; mas, para os olhos verdes da artesã de foices, havia algo mais ali, naquele corpo esguio todo de preto. Havia um grande problema por trás daquele rosto sereno expresso em sua face; algo que Death the Kid deixara passar por não estar claramente pronunciado.

A garota precisava de uma ajuda que só Maka poderia dar; um tiro (quase) no escuro que a loira jamais deixaria que um rapaz apático como o Jovem Shinigami desse em seu lugar. Era ela quem tinha que entrar em ação agora.

-Maka, qual o seu problema?! – Soul estalou os dedos à frente do rosto da shoukunin – Tá com cara de peixe morto e não ta prestando atenção em nada!

-Hm? – seu cabelo louro balançou com o movimento de sua cabeça — Desculpa, não te ouvi.

-Tô vendo. – bufou.

Conversaram vagamente sobre o que estavam pensando naquele momento, mas o assunto acabou logo; o albino não era muito de discutir esse tipo de coisa, não tinha nada que pudesse dizer para ajudar, então calou-se. Depois disso, silêncio na classe. Apenas o som do giz raspando na lousa era audível, em conjunto do ruído do grafite dos lápis atritando com as folhas dos cadernos dos alunos. Mas, na mente de Maka Albarn, havia barulho constante; sua mente estava poluída de tantas coisas que lhe passavam.

Mais uma vez, Chrona precisava de sua ajuda. Precisava conversar com ela em particular para entender a raiz do problema. Difícil seria conseguir esse momento a sós, por um simples motivo: Death the Kid, que estava constantemente ao lado da menina. Tirá-lo de perto, como já foi provado por vários acontecimentos passados, seria uma luta; pois ele estava decidido a ver toda a “recuperação” da amada até que ela estivesse perfeitamente bem – como o próprio já havia dito. Imagina se ele descobrisse que não tinha resolvido tudo? Seria um problema ainda maior para Maka; o que já era um problema grande chegaria a um novo patamar. Ela tinha que tirá-lo da jogada sem que ele se desse conta.

E é neste ponto que entram as Irmãs Thompson.

~

A hora do almoço havia chegado, para o alívio de grande parte dos alunos. Maka, Chrona e os demais saíram da sala em um numeroso grupo, que estava, de fato, muito contente naquela manhã. Teriam seus momentos divertidos na academia de volta. Riam, conversavam alto, ocupavam toda a largura do corredor que levava ao refeitório; a loura, que ainda estava aérea, andava mais ao fim do grupo, esperando uma oportunidade para falar com Liz e Patty.

O engraçado desta situação foi que ela não precisou nem ir atrás delas.

-Oe, Maka, — Liz parou contra uma parede, chamando-a – Preciso te pedir uma coisa.

-O que foi? – se aproximou, um pouco confusa.

-Você precisa falar com a Chrona. – falou, em tom preocupado – O Kid tem contado umas coisas estranhas sobre ela.

-Coisas... estranhas?

-É, é! – Patty, que acabara de chegar, concordou com a irmã – Kiddo-kun anda falando umas coisas estranhas na hora do jantar! Algo sobre um mundo na cabeça da Chrona e uma ampulheta negra.

-Bom, desse “mundo” eu já sabia... — -entortou um pouco a cabeça para o lado, confusa – Mas essa de ampulheta é nova.

-Estranho, não é, Onee-chan? – Patty levou o dedo indicador ao lábio superior, com um ar de infantilidade.

-Muito, muito estranho. –Liz assentiu com a cabeça. – Também tem algo com uma floresta assombrada ou algo do gênero.

-Jura?

-Hai. Por isso, a gente queria que você fosse investigar. Isso não está fazendo bem para o Kiddo.

-Era isso que eu ia pedir para vocês. Tem como vocês distraírem o Kid?

-Pode deixar com a gente! – as irmãs disseram, em coro; quase que batendo continência. Como sempre, Patty ria animada.

As três trocaram breves sorrisos e apertaram as mãos, como se acabassem de concretizar um contrato entre duas empresas. Depois de tudo combinado, tudo que elas puderam fazer foi manter tudo entre elas, para não deixar que os outros percebessem; apertaram um pouco o passo para alcançar o grupo, que já estava no refeitório.

A chance de Maka já estava praticamente garantida, mas ela não estava totalmente segura do que poderia estar aguardando-a nesse novo “mundo” existente na cabeça de Chrona.