Ele então voltara para casa quando virá Catherine carregando diversas malas. Há essa hora sua mulher já sabia do ocorrido. Ela chorara muito, malas estavam sobre a sala e uma carruagem a esperara na porta.


— O que esta fazendo? , amor. – Ele pergunta assustado.


— Eu não posso ficar aqui, querido, preciso passar um tempo com meus pais, eles precisam saber que estou bem. – Diz ela com um tom melancólico.

Julian se sentira com raiva por dentro, Catherine o abandonara no momento em que mais precisava. Mas no fundo, ele sabia que manter sua mulher junto a ele seria perigoso e não queria correr o risco de perder mais ninguém.


— Amor, quando tudo isto acabar, lhe garanto que teremos uma vida tranquila e feliz juntos.

Ele a beija e a dá um forte abraço, como se há muito tempo não fizesse isso. Ela então põe as mãos sobre seu rosto e retira uma lágrima que estava para cair, quando diz:


— Você é muito forte, querido... Esses foram um dos motivos pelos quais me apaixonei por você. Desculpe-me por estar fazendo isto, eu espero que me entenda. Sei que resolveras este problema, és o melhor nisto. Só tem que me prometer que irá se cuidar.


— Sou um policial... Acredite, eu sei me cuidar. – Ele diz.

Os dois então se despedem um do outro. Julian agora só queria poder descansar, este provavelmente fora um dos piores dias de sua grandiosa carreira como detetive. Sua irmã mais nova fora morta, sua mulher havia o deixado e a cidade estava sob suspeita da possível volta de um dos maiores serial killers já registrados. E esses pensamentos não o deixavam dormir.

Já passara das 02h00min quando levantara da cama. A imagem de sua irmã não saia de sua cabeça. Ele então pegara um cachimbo que estava guardado em uma de suas gavetas. Há muito tempo ele não fumava; a última vez fora há três anos quando os assassinatos pararam. Julian costumava usá-lo para relaxar e se esquecer dos problemas, o que agora seria de grande ajuda.

No dia seguinte, A causa da morte de sua irmã fora descoberta, Daisy havia sido envenenada com uma dose de cianureto antes mesmo de ser colocada no local onde foi encontrada. Seu corpo seria velado pela tarde. Estava cheio, muitas pessoas estavam presentes... Entre eles amigos, colegas de trabalho e alguns policiais que Julian conhecia. Mas apenas ele era de sua família. Os dois não conheciam nenhum parente, sua mãe morrera no segundo parto e seu pai perdera a vida trabalhando em fábricas, o que era de costume na época.
Por um momento, Julian pensou ter visto seu amigo ao longe, observando tudo. Christopher agora era a pessoa que mais se aproximara de um parente seu. Os dois cresceram juntos e partilhavam das mesmas ideias.

No final, todos já tinham ido embora. O detetive então se ajoelhara sobre o tumulo de sua irmã e a prometera que encontraria quem quer que tenha feito isto, mesmo que arriscasse sua vida.
Quando de repente alguém chegara ao local. Era seu chefe, Elliot Turner.

— Você esta bem? . – Este pergunta.

— Não muito, senhor. O que veio fazer aqui? .

— Não sei ao certo se esta era uma boa hora para falar, mas acredito que você tenha que saber antes de todos os outros. – Diz o velho. _ Nós encontramos o veneno na casa de Peter.

Um pequeno sentimento de alivio partira sobre o coração do detetive, aliada a certa fúria.

— Vocês colocaram quantos seguranças no local e que ele esta? .

— Colocamos dois, fique tranquilo, ele não irá escapar.

— Certo.

— Você estava certo. Realmente não fora um suicídio.

— Na verdade, eu jamais cheguei pensar nesta hipótese.

—Só não entendo o porquê ele poderia ter feito isso. Não vejo a hora de podermos ouvi-lo. Ela parecia ser uma boa garota.

— Era sim, muito. – Ele diz.

— Esperava que seu amigo aparecesse.

—Também esperava encontra-lo aqui, senhor.

Por mais que a notícia da confirmação do suspeito tenha o animado, no fundo Julian sabia que havia algo por trás do assassino de Daisy, ele estava decidido, de que para resolver isto o conteúdo na carta precisava teria de ser decifrado. Mas para isso ele precisava da ajuda de alguém muito importante. E ele sabia onde encontra-lo.