Ao chegar em casa, o detetive fora até sua sala, do qual costumava trabalhar. Ela o dava muitas lembranças, na época em que os dois trabalhavam juntos, muitos casos foram resolvidos ali. Tantas pessoas entravam e saíam dali, desde testemunhas, assassinos a possíveis suspeitos. Sempre o procuravam para resolver os mais diversos crimes, desde o mais simples ao mais importante.
Mas ele já não pensara mais no passado. A cada olhada no livro, cada palavra traduzida o deixara mais inquieto.

“Tu scis.
Animum non est de hoc mundo.
Factum est secunda nocte, amicus tuus veniet tibi. Verum nos regunt”.

Glasya.

Não era um texto longo e a pessoa que a escrevera parecia estar com devida pressa, muitos rabiscos e alguns erros de gramatica estavam contidos. Ele estava para termina-la quando alguém batera na porta. O detetive puxara a arma ao descer as escadas. “Não pode ser Catherine, a esta hora ela já deve estar longe. Poderia ser Stephen mas não é de seu feitio aparecer a está e a pessoa que me seguira não seria burra o suficiente de entrar pela porta da frente”. Ele pensou.
A porta batia mais uma vez quando uma forte voz feminina pode ser ouvida. Era sua empregada, a Srta. Bridget Carter. Mr. Julian ficara aliviado, e logo a atendeu.

— Mr. Julian! , estas bem? . – Ela diz

— Estou sim, porque resolveste me ver a está hora? .

Ela parecia estar assustada e ao mesmo tempo constrangida ao vê-lo.

—Senhor, desculpe-me, mas foi um pedido de sua mulher, ela havia-me dito para deixa-lo sozinho e de que não precisarias de minha ajuda enquanto trabalhava no caso. Eu sinto muito.

— Não tem problema, eu também queria saber como estava, pois não aparecestes mais.

— Senhor, é ele? , digo... Aquele miserável voltou? .

— Na verdade, não sabemos ainda. – Ele diz. _ Por hora, Srta. Bridget, só peço que vá para casa, quando precisar de ti, podes ter certeza de que a chamarei, fique tranquila.

O detetive se despediu dela e rapidamente voltara ao que estava fazendo, ele não tinha mais tempo. O relógio marcara 01h36min quando finalmente conseguiu. Por fim, a carta não mencionara o nome de ninguém, mas ele soube do que se tratara assim que fora traduzida:

“Tu sabes, a sua alma já não pertence mais a este mundo. Na segunda noite, um amigo virá a ti e você deveras guia-lo até nós”.

Glasya.

Mr. Julian ficara pálido, não expressara nenhuma reação. A carta era um recado a Peter de que, na segunda noite em que fostes visitado por alguém, ele deverá trazer a pessoa até eles. E Mr. Julian sabia a quem a carta se referira. Ele estava sendo provocado, desafiado. E no momento, isto era o que ele mais queria.