Mr. Julian então abrira a porta, enquanto seus dois amigos direcionavam suas armas ao redor do local, quando vira ao fundo do cômodo o rapaz; estava caído sobre o chão. Havia marcas de sangue em suas mãos e pescoço. Mas o que mais chamara atenção do detetive fora sua terrível expressão de pânico; seus olhos estavam bem abertos, suas pupilas dilatadas, como se tivesse visto algo assustador.

— Ele pode estar morto. – Diz Louis com um olhar desconfiado.

— Não, não está... Felizmente. – Murmura Julian, tendo se aproximado mais do sujeito e o tocado no ombro com sua arma.

— Peter... Podes me ouvir? .

Ele não se mexera, não que isto fosse surpresa. Julian só percebeu que estava vivo, pois pode ouvi-lo respirar quando chegou mais perto.

— Não vai dar certo, temos que leva-lo ao hospital. – Exclama Stephen.

— Tem razão, me ajude com ele.

Eles então o desceram enquanto Louis esperara na carruagem.

Durante o caminho o indivíduo não dissera uma palavra, Mr. Julian pensou em falar com ele, mas já tinha visto inúmeros casos assim. Pessoas em intenso estado de choque não falam até que tenham sido postos sob cuidados médicos. Por um momento ele sentiu vontade de fazer justiça com as próprias mãos, ele estava muito irritado, não tratava o caso como um detetive, mas sim como alguém prestes a se vingar.

Ao chegar ao hospital, eles se encontraram com o doutor George Powell. Ele fora reconhecido como o melhor cirurgião de londres, Powell sempre tentara ajudar a todos do hospital mas na maioria das vezes era chamado para fazer operações em pessoas importantes. Todos, inclusive pacientes o respeitavam.

— O que houve? . — Disse o doutor.

— Não sabemos. Quando chegamos em sua casa, nos deparamos com ele neste mesmo estado. — Diz Stephen.

— Certo, me acompanhem por favor.

Os médicos foram rápidos. O levaram no mesmo instante em que o viram. O relógio já marcara 21h00 horas. Julian estava exausto, seu corpo inteiro doía, ele optou por ficar em pé, pois se sentasse seu sono poderia falar mais alto. “Fora uma noite longa... Muito longa”. Ele pensou.

Seus dois amigos caminhavam pelo corredor do hospital parecendo estar bastante preocupados.

— Vocês podem ir, se quiserem. Já fizeram o bastante.

— Não tem problema, nós ficaremos até que consigamos arrancar algo dele. – Refuta seu parceiro.
Louis logo concordou.

Era por volta de umas 22h03 quando o doutor os deixou vê-lo. Ele ainda não falara, estava desnutrido e com alguns ferimentos.

— Vocês devem ser breves, ele precisa descansar. – Disse o doutor.

Ao entrarem na sala, Mr. Julian puxou uma cadeira e dirigiu-se ao rapaz. Enquanto seus dois parceiros observavam o sujeito. Ele estava disposto há passar horas ali até que ele abrisse a boca.

— Peter... Você pode me ouvir? . Sou o inspetor detetive Julian Wiltgen da polícia metropolitana de Londres e irmão de Daisy. Quero saber se a conhecia.

O jovem nem ao menos se mexera, nem ao menos piscara. Até que; ao ouvir o nome do detetive, ele começou a mover os olhos em direção ao mesmo, quando falara algo.

— Julian...


— O quê? , Não estou entendendo.

—Mr...

Julian...

— Continue. – Murmura o detetive.

O rapaz estava prestes a vociferar algo quando; ao ver Louis encostado sobre a sala, começou a gritar desesperadamente. Seu grito assustara a todos, principalmente Louis.

— Eu... Não estou entendendo. O que a com ele? . – Diz Louis assustado.

— Não sabemos ainda, ele está muito assustado, precisamos sedá-lo o quanto antes. — Disse o doutor Powell. _ Vocês têm que sair daqui.

Ao saírem do hospital, Mr. Julian se questionara sobre o que havia acontecido ali, por que ficastes tão assustado ao ver seu amigo e principalmente, o que ele estava para dizer. Uma coisa ele tinha a certeza, de que teria que esperar.

— Eu não compreendo. Nunca vi este homem. – Disse Louis.

— O trauma provavelmente o deixara assustado. – Disse Stephen. ele pode ter visto alguém muito parecido com você ou até mesmo com as mesmas vestes.

— Não é possível, ele fitou-me como se tivesses feito algo a ele.

— O que importa agora é que temos que deixa-lo sobre vigilância. Ele pode tentar algo contra os médicos ou até mesmo cometer suicídio. – Diz Julian.

— Pode deixar, ainda hoje irei falar com um dos policiais... Eles com certeza mandaram alguém. Por hora, vá ver sua futura esposa meu caro. E aproveite e descanse um pouco. – Diz Stephen.

— Certo, nos vemos depois, amigo.

Mr. Julian finalmente seguira o conselho de seus amigos e fora direto a sua casa ver Catherine. Ele queria muito poder descansar e então pensar melhor sobre tudo. Mas não seria tão simples assim.