As 13h05min, o corpo de Daisy já tinha sido retirado do local.
A chuva havia passado, as nuvens cobriam o sol como se quisessem escondê-lo de todos.
Chegando a central de polícia em Westminster, ele encontra com seu parceiro de investigação, Stephen Ward quando o mesmo o dirige a palavra.

— Cara, desculpe-me por não ter ido junto a ti, estava resolvendo uns assuntos muito importantes.
— Não tem problema, amigo.
— Fiquei sabendo assim que cheguei. Lamento muito por sua irmã, muito mesmo. – Ele diz um pouco constrangido. _ Nós reunimos todos os suspeitos que você pediu.
— Certo, muito bem. Precisamos interrogá-los.

Stephen se juntará a Julian logo após seu amigo abandonar o cargo. Apesar de sua coragem e astucia. No fundo,
ele sabia que jamais seria digno de substituir seu grandioso amigo, do qual sentira muita falta, principalmente agora.

Os suspeitos eram em torno de quatro mulheres e sete homens, um deles o diretor do teatro, que parecia ser bem mais velho. Todos afirmavam a mesma coisa; de que Daisy era uma garota simpática, extrovertida e não tinha problema com ninguém.

—Certo... Vocês sabem se ela tinha um namorado? . – Ele pergunta.

Um dos suspeitos se levanta e dirige-se a Julian com um tom de espanto. Era uma garota, parecia ter seus 22 anos. Pele bastante clara. Provavelmente estava começando sua carreira em teatro.

— Uma vez ela disse estar saindo com um rapaz.
— Sabes algo sobre ele? , seu nome, endereço.
— Sei que trabalha em um restaurante, seu nome é Peter Wright.
— Onde? .
— Próximo a Broad Street.
—Certo, então é pra onde irei.
— E o que fará com todos eles? . – Pergunta seu amigo.
— Eles podem sair, mas não vão pra muito longe, podemos precisar de vocês ainda.

Ao sair, a garota se dirige ao detetive e o entrega um objeto. Era um colar, de cores vermelhas e aparência bastante simples.
— Isto é dela. Iria dar de presente. Agora quero que fique com ele, por favor. –

Diz a garota com os olhos cheios de lagrimas. O que fez com que Julian também ficasse.

— Entendo, irei guardá-lo. Obrigado.
senhor, tu precisas achar quem fez isto a minha amiga.
— Eu lhe garanto que ninguém aqui quer pegá-lo tanto quanto eu.

Depois do interrogatório, Mr. Julian estava saindo até o lugar indicado quando seu chefe o chamara até sua sala.

— O que quer comigo? , Sr. Elliot Turner. – Ele pergunta.

O Sr. Turner era um policial bastante experiente, seus cabelos grisalhos e a pele bastante enrugada mostravam bem isto. Com o tempo, ele passou a ficar meio rabugento e se assegurava de que ainda podia trabalhar normalmente.

— Na verdade, nada. Só quero que saibas que sinto muito por sua perda, rapaz. Se quiser, pode ir pra casa, descanse um pouco, fale com sua esposa e deixe o resto conosco.
—Obrigado senhor, mas eu tenho que fazer isto. Se de alguma maneira ele estiver envolvido, não posso ficar parado.
— Disseram que a encontraram enforcada, certo? . Não é de seu feitio nos enganar, estou errado? .
— Sim, ele não fazia dessa forma. Na verdade, o único indício de ser ele é o fato de a vítima ser uma mulher.
— E você achou alguma coisa, digo; alguma pista no local? .
— Praticamente nada, apenas um pouco de sangue no chão e marcas de sapato.
— Tem certeza? . Refuta o velho de cabelos grisalhos.

Por um momento, Julian ficara um pouco assustado. Era como se ele soubesse de algo, que estivesse no local. Mas Julian logo se lembra do quão ranzinza e impertinente era o velho.

— Sim. Mas seu corpo está sendo analisado. Nós logo saberemos a causa da morte, Sr. Turner.
— Temos que ficar atentos, Esse desgraçado já fez coisas de mais. Até hoje me lembro do assassinato da Srta. Kirsty... Seu amigo ficara muito traumatizado.
— E foi minha culpa. Se tivesse ficado com ela como havia me pedido. Não só ela, mas todos. Sou o melhor detetive de Londres e mesmo assim não consegui ajudar ninguém.
— Entenda, filho, não é como nos livros. Aqui a mais sangue, mais mortes e muita dor. Nem tudo é solucionado. E não acho que deva se sentir culpado, pelo menos não sozinho. Além-disso, você já fez muito por esta cidade.

Apesar de não gostar muito do modo de agir do velho, Julian sabia que havia muita verdade em suas palavras. O que o deixava deveras chateado.
Depois de sair da sala, este se reúne com seu parceiro Stephen e Louis. Eles então partem para o local onde o suposto namorado de sua irmã trabalhava.