Notas iniciais
Aqui estou eu de volta hihi :3 tem alguém gostando dessa fic? Tomara que sim, ela é tipo um sonho colocado em capítulos. Qualquer coisa @delespaces bbs

Quando entramos no carro de Henri, foi praticamente uma luta para escolher quem ia em cada lugar. Por exemplo, Noah quis ir no banco do passageiro ao lado de Henri, sobrando eu, Zack e Will no banco de trás. Mas antes disso, Will fez questão de discutir sobre eu ter que ir no banco da frente, porque seria espremida entre as brincadeiras bobas dos garotos.

– Isso não é justo! – reclamei. – Por que eu tenho que ir no meio?

– Porque você é pequena e suas pernas cabem ai no meio. – disse Zack rindo. – Eu e Will somos altos, não ia dar muito certo.

Entendi isso como um “você vai ficar ai e ponto final”, então fiquei quieta ouvindo as conversas entre eles. Alguns minutos depois, finalmente chegamos ao tal restaurante, o qual estava um pouco cheio, por causa da hora. Os meninos não desceram quando Henri estacionou, coisa que não entendi muito bem.

Ficaram em silêncio por algum tempo observando a entrada do restaurante como se procurassem alguma coisa.

– Está meio cheio... – murmurou Will. – Vocês têm certeza que aqui é a melhor opção?

– Tom vai nos matar. – reclamou Zack. – Têm muitas pessoas aqui, vamos chamar muita atenção. Acho melhor irmos em um McDonald’s ou sei lá.

– Eu gosto de McDonald’s! – Noah quebrou a tensão parecendo feliz com a ideia, o que me fez rir.

– Então vamos no McDonald’s. – disse Henri ligando o carro novamente o carro e indo em direção a rua. – Mas se tiverem aquelas crianças correndo atrás de mim de novo, eu vou fazê-las pularem no Noah.

– Não gosta de crianças, Henri? – perguntei vendo-o pelo retrovisor arquear uma sobrancelha.

– Ele ama crianças. – disse Noah fazendo uma careta de irritado na direção de Henri. – Tem uma irmã pequena e fica brincando de entrar no carrinho de brinquedo do irmão do Will.

Henri o encarou de cara feia, como se não fosse para eu saber desse fato. Eu, Zack e Noah soltamos uma gargalhada histérica enquanto eu imaginava a cena – Henri daquele tamanho entrando dentro de um carrinho de brinquedo.

– Voltando ao assunto, – disse ele ainda bravo com Noah. – eu gosto de crianças, mas os do McDonald’s têm cisma comigo, sempre saem correndo atrás de mim desde o dia que Zack me jogou numa piscina de bolinha que tinha por lá. – Zack começou a gargalhar de novo ao meu lado. – Sério, eu quase me afoguei! Quer dizer, nem sei como se afoga numa piscina de bolina, mas...

Antes mesmo que ele pudesse continuar o carro de encheu de risos, principalmente os meus por causa das bobeiras que Henri falava. Quanto mais ele tentava se defender, pior sua situação ficava.

– Cara, foi hilário! – disse Zack entre risos. – Você ficou meia hora tentando sair de lá de dentro!

Henri acabou se entregando às piadas e começou a rir também. Se isso acontecia quando eles iam ao McDonald’s, eu realmente estava com medo do que aconteceria nesse almoço.

Logo, finalmente estávamos bem em frente ao restaurante que, dessa vez, estava praticamente vazio pela hora. Geralmente o McDonald’s ficava cheio durante a noite, quando crianças saem das escolas e algumas pessoas desistem de tentar escolher um restaurante e se entregam ao McDonald’s.

Do lado de dentro, ficamos discutindo o que cada um iria pedir até que finalmente chegaram a um acordo. Will e Henri iriam buscar os lanches, enquanto eu e os gêmeos iríamos escolher a mesa. Tivemos que sentar na maior mesa que havia, se não algum deles teria que comer em pé.

– Ei, Scar! – chamou Henri fazendo-me voltar para onde ele estava na fila. – O que você vai querer? Não disse nada quando falamos dos lanches.

Mas o que? Ele estava sendo educado comigo depois daquela apresentação super entediante? Nossa, isso é que é mudança de humor repentina.

– Ahn... pode ser um McChicken e um refrigerante mesmo. – sorri vendo-o falar o nome à Will, quem já estava pedindo. – Obrigada.

Ele deu de ombros e voltou a colocar sua atenção para pegar a bandeja com os lanches dos garotos. Surpresa com aquela ação dele, voltei para a mesa onde os gêmeos se esforçavam para não começar uma briga de quem irrita mais.

Fiquei pensando em como Henri era, a forma com que mudava de humor de repente, já que quando nos conhecemos ele fora seco e nada agradável. Mas agora, longe de meu pai e toda a empresa, ele pareceu mais gentil e suportável. Tenho que admitir, fico confusa com pessoas assim, nunca se sabe o que a pessoa está pensando realmente.

– Por que o silêncio, Scar? – perguntou um dos gêmeos.

– Noah, por acaso Henri é sempre assim? Quer dizer, meio estranho?

Os gêmeos se encararam como se já esperassem isso. Algo me diz que os atos de Henri já são muito bem conhecidos entre os garotos da banda, ainda mais porque eles pareceram nervosos em falar isso.

– Geralmente ele é muito educado com garotas. – disse Noah finalmente. – Acho que ele está meio assim, porque... é que seu pai é meio apreensivo com ele. – ele viu que fiquei confusa, então suspirou. – Digamos que Will e Henri são os “arrasa corações” da banda. Por isso, sei lá, Tom é seu pai... e você sabe como pais agem...

Droga, eu sabia, exatamente o que eu pensava. Era só o que me faltava! Meu pai estava tendo a famosa crise de ciúmes de pais, só porque cheguei e ele me apresentou aos dois “arrasa corações” da banda que eu mais gosto. Além de esquecer de mim na infância, acha que tem o direito de sentir ciúme de pai.

Antes que eu pudesse dizer o que pensava, os dois chegaram com as três bandejas com lanches e se sentaram ao nosso lado. Will já tinha três batatas na boca enquanto sentava ao lado de Noah e Henri tentava roubar uma batata entre as minhas. Claro, rimos mais do que comemos no começo até que finalmente eu me rendi a fome e comi o lanche.

– Viu, Henri, nada de crianças hoje. – brinquei encarando-o enquanto ele terminava de mastigar um pedaço.

Quando terminou, ficou retribuindo meu olhar até que começou a rir.

– E nem sinal da piscina de bolinha. – respondeu recebendo Zack mostrando a língua. Isso causou mais risadas entre nós, pois Henri ficou olhando em volta como se estivesse se certificando que não havia mesmo nenhuma piscina de bolinha ou criança.

A conversa durou horas, rindo por causa da guerra de batatas entre eles e com as piadinhas internas – bom, eu não entendi a maioria – e outras.

– Meu pai é muito chato com vocês? – perguntei tentando mudar o assunto, pois eu realmente queria saber a verdade. Odiaria saber que meu pai era severo com os garotos.

– Eu não acho. – respondeu Noah antes de tirar um pedaço de batata em seu cabelo. – Depende do dia e o que nós aprontamos. Um dia Will foi visto com uma modelo e o Tom brigou feio com ele, mas sempre tem um motivo.

– Deve ser meio complicado gerenciar uma banda de quatro loucos como nós. – brincou Will.

– Nem imagino o porquê. – brinquei. – Eu sou fã e nunca vi vocês fazendo nada de errado, quer dizer, tirando o fato de namorarem aquelas aproveitadoras.

Zack gargalhou.

– Isso já é o caso de Will, eu e os garotos somos santos!

Will o encarou de cara feia antes de jogá-lo uma batata.

– Mentira, eu só gosto de garotas. – ele me olhou de forma maliciosa, então fiz o mesmo que ele antes e joguei nele uma batata.

– Ei, sem olhares sugestivos, por favor. – falei percebendo a brincadeira quando Will retribuiu o riso.

– Você nem parece seu pai. – disse Henri voltando ao antigo assunto sobre meu pai. – Tom é tão sério e bravo, você é quieta e engraçada. Puxou mais sua mãe?

Mordi o lábio inferior. Estava tudo tão divertido que mudar de assunto para um como os de meus pais, foi um pouco mais complicado do que achei que seria. A verdade era que eu não queria falar sobre isso, ainda me sentia um pouco “sentida” por tudo o que aconteceu.

E o pior de tudo, era que os meninos pareciam já saber sobre tudo.

– Henri, Tom já nos advertiu sobre isso. – disse Will ficando sério. – Sabe que ele e aposto que Scar também não gosta de falar nisso.

Henri me encarou de forma preocupada vendo o quão incomodada fiquei. Droga, eu não queria ser tão transparente, eles não precisavam saber que esse assunto me afetava um pouco. Ele colocou uma mão em meu ombro e me olhou nos olhos.

– Desculpe. – sussurrou. – Eu não queria que você ficasse assim.

Suspirei.

– Está tudo bem.

[...]

Os meninos me levaram de volta para minha casa – do meu pai – mesmo com Noah reclamando sobre querer que eu não fosse embora. Nós descemos do carro rindo ainda, exceto por Henri quem parecia um pouco incomodado com o que havia acontecido no McDonald’s, mesmo que eu já tivesse dito que estava tudo bem.

– Ah, Scar, não vai não! – disse Noah fazendo bico. – Faz tempo que eu e os meninos não conhecemos alguém tão legal.

– Own, que fofo! – falei abraçando o pescoço de Noah. Os meninos riram do meu ato. – Garotos, vocês não se incomodam se eu adotar o Noah pra mim?

Zack deu de ombros e Will disse “Pode ficar!!” enquanto fingiam estar voltando para o carro. Eu continuei abraçada com Noah até que ele disse:

– Opa, eles vão acabar me largando aqui de verdade!

– disse se soltando e xingando os garotos. – Aquela banda não funciona sem mim!

E saiu correndo atrás do irmão gêmeo, quem teve que fugir, pois Noah pareceu irritado pelo fato que eles iam deixar ele mesmo. Meu Deus, são doidos!

– Como você aguenta isso 24 horas por dia? – brinquei apontando para Will e Zack fugindo de Noah.

– Nem eu sei. – brincou Henri. – Acho que nasci imune.

Nós dois rimos.

Ficou um silêncio um pouco constrangedor entre nós, eu encarava meus pés sem saber exatamente o que dizer e acho que ele estava do mesmo jeito. Não sei bem o porquê do constrangimento entre nós, afinal, eu sabia muito bem das mudanças repentinas de humor de Henri e ele poderia ficar chato de repente. Porém não foi bem isso que aconteceu.

– Ahn... desculpe por aquilo que eu disse na mesa. – disse ele mordendo os lábios. Isso me causou arrepios, só não me pergunte porque. – Eu não deveria falar sobre isso, Tom...

– Não tem problema, Henri. É que acho que eu ainda me sinto um pouco mal pelo o que ele e minha mãe fizeram... sabe, tenho 18 anos, mas não sei porque não consigo superar.

– Você está morando com ele, não está? – confusa, assenti. – Então, acho que alguma coisa você já superou.

Isso me fez sorrir. Henri pareceu sincero quando dissera isso, ainda mais porque seu sorriso gentil me passou alguma confiança.

– Obrigada. – murmurei.

– De nada. – ele aumentou o sorriso. – Bom, acho que vou levar essas crianças de volta. Nos vemos amanhã?

– Claro. – sorri. – Até amanhã.

E logo, o carro saiu arrancando pela rua até desaparecer na primeira esquina.

Notas finais
Ai esses meninos são doidos uhsushush como não amar cara?