Notas iniciais
- Espero que gostem do novo capítulo!
- Creio que irá ter erros de digitação... Mas logo,logo irei arrumar!
Beijos ♥
**Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo

Enquanto eu sentia aquela mão alisando os meus cabelos, eu tive um sonho muito estranho. Sonhei com meus pais, eles estavam vivos e felizes, então comecei a correr na direção deles, eu corria tanto que minhas pernas começaram a ficar fracas, mas não parei um instante, e cada vez que eu corria eles ficavam mais distantes. Então senti o chão tremer, tudo a minha volta começou a estremecer e a ficar escuro, comecei a gritar chamando os meus pais, mas parecia que eles não me ouviam, ou não me conheciam. Eu continuei correndo, até que um vulto preto apareceu na minha frente, e isso fez com que eu acordasse daquele pesadelo gritando e suando.

- Você está bem?

Passei a mão nos meus olhos e tentei olhar para ver quem é que estava me fazendo uma pergunta. Nos primeiros minutos, a luz dificultou um pouco, depois vi tudo meio embaçado, por ter passado a mão forte demais nos olhos. E depois de alguns minutinhos eu consegui ver quem era... E eu tive uma surpresa em tanta.

- O que você está fazendo aqui? Como conseguiu entrar na minha casa? — perguntei espantada.

Era ele... O cara que eu atropelei sem querer e me irritou muito por ter estragado meu passeio. O cara lindo que me irrita só de olhar.

- Am... Eu acho que você não sabe, mas eu sou amigo da família... — falou ele passando a mão no cabelo.

AMIGO DA FAMÍLIA? AI MEU DEUS! COMO ASSIM?! COMO EU NÃO SABIA DISSO??

- Amigo da família? ata... É, eu não sabia dessa... Parece que todos decidiram me excluir da família e ter segredos — falei olhando para a janela. Começava a chover mais forte.

- Olha... Eu sei como isso pode ser complicado, mas eu estou aqui pra te ajudar — falou ele tirando o meu cabelo do rosto.

Fala sério, o que é que esse garoto quer? Quer que eu conte todos os meus problemas pra ele? Até parece que eu vou fazer isso...

- Agradeço a gentileza, mas não preciso da sua ajuda — falei olhando no fundo dos olhos dele.

- Já vi que você continua a mesma nervosinha de sempre... Olha, porque você é assim? Eu não te fiz nada!

- Vem cá, quem é você em?! Pra chegar aqui, entrar no meu quarto e ainda deitar na minha cama? Que eu saiba, eu não te dei permissão pra isso...

- É uma história complicada e agora não é momento pra isso... Aproposito, meu nome é Victório

- Eu acho que esse é o momento certo para você contar toda essa história... Acho que está na hora de começar a esclarecer toda essa confusão — falei me sentando na direção dele.

Que droga... Não consigo olhar nos olhos dele... Não sem eu me perder. Esses castanhos lindos... SE CONCENTRA ANTONIETA! SE CONCENTRA!

- Eu nem sei por onde começar Antonieta...

-Pode começar falando como conhece a minha família — sugeri.

- Bom, agora que você sabe que é uma língua-mágica também... Acho que você vai enter um pouco melhor. Quando nós morremos nós temos a chance de escolher se: queremos viver no Reino Azul, ou... Se queremos voltar para a terra... Para poder ter outra chance...

- Outra chance?

- Antonieta, só quem tem essa chance são aqueles que morreram por amor, se ele amor da família, namorado, noivo, marido e etc... Então, eu decidi voltar para a terra para tentar conseguir o que eu não consegui terminar na vida passada...

- Que foi?...

Os olhos dele começaram a brilhar, mas era um brilho como se ele fosse chorar...

- Na outra vida, eu conheci uma menina maravilhosa e eu realmente gostava dela. Não, gostava não, eu amava ela... Mas enfim... Fênix estava em crise e nós estávamos em meio a uma guerra terrível, no dia 28 de Fevereiro, os irmãs Baudelaire sequestraram alguns línguas-mágicas, e no meio estava eu, a menina que eu amava e mais quatro pessoas. Eles iam matar ela, e então eu decidi oferecer a minha vida em troca da dela e de todas as outras pessoas que estavam lá... Sabe, eu não ia suportar viver sem ela, não ia suportar ver eles matarem ela na minha frente... Eu tinha que fazer alguma coisa — falou ele secando as lágrimas.

- Mas ela gostava de você também?

- Não... Ela não sabia que eu existia... Até o dia que ela me atropelou sem querer em uma ciclovia....

Um silêncio se fez. Aquilo não podia estar acontecendo! Não podia de maneira alguma! Isso é impossível!

- Isso não está certo — falei me levantando da cama. — Não está certo de jeito nenhum!

- Antonieta... Nunca se perguntou porque seus pais sumiram e porque tantas outras da sua família sumiram?

Minha cabeça começou a doer, tudo começou a girar... Eu estava enjoada.

- Nieta você está bem? — perguntou ele.

Não conseguia escutar mais nada, minha visão ficou escura e meu corpo mole. E antes de desmaiar eu escutei uma voz ao longe gritando meu nome.