Livros Na Estante
14 Capítulo 14
Notas iniciais
- Desculpem a demora! É que eu fiquei meio sem tempo por causa do trabalho!
- Creio que irá ter erros de digitação... Mas logo,logo irei arrumar!
Beijos ♥
**Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo
- Acho que ela está bem...
- Ela está suando! Olha a cara dela!
- Será que ela comeu alguma coisa? Acho que a pressão dela abaixou...
- Estou bem obrigado. E sim, eu comi! — falei com a voz falhando um pouco.
- Ai graças a Deus! Nieta você nos deu um susto! — falou minha avó.
- Desculpe vovó...
- Não, você não tem o que se desculpar! A culpa não é sua!
- Isso é verdade... — falou Emma. Que estava sorrindo para mim e com uma expressão de alívio no rosto.
- Tudo bem, acho que todos podem sair de perto de mim agora... Preciso respirar um pouco — falei.
Todos se afastaram e eu consegui ver o Victório. Ele estava encostado no parapeito da janela do meu quarto, os braços cruzados e os olhos um pouco vermelho, como quem acabara de chorar um rio de lágrimas. Mas não disse nada a respeito. Apenas retribui o sorriso torto que ele acabara de dar para mim.
- Toma Nieta — falou Nicolas estendendo uma xícara para mim. — Fiz um chá para que você fique um pouco melhor... Ele vai ajudar você a recompor suas forças.
- Muito obrigado — falo pegando a xícara e dando um gole no chá, que é extremamente forte e ruim. E logo em seguida cuspo todo o líquido. — Que droga é esta Nicolas? — neste momento consigo sentir o líquido impregnado na minha língua e se espalhando por toda a minha garganta.
- É um chá que aprendi a fazer com a minha falecida avó. Ela dava para os vizinhos guando eles estavam doentes e fracos. — fala ele num tom inocente.
- Toma só mais um gole Nieta — fala minha avó. Tomo mais um gole da coisa e simplesmente não aguento mais. Engulo e acho que já é o bastante para que eu fique um poco melhor. Olho para Victório e vejo ele sorrindo silenciosamente. Provavelmente está rindo da minha cara.
- Vocês podem sair do meu quarto por favor? Preciso terminar minha conversa com o Victório — falo num tom sério.
Todos saem do quarto sem falar um pio. Me levanto da cama com certa dificuldade e ando na direção dele.
- Acho que não tenho mais nada para falar — fala ele olhando dentro dos meus olhos. É incrível como os olhos dele são... São lindos.
- Claro que você tem! Você parou de contar a história na ''melhor'' parte — falo fazendo um gesto de ênfase com os dedos quando falo ''melhor''. — Você ainda não me falou como termina aquela historinha de ter poupado a minha vida e daquelas outras pessoas naquele dia. — tento me concentrar e manter a pose de durona, mas fica difícil ter que fazer todo esse drama olhando nesses olhos lindos.
- Bem... Naquele dia você e as outras pessoas foram levadas para outro lugar e eu obviamente morri naquele dia. Mas como te falei eu escolhi voltar para a terra novamente e tentar fazer a coisa certa dessa vez, e quando eu te vi naquele dia na ciclovia todas as minhas esperanças voltaram para mim... Eu não sei o que aconteceu com você naquele dia, mas de alguma forma você também vei para a terra e aqui estamos nós... — ele fez uma pausa. E eu não conseguia dizer absolutamente nada. — Não consigo acreditar que estou aqui olhando novamente para esses olhos lindos, só que mais de perto... — dessa vez ele passa os dedos que escorrem da minha têmpora esquerda e correm até os meus lábios. Me sinto fraca, mas sei que tenho que resistir.
- Nossa! Você tem um belo dom! Parece que inventar histórias é mesmo a tua praia não é? — falei me virando de costas e andando em direção a minha cama novamente.
- Olha... Eu sei que parece loucura, eu sei que nem eu mesmo sei o que aconteceu depois que eles te levaram... Mas tudo o que eu falei é verdade, não menti em momento algum pra você... Eu jamais mentiria pra você Antonieta — fala ele se aproximando de mim novamente. Dessa vez suas mãos se apoiam em meus ombros.
- Tudo bem... Acho que já chega por hoje — falo fugindo mais uma vez dos toques dele. Dessa vez vou até a porta do quarto e faço um gesto como se quisesse que ele saísse do quarto. — Vamos descer, não quero mais ficar nesse quarto.
- Tudo bem... — fala ele se aproximando mais uma vez de mim. — Mas eu sinceramente não menti para você Antonieta...
- Tudo bem... Falamos disse outra hora. — falo desprezando os olhares dele agora.
É nessas horas que eu odeio ser mulher. Mulher é muito frágil, se encanta com tudo que é lindo e fofo... É, não só os olhos dele são lindos e fofos... Ele também é... Mas tenho que ser forte. SEJA FORTE ANTONIETA!
Descemos as escadas e todos estão na sala, conversando, rindo, assistindo tevê e comendo. O cheiro da macarronada da minha avó atiça o meu estômago que está com fome agora.
- Que cheirinho bom vovó!
- Ah muito obrigado! Bom, já que o dia esteve repleto de surpresas, decidi que você tinha que ter uma recompensa deliciosa!
- A senhora lei meus pesamentos! — dou uma risada.
- Bom, então vamos comer... Fiz um prato para você e o Victório — fala ela sorrindo.
Eu e ele nos dirigimos até a cozinha, pegamos o nosso prato e nos reunimos com os outros na sala. Todos contando suas experiencias de vida, momentos engraçados e momentos embaraçosos. Eu apenas consegui ficar quietinha no sofá aconchegada nos braços da Emma. Enquanto todos riam eu só conseguia dar sorrisinhos forçados, meus pensamentos estavam falando mais alto do que todos. Eu estava no mundo da lua, apenas pensando se toda aquela história que o Victório me contou é verdade ou não. Mas porque ele mentiria? penso. Será que é verdade mesmo toda essa história? Ou será que é apenas mais uma história improvisada e apropriada para o momento tenso em que me encontro agora? Não consigo me concentrar nas histórias que todos estão contando, e acho que o Victório também não. Ele está com uma carinha triste, e sempre que olho para ele, eu o pego olhando para mim. O que será que ele está pensando? Será que está pensando em algo ou apenas olhando para mim? Ah deixa isso para lá... Quanto menos eu saber sobre o que ele pensa sobre mim, melhor.
Ah noite vai nos engolindo sem que percebemos. Todos estão tão alegres e unidos que poderia cair um meteoro agora que nada iria abalar eles. Uma união tão bonita de se ver que me faz desejar que os meus pais estivessem aqui, participando desta conversa tão alegre e divertida, que eu não faço a mínima ideia sobre o que seja. Mas eu queria que eles estivessem aqui...
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