_Mas ela é bem mais bonita do que você disse que era! — Dizia o pai de Nate. — Pode me chamar de Frank, aquela é... — Ele apontou para a mulher que apertava as bochechas de John. — Minha mulher, Clarice.. dá pra acreditar?

Eu ri, ele era adorável, tinha o sorriso de John, e rugas respeitosas, era muito engraçado apesar de que Clarice, sua mulher, parecia insuportável.

_ Ela não é linda, pai? — Disse John ao me abraçar.

_ O almoço está servido, lavem as mãos. — Dizia Clarice da cozinha. — Ande logo meu filho, você anda muito magro, não anda se alimentando direito, não é? Com uma mulher dessas era de se esperar o desleixo. — Resmungava ela enquanto John e Frank davam de ombros.

Depois da refeição, Clair pausou a cabeça sobre as mãos fechadas sob seu cotovelo na mesa.

Previ um interrogatório.

_ Então... Fenix, não é? — Ela me lembrava o homem que encontrei no quarto do hotel, onde Nate me deixara.

Assenti com a cabeça.

_ De onde você é mesmo?

_ De Londres, Notting Hill...

_ Trabalha com o que? — Perguntou ela.

_ Nada. — Engoli à seco. — Por enquanto.

_ E seus pais?

_ Morei com a minha mãe até os 15 anos, e bom. — Pausei. — Não convivi com meu pai.

Ela me encarou.

_ Se importaria em me responder mais algumas? — indagou ela. — Antes, me ajude à tirar a mesa.

Ela realmente me odiava.

Depois que John e Frank saíram da cozinha, sua expressão se tornou outra, e menos amigável.

_ Vou ser direta, qual é seu preço?

_ Como? — Perguntei desentendida.

_ Quanto quer para deixar meu filho?

_ Senhora Stewart, se veio de Nova York até o México para me afastar do seu filho, creio que perdeu a viajem... — Respondi ofendida.

_ Pense, depois conversamos. — Disse ela ao se retirar.

Definitivamente ela me odiava.

∞

Eu estava em uma mesa do restaurante favorito de John, com o vestido vermelho de cetim que ele havia comprado pra mim e prendi meus cabelos ruivos em coque.

O cheiro do lugar se tornou diferente quando um homem atravessou o salão. Ele estava de terno e tinha aparência abatida. Era careca e tinha os olhos bem claros. Ele se pôs à minha frente.

_ Esta vago? — Perguntou ele apontando para a cadeira na minha frente.

_ Sim, e esse também. — Respondi me levantando.

Ele segurou meu braço com força, então sua mão tremia, como se tivesse levado uma descarga elétrica. As luzes do restaurante piscaram. Então eu comecei à me sentir mais forte e meus olhos se tornaram completamente negros.

_ Nunca mais ouse tocar em mim. — Falei entre dentes.

_ Ele está muito bravo, e veio atrás de você, Fenix. Ele não vai perdoar sua traição. Ele quer o nephilim, e sabe que está com você.

_ Vá, e dê um recado ao meu pai, diga que ele e os montros dele podem voltar para o inferno, Nathaniel não está comigo.

Ele estava pronto para retrucar.

Forcei minhas mãos contra seu pulso, com força suficiente para quebrá-lo. Sua feição tinha dor. Ele se levantou, segurando o pulso.

_ Muito sangue será derramado, enquanto o seu anjinho estiver intacto.

Ele se afastou e saiu, então, avistei John, acenando enquanto se dirigia à mesa.

_ Você está maravilhosa, Fenix.

Sorri.

_ Desculpe a demora, o hospital estava cheio.. — Sua expressão era de desânimo

_ Tudo bem? Você parece preocupado...

_ É que... Esta acontecendo uma onda de assassinatos, a polícia está no hospital o tempo todo e isso me preocupa. — Ele suspirou

_ Assassinatos, de que tipo? — Indaguei

_ As vitimas chegam ao hospital com queimaduras de 3º grau e cortes profundos na reagião do abdomen, é o 6º caso ocorrido.

Isso me levava à uma hipótese. Ele está vindo. Aquele demônio não era absolutamente nada, apenas um aviso.