Notas iniciais
Desculpem a demora para postar o segundo cap, mas vou postar o resto, o mais rápido possível.

A cerimônia acabou, e não vi nada além daqueles lindos olhos claros sedutores que me seduziram. Obvio né tonta, se eram sedutores, e se eu achei sedutores, significa que me seduziu. Pois é, as vezes se faz necessário corrigir eu mesma. Não se engane, só as vezes hein?

As vezes? Nem eu acredito nisso. Ta vendo? Eu sou impossível! Quero divórcio de mim mesma, não me aguento mais. Quem sabe um dia eu ache alguma fada que me separe de mim mesma, ou um unicórnio com poderes mágicos. Tudo bem, já entendi que aquele tal de Andrew afetou minha mente, meus miolos e meu cérebro. Se eu tivesse um, claro.

De uma coisa eu sei! Andrew será meu, por bem ou por mal. Já pensou o quanto aumentaria minha popularidade? Se ele for de algum time de futebol americano, está tudo feito. Será perfeito com certeza. E se ele for um modelo rico? Oh god, já posso morrer feliz. Aí eu poderia ser modelo também. Não custa sonhar alto, não é mesmo? E se custa, não tem problema, tenho dinheiro de sobra.

Vamos ao ataque!

Andrew estava fora da igreja conversando com uma garota. Apesar de que não entendo porque ele estava conversando com ela. É feia, não tem estilo nenhum, diria que comprou suas roupas no brechó mais próximo do chiqueiro de onde saiu. Ela é um ácido para os meus olhos. Chega queridinha, minha vez.

– Olá Andrew. Garota, quero conversar com ele, saia. – Disse e ela saiu rapidamente pra longe de mim. Primeira coisa útil que essa cabelos de bosta faz.

– Porque fez isso? – Perguntou ele sério. Nossa boy, você sério seduz mais ainda.

– Dã, porque eu queria falar com meu futuro namorado modelo ou jogar de futebol americano, não se preocupe, eu gosto dos dois tipos. – Disse passando a mão no seu braço forte e musculoso. Acabou quando ele tirou minha mão, me empurrou e fez um olhar assustador.

– Sinto muito, não sou modelo nem jogador, mas não se preocupe, garotas superficiais como você, não fazem meu tipo. – Disse e saiu atrás da garota que estava papeando antes.

Jesus, está me castigando por babar na sua igreja? Porque eu não mereço isso. Nenhum garoto jamais me recusou! Ora, sou linda! E perfeita também! É isso que ganho por prezar pela minha beleza? Agora estou com raiva, ele será meu.

De hoje em diante, estaremos morando na mesma casa, infelizmente, no pior lugar possível. Mas tudo bem, depois que eu usá-lo eu volto pra minha linda cidade. Hollywood.

Minha mãe e meu padrasto já vão para lua de mel direto, o que significa que Andrew e eu estaremos sozinhos na mesma casa por duas semanas. Salvem-se quem puder, a garota trovão está chegando. Mas o que eu to falando? Preciso de uma boa dose de Bob esponja. Sim, Bob esponja é vida! A única coisa que me faz mais feliz do que meu estilo de vida. Eu geralmente assisto quando to depressiva, aí eu pego um pote de sorvete, sento na frente da tv, choro e vejo bob esponja. Agora que eu disse isso, vejo o quanto sou patética as vezes.

Senti minha bolsa vibrar, sentei em um banco, fora do salão de festa (sim, enquanto eu contava minha vida aqui, meus profundos sentimentos, eu estava me deslocando para o salão de festas), peguei o celular. Era a Jackie.

– O que você quer? – Ah, eu falo assim mesmo, não significa que estou de mau humor e tal.

– Você tem que vir! A festa do Jason está bombando! Pare Greg, estou falando com minha amiga! Desculpa miga, é o cara que eu to pegando. Mas então, VOCÊ TEM QUE VIR SUA CADELA MISERÁVEL. Vou desligar. Tchau. – Dito isso, ela desligou. Estou entediada aqui mesmo. Vou ir. É bom beber para esquecer episódios ruins da vida.

Abri minha bolsa para procurar a chave do meu conversível lindo maravilhoso que eu amo.

Vou pegar o carro e ir para casa me trocar, afinal tenho que arrasar!

Só tem um problema, como eu já disse, sou uma loira sem cérebro (loira no coração, até porque sou morena), o que as vezes é ruim sabe. MUITO RUIM! Sim, já cheguei em casa, mas sem a chave de casa. Parabéns Amber, você conseguiu mais uma vez. Tudo bem, vou ter que usar minhas habilidades de luta.

Olhei para os lados para ver se não havia ninguém que eu conhecesse por perto, e finalmente dei um chute na porta com toda força que eu tinha. E adivinha? Não aconteceu nada! Porque em primeiro lugar eu não tenho força nenhuma. Viva!

Obrigado filmes de ação que me enganaram a vida toda. Sempre achei que daria certo. Era meu sonho fazer isso um dia. Mas voltei a realidade quando vi que a porta nem se mexeu.

Pra ajudar, quando eu chutei a porta, a chave do meu carro caiu, e logo após chutei a chave por baixo da porta. Depois que eu me liguei do que fiz, queria morrer lentamente e dolorosamente por ser tão idiota. Unicórnios me deem uma luz nessa vida que eu to precisando.

Ai Jesus! Maldita hora pra estar me mijando. Meus Deus, o que eu vou fazer. Acho que vou apelar para um método antigo. NINGUÉM PODE CHEGAR NA MINHA CASA AGORA.

No pátio da minha casa, mais para os fundos, tem uma pequena floresta. Pois é, meu pátio é grande o suficiente para isso.

Me dirigi até lá, puxei o vestido para cima, desci a calcinha e me agachei. O xixi foi saindo junto com meu orgulho e auto estima.

Estava tudo bem até que eu tive uma visão do inferno. Andrew estava ali, me encarando. E depois saiu caminhando rindo.

Me ajeitei e sai correndo atrás dele, de salto. Tropecei e caí no meio do percurso. Sinceramente, eu quero chorar depois desse mico que eu paguei. Fiquei ali, no chão, sem saber o que fazer.

No mínimo, Andrew achou que eu desmaiei porque veio até mim. Também né, eu paralisei total.

– Ei, está tudo bem? – Disse ele com a maior cara de pau, porque eu sei que ele quer rir da minha desgraça.

– Não, não está nada bem. Eu acabei de pagar o maior mico da minha vida. Estou arruinada. – Falei histericamente, me levantando.

– Ah, está mesmo. Inclusive tirei uma foto sua. Vou ver o que farei com ela ainda. – Acho que todo orgulho que desceu junto com meu xixi, foi passado pra ele.

Nesse momento, meu sangue subiu a cabeça, eu estava com muita raiva, e tirei uma força tremenda das trevas.

Dei um tapa super mega blaster sônico no seu rosto.

– Você diz que não gosta de garotas superficiais, mas gosta de brincar com a desgraça alheia, sabe, isso é muito pior. Pessoas como você me dão nojo. — Disse, com toda raiva que havia no meu corpo.

Será benefício se nas duas semanas que eu passar com esse cara na mesma casa, eu não mata-lo.

Notas finais
Deixem seus comentários, queridos e queridas, espero que tenham gostado, até o próximo cap!