Living a Hetalia dream ( Country X Readers)
2 Matthew Williams
Notas iniciais
Você suspirou fundo antes de bebericar seu café. Estava sendo uma época difícil para você. Você não aguentava mais ter que escutar os problemas dos outros e tentar resolvê-los. Você sempre se considerou uma pessoa bem calma e racional, mas aquilo de psicóloga era loucura! Aonde você tinha colocado sua cabeça quando escolheu essa profissão? Você mesma tinha seus problemas, e não precisava de uma psicóloga para ficar te aconselhando, você mesma ia lá e resolvia tudo sozinha. Você era autossuficiente e segura.
Mas, você não gostava de estar sozinha. Esse era seu único medo. E se você ficasse sozinha para sempre? Sem ninguém para rir junto, chorar junto ou até mesmo para brigar?
Você tinha seus amigos, mas eles eram poucos e você se distanciou deles por causa do seu trabalho maçante que te deixava uma pilha de nervos. Você não queria mais machuca-los com sue estresse.
E no final, você tinha ficado sozinha.
Você brincou um pouco com a asa de sua xícara para afastar esses pensamentos que expunham seu lado fraco. Quando você escuta um baque surdo, um “tump” seguido de um gemido de susto. Você se vira e vê um rapaz caído no chão e vê uma garota que se levantou do chão, catou seus livros e deixou o garoto no chão, sem mesmo perguntar se ele estava bem ou pedir desculpas.
—M-meus óculos... — O rapaz murmurou baixinho.
Você olha para o chão e vê um par de óculos perto de seu par de botas. Você os pega delicadamente e agacha perto do garoto no chão;
—Eu acho que estes são seus.
Ele olha para suas mãos e pega os óculos.
—M-muito obrigado, senhorita. — Ele diz colocando os óculos no rosto e olhando para você. — E me desculpe...
Santa Calda de Bordo.
Ela era linda. Ela era um anjo. Uma miragem. Era irreal. Surreal. Era tudo que ele não poderia ter e mais do que ele poderia aguentar. As bochechas do rapaz se aquecem com o sangue que sobe por seu rosto. Ele não fazia ideia de que um dia ele se sentiria tão... Leve e pesado ao mesmo tempo. Nervoso e tão eufórico por ter encontrado algo que poderia ser considerado com a oitava maravilha do mundo.
—Me d-d-desculpe senhorita! Eu realmente não quis te derrubar— Ele disse nervoso e ficando um pouco mais vermelho que antes. — Eu juro que foi um acidente e que eu sinto muito, muito mesmo. Eu--
Você soltou uma risadinha. Os cabelos sedosos que te lembravam a areia de uma praia no por do sol, aqueles olhos azuis-violeta tão arregalados por de trás das lentes eram lindos e quase surreais. Ele era tão bonito e... Puxa! Ele te deixou com as pernas bambas. Ele não parecia realmente estar ali, na cafeteria, olhando para seu rosto e te pedindo tantas desculpas. Ele parecia resultado de um sonho diurno que você tinha às vezes. Você não queria acreditar no que realmente estava acontecendo.
— Você não trombou comigo. — Você disse tentando soar amigável— A garota já foi embora.
Ele pareceu ficar um pouco decepcionado, abaixou o olhar e cochichou esperando que você não o escutasse.
— Bem... Isso não é uma novidade. Ninguém nunca me nota mesmo...
Você se levantou do chão e estendeu a mão para ele poder se levantar. Ele aceita sua ajuda e cora um pouco ao olhar para seu rosto de novo. O silêncio desconfortável preenche o espaço entre vocês dois. Os dois com os rostos vermelhos. Ele encarando seus olhos (C/o), e você hipnotizada pelo Azul-violeta do rapaz.
Nenhum dos dois fazia ideia do que dizer.
— Meu nome é (S/n). E o seu?
“ O que é isso?” Você pensou, furiosa consigo mesma, “ Eu pareço uma garotinha tentando iniciar uma conversa. Vamos, (S/n), você consegue fazer melhor do que isso.”
— M-m-meu nome é Matthew Williams. Muito obrigado por me ajudar. — ele abaixa a voz para que você não consiga ouvir o que ele diz— Geralmente, as pessoas não me ajudam. Elas nem me notam para falar a verdade...
Por mais que você negasse, você sentia algo na voz de Matthew. Algo que te lembrava dum cobertor, chocolate quente, e filmes em um dia de frio.
— O que quer dizer com isso? — Você disse curiosa.— Eu não entendo como alguém não pode te notar. Você é tão bonito e...
“ Meu Deus. Eu acabei de dizer que ele é bonito? Porque que eu disse isso em voz alta. Não que ele não seja bonito, porque... Deus, ele é realmente muito lindo.”
Você corou furiosamente, e mais ainda quando Matthew soltou uma risada enquanto seu rosto também ficava vermelho. E que risada. Você sentiu seus joelhos vacilando um pouquinho.
— Muito obrigado... Eu... T-também te acho muito bonita...
Porque ele te deixava assim, tão frágil? O que ele tinha que te deixava tão insegura? Porque sua barriga te deixava tão desconfortável? Porque aqueles olhos te deixavam tão... Tão... Quente... Fria... Te dava calafrios mais te relaxava...
— Você gostaria de dar uma volta comigo, (S/n)?
Matthew disse com naturalidade que tinha o assustado um pouco. Ele sentia como se ele já tivesse te conhecido há muito tempo antes daquela tarde. Você o deixava seguro, mas ao mesmo tempo tão nervoso. Ele te estende àquela mão que tremia um pouco e que também estava um pouco suada.
— Porque não. — Você sorri um pouco nervosa.
Você paga pelo café e Matthew te leva para caminhar pelas ruas cobertas pela neve fofinha e decoradas por causa do natal. Vocês tiveram uma boa conversa sobre Hockey e waffles com calda de bordo. Ele era tão gentil e fofo. Ele contou um pouco sobre os amigos dele como o americano Alfred, o inglês Arthur, o francês Francis...
— Eles geralmente não prestam muita atenção em mim, mas eu realmente gosto de passar tempo com eles... Eu acho que eles são engraçados ás vezes. — Ele disse rindo um pouco, enquanto você prestava atenção no rapaz canadense. — E você, (S/n)? Conte-me como são seus amigos. É chato ter que ficar me ouvido falar só de mim mesmo. Você já sabe tanto de mim, e eu não sei muita coisa sobre você.
—Bem... — Você diz um pouco nervosa. — Eu trabalho como uma psicóloga ultimamente e... Bem. Minha vida vai muito bem. Eu não tenho muitos amigos, eu não estou acostumada a sair com eles... Então a minha vida é um pouco chata.
Matthew ficou te olhando, esperando que você dissesse mais coisas.
— E?
— E oque? — Você riu. — É só isso.
— Puxa...Você realmente ficou mal acostumada...
Você olha para ele curiosa. Ás vezes Matthew era muito misterioso e enigmático.
— O que você quer dizer com isso?
— Você está tão acostumada a ouvir os outros que você desaprendeu a se abrir. — Ele disse em uma voz baixa. — Acho que você se esqueceu de como é viver...
Você gargalhou, Matthew te lança um olhar curioso e para de caminhar para examinar sua silhueta.
— Você acha isso, Matthew? — Você disse entre sua gargalhada. — Acho que você é quem deveria ser o psicólogo.
Você olha para ele e repara que ele está serio. Apenas te examinando. Você para de rir e suspira. Realmente... Ele estava certo.
— É serio, (S/n). Você tem que relaxar mais um pouco. — Ele disse severo. — Você não foi feita para aguentar tanta pressão. Se liberte um pouco mais.
— E como você acha que eu vou me libertar?
Ele se aproxima de você e olha nos seus olhos( C/o). Ele estava nervoso, morrendo de medo de fazer alguma besteira mais antes que ele pudesse pensar em algo ele agarra seus ombros e pressiona seus lábios gelados contra os dele. Você sente seus músculos se tencionarem mais depois relaxarem por debaixo do corpo do garoto canadense. Você sentia fogos de artifícios na sua barriga, uma rave muito louca acontecendo no seu estomago enquanto seu coração ia a mil.
Ele tira os lábios dos seus e te abraça forte. Você cochicha para ele.
— Eu vou te ver outra vez?
Ele ri.
— Eu adoraria. — Ele diz com uma voz baixa e macia. — I think I love you.
— Eu também acho que te amo, Matthew.
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