Notas iniciais
Esse capitulo é dedicado á MiniOtome que pediu que o leitor fosse russo ( foi isso mesmo né? Não reparem, a autora é meio idiota.) Challenge Accepted! Espero que gostem!

Em setembro, o clima russo é um pouco mais quente. Marcava 19 graus célsius, era até que agradável, levando em conta que você já tinha enfrentado climas mais frios. Você dá três batidinhas de leve na grande porta de madeira maciça. Depois de um tempo um rapaz atende com um sorriso inocente no rosto.

–Ah! Eu não esperava visitas hoje! Fico feliz que você apareceu, (S/n).

– Olá, Ivan. Estou feliz em ver você de novo.

Ele agarra sua mão com força e te empurra para dentro da casa.

– Entre ante que Natália te veja. Você sabe...

Você solta uma risadinha, por mais que Natália te dava um pouco de medo ás vezes. Ela era irmã de Ivan e era muito possessiva quando ela encontrava alguém muito próximo dele.

Ivan fecha a porta com força e você ouve um barulho metálico. Algo caiu no carpete. Era o cano metálico que o russo gostava de carregar por aí, caso precisasse dar umas pauladas em alguém. Ivan pega o cano e encosta ele na parede, do mesmo modo que ele estava antes.

–Espero que ela não apareça por aqui hoje. — Ele disse com voz tremida. — Eu não quero me casar com ela... Ela me assusta. E ela é minha irmã. Mais principalmente porque ela me assusta muito.

–Ela ainda quer casar com você?

Ele balança a cabeça de um lado para o outro, tentando afastar as lembranças aterrorizantes que ele tinha com a garota.

– Mudando de assunto. O que você veio fazer aqui hoje?

Você sentiu as bochechas esquentarem um pouco. Você estava apenas com saudades do seu amigo. Vocês eram muito próximos, e com o tempo você começou a se sentir atraída por ele. Ele era muito interessante e misterioso. Em alguns momento ele era delicado e fofo, mas... De repente ele era aterrorizante. Algumas vezes você sonhava que estava correndo dele, enquanto ele ria e balançava aquele cano metálico de um lado para outro.

“ Eu adoro quando você faz essa cara assustada para mim,(S/n). Eu quero te ver rastejando até mim, implorando por sua vida miserável.” Ele falava enquanto ele fazia alguns “kolkolkol” com a garganta.

Mesmo assim, você gostava muito dele.

– Solidão. –Você responde sorrindo um pouco sem graça. – E eu achei que você estaria se sentindo sozinho também. Então eu pensei que não seria incomodo se eu passasse na sua casa para conversar um pouco.

–De modo algum, (S/n)!- Ivan disse colocando a mão esquerda no topo de sua cabeça e dando uma bagunçada no seu cabelo (C/cb) – Na verdade, eu estava me sentindo sozinho também, fico feliz que você tenha me procurado. É muito bom ter amigos como você.

Amigos. Aquela palavra te deu um nó na garganta. Você apenas sorriu e seguiu Ivan até o sofá perto da pechka, que não estava acesa pois não estava tão frio assim. Ele começou a falar sobre a viagem que ele tinha feito até uma ilha tropical, de como o clima de lá era tão morno e gostoso.

–Mas, eu não encontrei nenhum campo de girassóis lá. Nem unzinho sequer. – Ele disse com aquela voz carregada de alegria por você ter ido conversar com ele.- Eu gosto muito de girassóis. São minhas flores favoritas. Quais são suas flores favoritas, (S/n)?

–Girassóis, eu acho.

Ivan notou que você não estava feliz igual você sempre estava. Estava um pouco melancólica. Ele não gostou dessa versão sua. O deixava muito triste ver que uma amiga tão preciosa quanto você parecia tão distante.

– Você está se distanciando, (S/n). – Ele disse serio dessa vez. – Não faça isso. Não se distancie. Fique aqui.

O tom de voz do rapaz pareceu tão estranho. Você fica um pouco assustada pelo modo que ele estava falando com você. Nunca na sua vida você quis se distanciar dele. Você gostava muito dele para deixa-lo.

– Do que você está...

– Não faça isso, (S/n). Não me abandone como todos fazem comigo. Nem pense nessa possibilidade. Você é minha.

Você arregala os olhos depois que ele agarra seu braço com força te encara com uma expressão tão tenebrosa. Engolindo em seco, você tenta tirar as mãos fortes de Ivan de seu braço. As palavras dele estavam presas em sua cabeça, batendo nas paredes do seu crânio. Você era dele. Dele, dele, apenas dele.

Quando você tocou as mãos dele mais uma vez tentando libertar seus braços ele agarra seus dois ombros com força e ,em segundos, você sente os lábios frios de Ivan se pressionando contra os seus com força.

Quando ele sentiu que você estava se derretendo no seu beijo ele começou a suavizar, largando seus ombros e agora afagando seus cabelos. O seu coração não parava quieto no seu peito, ele pulava de alegria. Você se afasta de Ivan, sem conseguir mais segurar o folego.

– Ivan... Eu...

–Eu quero que você se torne uma comigo.

Você corou furiosamente. Era muito cedo para esse assunto ainda. Você não era garota de se tornar um com um cara que você mal conhece. Mais não era essa a intenção de Ivan, ele queria que você o amasse de volta com toda a intensidade que ele te amava também.

– Ivan, não está muito cedo para pensar nisso ainda?

De repente, ele sorri inocente e coça a nuca em sinal de embaraço.

–Eu te assustei não é? Desculpe-me, eu sou assim às vezes.

Você ficou confusa. Muito confusa. Você sabia que as personalidades dele se alternavam frequentemente, mais não sabia que era tão forte assim. Você ficou lá, gaguejando, tentando falar alguma coisa. Ele tomou sua cabeça e te forçou a deitar no peito dele enquanto ele acariciava seus cabelos.

– É que você é uma amiga que eu gosto tanto que ás vezes eu fico com medo de te perder. E eu sempre tive vontade de fazer isso com você. – Ele disse com uma entonação alegre e despreocupada.

– Você quer dizer...- você aponta para seus lábios.

Ele dá uma gargalhada que fez sua cabeça chacoalhar no peito musculoso do russo. Era a tarde mais louca da sua vida.

– É. Eu queria fazer mais vezes. Eu posso? Não quero ter que te forçar.

–Claro... Eu...- você esconde o seu rosto na roupa do rapaz.- Eu gostaria muito.

Ele murmura um “É?” surpreso e dá uma risada. Depois de um tempo em silencio ele dá um beijo da sua testa e diz:

–Я тебя люблю.

– Eu também te amo.

–Venha,- ele disse animado- Eu vou preparar um Borsch para você.

Notas finais
Ficou um pouco confuso, mas eu até que gostei, hehehehehe. Pechka é uma lareira russa,Я тебя люблю quer dizer eu te amo e um Borsch é uma sopa de beterrabas típica lá na russia. Espero que tenham gostado! Até mais.