Notas iniciais
A pedido de Yuko T eu tenho orgulho de apresentar a vocês este capítulo com o nosso lindo Luciano! Gente, eu amo ele! Eu me dirverti muito escrevendo esse capítulo. Espero que gostem!

O bar estava cheio. Pessoas rindo, conversando, reclamando, bebendo e comendo. E no meio desse mar de gente, lá estava você. Era aniversário de uma de suas amigas e ela chamou todo mundo para comemorar naquele barzinho, que era até que organizado e bonitinho, não era aquela bagunça que geralmente são os barzinhos brasileiros com os tios bêbados e coisas do gênero.

Era até que divertido ir para esses lugares, você acaba se contagiando pela eterna alegria do brasileiro que esquece um pouco da vida trabalhosa para curtir com os amigos. Entre risadas e porções de mandioca frita, torresmos e pururucas sua amiga ( que estava sentada do seu lado na mesa) solta um grito estridente e animado:

– MEU DEUS, LUCIANO! VOCÊ VEIO!

(N/ma) estava muito animada e estava cumprimentando um garoto moreno com um abraço forte e estrangulador, ela era assim ás vezes. Eles riram e depois ela largou do pescoço dele.

“Ela nunca me disse que ela tinha um namorado...” Você pensa com uma pontada de inveja.

Você deu uma olhada no rosto desse tal de Luciano e... Você sentiu sua barriga pular e chacoalhar seu corpo inteiro. Que sorriso, que rosto, que olhos... Que rapaz! Um moreno alto, forte e com o sorriso mais lindo que você já viu na sua vida. Ele tinha presença, beleza... Tudo!

– Gente, esse é meu amigo: Luciano. – sua amiga anunciou para todos na mesa. – Lu, fica a vontade. Senta aí.

O rapaz vasculha a mesa a procura de uma cadeira e os olhos negros param exatamente em você. Ele fica um tempinho fora do ar, só olhando para o anjo no meio dos mortais, mais daí ele se larga em uma cadeira do outro lado da mesa. Você repara que ele traz um violão com ele, e você achava que ele não poderia ficar mais perfeito.

Depois de um tempo conversando, o moreno pega o violão, cochicha algo pro cara atrás do balcão que sobe até o palco do barzinho e liga o microfone.

–Oi, pessoas. Meu nome é Luciano e eu queria dar uma homenagem a uma amiga que está fazendo aniversário hoje. – Ele anuncia olhando para (N/ma) – Você arrasa, garota. Muita sorte ter você como amiga.

Ele começa a dedilhar o violão, você logo reconhece a musica como a favorita de sua amiga: Um certo alguém de Lulu Santos. Ela começa a dançar e a cantar junto com o rapaz. A voz dele não era a melhor de todas, na sua opinião nem chegava aos pés do próprio Lulu, mais esse tal de Lu até que tinha uma voz bonitinha.

Você olha para o rapaz e vê que ele estava te olhando. Momento meio tenso, mas logo o garoto te lança um sorriso.

“Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar”

Você desvia o olhar do rapaz e olha para sua amiga que estava emocionada com a homenagem. Nesse momento você se sentiu péssima. Ao mesmo tempo que aqueles olhos negros te puxavam, você lembra que sua amiga também está interessada nele. E pior: Ele gostava dela. Não de você. Dela. Isso te colocava para baixo. Ótimo, um cara desconhecido acaba de detonar com seu dia com um simples sorriso.

A musica acaba e ele volta para a mesa acompanhada de uma salva de palmas, mas as mãos que ele queria que estivessem aclamando por ele estavam paradas. (N/ma) o abraça forte chorando e murmurando vários “Valeu, Lu!”. Ele olha para você e vê que você está ocupada molhando seus lábios secos na Coca-Cola. Tão sem graça aquela guria... Ele não conseguia nem mesmo arrancar uma expressão facial no rosto dela. Mas ele estava “tão na dela”.

– Quem é aquela menina ali?

– A (S/n)? – ela disse olhando para você. – Esquece ela, Lu. Ela é mais difícil que cortar diamante com faca de manteiga. Já tentei arrumar um cara pra ela antes, mas ela sempre os rejeita.

– E se eu conseguir? – Luciano disse sorrindo.

– Se você conseguir... Eu faço quadradinho de oito no palco. Mais vai em frente, senhor gostosão.

Ele caminha até você e se senta em uma cadeira perto de você e pega o violão e canta um pedacinho de uma música que você conhecia: Sei do Nando Reis.

“Sabe, quando a gente tem vontade de contar
A novidade de uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair”

Você estava decidida que não iria olhar no rosto dele. Não queria ficar perdida nele de novo, você deixa seus cabelos cobrirem suas bochechas flamejantes. Ele ficou um pouco decepcionado por não ter te arrancado nada além de uma abaixada de cabeça, mas ele não iria desistir.

– Puxa, guria... Você é meio sem graça. Nem olhar pra mim você não vai olhar? Deixa-me ver esse rosto bonito, deixa?

Porque ele tinha que vir falar com você e te detonar ainda mais? Você vira o rosto e não deixa ele te ver corando. Ele suspira um pouco entediado. Você era difícil demais, mas valia a pena.

– Que infantil... – ele fala para você. – Não seja chata, ok? Eu só queria ser legal e me enturmar com os outros amigos da (N/ma). Mas parece que você não quer falar, então eu não vou te chatear mais.

Você sentiu pena e virou o rosto para ele. Ele ficou surpreso, te lançou um sorrisinho charmoso e apoiou o cotovelo na mesa.

– Ah, olá! Você estava me ouvindo. Cansou de me ignorar?

– É... Pode se dizer que sim.

– Qual é seu nome, guria?

– Não me chame de guria. Meu nome é (S/n).

Esse garoto te fazia se sentir estranha, desconfortável... Qual que é o problema dele? Porque ele ficava sorrindo que nem um bobo. Você deveria dar um tapa nele pra ver se ele melhorava.

– Prazer, Luciano. – ele disse tirando o cotovelo da mesa. – Pensei que não iria falar comigo.

Ele ficava puxando assunto e você sempre respondia com educação, ele contava algumas piadas e você segurava o riso e quando ele tentava te paquerar você não respondia, só olhava pra cara dele com expressão neutra( um pouco corada). Ele logo se cansou de tentar ser bonzinho e partiu para a ação.

–Tem alguma coisa nos seus cílios... – ele disse torcendo para que você acreditasse. Ele fez uma cara de nojo. – Eu acho que é um inseto.

– Sério? – Você perguntou preocupada. – em qual...?

–Calma, eu vou tirar pra você. – Ele disse quase pulando de alegria por te ter feito acreditar. – Fecha os olhos. Vai que ele entra nos seus olhos.

Você fecha e ele não perde tempo e te arranca um beijo. Você abre os olhos surpresa e pensa em empurrá-lo, mas o garoto era bom no que fazia, logo você derreteu nos lábios dele, enlaçando seus braços no pescoço de Luciano.

Ele ficou orgulhoso dele mesmo, e feliz por ver que você também estava gostando. Ele separa seus lábios e dá um sorrisinho.

– Nada mal, hein, guria? – ele coloca uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.

– Eu deveria ter te dado um tapa. – Você responde sorrindo. Ele te fez sorrir. Vitória do Luciano!

– Acho que ainda é cedo, mas eu te amo, guria.

– Eu... Também te amo. Guri.

Ele sorri, pega sua mão e deposita um beijo nela. Aquela guria tinha deixado ele louco, mais ele não se importava.

– Parece que eu devo um quadradinho de oito para alguém... – (N/ma) cochichou para o moreno.

– Eu cobro isso depois. Agora eu só tenho olhos para minha guria.

Notas finais
Gente, eu quero o Lu como presente de natal atrasado. Se alguém poder doar ele pra mim eu agradeço. Se alguém estiver com dúvida para saber o que que é pururuca é pele de porco frita( eca), ok? Alguém mais quer fazer pedidosssss,comentarrrrr,criticarrrrr? Tô aceitando e agradecendo também! Até mais, gente!