Living a Hetalia dream ( Country X Readers)
16 Mathias Køhler
Notas iniciais
Você e Mathias estavam sentados no sofá, jogando vídeo games e não é preciso dizer que ele estava te humilhando no Mortal Kombat. Você tentou apertar os botões com mais força, imaginando que os golpes do seu personagem ficassem mais fortes. Mathias se esquivava de todos os golpes e estava te dando uma surra muito linda, digna de uma salva de palmas.
E quando menos esperava, você já tinha levado um Fatality do dinamarquês. A personagem dele lança duas adagas no corpo do adversário, logo depois lhe arranca a cabeça e mastiga um pedaço dela, jogando ela no chão e depois passando as mãos no corpo com ar sedutor.
– Ah, como eu amo essa personagem. – Mathias disse rindo da cena produzida pela TV. – revanche?
– É muito chato brincar com você! Você sempre ganha. – Você diz largando o controle no sofá e cruzando os braços como uma garota mimada fazendo biquinho.
– Isso é por que você não sabe jogar. – Mathias disse dando um gole na sua cerveja, balançando as sobrancelhas alternadamente, olhando diretamente para você.
Você da um tapa na cabeça do dinamarquês, fazendo com que ele espirrasse cerveja em suas próprias roupas. Todos diziam que vocês dois eram feitos um para o outro, era incrível a sintonia que os dois mantinham. Mathias sabia o que fazer quando você estava muito triste, ele era a única pessoa que poderia te ajudar a dar a volta por cima.
Você sempre tentava o seu melhor para ser tão eficiente para ele quanto ele era para você, sem saber que ele já estava feliz por ter você por perto, por te ver feliz. Os dois eram o complemento um do outro, e todos brincavam: não pode ter Mathias se não temos (S/n)!
– Então, o quer fazer agora? – Você perguntou para Mathias, colocando os pés na mesa de centro. – Que jogo nós podemos jogar?
Mathias fechou os olhos e franziu a testa tentando se lembrar de qualquer jogo que valeria a pena jogar. Foi quando ele se lembrou de um jogo que Berwald vivia jogando quando tinha tempo livre, e pelo tempo que ele dedicava a esse jogo devia ser um jogo muito bom.
– Vem! Eu já sei qual jogo nós podemos experimentar agora! – Mathias pegou sua mão e te levantou do sofá, te levando até o quarto de Berwald. – Eu nunca joguei, mas o Sve sempre joga e as vezes ele até grita uns palavrões engraçados em sueco.
– Você tem certeza que nós podemos entrar no quarto do Sve? – Você disse parando na frente da porta do quarto. – Ele não vai ficar zangado com a gente?
– Pfff! Afslappende! – O rapaz disse abrindo a porta, ele se senta na cadeira em frente o computador do sueco e começa a arrumar o jogo. – Nós não vamos ler o diário dele nem nada parecido.
Você pega uma cadeira e a coloca perto de Mathias que já tinha arrumado o jogo e já tinha começado a jogar. No jogo, você acorda em um castelo e não se lembra de quase nada. Durante o jogo vocês tinham que descobrir os segredos do castelo e tentar escapar. O jogo não foi feito para ser ganhado, era uma coisa mais sobre a atmosfera e essas coisas.
O problema era que vocês estavam morrendo de medo, estava escuro e a única luz vinha do monitor. Você não costumava ficar assustada assim, mas o problema era que a atmosfera do jogo era um pouco densa. Como é que o Sve dava conta de jogar aquilo? Vocês estavam jogando aquilo por um tempo, e você ainda não sabia que poderia esperar daquele jogo.
– Eu não faço ideia do que fazer agora. – Mathias disse coçando a cabeça. – Eu já andei o jogo todo! Você sabe o que fazer?
– Não... já abriu todas as gavetas, talvez nós podemos arrumar alguma coisa... – Você disse tentando não parecer muito assustada. – Talvez nós conseguimos um pouco de Tinder Box.
– Nej. Não achei nada.
Vocês ficaram um tempo parados quando de repente um monstro do jogo invade o quarto. Vocês dois gritam e pulam das respectivas cadeiras, você se agarrou em Mathias e começou a gritar para ele fugir.
– FOR HELVEDE! DE ONDE SAIU ISSO?
– EU NÃO SEI, SAI DAÍ A GENTE TEM QUE SE ESCONDER SEU IDIOTA!
– EU ESTOU TENTANDO!
– VAI LOGO, RETARDADO! – Você gritou agarrando a blusa dele e balançando o dinamarquês.
– VOCÊ,AI! PARA DE APERTAR MEUS MAMILOS MULHER!
A porta se abre e a luz invade o quarto, fazendo os dois caírem da cadeira gritando em terror. Você acabou caindo em cima do rapaz e se escondeu a cabeça no peito ele. Era o fim, os dois estavam mortos e você nem tinha chegado a dizer para o rapaz que você gostava dele mais de como um amigo. Você continuou a gritar, enquanto a luz do quarto foi acesa.
–(S/n)! – O rapaz te sacudiu com força. – (S/n)! Para. Ai, meus mamilos.
Quando você viu que era a única gritando você olhou para a direção da porta. Berwald e Tino estavam na porta de olhos arregalados, tentando entender o que estava acontecendo. Foi quando você notou em que posição os dois se encontravam. Você ficou um pouco corada e saiu de cima do rapaz.
– O que aconteceu aqui? – Tino disse um pouco assustado. – Você esta bem, (S/n)?
Você balançou a cabeça enquanto Tino viu qual jogo os dois estavam jogando. Então balançou a cabeça em desaprovação.
– Amnesia? Eu já disse para você não invadir o quarto dos outros, Mathias! E eu não entendo o que vocês têm com esse jogo. Ele nem é tão assustador assim.
– Tino, você não tem medo de nada. – Mathias disse se sentando e massageando os peitos doloridos. – Lembra-se daquele filme, o Silêncio Dos Inocentes?
– Não. Eu dormi no meio dele. – Tino disse desligando o computador. – Isso não muda o fato que os dois invadiram o quarto do Sve!
– Foi mal, Sve. – Você disse se levantando e tirando a poeira da sua calça. – Isso não vai acontecer de novo. Se quisermos jogar de novo ( o que não vai acontecer) , vamos pedir permissão.
Berwald grunhiu e bagunçou seus cabelos de forma brincalhona, que simbolizava o perdão. Depois disso Você e Mathias foram para a sala novamente. Você ainda estava com as mãos geladas e estava tentando esquentá-las.
– Você esta pálida, e suas mãos estão geladas. – Mathias disse cortando o silencio. – Vem cá. Eu cuido disso.
Ele pegou suas mãos e começou a esfregá-las entre si.
– Me desculpe por ter caído em cima de você. E por ter apertado seus mamilos.
– Det er okay. Eu até gostei.
– De apertar seus mamilos? – Você disse confusa.
– Não... de sentir seu corpo tão perto do meu.
Você corou um pouco, mas mesmo assim sorriu. Nisso, o rapaz largou suas mãos e te deu um beijo que com certeza devolveu a cor do seu rosto. Depois de tanto tempo esperando, ele finalmente te beijou. Uma coisa que ele queria ter feito desde que os dois se conheceram pela primeira vez.
–Jeg elsker dig.
– Eu também te amo muito, Mathias.
Porque não se pode ter Mathias
Se não temos (S/n).
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