Living a Hetalia dream ( Country X Readers)
17 Berwald Oxenstierna
Notas iniciais
Nenhum dos dois sabe direito explicar como exatamente acabaram ficando juntos. Só sabiam que compartilhavam muitas coisas, e entre elas era a sensatez. Você era doce, delicada e gostava de tudo perfeito, ele era paciente, forte e também tinha gosto por coisas nos lugares corretos. Os dois era muito parecidos.
Os dois estavam folheando um catalogo da Ikea ( um hobbie que os dois tinham), você sempre comentando algumas coisas, enquanto ele grunhia e balançava a cabeça. Ele gostava quando você dava opiniões sobre qualquer coisa, porque você sempre falava coesamente. Coisas que ele mesmo falaria.
– Eu acho que essa estante cairia bem no seu quarto. – Você disse apontando para a figura na revista. – O que acha de trocar alguns móveis da sua casa?
Berwald olhou para você e balançou a cabeça em afirmativo. Ele gostaria de mudar algumas coisas. Talvez mudar uma ou duas coisas de lugar, trocar algumas coisas, trocar o papel de parede. Mudar a decoração para algo mais moderno.
– Eu gosto de mudar algumas coisas. Vê-las em uma nova perspectiva. – Você disse virando as páginas. Berwald não quis se mover e nem grunhir nada. Ele gostava quando você falava coisas que ele concordava. – Acho que sua poltrona ficaria bem do outro lado da sala, o que acha?
Ele se levanta e carrega a poltrona até o lugar onde você tinha apontado. Depois olhando para você.
–här?
– É! Hmm. Mas, agora nós temos que colocar esses puffs do outro lado.
Você e Berwald começaram a mover os puffs. Depois Trocaram a disposição de cores das almofadas do longo sofá cor de creme. Depois tiraram o forro da mesa de jantar vermelho e colocaram um azul e amarelo. Os dois pareciam dois decoradores. Mudaram os livros da estante e trocaram os porta retratos entre si.
– Essa caixa de madeira... – Você disse arrastando uma caixa que estava de baixo da cama. – Será que podemos mudar ela de lugar?
Berwald corou um pouco e fez que não com a cabeça. E desviou os olhos para olhar para a janela. Você se questionou do conteúdo da caixa. O que teria ali? Uma caixa tão escondida e pesada.
Objetos furtados? Dinheiro? Joias? Roupas de carnaval?
Revistas Adultas?
– Berwald. Eu posso abrir?
. Ele abriu a caixa, e lá dentro tinha um monte de isopor. De lá, ele tirou um livro grande e grosso, que espalhou milhares de bolinhas de isopor no chão e no colo do sueco. Ele colocou o livro no seu colo e saiu do quarto.
Você não entendeu porque ele fez isso. Mas não importava, você realmente queria ver o que estava naquele livro. Você abriu e leu o que estava escrito na capa: “Minnen” em uma letra caprichada. Você abriu a primeira página e viu algumas fotos de vocês dois, algumas somente suas, uma da paisagem do parque. Na outra página você leu um texto que tinha a letra de Berwald.
“ Hoje, (S/n) me convidou para ir para o parque. Quando ela falou comigo minhas mãos começaram a suar e eu acho que fiquei um pouco corado. Ela não pareceu se importar com o fato de que eu pareço um pouco aterrorizante. Ela sempre sorri e diz coisas legais para mim. Eu gosto dela.”
“ Hoje assisti um filme na casa de (S/n). Era um filme de romance. Ela quis se sentar perto de mim, e nós comemos um pouco de pipoca. Ela dormiu no meio do filme, eu penso que ela ficou entediada com a história. Sinto um pouco envergonhado de admitir que gosto de romance, mas não consegui assistir o resto daquele filme. Ela é muito graciosa quando dorme. Meu coração acelerou quando ela disse meu nome enquanto estava dormindo. Gosto do modo que ele soa nos lábios dela.”
“ Hoje o cachorro da (S/n) morreu. É uma pena. Ela estava chorando muito e isso partiu meu coração. Queria ter falado algo para ela, mas eu só consegui abraçá-la enquanto suas lágrimas molhavam minhas costas. Fiquei acordado a noite toda tentando pensar em algo que eu poderia ter dito para ela. Eu penso que sou o pior namorado que alguém poderia ter.”
“ Hoje tive certeza que a amo. Ela passou a noite no meu apartamento e acabamos dormindo juntos. Fizemos amor. Pude sentir nossos corpos se unindo, e isso me deixou muito nervoso. Tive medo que a tivesse machucado. Hoje de manhã ela acordou e sorriu para mim. Disse que estava se sentindo muito bem, e me deu um beijo na ponta do nariz. Ela disse uma frase que me fez querer esconder meu rosto nas cobertas. Ela disse que “ eu sou bom na cama”. Mesmo assim, eu a amo muito.”
Você continuou a ler o livro. Leu todas as páginas, descobriu que ele tinha dificuldades de demonstrar o amor que ele sentia, e que ele pensava que ele não era um bom namorado. Ele escreveu sobre todos os dias que os dois passaram juntos. Na ultima página escrita, ele escreveu:
“ Por mais que eu não consiga dizer para ela que eu a amo, espero que um dia ela possa sentir o meu afeto por ela.”
Seus olhos se encheram de lágrimas. Era uma coisa muito fofa. Pela primeira vez, eram palavras que Berwald pensava. Eram do Berwald. Não eram suas. E você o amava.
O sueco estava sentado no sofá, encarando o catalogo novamente. O possível abandono estava passando na cabeça do sueco silencioso. Você chega por trás, colocando um beijo na nuca do seu namorado. Berwald pulou no sofá por susto, mas logo relaxou quando você sorriu para ele.
– Aquilo é a coisa mais fofa que você já fez, Berwald. – Você disse se sentando do lado dele. – Eu te amo. Te amo muito, muito! Quero ficar com você para o resto do nossos dias.
Você encaixa seus lábios nos dele, e tentou transmitir para ele o quanto você o amava. Ele fez o mesmo, passando as mãos na sua cintura e te carregando para o colo dele. Você começa a perder o ar e separa seus lábios dele.
– Jag älskar dig.
O sueco disse baixinho, como se estivesse contando um segredo para alguém.
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