Notas iniciais
Gente, por favor comentem, é tudo que eu peço. Comentários me deixam very happy!.

Minha cabeça está a mil, terrorista no hospital, isso não é nada bom. Tenho medo, estava perto das torres gêmeas no dia fatídico, vi tudo com meus próprios olhos. Michael me observa, mas percebo o pânico nos seus olhos, caminho em direção do rosto da garota e pergunto a ela:

–Alexis, você tem certeza que viu uma explosão no seu quarto?

–Sim, vi meu esposo ligar o ar condicionado e ele explodir...

–Foi intencional o incêndio, você sabe disso?

–Não...Ele apenas ligou...ele apenas...

Vou em direção aos atendentes, ninguém cuidava dela mais, todos estavam com medo. Eu também teria se fosse eles, mas ela é uma paciente como qualquer outra, não podemos fazer isso.

–Ela não sabe de nada, não foi culpa dela. Agora é melhor manda-la para fazer uma TC, deve ter algo errado com ela, não é apenas queimaduras...

–Eu concordo, tem sangue de mais para ser apenas queimaduras – Michael diz

–Então me chamem quando eu puder fazer meu trabalho, ela não é meu único paciente, todos precisam de um pedacinho do Justin! – O cirurgião plástico diz, saindo da sala de trauma.

–Metido, odeio trabalhar com ele... – Michael resmunga

–Ninguém deve gostar, vou leva-la para a tomografia e logo trago os resultados, é melhor preparar uma sala de cirurgia para ela

–Certo, te encontro lá. Pode ser?

–Claro...

Michael tem cabelos castanhos longos, deve ser horrível trabalhar com aquele cabelo, toda hora no rosto. Saio correndo com a maca, pareço uma doida no corredor, furo fila e volto em menos de meia hora com o resultado do exame, que não parecia ser bom.

Entro na sala de cirurgia e vejo Michael gritando com um homem de terno e gravata, chego mais perto e entrego o resultado:

–Tem estilhaços no seu corpo, precisamos opera-la. – Michael diz

–Vocês não vão opera-la! Ela pode ser uma terrorista! – O engravatado grita

–Ela é um ser humano! Ela vai morrer! – Grito também

–O governo ainda não decidiu o que fazer, se ela for quem explodiu o hotel, e matou mais de 20 pessoas até agora, deixaremos morrer. Isso se trata de terroristas! TERRORISTAS!

–Eu sei do que se trata, mas ela é um ser humano igual você! E se fosse você no lugar dela?! – Michael fala

–Se você tocar nela eu prendo você! Ouviu? – O gravatinha diz.

Acabamos não tendo escolha, levo Alexis para o quarto e o homem que deveria trabalhar para o governo a algema com o apoio da cama.

–Qual é o seu nome? – Ele pergunta.

–Lexie, e o seu?

–James Ford, eu sei que você não acha isso certo, mas não é decisão minha, mas sim do governo, e eu não mando nele.

James sai do quarto, fico observando Alexis, sedada por um medicamento. Ela nem sabe que poderá morrer logo, será que o marido sabe? Será que eles são realmente os terroristas? Saio correndo do quarto, aquilo estava me enlouquecendo. Pego meu celular e ligo para o Mike, ele atente bem rápido:

–Lexie? Você saiu cedo hoje, nem tive tempo de despedir!

–Houve um incêndio, todos foram solicitados. Acabei ficando com uma garota que pensam que é terrorista, agora o governo não deixa nós opera-la.

–Ela está bem?

–Não, cheia de queimaduras e estilhaços no corpo. Sabe o que é estranho? – Não consigo terminar minha fala, alguém me puxa para uma sala.

Essa pessoa me joga no chão e fica em cima de mim, com uma arma na minha cabeça:

–Você é a médica da Alexis? – O homem fala, com um sotaque estrangeiro.

–S – Sou... – Respondo, assustada.

–Você vai fazer o que eu mandar, se não eu te mato, ouviu? – Ele larga a arma e pega uma adaga, forçando-a contra meu pescoço.

–O – Okay... – Lagrimas envolve meus olhos.

–Você vai cuidar dela e depois vai traze-la aqui, se não você e toda a sua família irá morrer!

–Não posso, tem um agente do governo nos proibindo de opera-la...

–Isso não é problema meu, mas fique sabendo, eu costumava torturar pessoas no meu país, mas também faço um grande estrago com uma arma – Ele aperta mais a adaga, sinto o sangue saindo, seus olhos estão arregalados, ele não tem medo, tem prazer – Agora saia! Não conte! Espero você aqui hoje de noite, se você não comparecer...bom, você sabe o que vai acontecer...

O terrorista pega-me pelo braço e me emburra para fora da sala, não havia ninguém lá. Ando devagar, tremendo de medo, assim que saio de perto daquela sala, entro em um corredor muito pouco utilizado, pois dava para o necrotério. Encosto na parede e sento no chão, comecei a chorar de choque, meu corpo todo tremia, o que tinha acontecido?

Ouço uns passos, enxugo as lagrimas, mas outras tomam seu lugar. Vejo Michael entrando no corredor, e depois me encarando.

–Lexie, o que houve? Você esta bem?

–Eu...eu...

–Lexie, calma...

Michael senta o meu lado e apoia minha cabeça no seu ombro, sua mão começa a acariciar meu cabelo e percebo que estou acalmando, meu corpo para de tremer, meus soluços param, a calma toma conta de mim...

–Agora conta-me o que aconteceu...

–Eu estava conversando com meu irmão pelo celular quando... – Lagrimas de pavor toma conta de mim novamente.

–Ei, ei...calma... Quando o que aconteceu?

–Um terrorista, parente ou amigo da Alexis, me puxou para uma sala vazia e me ameaçou, ele falou que se eu não opera-se ela e a trouxe-se para aquela sala no outro dia...ele..ele...Ele me mataria...

Notas finais
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