Living With My Stripper Brother
6 Don't Stop Hearth
Notas iniciais
–Lexie...
–Ahh, eu não deveria ter falado! – Me levanto muito rapidamente, fico tonta e quase caio, mas Michael me segura.
–Você está muito fraca, e sua garganta está sangrando! Venha comigo, vou fazer um curativo e cuidar de você...
Ele me ajuda e vai comigo até uma sala de trauma vazia, o caos havia passado na emergência. Michael pede para eu me deitar na maca, pois teria um boa visualização do ferimento, seu cabelo ficou o tempo inteiro no seu olho:
–Como você consegue?
–Consigo o quê?
–Fazer algo com esse cabelo no seu rosto!
–Bom, eu sempre prendo-o, agora eu apenas estou vendo o seu ferimento, mas acho que terei dar uns dois pontos, o corte foi fundo. E pelo jeito o impacto com alguma coisa fez um ferimento na sua testa, pois há um pequeno...
Ele é intrometido por meu irmão entrando na sala, com Alex atrás dele. Mike me abraça, enquanto Alex fica parado na porta:
–Você está bem? Eu apenas ouvi o barulho do celular caindo e um grito, depois a ligação caiu... O que aconteceu?
–Ahh...- Eu não podia envolve-lo, isso iria piorar tudo – Eu estava tão distraída que não vi Michael vindo, segurando uma bandeja de instrumentos. Eu gritei de susto e o bisturi fez esse arranhão. Tentei ligar de novo, mas estou sem crédito...
Michael me observa com um olhar de desaprovação, mas ele não deve ter irmãos, nunca teve que se preocupar tanto com uma pessoa.
–Ahh, pensei que você tivesse sido sequestrada...
–Pensa Mike, pra que alguém iria me sequestrar?
–É, foi o pânico...Tenho que ir, vou trabalhar...
–Tchau...
Alex se aproxima e me abraça, sussurrando no meu ouvido:
–Eu sei que é mentira...Dá pra ver no seu olhar...
O observo indo embora, enterro meu rosto nas minhas mãos e começo a chorar novamente, eu pensava que minha vida seria mais fácil.
–Não gosto de mentir, mas foi necessário... só quis protege-lo – Declaro.
–Eu sei... não tenho irmãos, mas sei o que é se preocupar com alguém. Tive dois grandes amigos, houve um arrastão em um bar que estávamos comemorando, perdi os dois naquela mesma noite...
–Sinto muito, Michael.
–Eu também, mas isso é passado, vamos ligar para o futuro. Deite-se e me deixa fazer uma linda sutura interna no seu ferimento, ninguém vai notar!
–Você não é um cirurgião plástico, onde aprendeu isso?
–Justin me ensinou, ele gosta de ensinar, pois ele pensa que é o maioral...
–Haha, ele deve ser uma boa pessoa, mas odeio trabalhar com ele.
–Todos odeiam, mas ele é bom, o que podemos fazer?! – começamos a rir, mas Michel logo pede para eu parar, ele precisava ‘‘costurar’’ minha garganta.
Suturas internas são as mais pedidas, pois não são escandalosas como as normais e não deixam cicatrizes, o único problema é que são difíceis de fazer. Michael termina a sutura e coloca um curativo bem pequeno no meu arranhão em cima da minha sobrancelha. Sento na maca, Michael me entrega um espelho:
–Estou parecendo o Frankstein, mas poderia ser pior...
–Você esta linda... Agora eu vou falar o que aconteceu com o agente Ford, e você vá almoçar...
Michael sai da sala e me deixa sozinha, tudo parece diferente, não quero ficar sozinha em uma sala cheia de objetos cortantes. Saio correndo de lá, vou para o refeitório comer. Sento perto de Charlie, que fica me encarando, junto com Sophie e Kemily. E claro que logo começou as perguntas, mas não falei nada, contei a mesma desculpa que eu falei para meu irmão. Todos acreditaram, todos menos Sophie:
–Não acredito, Michael nunca leva uma bandeja de instrumentos, isso é trabalho das enfermeiras!
–Bom, você deve perguntar para ele, assim Michael explicará o por que. Okay?
–Bom, vamos mudar de assunto. – Charlie fala – Eu devo ser o único que não teve algo bom?! Kemily participou de uma cirurgia, Sophie teve um caso sério, que a paciente morreu. Você com uma terrorista, e eu? Apenas fiquei fazendo suturas!
–Calma, Charlie. O dia ainda não terminou, quem sabe tem algo para você na emergência?
–Certo... Vou para lá agora mesmo... – Ele se levanta e sai correndo.
–Idiota... – Sophie fala rindo – Não deve ter nada agora!
Meu pager (o famoso bipe) começa a tremer e fazer barulho, Alexis está com problemas. Me levanto e saio correndo igual ao Charlie, se ela morrer eu morro! Subo as escadas e logo estou no quarto dela, que estava cheio de enfermeiros. Fico paralisada por um momento, seu coração estava parando, ela estava morrendo... Eu iria morrer!

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