Living Happiness
1 Capítulo Um
Notas iniciais
Everything Has Changed — Taylor Swift e Ed Sheeran

🌻🌻🌻
Minha mãe não aceitava que eu ficasse em casa quieto, curtindo as férias, tocando violão ou mesmo na piscina, tudo era desculpa para que eu saísse.
– Você precisa sair, vai buscar seu irmão na escola.
Aquilo não era bem sair, era só pegar o carro, atravessar alguns quarteirões e esperar o Mike sair da escola.
Eu até que gostava, aquele garoto me glorificava, me amava, Mr fazia lembrar como era bom ter aquela idade.
Eu sempre reclamava um pouco, mas acabava indo, como eu saberia que busca-lo naquela quarta-feira seria diferente?
Peguei o carro e fui, normalmente eu esperava dentro do carro, mas naquele dia resolvi o esperar do lado de fora, em frente a escola.
O sinal tocou e todas as crianças saíram correndo, todas menos Mike.
Alguns minutos depois, o vi saindo com uma garotinha loira, um pouco mais alta que ele.
Saíram andando, mas após me avistar fora di carro, Mike a puxou e ambos começaram a correr.
Ele veio de encontro a um abraço apertado e forte, a menina foi para o outro lado, a segui com os olhos, abraçou outra garota, a garota mais bonita que já tinha visto naquela cidade.
Ela era muito branca, tinha longos cabelos loiros e estava com um vestido branco de mangas até os joelhos.
Olhei para ela por tempo o suficiente para avalia-la e acha-la bonita.
Ela me olhou também, sorri e disse "oi", ela sorriu de volta e disse "olá", me virei para ir para o carro com o meu irmão.
– Como foi o dia?
– Divertido, tivemos aula de música.
Entramos no carro.
– Ah é? E você mostrou a sua professora o que eu lhe ensinei?
– Uhum...
Ele desviou o olhar.
– Ela gostou.
– Ela não prestou atenção.
– Hum...Quer saber? Vamos tomar sorvete?
Ele sorriu.
– Vamos!
Fomos para a sorveteria, pedi duas casquinhas, enquanto meu irmão se sentava me esperando numa mesa a sombra de uma árvore.
Meu telefone tocou.
– Oi Kate.
– Aqui estão.
Ajeitei o telefone no ombro e peguei as casquinhas.
– Oi amor!
Andei até a mesa e passei a casquinha para Mike.
– Oi, ham...Ta tudo bem?
– Faz bem ligar para a sua namorada as vezes, sabia?
– Amor, nós combinamos que seria apenas uma ligação por dia, lembra? Porque você está em Londres na Inglaterra e eu em Walnut Creek, na Califórnia e ligações internacionais são caras, né?
– Você poderia pelo menos ficar feliz, né?
– Eu fiquei Kate, na primeira das sete vezes que você ligou hoje...
– Af, boa noite, Michael.
– Boa tarde, Kate.
– Eu te amo.
Nunca, em três meses de relacionamento sério, senti vontade de dizer a Kate que a amava, talvez porque nunca achasse que era a hora, ou talvez porque não tenha criado nenhum sentimento além de desejo por ela.
🌻🌻🌻
Mais uma quarta-feira em Walnut Creek, eu não aguentava mais ficar presa naquela cidade, queria ir logo para Harvard.
Fui buscar minha irmã na escola, porque a minha mãe estava um pouco ocupada com o jantar que teríamos mais tarde.
Fui a pé, a escola de Hazel não era tão longe.
Como eu sempre fazia quando ia pega-la, fiquei perto do estacionamento, a sombra da "árvore do amor", que era onde escrevíamos os nossos nomes quando estávamos apaixonados, há poucos anos.
Um carro preto estacionou ao meu lado, era o carro do Doutor Jones, um dos médicos que trabalhavam com o meu pai.
Estava pronta para cumprimenta-lo quando um garoto ruivo saiu do carro.
Era um garoto com os braços todos tatuados, pulseiras e barba rala. Não tinha um tipo físico de atleta, mas não era esquelético, nem gordo, tinha um rosto redondo, usava uma camisa preta lisa e um jeans velho. Ele era fofo.
Ele foi bem para frente da escola, logo o sinal tocou.
Minha irmã só saiu alguns minutos depois, junto com o filho do Doutor Jones, um garoto que possuía um cabelo ruivo tão claro quanto o de...Michael Jones! É claro! Estive nas mesmas aulas de história e inglês que ele por tantos anos e o tinha esquecido...Mas ele estava tão diferente daquele gordinho que sofria bullying, não era possível que eu o reconhecesse de primeira.
Me peguei o olhando enquanto abraçava o irmão.
Ele me olhou, sorriu para mim e deu um "oi", sorri de volta e respondi com um "olá".
Se virou e foi embora.
Fui para casa com a minha irmã.
Minha mãe estava na cozinha.
– Oi filha.
– O filho mais velho dos Jones voltou para a cidade?
Ela sorriu.
– Por que o interesse?
Larguei minha bolsa no sofá e entrei na cozinha para ajuda-la com a comida.
– Só curiosidade...
– Ele está de férias da faculdade.
– Ah...
Me calei e lavei minhas mãos para fazer a massa da torta que ela havia me pedido antes de eu sair.
Depois disso fui para o meu quarto e comecei a ler.
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