Notas iniciais
Olá amores >

Bem, tenho muitas coisas para falar, nem sei por onde começar, masok.

Enfim, vou fazer tipo uma listinha que é mais fácil:

1. Eu fiquei muito triste com o último capitulo, porque quase ninguém comentou. A linda da Mister Page voltou a história toda e comentou em todos os capitulos. Obrigada Page. Vou voltar a ler a sua fic hoje mesmo, e deixar reviews, claro.

2. MIL desculpas. Sério. DESCULPA, DESCULPA E MAIS DESCULPAS. Eu fiquei quase duas semanas sem postar. Eu tive uns probleminhas pessoais e minha cabeça não estava bem para escrever nada. Me desculpem.

3. Minhas aulas voltaram(faz tempo, masok), e consequentemente as minhas provas, TCs e estudos voltaram. Esse ano eu quero ir bem. Bem mesmo. E pra isso eu tenho que estudar muito. E tem trabalhos e provas. Eu já estou em semana de prova e amanhã emsmo eu tenho um de Química. Enfim, o que eu quero dizer é que eu não vou mais poder postar sempre. Mas calma, eu não vou deixar de escrever, apenas irei postar nos sabados e domingos.

4. Vou passar a postar capitulos maiores, porque agr é só nos sábados e domingos, então...

5. Todos os capitulos, quando eu vou escrever eles, eu escrevo escutando música. Então, eu vou colocar o link da música que eu escuto nas notas iniciais, ok?

6. Eu já contei que vou ser tia? Não? Ok. Então, eu vou ser tia... Meu irmão, que tem 24 anos, acabou engravidando uma garota. E ela é legal, por incrível que seja. Ela já está com 8 meses. Vai nascer no final desce mês ou começo do mês que vem, eu acho o.o Enfim, então eu viajei pro chá de bebê, então e não pude postar nesse final de semana, desculpem :(

7. Esse cap tem POV do Edward EEEEEEEEEEEEEEE õ/ õ/. Ok, nem sei se isso é bom pra vcs, mas eu amei. E você iram entender o porque dele ser assim com a Ally :)

8. No próximo cap. vai ser mais um POV do Edward

10. Dedico esse cap:

Amanda Magalhaes

Fefol Styles

Jackie101 e a

Mister Page

.

É isso :) Se eu lembrar de mais alguma coisa, eu falo no próximo, ok?

Música: https://www.youtube.com/watch?v=4PkcfQtibmU

É do Foo Fighters- Walk.

É, psé, eu sou Directioner e amo rock. Além de rock eu só escuto 1D pra falar a verdade...

Vocês gostam de alguma banda de rock?

Até lá em baixo, desculpem os erros e boa leitura :)

POV Edward

Já havia se passado duas semanas que estávamos fazendo o photoshoop e hoje seria o último dia.


Eu estava tão feliz com isso, que estava a ponto de dançar Macarena, pelado, no meio da rua. Só não o fiz porque depois teria que aguentar 1 hora de sermão do Simon.

Enfim, estávamos em uma sala — que eu tenho a impressão que era do Mattew, visto que tinha uma foto dele com uma garota em uma mesa-, vendo como ficaram as seções de fotos.

Allyson e Luke conversavam animadamente em um canto da sala, não dando a mínima para nós.

E eu? Apenas fiquei encarando aquela garota. Ela era tão linda.

Seus olhos azuis me hipnotizavam. Eram como duas enormes esferas da cor do mar. Eles eram uma imensidão azul, que pareciam enxergar além de você. Seus cabelos negros caiam em cascatas em suas costas, formando pequenas ondas. Seus seios eram médios, nem grandes e nem pequenos. Sua cintura era fina, e ela tinha belo par de pernas. Eram torneadas, e sua bunda era arrebitada. Nada exagerado, tudo em perfeita combinação. A pele dela era branca, branca até demais para alguém que veio de uma terra quente como o Brasil. A bochecha sempre estava com uma leve coloração avermelhada, e quando ela ficava envergonhada ou com raiva, elas pareciam que iam explodir de tão vermelhas que ficavam.

Esperai, porque mesmo que eu estava reparando nela?

Ha sim, porque eu sou um completo idiota que não tem coisa melhor para fazer.

Mas voltando ao assunto ‘Allyson’...

Ela é estranha. Estranha de mais. Quando ela olha para mim, é como se tentasse me atravessar. Eu a odiava por um motivo completamente e incrivelmente besta. Ok, não era tanto assim. Mas eu aposto que se eu contasse a alguém, essa pessoa iria rir até morrer asfixiado.

O fato é: Eu não gosto dela, por ela me lembrar outra pessoa.

Pode rir agora, eu não vou ligar mesmo.

Mas ela realmente me incomoda por isso. Quando a vi no parque, imaginei que fosse a minha Bubba, mas era impossível. Se a Bubba viesse para a Inglaterra, ela me procuraria, certo? Se fosse ela, ela teria me abraçado e feito a maior festa no parque, certo?

Bubba era a minha melhor amiga quando eu era pequeno. Seu nome verdadeiro era Allyson. Ela tinha olhos azuis, algumas pequenas sardas no nariz e cabelos pretos. Morava no andar de cima do prédio. Ela morava com seu irmão Jon, seu pai, o Jonny, e sua mãe, a Amanda. Sua mãe era brasileira, por isso o nome estranho.

Nós éramos como uma família só: Minha mãe, meu padrasto, minha irmã, tio Jonny, tia Amanda, Jon, eu e ela, minha pequena Bubba.

Vivíamos juntos. De manhã, íamos à escola com nossos irmãos. Eles, por serem 2 anos mais velhos, estudavam mais horas do que agente. Saiamos da escola as 12p.m., passávamos na Loja de Doce do Tio Bob que tinha perto da escola e íamos para a pracinha. Quando nossos irmãos saiam da aula, iam direto para a praça. E de lá, íamos para casa. O caminho inteiro era sempre assim: Gemma e Jon na frente, e eu e a Bubba atrás. Eu e ela íamos conversando coisas banais, totalmente idiotas. Os dois lá na frente não era diferentes.

Normalmente almoçávamos no meu apartamento, porque nossos pais trabalhavam e a empregada lá de casa era quem fazia o almoço.

Eu e a Bubba passávamos a tarde toda conversando, rindo, desenhando, brincando... Adorávamos apostar corrida na escada do prédio. Quem chegasse primeiro lá em baixo tinha o direito de pedir qualquer cosia para o outro. E era sempre a mesma coisa: Um sorvete de chocolate.

Todos do prédio nos conheciam e nos adoravam. Tinha uma senhora, do primeiro andar, que sempre que nos ouvia passado por aquele andar, correndo como se estivessem nos perseguindo, ela saia com um bolo, que a cada dia era de um sabor diferente. Era praticamente todos os dias assim.

Bubba sempre foi uma garota alegre, divertida, amiga, tímida e carinhosa. Ela não era de ter muitos amigos, assim como eu. Então, até na hora do recreio estávamos juntos.

Éramos como irmãos. Eu a amava e ainda a amo como minha irmã. Não apenas eu e ela, mas nossos irmãos. Éramos o quarteto terror, como nossas mães nos chamavam. Apesar da diferença de idade, nos dávamos bem. Eu aprendi muito com Jon. Como: como ficar em pé no skate-Ok, até hoje eu ainda não me dei muito bem com aquele pedaço do inferno, mas consigo andar devagarzinho- , como arremessar a bola de basquete na cesta, como conseguir cuspir mais longe...Entre várias outras coisas.

Bubba e eu fizemos um pacto aos 9 anos de amizade. E até hoje eu me lembro de como foi isso.

*Flashback on*

05 de Julho de 2003.

Eu corria pela pracinha em disparada.

Ok, vamos combinar: quando tem um ser, totalmente sujo de lama, com o cabelo parecendo um guarda-chuva, gritando feito maluca, você faz o que?

Bem, eu corria. E ria. O que me causou sérios problemas. Porque uma coisa que JAMAIS devemos fazer, é rir quando a Bubba está brava.

– Volta aqui seu miserável, inútil, bobo, idiot... HAAAARG, você me irrita White. – O ser maluco gritava atrás de mim. Quando a Allyson me chama pelo meu sobrenome, é porque a coisa está feia.

– Você que é uma bobona e chata. – Por que quando somos crianças, nós somos tão idiotas?

Enfim, o que estava acontecendo era o seguinte: Eu e a Bubba estávamos naquelas casinhas de boneca, lá na praça, e estávamos conversando sobre... Sexo. É, pois é. Tínhamos 9 anos e já estávamos falando disso. Eu e ela tínhamos uma noção do que era isso. Apenas noção. Não sabíamos de camisinhas, preliminares... Nada. Apenas sobre o ato de fazer sexo.

E a Bubba havia me dito que não queria fazer isso tão cedo. E eu propus a ela, que fizéssemos juntos, quando estivemos prontos. É, pois é. Talvez eu não fosse assim tão idiota.

Enfim, ela ficou vermelha e começou a dizer que só namorados faziam isso, e eu perguntei por que não podíamos namorar. Ela quase explodiu de tão vermelha que ficou. Eu segurava o riso, sem a menor noção do efeito daquelas palavras. Ela disse que tinha medo, e que éramos muito novos. Então, prometemos que quando crescêssemos iriamos namorar e aí sim, teríamos nossa primeira vez juntos.

É, quanta inocência.

Enfim, depois que o assunto encerrou, ficamos em uma tensão desconfortável, e eu, o gênio, resolvi fazer cócegas nela. Fui me aproximando lentamente, e ela, que era uma neurótica com isso, saiu correndo. Eu fui atrás e sem querer, a empurrei em uma poça de lama. Aí já viu, né? A bravinha ficou brava. Hã? Ignora.

Ok, voltando ao começo, foi isso que aconteceu. Agora eu estava prestes a morrer.

– Seu chato, quando eu te pegar, eu fazer o seu cérebro virar bolinho de arroz – Um dia eu ainda descubro o por que dela sempre falar essa frase. Eu nunca me aguento quando ela diz isso. Então eu explodi em gargalhadas e a minha perna acabou fraquejando.

Quando eu vi, eu estava debaixo de uma esquizofrênica maluca.

– Seu filho da tia Anne, agora você vai ver. Toma isso, isso e mais isso. – Ela gritava enquanto jogava pedaços de grama no meu rosto. Sem contar as gostas de lamas que caiam de seus cabelos.

–HAAAAAAAAAAAAAAAAA, chega Bubba. Desculpa, foi sem qu...arf – Eu nem acreditei quando essa peste enfiou um bolo de grama e lama na minha boca. Cuspi tudo e sai correndo atrás dela, que já estava longe. – Volta aqui, sua pirralha.

Eu corri o quanto pude. Até mais do que podia.

Quando eu vi, estávamos em frente ao prédio, ela estava sentada no meio fio, parecendo mendigo, recuperando o ar.

Sentei ao lado dela e ela me olhou assustada.

–Eu...N..ão...vou....fa...zer na....da. – Eu disse subindo e descendo o peito rapidamente em uma tentativa quase falha em conseguir respirar.

–O...k – Ela falou e assim ficamos. Quietos, ofegando, com lama, grama, cheirando a estrume e totalmente descabelados. Eu juro que sentia grama nas partes baixas. E tenho certeza que ela também, porque o ser não parava de se mexer. Todos que passavam na rua nos olhávamos como se fossemos malucos. Ok, talvez realmente estivéssemos parecendo. Ignoramos e quando finalmente recuperamos todo o folego, resolvemos entrar.

– CRENDEOSPAITODOPODEROSO, O QUE ACONTECEU COM VOCÊS? – Tia Amanda gritou assim que entramos no apartamento da Bubba.

– Estávamos brincando na pracinha, tia – Falei tirando grama da minha língua. Credo, só um concelho: Não queiram experimentar grama. É ruim. E tem gosto de lama. Talvez seja porque eu também havia engolido lama, mas vamos fingir que isso não aconteceu.

– Crianças, pelo amor de Deus, não toquem em NADA. NADA, ouviram? Subam e vão tomar banho. Vou preparar um lanche para vocês. E filha do céu, trate de não jogar sua roupa no chão do quarto, nem você, Sr.White. Vamos, agora. – Ela disse dando leves tapinhas em nossas bundas. Viramos para ela e batemos continência, saindo correndo logo em seguida.

Ouvimos tia Amanda reclamando da sujeira que fizemos na escada e ignoramos. Corríamos e riamos da cara um do outro. Entramos como mamutes no banheiro e já fomos tirando a roupa. É, eu sei, é estranho. Mas tínhamos 9 anos, éramos “inocentes”, melhores amigos, e nos víamos pelados desde que nascemos. Ha sim, nossas mãe se conheceram quando foram fazer o exame de gravidez, e quando descobriram que moravam no mesmo prédio, viraram melhores amigas.

Enfim, entramos no box, totalmente nus, e lutando pelo lugar de baixo do chuveiro. E foi como sempre: Eu passava shampoo e condicionador nela e ela em mim, passávamos a bucha nas costas do outro, fazíamos penteados malucos com o shampoo e guerrinhas de espuma.

Saímos do banho, pegamos nossas toalhas, e fomos para seu quarto. Eu normalmente tinha bastante roupa na casa dela, e ela na minha. Aliás, era só descer um lance de escada, ou pegar o elevador, que eu já estava em casa, mas ok.

Ela colocou uma blusa azul escura minha, e calcinha. Eu coloquei uma bermuda, a cueca e só.

Voltamos ao banheiro, pegamos nossas roupas, descemos, colocamos na área de serviço e fomos para a cozinha. De longe se sentia o cheiro dos famosos biscoitos com gotas de chocolate da tia Amanda.

Era, de longe, o melhor que eu já provara na minha vida toda.

Pegamos um prato cheio deles, dois copos de leite e fomos para a sala.

Ligamos a TV e estava passado nosso desenho preferido: Os flintstones. Eu deitei no sofá e a Bubba deitou entre as minhas pernas, encostando o tronco e a cabeça em meu peito. Ficamos assistindo até umas 5 da tarde, quando a tia Amanda passou na sala apresada avisando que tinha que resolver algumas coisas no banco. O desenho acabou e desligamos a Tv. Ficamos ali no sofá mesmo. Eu fazia carinho no cabelo da Bubba e ela acariciava minha perna. Reparei que a Bubba havia parado de tagarelar em meu ouvido.

Abaixei um pouco a cabeça e vi que seus olhos estavam marejados e ela olhava fixamente em um ponto no chão.

–Bubba? Bubba? – Eu chamava e ela nem piscava. – BUBBA.

–HAAAA, o que foi? O que aconteceu? – Ela levantou em um pulo ficando do lado do sofá, em pé. Levantei-me também, ficando a um palmo maior que ela.

– Desculpa, você não me respondia. Está tudo bem? – Perguntei passando minhas mãos em suas bochechas. Ela desviou os olhos e pousou no prato vazio que antes estavam os biscoitos.

– Não é-é n-nada, Curly – Ela disse gaguejando e tentou tirar minhas mãos de seu rosto.

– Ei, ei. Assim eu me sinto mal. Você não confia em mim? Poxa, achei que eu fosse seu melhor amigo. Achei que contássemos tudo um para o outro. – Falei me afastando e aproximando-me da porta, de costas.

– NÃO.- Ela gritou e correu em minha direção. –Por favor Curly, me desculpe. Eu confio em você mais do que em mim mesma. Me perdoe. Eu não quis te deixar mal. Por favor, me desculpe. – Ela falou completamente desesperada e me abraçando fortemente pela cintura. Eu estava totalmente assustado. Sem reação alguma. Quando percebi meu peito ficando molhado, vi que ela estava chorando e quem se desesperou fui eu. Quando eu via Bubba chorando, minha vontade era de arrancar toda a dor dela para mim. Eu faço de tudo para vê-la sorrindo.

– Bubba, eu não quis dizer isso. Eu estava brincando. Por favor, eu que peço desculpas. Não fica assim minha pequena, por favor, não fica assim. Shiii- Falei acariciando seu cabelo e abraçando ela bem forte. O máximo que eu consegui. – Eu só quero que você me diga o que está acontecendo. Por favor. Eu não aguento te ver assim.

Ficamos mais alguns minutos abraçados. Eu também estava chorando. De desespero. Eu não sabia o que estava acontecendo. Apenas fiquei ali, abraçando ela, enquanto Bubba se acalmava aos poucos.

– Desculpa Curly – Ela disse coma voz falha, se desfazendo do abraço e enxugando as poucas lágrimas que ainda escorriam de seus olhos. Sua bochecha e seu nariz estavam incrivelmente vermelhos, e seus olhos bastante inchados. – Eu não sei o que deu em mim.

– Tudo bem – Falei enxugando meu rosto com a barra da blusa da Bubba, levantando-a até a metade de sua barriga. Ou melhor, a minha blusa. Ela riu e eu quase morri de tanta felicidade por ver aquele sorriso banguela novamente. — Agora me fala: O que aconteceu?

Bubba me olhou como se pensasse se iria me dizer ou não. Ela andou até a escada e começou a subir.

Fiquei confuso e fui atrás. Ela entrou em seu quarto e sentou/deitou na cama, encostada na cabeceira.

– Bubba? O que foi? – Perguntei sentando-me ao lado dela.

– Edward, se eu te contar, você promete que não vai rir? – Ela perguntou, colando a cabeça na curva do meu pescoço. Fiquei confuso por ela ter me chamado pelo meu nome. Desde que eu me entendo por gente, ela me chama de Curly, apelido que ela mesma inventou. Ou por ‘White’ quando ela está brava. É até estranho ouvir ela pronunciando meu nome. De tanto tempo que ela não me chama assim. Passei meu braço por cima do seu ombro e suspirei.

– Claro, Allyson – É, também é estranho falar o nome dela.

– Curly, — Ela começou e sentou como indiozinho de frente para mim. Eu continuei deitado/sentado na cama, apenas observando-a com atenção. – Pode parecer estranho, idiota, frescura, mas eu nem ligo. Bem...Essa noite, eu tive dois sonhos estranhos. Em um, estávamos grandes, no colegial já, e você estava em uma rodinha cheio de meninas que ficavam em cima de você, e os jogadores de futebol. Eles não eram simpáticos, e ficavam zoando todos. Eu cheguei perto de você, para pedir o dinheiro do lanche, já que as nossas mães sempre dá o dinheiro junto pra um de nós. – Ela parou e olhou para cima, numa tentativa falha de evitar as lágrimas. Levei minha mão até seu rosto e enxuguei-o. Ela segurou uma de minhas mãos. Era tão estranho. Ela era apenas 1 mês mais nova e eu era tão maior que ela. Parecia que ela tinha uns 6 anos. Sua mão era bem pequena perto da minha. Ela segurava minha mão com as duas dela e ainda sobrava espaço. Ela abaixou minha mão e ficou brincando com meus dedos em seu colo. Eu nem falei anda. Sabia que ela fazia isso quando estava nervosa ou com medo. E era sempre com a minha mão. Então, ela continuou, de cabeça baixa: — Os meninos que estava com você, começaram a rir de mim. E um deles tentou me agarrar. Sabe quando agente vê em algum filme quando um cara tenta beijar uma garota a força? Então, ele fazia isso. E você não fez absolutamente nada. Apenas me olhou com raiva e depois começou a rir. Eu chutei no meio da perna dele e, enquanto ele se contorcia de dor, eu me virei para você. E me deparei com a pior cena da minha vida: Você estava conversando com outra garota. Ela estava em seu colo, e mexia naquele cacho do seu cabelo, que eu amo enrolar. Exatamente como eu faço. E o pior não era isso. O pior era que, no sonho, ela era sua melhor amiga. Aí você levantou e falou “Allyson, Allyson, você realmente achou que eu iria te aturar por tanto tempo? Você é uma chata, insuportável e eu te odeio” – Ela levantou seu rosto. Droga, ela estava começando a chorar. Eu estava sentindo tanta raiva do meu ‘eu’ do sonho, que eu estava com vontade de me bater. Como eu pude fazer isso? – Então, eu acordei desesperada, soluçando e chorando. Eu pensei e ir até o seu AP. Mas achei melhor não, porque era tarde. Tentei dormir e não consegui. Então fui para o quarto do Jon. Eu disse que tinha tido um pesadelo e ele deixou que eu dormisse ali com ele. Quando eu peguei no sono, eu tive outro sonho. Nesse, estávamos com maios ou menos uns 19 ou 20 anos. Por aí. Você era famoso, sabia? Você era cantor. Como eu sempre disse que você seria. E eu... não sei o que eu era, no sonho eu nem vi isso. Enfim, estávamos em uma sala. A sala era chique. Bem chique. Você estava dormindo no sofá e eu me aproximei. Quando eu toquei em seu braço, você virou para mim na mesma hora, me dando um susto. Eu pulei pra trás e acabei esbarrando na mesinha de centro. Caí e acabei cortando a mão com alguns dos cacos de vidro que haviam no chão. Você levantou bruscamente do sofá e veio até a mim. Puxou meu braço com força para cima e começou a gritar “ ALLYSON, VOCÊ NÃO OLHA O QUE FAZ GAROTA ESTÚPIDA? SÓ SABE FAZER MERDA. OLHA O QUE VOCÊ FEZ. Allyson, você NUNCA terá dinheiro para me pagar essa mesinha. Ela vale mais que a sua vida. Ela vale mais que VOCÊ.” Então você me deu um tapa no rosto e eu cai em cima do outro sofá. Você chegou perto de mim e falou: “Eu não quero você aqui, comigo, no mesmo lugar que eu. Você me dá nojo, Allyson Sccar.” – Ela terminou de falar.

Eu estava assustado. Era pior do que todos os filmes de terror que eu já havia visto em toda a minha vida. Nos meus míseros 9 anos. Eu nem acreditava. Meus olhos estavam arregalados e minha boca formava um perfeito ‘O’. A Bubba ficou me olhando por alguns segundos. Então ela desabou e começou a chorar.

– Curly, eu sei que é besteira, porque foi só um sonho. Mas eu fiquei com medo, s-sabe? E-eu te amo, Edward. Você é meu irmão, meu melhor amigo. E-eu não quero te perder. – Então ela me abraçou e começou a soluçar. Eu a abracei bem forte, sem tirar minha expressão de susto da cara- Olha, eu posso tentar melhorar, se eu sou tão ruim assim, ok? E não me ache idiota. Culpe meu cérebro por me fazer sonhar isso.

– Ei, ei, ei. Allyson, pare agora de falar merda. Qual é? Olha para mim. – Levantei seu rosto e ele esta horrível, devo admitir. Eu me sentia tão culpado, que era capaz de eu me dar um murro a qualquer hora. Sentei totalmente na cama, encostado ainda na cabeceira e a puxei para mim, de modo que ela ficasse no meu colo, de frente para mim. – Bubba, eu te amo guria. Que ideia é essa? Então, ótimo, eu acho seu cérebro a coisa mais idiota do mundo. Bubba, eu te amo pelo o que você é. Essa garota chata, alegre, amiga, divertida, carinhosa, irritante... Eu nunca faria isso com você. Bubba, pelo amor de Deus, é claro que eu não faria isso.

– Desculp...

– PARA. – Eu gritei e ela se assustou – Desculpa, eu apenas não quero mais ouvir você me pedindo desculpas. Eu te entendo. Eu sempre morro de ciúmes e morro de medo quando vejo você conversando com outro garoto ou até mesmo outra garota.

– Sério? –Ela me perguntou confusa e com um leve sorriso no rosto.

– Sério. Eu te amo, Bubba. Você é a minha pequena, minha irmã, minha melhor amiga, a minha princesa, a minha Wilma e eu sou seu Fred Flintstone.

– Você lembra disso? – Ela falou rindo e eu ri junto com ela. – Nós tínhamos 4 anos.

– É, mas essas nossas ‘atuações’ duraram até os 7 anos. Como eu me esqueceria? A Pedrita ainda está ali, ó. – Falei apontando para uma boneca que ela ganhou com 2 anos de idade. Ela tinha cabelo preto, pintinhas na bochecha, estava toda riscada e ainda tinha metade do cabelo cortado, que o gênio aqui cortou. Ela não tinha absolutamente nada a ver com a Pedrita do desenho, mas era a única que chegava perto, por causa da roupa.

Bubba caiu na gargalhada e eu fui junto. Rolávamos na cama e eu sentia minha barriga doer.

– Bubba. – Chamei depois de alguns minutos depois de termos acabado a crise de riso. Estávamos deitados, um ao lado do outro, encarando o teto, na cama.

–Hum?

– Eu te amo. Muito. E eu jamais faria aquilo com você, ok? Não fica assim, eu fico tão mal por te ver chorando. Você nem imagina. – Senti ela aproximando-se de mim e colocando sua cabeça em meu peito. A abracei pela cintura.

– Eu também te amo, Cruly. E eu gosto tanto de ouvir você falando isso pra mim. – Eu sabia que ela estava sorrindo, então sorri também.

– Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo – Eu falava e ia beijando seu rosto. – Eu te amo, eu te am...

– Chega Curly, eu já entendi. – Ela falou rindo. – Curly, eu tive uma idéia.

– Eu também tive. Mas pode falar primeiro.

– Tem certeza? – Ela perguntou e eu assenti. – Então, eu estava pensando em...Hã...Harg, é constrangedor falar isso, mas lá vai:

–Vamos fazer uma pacto? – Perguntamos ao mesmo tempo. Eu ia perguntar antes dela falar, porque ela estava enrolando muito e eu queria logo saber se ela topava. Nos entreolhamos e começas a rir. Lê-se: ter mais um ataque de risos.

– Ok, como agente faz? – Ela perguntou limpando suas lágrimas, que tanto rir haviam voltado.

– Assim: Agente faz um juramento, de tudo o que juraremos para o outro, obviamente, e aí nós furamos, bem pouquinho, nossos dedões e juntamos o sangue. – Falei fazendo cara de dor pra ela.

– Ok – Ela falou serelepe e começou a pular sentada (é, pois é) na cama.

– Sério? Achei que você fosse falar do negocio de furar o dedo. – Falei surpreso e levantando-me, indo em direção à porta.

– Não, vai ser por uma boa caus... Ei, aonde você vai? – Ouvi ela gritando lá dentro do quarto dela. Eu estava em frente à porta do quarto da tia Amanda e do tio Jonny.- Hein? – Senti a mão da Bubba em meus braços e abri a porta.

Fomos até o banheiro do quarto e encontramos uma lâmina de barbear em cima da pia. Isso. Era isso.

Peguei a lâmina e fomos para a cozinha, pequei uma faca e comecei a tirar os parafusinhos retirando apenas a lâmina, sem o corpo do barbeador.

Bubba observava tudo da bancada, comendo uma maça.

Peguei a lâmina com muito cuidado e a coloquei em meu bolso da bermuda.

– Aqui ou na praça? – Perguntei roubando a maça dela.

– Ei, essa maça estava docinha. Sabe o quanto é difícil achar uma maça assim? – Ela perguntou carrancuda tentando tirar a maça da minha mão. O que foi em vão, sendo que ela é muito baixinha.- Afff, pode ficar mesmo. Tem essa outra...Ha, acho que aqui. Ou na sua casa.

– Vamos pra minha. Você aproveita e dorme lá.

– Ok, ok. Cadê o barbeador?

– Deixei na pi...AI, porque fez isso, menina maluca? – Reclamei assim que levei uma bofetada na nuca. Ela pode ser baixinha e extremamente fraca, mas é inteligente e sabe que quando é na minha nuca, até uma mosca machuca. Ok, não é pra tanto. Mas Bubba é fraca como uma, então... Não sei por que, mas minha nuca é sensível. Bubba fala que é porque quando tínhamos uns 3 anos, eu cai do sofá quando lutávamos com almofadas. Então eu bati a cabeça. O que é verdade... Ela também usa isso como desculpa pra falar que eu não tenho os parafusos certos na minha cabeça.

– Você quer que meu pai ou minha mãe vejam isso? – Falou e andou até a pia, ficando na ponta do pé e pegando o barbeador.

– Há, é. Esqueci disso. Mas não precisava na nuca, né? – Eu disse massageando o local.

Ela revirou os olhos e subiu correndo as escadas. Em menos de 1 minuto ela já estava do meu lado, com um short dessa vez.

– Coloquei debaixo da minha cama. Amanhã, depois da escola, agente coloca a lâmina no lugar.

– Ok, vamos chatinha? – Falei dando reverencia e ela saiu bufando.

Fomos pro meu apartamento como sempre: De escadas.

Adorávamos escadas. Não sei por quê. Mas adorávamos.

– Então, vamos lá. – Falei entrando no meu quarto. Fechei a porta e sentei-me do lado da minha cama, no chão. De um modo que se alguém entrar, não vai nos ver no quarto.

– Vai doer? – Ela perguntou e percebi que ela tremia.

– Calma Bubba. Não vai doer, eu prometo. – Falei sorrindo, tentando ser confortante. O que funcionou.

– Vamos logo com isso.

– Ok, ok. Vamos lá. Eu começo? – Perguntei sentando-me de frente a ela, sendo repetido pela mesma.

– É, pode ser você.

– Ok. Vou começar então. Eu juro: Jamais te esquecer... –Mal comecei a falar, e já vi seus olhinhos brilhando e um lindo sorriso em seu rosto. Dei uma pausa pra recuperar o folego e continuei. – Juro jamais te deixar, te excluir ou deixar de te amar. Pode parecer coisa de criança, mas não é. Eu estarei ao seu lado até eu morrer. Eu sempre estarei te apoiando, não importa no que seja. Juro jamais desistir de você e jamais te magoar. Farei o possível, juro. Eu te amo, Allyson Sccar.

Terminei de falar e vi lágrimas escorrendo em suas bochechas. O que me tranquilizou foi seu sorriso.

– Meu Deus, como eu estou amando isso. – Ela falou e riu. Ri também. – Ok, ok. Hum...é...Bem...V-vou c-c-omeç-çar. – Gaguejou e fingiu tossir.

– Bubba, não fique envergonhada. Vai por mim, também foi difícil pra mim, ter falado aquilo pra você. Mas somos irmãos e melhores amigos. Então tudo bem. Eu já te vi nas piores situações: Doente, nariz escorrendo, já te vi pelada inúmeras vez, só de calcinha... Sei seus segredos, sei que você já sonhou em beijar o Carl da nossa sala... – Fiz uma careta de desgosto e ela riu – Já te vi tomando injeção, e vai por mim, não é uma cena muito bonita. Você fica parecendo uma capivara parindo.

Ela começou a rir histericamente e eu também não me aguentei.

– A-ai...Que horror, n-nem é tanto assim

– É sim, v-vai por mim. – Falei, rindo ainda.

– Bom, o que me tranquiliza é saber que eu já te vi nessas situações também. Então estamos quites. Enfim, vamos lá.

Recuperei-me e ajeitei minha camisa que estava toda arreganhada. Ela suspirou pesado e começou a falar.

– Eu juro jamais te deixar. Juro jamais excluir você, juro jamais te trair, juro jamais, JAMAIS, deixar de te amar. – Ela falou vermelha e eu quase morri de fofura. Meu sorriso? Batia em marte. Ok, isso foi idiota. E daí? Eu só tinha 9 anos. – E juro jamais te esquecer. Eu te amo, Edward White.

Ok, eu quase morri agora. Sei que é besteira, mas eu sempre tive medo disso. De ela me esquecer ou deixar de gostar de mim.

Eu sorri e abracei ela.

– Meu Deus, pode repetir? – Perguntei emocionado e ela riu.

– Você parece um velho assim. Parece a minha vó quando agente está indo embora dá casa dela. Lembra? Quando eu, você, Jon e a Gemma fomos passa duas semanas lá? Minha vó quase morreu quando fomos embora. – Ela falou rindo e eu olhei carrancudo pra ela, morrendo de vontade de rir também. Qual é? A vó dela é dramática pra caramba. – O que você quer escutar?

– Que você me ama e que você não vai me esquecer.

– Eu te amo, e nunca, nunca, nunquinha vou te esquecer. – Ela sorriu e levantou a cabeça, me dando um beijo na bochecha.

– Ó, isso é bom. São música para meus ouvidos. – Falei dramático e ela riu. – Vamos lá, me dá seu dedo. – Pedi desfazendo o abraço e pegando sua mão.

Tirei a lâmina da bermuda e olhei para ela. Ela estava branca e olhava para a lâmina como se ela fosse alguma assassina atrás dela.

Levei a lâmina até o meu dedo. Obviamente, eu furaria o meu primeiro.

Pressionei a pontinha da lâmina no meu dedo. MEU DEUS. Eu não imaginava que doía tanto. Espera, o sangue era pra ser vermelho, certo? Porque está cor vinho? Será que eu furei muito fundo? Ignorei isso, e fingindo uma cara de não-dor. Puxei a mão dela rápido, antes que eu gritasse, e ela desistisse de furar também.

Passei a lâmina com mais cuidado pelo dedo dela. Mas não adiantou. Foi o mesmo estrago.

Seu rosto ficou vermelho, mostrando que ela segurava o grito e o choro.

Ficamos nos olhando com caras de dores e foi aí que percebemos que já aviamos nos furado.

–Rápido, me dá seu dedo. — Falamos ao mesmo tempo e demos risada pelo nariz.

Juntamos nossos dedos e ficamos assim por mais uns 5 minutos. Nos encarando com dor e segurando nossos dedos.

– Eu juro cumprir tudo o que eu falei – Eu disse olhando no fundo de seus olhos.

–Eu também. Tudinho. Sem mudar nada. Iremos ficar juntos para o resto da vida

– Exatamente. – Falei e fizemos um hi-5 com as mãos livres.

– Acha que já está bom? – Ela perguntou olhando para nossas mãos ensanguentadas.

– Acho que sim. Espera. – Separei meu dedo do dela e olhei para os cortes. O sangue já estava seco. – Pronto. Vem cá, vamos ao banheiro.

Puxei ela pela mão e fomos até o banheiro. Chegamos lá e eu peguei sua mão, colocando debaixo da torneira. Fiz o mesmo com a minha. Agora nós não seguramos, demos um grito que dava para ouvir pelo prédio inteiro.

– Está doendo? – Ela perguntou depois de mais de 5 minutos que estávamos com a as mãos debaixo da torneira.

– Não mais, e a sua? – Perguntei tirando a minha mão e secando na toalha.

– Também não. – Ela falou me imitando.

Fomos para o meu quarto e eu lembrei de uma coisa.

– Bubba, olha, eu sei que é cedo, porque seu aniversário é só daqui a 2 meses. Mas eu comprei essa pulseira para você. – Falei tirando uma pulseira da gaveta da minha cômoda. – É pra você nunca se esquecer de mim. E se, por algum acaso, nos separarmos, essa pulseira será como se eu estivesse com você. Sempre.

Ela sorriu e aproximou-se de mim. Seus olhos estavam marejados. Ela me abraçou e estendeu o pulso para que eu a colocasse.

– É linda, Curly. Obrigada. Eu nunca irei tirar ela. – Ela falou admirando a pulseira. Eu sorri com aquele gesto. Ela ficava tão fofa e linda assim.

Olhei no relógio e vi que já eram 9:30 p.m. Como íamos dormir cedo todos os dias, então corremos pro banheiro, tomamos um rápido banho, sem lavar os cabelos e fomos pra cama.

Deitei na cama, e ela deitou-se em meu peito.

– Boa noite Bubba. Te amo. – Falei acariciando seus cabelos.

– Boa noite Curly. Te amo. E vê se não ronca. – Ela falou rindo e eu a acompanhei.

*Flashback off*

Notas finais
É isso.

Gostaram??

Eu achei fofo esse cap. E o que acharam da Allyson?

Desculpem os erros, sério.

Tiau, pessoas xx