Little Secrets

1 I - A dama da chuva


Notas iniciais
Então, vamos ao primeiro! Espero que gostem!
Boa leitura! (:
Ah, e leiam as notas finais.

A dama da chuva.

O dia já quase chegava ao seu fim, embora não fosse claro, nem tanto escuro.

O Sol, tímido, se despedia escondido atrás das nuvens cinzentas que pareciam chorar através de suas gotas, estas sem fim.

Não havia uma presença se quer nas ruas. O clima era triste, um tanto quanto desolador. Solitário.

Os pássaros se escondiam em seus ninhos, protegendo assim suas pequeninas proles do mundo.

Estava tudo silencio e quieto, pacífico.

As residências pareciam inabitadas e mantinham-se fechadas.

Ela caminhava a passadas silenciosas e leves. Deleitava do orvalho que insistia em molhar-lhe as alvas canelas. Optou pelo caminho em que cruzava com a grama.

Seu braço direito mantinha-se contra o peito e em seu antebraço repousava o cabo de madeira de seu guarda-chuva. Sua cor remetia lembranças às orquídeas na doce primavera, assim com seu perfume; agradável.

Seus olhos permaneciam fechados, mas sabia perfeitamente por onde andava. Seu semblante era tranquilo, calmo, um tanto quanto reconfortante.

Sua rota ligeira levava-a a um velho banco de madeira na praça em que estava. Faltava uma parte da borda do banco em questão, provavelmente resultado de depredação. Sua localização era um pouco distante da grande árvore central.

Seus delicados pés enfim cessaram seus movimentos diante aquele banco. Gotículas eram visíveis em sua pele branca, a sapatilha negra não os protegeu suficientemente, mas ela não se importava, gostava daquela sensação.

Seu sobretudo azul marinho lhe caia bem, mas não a cobria totalmente. Deixava-lhe amostra suas pernas levemente torneadas. Alvas como a neve e o toque era agradavelmente macio como veludo.

Os cabelos acastanhados escuros retinham as gotas, acabando então por estar um pouco grudado em seu rosto. Era comprido e cintilava, até mesmo no céu cinza.

Sentiu o caminho de uma gota corta-lhe a face e olhos. As orbes esverdeadas não brilhavam, mas também não estavam opacas. Ainda assim, a expressão de seus olhos permanecia indecifrável.

A mulher não se importou com o fato de que aquele banco estava molhado e sentou-se com o auxilio de seu guarda-chuva e, então, ergueu a estrutura do objeto acima de sua cabeça e o abriu deixando-o descansar em seu ombro.

Enquanto segurava o cabo curvo com seus dedos molhados, retirou de dentro de seu agasalho um livro gasto e velho de páginas em tons de dourado.

Não havia ninguém que podia lhe ver. Ninguém para se tornar um cúmplice de seu segredo. Sim, aquele era o seu segredo mais querido.

Porém, é uma lástima que aquele sorriso pequeno guardasse muitos segredos a mais, talvez não tão bons como esse; provavelmente.

A pequena mancha escarlate em sua veste parecia ser uma prova disto, assim como aquele sorriso simples.

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Notas finais
Então, vocês devem estar se perguntando: "Epa, peraí tia, como assim mancha na roupa dela? O que aconteceu? Essa não é uma fic que conta segredos de pessoas? Então, WTH é o segredo da guria aí?!"
TANDÃM! Vocês quem sabem! Imaginem o que pensam que é e me digam nos comentários,pode ser qualquer coisa. Gosto de deixar uma pontinha de curiosidade em vocês.
Enfim, gostaram do meu jeito de escrever? Críticas? Erros de português? Digam no comentários! (:
Hasta la vista! - ou ja ne, como preferirem.