Little Secret
38 Medo
Notas iniciais
Pov’s Emmett
Rosalie não havia dito uma palavra e estávamos os dois um olhando para o rosto do outro. E isso estava me deixando impaciente.
— Não vai falar nada — disse serio.
— O que você quer que eu diga? — ela perguntou.
— Para começar que tal me dizer se isso e verdade ou não — respondi.
— Sim e verdade — ela disse séria.
— E quando iria me contar? — perguntei.
— O mais breve possível — ela respondeu.
— E quando seria esse “breve”? — perguntei irônico
— Quando eu me sentisse bem em falar — ela respondeu.
— Quando descobriu? — perguntei.
— Os enjoos começaram há alguns dias e Bella que suspeitou e comprou os testes que fiz hoje — ela respondeu.
— O que você vai fazer agora? — perguntei
.— Agora vou voltar para o meu serviço, pois a minha hora de almoço esta acabando — ela respondeu.
— Não foi isso que eu quis dizer — disse irritado.
— Olha Emmett não sei o que fazer, nem o que pensar, antes que você se acostume com a ideia eu tenho que me acostumar primeiro — ela disse seria. — Só quero um pouco de espaço.
— Espaço — disse rindo irônico. — Rosalie o que menos você pode ter nesse momento e espaço.
— Mas vai ter que fazer isso — ela disse. — Você não pode me obrigar.
— Eu posso sim, mas se agora você quer fugir, tudo bem fuja, mas quando você sair mais tarde eu estarei aqui e iremos ter essa conversa, você querendo ou não — disse. Ela não disse nada, apenas se virou e foi embora. Se ela pensa que ia fugir estava muito enganada.
Eu trabalhei, mesmo que minha cabeça estivesse em outro lugar. O dia pareceu se arrastar e quando a hora chegou peguei meu carro e fui para frente da empresa. Quando a hora de saída dos funcionários chegou. A maioria saiu e quando estava quase desistindo Rosalie saiu e passou por mim como se eu fosse nada.
— Rosalie você pode escolher os dois modos o fácil e o difícil, sugiro o fácil, porque teremos essa conversa de qualquer maneira — disse suspirando. Ela parou e colocou a mão na cintura irritada.
— O que você quer falar? — ela perguntou.
— Não aqui entre no carro — respondi e abrir a porta para ela. Depois de um enorme suspiro Rosalie entrou no carro. Fui logo para o lado do motorista.
— Para onde? — perguntei.
— Prefiro a minha casa estou enjoada — ela respondeu.
Liguei o carro e fomos. O caminho foi todo em silêncio. Estacionei o carro e saímos. Nem nos olhávamos. Chegamos à porta e Rosalie a abriu e saiu correndo se trancado no banheiro. Escutei apenas o barulho.
— Rose? — perguntei preocupado.
— Já vou sair — ela respondeu. Fui para a sala enquanto escutava o chuveiro. Então olhei para cozinha e me sentindo o dono da casa comecei os preparativos para uma canja. Rose saiu enrolada e foi para o quarto. Retornou com os cabelos úmidos e um pijama folgado.
— O que está fazendo? — ela perguntou.
— Uma canja — respondi. — Senta que daqui a pouco vai ficar pronta — disse.
Ela ficou em silencio e depois de dez minutos a canja estava pronta. Rose comeu com vontade e depois de alimentada sentei no sofá ao seu lado.
— O que quer conversar? — ela perguntou.
— Quero saber o que iremos fazer daqui em diante Rose, temos um filho para criar — respondi a olhando nos olhos.
— Emmett eu não sei minha vida girou 360° — ela disse calma. — Foi inesperada essa notícia, hoje você estava certo em dizer que eu estava fugindo. Porque eu sabia que teríamos que ter essa conversa mais cedo ou mais tarde — ela disse chorosa. — Mas eu não estou em condições para discutir e muito menos quero isso, nosso filho precisa crescer em um ambiente em paz — ela disse com pequenas lágrimas nos olhos.
— Foi a primeira vez que disse “nosso filho” — disse sorrindo bobamente.
— Eu sei — ela disse sorrindo minimamente. — É a verdade.
— Rosalie eu quero te ajudar, quero participar, sei que pareço não ter maturidade em alguns momentos, mas me deixe te ajudar — pedi segurando suas mãos, mas Rose se afastou.
— Esse é o problema Emmett eu não posso mais ficar brincando de casinha — ela disse. — Há um ser humano crescendo aqui — disse passando a mão no ventre.
— Quem te falou que iremos brincar de casinha? — perguntei um pouco irritado.
— Ninguém precisa me falar, porque eu já vivi isso com você — ela respondeu.
— Rose quantas vezes vou ter que repetir que aquilo foi um erro e que eu te amo — disse nervoso.
— Você não pode querer que eu acredite que seus sentimentos mudaram tão repentinamente — ela disse.
— Se você confiasse em mim acreditaria —disse.
— Esse é o problema Emmett eu não confio mais em você e não quero me apegar em você, porque se você me fizer sofrer de novo não irei aguentar — ela disse sincera.
— Qual a sua proposta? Que eu não participe da vida do nosso filho? — perguntei irritado.
— Não você pode participar, na verdade você deve, mas quero restringir a nossa relação apenas isso — ela respondeu. Aquilo foi pior que um tapa.
— Está me dizendo que mesmo você me amando e eu também, você prefere se relacionar comigo apenas pelo nosso filho? — perguntei incrédulo. Rosalie assentiu. — Você está realmente falando sério?
— Parece brincadeira? — ela perguntou.
— Sim e de muito mau gosto — respondi sério.
— Mas não é penso que só assim seremos capazes de conviver juntos e dar um bom lar para o nosso filho — ela disse.
— Para uma mulher inteligente às vezes penso que você é bem burra — disse a fazendo arregalar os olhos. — Sabe o que seria bom para o nosso filho? Nós dois juntos e apaixonados de preferência casados. Bem apaixonados já estamos agora o que eu não consigo entender o motivo de não querer ficar comigo — disse irritado.
— Se ser uma mulher precavida me faz burra prefiro ser então — ela disse de braços cruzados.
— Precavida virou sinônimo de medo, então parabéns Rosalie você é a maior medrosa de todas — disse batendo palmas. Então mais uma vez Rosalie se preparou para fugir ele já havia acabado de virar para provavelmente se trancar no quarto, mas eu não deixei. Segurei-a firmemente e a virei para mim.
— Eu só não quero me machucar — ela disse chorando. Ela estava frágil e toda a irritação que eu sentia se dissipou.
— Rose — disse secando as lágrimas de seu rosto.
— Eu só não quero me machucar mais do eu já estou — ela disse. Dei um beijo em sua testa e abracei enquanto ela dava seus soluços sofridos.
— Eu não posso machucar a mulher que eu amo — disse me afastando um pouco, mas não a soltando. — Eu não quero te machucar nunca, a questão é se você quer para de se machucar? Ela me olhou confusa. — Não fuja de mim, não sinta medo, principalmente de mim, fique comigo.
— Emmett eu... — ela começou a dizer tentando se soltar, mas eu não deixei.
— Não se afaste me der mais um voto de confiança que serei capaz de te fazer feliz e claro fazer feliz esse pequeno ou pequena que está crescendo no seu ventre e que já está me fazendo amá-lo mais do que nunca — pedi.
— Eu não sei — ela disse.
— Por favor, Rose, o que mais preciso fazer para mostrar que eu te amo? — perguntei.
Rose pegou meu pescoço e colou nossos lábios e ali selamos o que parecia ser nosso acordo. Naquele beijo repleto de desejo estávamos selando as nossas vidas. Rosalie me daria mais uma chance e eu tinha o comprometimento de não quebrar esse voto.
— Posso dormir aqui? — perguntei.
— Emmett acho que... — ela começou a responder, mas eu a cortei.
— Só quero dormir agarrado com você, ou melhor, com vocês — disse.
— Tudo bem — ela disse dando um mínimo sorriso.
— Rose você não vai se arrepender — disse sincero.
— Realmente espero que não aconteça — ela disse me beijando de novo. E isso realmente não iria acontecer.
Fale com o autor