Little Secret
39 Suspiro
Notas iniciais
Pov’s Leah
Os três meses que faltavam passaram voando. A cada dia por conta dos hormônios da gravidez me tornava mais chata e insuportável e quem mais pagava o pato era Jacob. Aguentava meus gritos, meus choros sem motivo algum. Ele sempre estava ali do meu lado. Eu me sentia feia por está desse tamanho, mas não me entendam mal. Eu AMO o meu filho. O pior era que eu sentia o afastamento de Jacob. Parecia que ele estava ali, mas não estava ali. Estávamos acabando de sair da última consulta. De acordo com Emmett poderíamos ficar ligados, porque a qualquer momento eu entraria em trabalho de parto. Estava afastada enquanto Jacob resolvia as coisas na mesa da secretária, mas o que me chamou a atenção foi à forma que ele ria para ela.
— Posso saber o que tanto conversavam? — perguntei de braços cruzados assim que o mesmo se aproximou de mim.
— Nada — ele respondeu dando de ombros sem dar muita importância. — Nessie só estava me contando algo engraçado.
— Quem é “Nessie”? — perguntei séria.
— A secretária do Emmett — ele respondeu enquanto andávamos para fora.
— E desde quando conhece a secretária do Emmett? — perguntei.
— Fizemos faculdade juntos acho que já tinha te falado isso — ele respondeu.
— Não tinha me contado sobre essa Nessie — disse entrando no carro. Antes de fechar a porta escutei um suspiro. Jacob estava ficando irritado.
Logo estávamos dirigindo para casa.
— Quer parar e comer alguma coisa? — ele perguntou educadamente.
— Comer mais o que para engordar mais ainda — respondi grosseiramente. — Eu quero ir para casa.
— Pensei que quisesse alguma coisa — ele disse.
— Eu estou com dor de cabeça só quero ir para casa — disse.
— Você não é a única — escutei Jacob resmungar. Então veio outro suspiro. Creio que meu namorado e futuro pai do meu filho estava ficando irritado.
— Você disse alguma coisa? — perguntei.
— Não — ele respondeu.
Todo o caminho foi feito em silencio. Apenas a música do carro era ouvida. Por fim chegamos ao prédio e Jacob me ajudou a subir. Entramos em casa e eu pude finalmente tirar aqueles malditos sapatos. Jacob foi ao quarto e deixou as bolsas.
— Onde você vai? — perguntei.
— Sair — ele respondeu.
— Eu sei que vai sair, quero saber para onde? — perguntei.
— Não sei eu só quero sair daqui — ele respondeu.
— Você vai se encontrar com ela? — perguntei. — Você está tendo um caso com essa tal de Nessie?
— O que? Você ficou maluca Leah? — ele perguntou. — Claro que não estou tendo um caso.
— Então por que você se afastou de mim? — perguntei já sentindo o choro evidente.
— Exatamente por isso — ele respondeu apontando para mim. — Edward conversou comigo e falou que eu teria que ter paciência, mas a minha já chegou ao limite, eu simplesmente não sei como de agradar, nada do que eu faço está bom e você está sempre me escorraçando como um cachorro, seu humor está oscilando muito rápido e eu não sei se estou preparado.
— Então é isso você se arrependeu e quer pular fora e me deixar criar um filho sozinha — disse irritada.
— Eu não disse nada disso, você que está falando essas besteiras — ele disse.
— O que você quer dizer então? — perguntei.
— Eu preciso de espaço, você está me sufocando, o bom da nossa relação que eu não precisava ficar me preocupando com seu ciúme, porque você sempre soube que eu te amo, mas agora fica me perseguindo, como se eu fosse te trai com a primeira que aparecesse — ele respondeu.
— Você quer espaço? Então tá — disse me virando. — Por mim você pode sair e ficar a noite inteira fora, porque o que eu menos preciso é de uma pessoa indecisa, na verdade pode sumir e nunca mais voltar — disse fechando a porta do quarto e trancando.
As lágrimas caíram principalmente pelo fato que em vez de bater nessa porta Jacob saiu pela outra.
Setes horas haviam se passado desde que Jacob havia saído. Claro que eu não estava no quarto mais. A fome havia vencido e eu precisei ir a cozinha alimentar o meu pequeno. Comi um mísero sanduiche e assim que fui para o sofá sentir a ondulação.
— Eu também estou preocupada com o papai, mas não se fique agitado meu amor, ele prometeu que estaria com a gente — disse passando a mão no meu ventre. Meu celular vibrou e na mesma hora sentir esperança, essa que acabou tão rápido quando veio.
— “Se você quer saber onde seu namorado está venha para La bamba” — li a mensagem. Número desconhecido. Apertei o celular com mais força. Jacob não iria me trai, a nossa briga tinha sido uma besteira, mas só tinha um jeito de descobrir. Olhei para o relógio que marcava 00h30min, era tarde, mas só Bella poderia me ajudar.
Acabou que até mesmo Edward havia vindo com ela. Maria havia dormido na casa deles, então os gêmeos estavam bem.
— Você realmente não devia dar bola para essa mensagem — Bella disse pela milésima vez.
— Eu sei — disse enquanto nos aproximávamos da boate.
— Mesmo assim vai entrar — Bella disse me olhando séria.
— Vou — disse e assim chegamos à entrada.
Edward pagou para nós três e assim que abrimos à porta as diversas luzes piscando nos acertaram em cheio.
— Não creio que Jacob tenha vindo para cá — Bella disse no meu ouvido.
— Eu também não, por isso vamos achá-lo — disse.
A boate não estava abarrotada de gente, havia muitas pessoas, porem dava para se caminhar. A música que tocava era mais uma daquelas eletrônicas sem sentido. Não estava tão escura e depois de vinte minutos procurando o achei.
Ele estava sentado num dos bancos do bar, rindo despreocupado com a tal de Nessie, essa tinha as mãos em sua perna. Mas o que mais doeu no coração foi à forma que ele ria, ma mesma forma que ele ria para mim. Então a garota se aproximou dele, mesmo daquela distância pude perceber que ele ainda estava sóbrio. Meu coração se apertou mais quando ele não a afastou. E quando ela ia beijar percebi Edward lá. Não havia visto ele se mover com tal rapidez. Jacob ficou surpreso em vê-lo. Edward disse algo em seu ouvido e então ele me viu. Seus olhos duplicaram de tamanho.
— Bella eu quero ir embora — pedi com as lágrimas nos olhos.
— Leah... — ela começou a dizer, mas eu não a ouvir. Acabei eu mesma saindo sendo seguida por todos.
A gravidez não me permitia andar rápido, mas era a dor incomoda que eu sentia que não permitia.
— LEAH! — escutei meu namorado, quer dizer ex-namorado gritar meu nome. Eu queria correr, desaparecer, mas a dor não permitiu, por isso parei ofegante. Sua mão tocou os meus ombros, mas eu o afastei.
— Não me toque — disse com raiva. Por fim todos chegaram.
— Eu quero ir embora — pedi olhando suplicante para Bella. — Por favor, eu quero.
— Leah eu... — ele começou a dizer.
— Não, eu não quero ouvir suas desculpas. Eu estava me sentido uma idiota pela briga eu queria te pedir desculpa, mas você não viu as diversas ligações no seu celular, porque você estava com aquela garota. Eu queria dizer que eu sentia muito, mas vejo que eu acertei. Eu te esperei chegar por sete horas, NÓS te esperamos chegar por sete horas e então eu recebi a mensagem dizendo que você estava aqui, não acreditei, mas tive que vir para crer com os próprios olhos, então não venha me tocar ou pedir desculpa — disse nervosa enquanto sentia dor.
— Eu errei, sei que errei, mas você precisa se acalmar — ele pediu com os olhos marejados.
— Me acalmar tudo que eu quero fazer nesse momento e me acalmar, porque da forma que eu me sinto meu filho sente o mesmo e eu não quero que ele sofra, mas gora nesse momento não dar — disse o olhando.
— Leah, por favor — ele pediu.
— Não tem Leah, acabou simplesmente acabou — disse passando por ele. Ele segurou o meu braço.
—NÃO ME TOQUE! — gritei me soltando e indo direto para rua.
Foi tudo muito rápido, eu na rua, o carro vindo e o farol próximo. Fechei apenas os olhos e sentir o impacto.
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