Little Bad Girl

2 Capítulo 1 - Quem era aquele?


Notas iniciais
Olá! Como já tenho alguns capítulos prontos, decidi postar o 1 logo :) Espero que gostem, até as notas finais.

Estava tendo um sonho lindo, quando o puto do meu despertador tocou e me fez cair da cama. Minha vontade era de jogar essa bosta pela janela. Mas, como eu sabia que não ia adiantar porque o meu pai arrombaria a porta e me jogaria junto, eu levantei quase me arrastando.

Peguei minha toalha, prendi o meu cabelo em um coque bem firme e fui tomar um banho quente.

Sai do banho, e dei de cara com o meu pai, parada olhando para o relógio e em seguida para mim. Ele não estava com uma cara de ‘bom-dia-o-que-você-quer-pro-café?’ Ele estava mais com uma cara de ‘Você-está-encrencada’

– Sophie, você sabe que horas são? – ele perguntou, tentando se acalmar.

– Bom dia para você também. E não, não sei que horas são.

– É claro que não sabe. Se soubesse não teria ficado quase uma hora tomando banho. – ele estava com os braços cruzados, esperando um pedido de desculpas.

Acho que o decepcionei. Que pena.

– Olha só, eu não estou cronometrando o tempo que você passa no banho. Não me importo se você demorar três horas ou quinze minutos. Eu estou me preparando para ir para uma escola que eu não quero estudar, em uma cidade que eu não quero estar, então não começa a querer parecer um bom e preocupado pai porque nós dois sabemos que você passa bem longe disso. – eu respondi, indo para o meu quarto me arrumar.

Meu pai, o Sr. Hill, não era nada simpático. Era alto, muito branco, agora estava com os cabelos grisalhos e tinha cara de bravo. Sério. Quando eu era menor eu tinha medo dele. Até que ele e a minha mãe se separaram e ele mudou de cidade. Ele nunca foi um bom pai, nunca se preocupou comigo, por isso, fez questão que eu ficasse com a minha mãe. Caso contrário, eu atrapalharia a sua vida, segundo ele.

– Ah, que ótimo, então parece que a adolescentesinha ta querendo ser independente? – ele falou erguendo as sobrancelhas. – Olha só, você sabe por que você veio pra cá. Não preciso repetir. E olha como fala comigo. Não sou igual a sua mãe que não te dava limites. E o café está na mesa. – ele acrescentou antes de sair do quarto.

E eu sabia, muito bem. Minha mãe teve uma oportunidade de evoluir no trabalho dela, e assim como o meu pai no dia da separação, pensou que eu “atrapalharia” a vida dela. Na verdade, ela disse que seria melhor para mim que eu ficasse com o meu pai, para ganhar limites e responsabilidades, coisa que ela nunca soube me dar. Mas eu sei que ela não me deixou aqui só por isso.

Qualquer conversa que eu tinha com o meu pai, coisa que não acontecia sempre, ele fazia questão de me lembrar a razão pela qual eu fui morar com ele. Como se já não fosse ruim o suficiente a mudança.

Bufei reprimindo algumas lágrimas e terminei de me arrumar, colocando uma calça jeans preta com uma blusa azul que eu gostava. Prendendo meu cabelo num rabo de cavalo alto.

Não estava com humor para ver o meu pai novamente, então peguei uma torrada na cozinha e quando eu estava indo para a porta o ouvi perguntar:

– Quer carona pra escola? – eu não queria passar mais um segundo com ele.

– Não, eu encontro o caminho sozinha. – saí rápido antes que o meu pai desse outro argumento.

Bom, como já era de se imaginar, me perdi. Eu nunca morei nesse lugar. Vim aqui no máximo três vezes. Como eu acharia aquela merda de escola? Por que sempre meu orgulho tinha que falar mais alto que a minha necessidade? Argh!

Algumas ruas depois da minha casa, avistei uma menina com estatura maior que a minha (ó, que novidade), com cabelos loiros, que usava óculos. Ela estava usando uma mochila, então deduzi que estava indo para a escola também. Corri até ela (mentira, caminhei lentamente. Ainda bem que ela estava tão lenta quanto eu). Quando a alcancei disse:

– Hey, eu sou Sophie e sou nova aqui. Sabe onde é a Coldwart High School?

– Ah, eu estou indo pra lá agora. E meu nome é Julie.

Acompanhei Julie até a escola. Durante o caminho, descobri várias coisas em comum com aquela menina e fiquei feliz por ter feito uma amiga naquela cidade alienígena.

Talvez a cidade não fosse alienígena. Talvez eu fosse a alienígena na cidade normal. Mas eu sempre tive uma tendência a colocar a culpa nos outros.

Chegamos à escola e fomos para a secretaria pegar nossos horários. Depois de muita demora a secretária que atendia lá finalmente achou o meu horário e o da Julie. Ótimo, só tínhamos uma aula juntas. Isso significava que as outras cinco eu teria que passar sozinha. Ainda faltava algum tempo para o sinal tocar, então Julie foi me mostrar á escola.

Tudo o que ela me mostrava, eu esquecia o caminho no minuto seguinte. Sentia-me mais perdida que cego no meio de um tiroteio. O sinal tocou e eu suspirei, teria que me virar a partir dali sozinha.

– Bom, então nos vemos no almoço ok? – Ela disse se afastando com pressa.

Eu sabia que ia me atrasar pra chegar à sala, mas não estava me importando. Não estava nem um pouco ansiosa pra conhecer aquele monte de gente, que provavelmente iria começar a me julgar.

Cheguei á sala e dei uma desculpa para o professor. Ele não falou nada porque eu era aluna nova. Ele era um professor legal. Mas eu sabia que iria odiá-lo, assim que ele anunciou a matéria que ele ia dar aula. Biologia.

Depois de biologia tive mais outras duas aulas e fui para a lanchonete. Encontrei Julie sentada em uma mesa sozinha. Fui direto para lá, já que não estava com a mínima vontade de comer. Foi quando eu vi um garoto muito alto com cabelos castanhos jogados pro lado. Ele estava cercado por garotos muito altos e fortes também. Quando ele olhou pra mim, deu um sorriso. Mas aquele não era um sorriso comum. Foi um sorriso que fez meu coração acelerar. Quem era aquele?

Notas finais
E ai, gostaram? Espero que sim. Mereço review? Qualquer erro me avisem, não revisei esse capítulo, hehe.
Beijos :*