Notas iniciais
Oi :) cá estou u.u depois de séculos sem postar... Desculpem pela demora, não tive como postar devido as coisas que vem acontecendo, então. Boa Leitura e desculpem qualquer erro,

Quinn

Eu não estava raciocinando, como assim pegaram Santana? Quem pegou? E porque apenas eu posso ajudá-la? Todas essas perguntas repetiam-se constantemente em minha cabeça. Consegui levar Brittany até meu quarto sem que meus pais ou minha irmã nos visse.

—Você viu como ele era? – Pergunto depois de um tempo tentando encontrar respostas.

—Não, estava escuro... – Brittany responde e cada vez mais lágrimas rolavam por seu rosto, antes branco, agora vermelho devido ao choro.

—Onde vocês estavam exatamente?

—No parque. – Ela sussurra, se eu não tivesse me aproximado não teria entendido.

—E o que diabos estavam fazendo no parque há essa hora? – Explodi e no mesmo instante me arrependi, Brittany chorava cada vez mais.

—Me desculpe, B. É que não to conseguindo entender tudo isso. –Murmuro, passo o braço por cima dos seus ombros e a puxo para mais perto de mim.

—Se você não entende, então como eu vou entender? E por que ele disse que só você poderia trazê-la de volta? O que você tem haver com tudo isso? – Brittany se afastou, e passou a me encarar em busca de respostas.

Desviei de seu olhar e eu o vi... Um cartão azul colocado estrategicamente contra o vidro de minha janela. Andei lentamente até o mesmo, o medo do que poderia está escrito tomava conta de cada pedacinho do meu corpo. Meus dedos tremiam ao tocar na textura suave do papel, ao abrir reparei nas letras douradas e bem trabalhadas...

“Assim a perda eu chorava
Dos erros da juventude;
E minha alma lamentava
Suas fugas à virtude.

A Amizade veio então
Em meu socorro,
Como o Amor será tão terno.”

‘Sempre gostei desse poema Francês, embora às vezes não faça muito sentido para mim. Mas vamos concordar que o verdadeiro amigo vem sempre ao nosso socorro, concorda minha cara? O que seria de nós sem aquele amigo que sempre está lá para nos ouvir? Para nos alegrar nos piores momentos, é minha querida, devemos cuidar melhor dos nossos amigos ou quando nós menos esperamos nos deixam de uma forma trágica.

Tenho uma ótima ideia, poderíamos nos encontrar para discutirmos melhor sobre os valores da amizade, o que acha disso? Mas esse encontro será nosso segredinho, quando eu chamar, você virá.

Alec

—O que houve, Q? – Brittany pergunta me assustando, eu sequer me lembrava da sua presença em meu quarto.

—Nada... – Murmuro. Agora tudo faz sentido, pelo menos em parte. Dobro o cartão novamente, coloco-o entre meus livros que estão em cima da mesa.

—B, o que eu vou te pedir agora não vai fazer sentido nenhum, mas você precisa confiar em mim. – Sento-me perto dela novamente e seguro em suas mãos.

—Certo. – Ela responde incerta.

—Você não pode contar a ninguém sobre o que aconteceu com Santana. – Digo e vejo seus olhos azuis se arregalarem.

—Você não ta me pedindo isso, Quinn, não está. – Quebrou o contato de nossas mãos, agora me encarava como se eu estivesse ficando louca.

—Brittany, por favor...

—Por favor, digo eu, Quinn. Santana foi levada por sei lá quem, e você não quer que eu diga a ninguém? Deveríamos chamar a policia agora mesmo, Deus sabe onde ela está agora, o que está acontecendo, se ela está sofrendo... – Brittany agora falava totalmente descontrolada.

—Brittany, fica calma.

—Como eu posso ficar calma se não sei onde Santana está? – Pergunta irritada, e nunca vi a loira dessa forma.

Seguro em seus braços e a puxo para mim novamente, eu deixo a mesma chorar, depois de algum tempo ela estava mais calma.

—Brittany... –Chamo suavemente. –Você confia em mim?

Fixo meu olhar no seu...

—Sim – Responde baixo.

—Confia que eu farei o possível para que nada aconteça a Santana?

Outro “sim” foi sussurrado.

—Então faça o que eu peço, prometo que nada acontecerá a ela, eu a trarei de volta. –Continuo encarando-a para que ela veja a verdade em meus olhos.

—Eu acredito em você, Quinn, só traga minha Santana de volta. –Lágrimas silenciosas rolavam por sua bochecha.

—Eu trarei, B, eu trarei... –Deixo um beijo no topo de sua cabeça e abraço novamente.

Rachel

—Onde estão os dois novos garotos que pedi para que procurassem? – Todos estavam reunidos na sala de reuniões.

—Eu os mandei para ficarem de vigia hoje. – Ian responde.

—De vigia? Onde? – Pergunto.

—Na casa de Quinn. –Fala Ian como se fosse óbvio.

—Qual parte do “quero conversar com eles” você não entendeu? Eu decido quem vigia a casa de Quinn, e aqueles dois estão no inicio do treinamento. – Falo irritada com Ian, ninguém ousava falar nada.

—Eles estão indo bem no treinamento. –Argumentou.

—Tão bem, e onde estavam na noite anterior? E onde estavam quando Quinn foi quase esmagada por um bloco de concreto? – Não percebo que já estava gritando. Ian me olhava de uma forma estranha, era a primeira vez que eu falara assim com ele.

—Me desculpe, Ian... –O mesmo apenas meneou a cabeça e saiu da sala de reuniões.

—Quero aqueles dois aqui amanhã. –Falo me virando para o restante.

*-*-*-*

Passei a noite em claro, aquele sentimento de que algo iria acontecer se apoderava novamente do meu corpo. Decido passar em casa, mas o fiz apenas para ganhar sermões por não parar mais em casa, são tantos os problemas e as responsabilidades, confesso que até esqueço às vezes de que tenho pais. Pais esses que em toda oportunidade tentam arrancar coisas pelo tempo que desapareci.

Acabei decidindo sempre sair antes que eles acordassem, só assim poderia sair sem todas aquelas interrogações intermináveis. Cheguei cedo à mansão, ninguém havia acordado ainda, subi direto para o quarto de Nick...

A pequena dormia tranquilamente, me movi lentamente até a cama e passei a observar seu sono, ainda estava muito cedo, então deitei ao lado da loirinha e a puxei para os meus abraços, a mesma apenas murmurou algumas coisas que não consegui entender, e se aconchegou mais em meus braços como fazia quando estávamos em NY.

—Bom dia, Rach. – Nick fala ainda aconchegada ao meu corpo.

—Bom dia, meu amor. – Respondo confusa, devo ter acabado por dormir sem perceber.

Deixo um beijo nos cabelos loiros de Nick, e a aperto mais em meus braços, ficamos por um tempo em silêncio apenas nos aproveitando... Senti tanta falta da minha pequena, mas diante de tudo o que está acontecendo, não consegui muito tempo para ficar com ela.

—Estou com fome, mamãe. – Nick fala quebrando o silêncio.

—Está? E o que a minha loirinha deseja comer? – Pergunto dando vários beijinhos por seu rosto.

—Muito bacon, mamãe... –A pequena fala toda animada. Sento-me na cama e ela logo vem para o meu colo.

—Juro que às vezes penso que você é filha da Quinn. – Refiro-me ao grande amor que ambas tem por bacon.

—Bem que ela poderia ser minha outra mamãe. –Diz a loirinha com o rostinho rosado.

—O que você disse? – Eu ouvi da primeira vez, mas preciso que ela repita.

—Você acha que Quinn iria me querer como filha? – Pergunta tímida.

—E porque ela não iria querer? – Pergunto.

—Por que sou uma criança estragada. –Ela murmura triste, e eu sei exatamente do que ela está falando.

—Ei, olha para mim, Nicole... –Seguro em seu rosto. -Você nunca mais diga isso novamente, você não é estragada. É uma criança linda e inteligente como qualquer outra, e eu tenho certeza que Quinn amaria ter você como filha.

—Mesmo? –Pergunta ainda insegura.

—Mesmo, mesmo... Agora vamos logo alimentar esse monstrinho que está escondido ai nessa barriguinha. –Faço cócegas e a pequena se contorce rindo ainda em meu colo.

Ficamos por mais um tempo brincando, até que Nicole reclamou mais uma vez por está com fome. Meia hora depois a loirinha devorava o seu precioso bacon, eu apenas a observava, tenho muita sorte por tê-la, Nicole é uma criança realmente incrível, não me arrependo de ter salvado a mesma naquela noite horrível, faria tudo de novo se fosse preciso.

—Rachel... –Fui tirada de meus pensamentos por Ian.

—Sim? – Respondo, Ian não me encarava.

—Os dois garotos que você deseja conversar estão aguardando na sala de reuniões. –Diz e sai antes que eu possa responder.

Deixo um rápido beijo em Nicole que continuava comendo com devoção o seu bacon, e segui para a sala de reuniões.

—Finalmente vocês apareceram... –Digo e ambos se encaram temerosos. –O que estão esperando? Estou ansiosa para ouvir as explicações de vocês.

Notas finais
Gente, eu resolvi não fazer uma segunda temporada, vou continuar por aqui mesmo, eee prometo que a história não ficará chata, novas coisas aconteceram, até o próximo capítulo, comentem sobre o que acharam, beijos :*