Notas iniciais
Voltei, e não sei há alguém ainda para ler isso aqui, espero que sim. Desculpem por essa longa demora :/ quem acompanha minhas outras fics sabe que parei de atualizar todas, foram problemas demais, e não tava conseguindo escrever, mas agora voltei. Desculpem os erros.

Quinn

Brittany passara a noite toda choramingando, nada pude fazer, apenas abracei a mesma para que soubesse que estaria ali. Saí logo cedo para caminhar, eu precisava ordenar meus pensamentos, Santana estava em perigo, e eu não fazia ideia de como a salvaria.
—Está na hora, minha Querida. — Sinto uma mão forte cobrindo minha boca, sinto todo meu corpo congelar, e a última coisa que ouço é um sorriso rouco.

Rachel

—Estou esperando. — Continuo encarando os dois garotos à minha frente. -Onde estavam que deixaram Quinn sozinha? — Questiono.
Mais alguns minutos se passam e nada é dito, começo a perder a paciência.
—Eu vou perguntar pela última vez. -Respirava profundamente. — ONDE VOCÊS ESTAVAM? — Grito usando toda minha autoridade de líder.
—Rachel, nos perdoe, não fizemos por querer, Alec... — Um dos garotos cedeu, implorava perdão ajoelhado aos meus pés.
—Alec? — Pergunto confusa.
—Ele nos obrigou a contar tudo sobre Quinn, passou a observa-la todos os dias e... — Aquilo fora a gota d'água, sinto todo meu corpo esquentar, e quando vejo, Neal está jogado do outro lado da sala.
—Ian. — Chamo em voz alta. — Leve esses traidores para a cela que temos no porão, cuido deles mais tarde.
Ian continua estranho, fala apenas o necessário, evita olhar em meus olhos, isso tá começando a me incomodar de verdade, precisamos conversar quando tudo isso acabar.
Um toque no meu celular interrompe meu pensamentos.
—Quinn? — Chamo ao atender.
—Não, é Brittany.
—Brittany? Por que está com o celular de Quinn? — Pergunto confusa.
—Desculpe, eu estou na casa de Quinn, mas acordei agora e não à encontrei, sei que ela gosta de caminhar às vezes, mas já deveria ter voltado, achei que estivesse com você, ela está? — Fala tudo rapidamente, e eu tento acompanhar.
—Não, ela não está. — Falo devagar, e então um estalo ecoa pela minha mente.
—Há quanto tempo ela deveria ter voltado? — Pergunto.
— Há cerca de uma hora. — Brittany parecia checar as horas novamente.
—Chego aí em pouco tempo. — Desligo sem esperar a resposta da loira.

—Você à viu quando ela saiu? — Pergunto para Brittany que ainda encarava o celular.
—Mas como? — A loira arregalava os olhos. — Você acabou de desligar, como já está aqui? -Os olhos azuis cresciam cada vez mais.
Revirei os olhos para aquilo, não teria tempo para explicações.
—Foco, Brittany. — Falo impaciente.
—C-certo. — Me encara ainda com espanto.
—Sabe por onde ela costuma caminhar? — Afirma. — Ótimo, vamos procurá-la.
—Rachel, eu deveria te contar algo antes de sairmos. -Percebi que os olhos azuis da loira começavam a marejar.
Após alguns minutos a loirinha me contara tudo que acontecera horas atrás, Santana fora sequestrada por Alec, o mesmo havia dito que a única forma de recupera-la séria através de Quinn, Brittany explicara que ainda não entendera essa parte, mas que Quinn prometera trazer Santana de volta.
—Loira inconsequente. Por que ela não me avisou? — Pergunto.
— Algo poderia acontecer à Santana caso Quinn falasse algo. — Brittany explica, seu rosto já estava vermelho por conta das lágrimas.

Não, não, não, a culpa é minha, eu não deveria ter voltado, não, se algo acontecer a Quinn, eu nunca vou me perdoar. Em um acesso de raiva, acabo por socar uma pequena mesa cheia de livros, um pequeno papel azul cai no chão, o que me chama atenção. Ao pegar o papel reconheço a caligrafia.

"Assim a perda eu chorava
Dos erros da juventude;
E minha alma lamentava
Suas fugas à virtude.

A amizade veio então
Em meu socorro,
Como o amor será tão terno. "

‘Sempre gostei desse poema Francês, embora às vezes não faça muito sentido para mim. Mas vamos concordar que o verdadeiro amigo vem sempre ao nosso socorro, concorda minha cara? O que seria de nós sem aquele amigo que sempre está lá para nos ouvir? Para nos alegrar nos piores momentos, é minha querida, devemos cuidar melhor dos nossos amigos ou quando nós menos esperamos nos deixam de uma forma trágica.

Tenho uma ótima ideia, poderíamos nos encontrar para discutirmos melhor sobre os valores da amizade, o que acha disso? Mas esse encontro será nosso segredinho, quando eu chamar, você virá.

Alec'

Sinto minhas mãos tremerem de raiva ao terminar de ler o que está escrito.
—Rachel? Você está bem? — Ouço Brittany perguntar preocupada.
—Está sim, não se preocupe, econtraremos Quinn e Santana. — E matarei Alec, completo em meus pensamentos.
—Mas e se for tarde demais? — Pergunta temerosa.
—Elas estão bem. — Afago o braço da loira tentando passar apoio.
—Como pode saber?!
—Eu apenas sei. — Se Alec tivesse feito algo a Quinn, eu sentiria, e Santana está bem, Quinn nada deixaria acontecer a amiga.

Quinn

Sinto minha cabeça latejar, não tenho ideia de onde estou, está escuro, e sinto o chão úmido, é quente e abafado, com um cheiro horrível.
—Finalmente a bela adormecida acordou. — Alguém acende a luz, o que me deixa cega por alguns instantes.
Quando consigo enxergar, vejo Alec sentado em uma cadeira, eu estava em uma espécie cela. Ao olhar tudo ao redor percebo que não estou sozinha.
Uma Latina imóvel estava jogada de qualquer jeito no outro lado da cela, corri até ela, estava respirando.
—Graças a Deus. — Murmuro analisando todo o corpo de Santana, há algumas marcas roxas nos pulsos, e um corte sujo em sua perna, estava infeccionado.
—Por que está fazendo isso? — Pergunto com raiva para Alec que nos observava.
—Por que? Sua namoradinha não te contou? Eu quero vingança. — Ele fala simplesmente.
—Não precisa de Santana para ter sua vingança, solte-a. — Falo firme.
—Ai é que você se engana, ela está no lugar certo, tudo que eu puder usar contra Rachel, pode apostar que usarei sem pensar duas vezes. — Sorrir animado, vejo-o lavantar-se da cadeira e se aproximar das grades.
—Ela não deveria ter entrado no meu caminho. — Faz uma falsa cara de lamento. E então começa a rir novamente.
—Vamos brincar muito minha Querida. — Sinto um arrepio tomar conta de todo o meu corpo.
—Solte Santana, por favor, esse foi o acordo. — Imploro dessa vez.
—Não devia confiar na palavra de um numas. — Comentava alegremente.
—Nu... O que? — Pergunto confusa.
— Um novo termo para nos definir, Revenants é um nome antigo, e não serve para nossa nova geração. — Explica cada vez mais alegre.
—Você é louco. — Murmuro.
— Você não faz ideia do quanto. -Sussurra aproximando seu rosto da grade. Sinto meu corpo gelar.
—Vamos brincar? — Pula feliz novamente. Vejo-o pegar uma faca pequena e pontuda, abre a cela e no mesmo instante está a minha frente segurando firmemente meu braço. Prende meu corpo com o seu, deixando apenas meu braço livre.
—Será divertido, gostaria tanto de ver a reação de Rachel. — Seus olhos brilhavam de entusiasmo.
Sinto a ponta da faca perfurar minha pele sem piedade, não consegui conter o grito, e os próximos que vieram a acontecer, a dor era insuportável, sentia minha pele sendo rasgada, e o sangue quente jorrava sem pudor, Alec continuava a perfurar cada vez mais fundo, ele cantarolava alegre, me debatia sem sucesso, seu corpo pesava bastante, estava ficando fraca demais... Sentia minha garganta arranha devido aos gritos de dor, e quando parecia que não teria mais fim, ele para e sorrir ao observar sua obra de arte.
Estava fraca demais para me mover, senti apenas o peso de seu corpo sair de cima do meu, olho lentamente para meu braço que ainda jorrava sangue. Um nome havia sido escrito ali.

Magnus.

Notas finais
Alguém?