Ser humano? O que é isso? É de vestir? Bom, para muitos, ser humano é uma característica de nós, homo sapiens. Contudo, ser humano não é tão simples assim. O humano é um bicho, simplesmente um que usa roupas e sabe formar as mais diversas frases para ofender aquele diferente ou que segue alguém com ideologia incoerente.

Saber se gabar por ter cinco dedos em cada mão e em cada pé não te faz melhor que o peixe com nadadeiras e barbatana. O humano tem sentimentos únicos e perdidos em meio ao oceano de turbulências que o cerca. Ele não é bondoso, é cruel inclusive com o seu próprio amor, não conhece nada sobre o que é amar, é rancoroso, é podre e desajuizado. Acredita ser o ápice da evolução, mas ainda encabeça um retrocesso enorme.

Ser humano não é apenas ter células no corpo, ter um raciocínio rápido e veloz, é saber que a ferida do outro é sempre mais ardida que a sua, é reconhecer que a uma vida difere da outra. Você sabe o que convém saber sobre a nossa vida, vamos nascer, crescer, viver e perecer, sabemos que das cinzas que a fênix renasce será a mesma que retornaremos quando o nosso último suspiro sair do nosso corpo.

O que será que nos faz ser uma enorme bola de carne fedida e pútrida caminhar sobre o solo terrestre? Quem nos colocou aqui? Quem foi que designou o nosso destino? Seríamos nós mais uma peça de um jogo de xadrez? Ou apenas mais uma carta coringa em um baralho?

Não somos perda de tempo, tudo o que fazemos ou queremos é um passo acima do que nos diferencia dos demais, nossas ações são o tudo e o nada para a nossa humilde e pacata vida. Só nos resta aceitar, somos humanos, temos erros e nos apaixonamos, somos o fim da visão para um caos nada pior, sou tudo e nada para nos fazer sentir ser a tão vasta perdição de um resquício final de piedade.

O que falam de mim quando eu tenho meus erros? Não me importo com os péssimos dizeres que as más línguas falam de mim, apenas me importo com quem me ama, com quem me sustenta, com quem me quer feliz. Os demais? Apenas ignoro. Sou humano, sou mortal, sou feroz e sou ninguém, sou nada perto de um grão de areia em meio ao pó que cerca o universo multilateral.

Quer saber, dois anos é nada para uma vida cheia de histórias. Perdemos as memórias, perdemos as sensações, queremos viver o que não sabemos saber. Ou seja, a empatia deve ser usada para que tenhamos um pouco da sensação de ser humano, pois de humano, temos bem pouco, podemos perder a racionalidade para mostrarmos ser racionais.