Estava eu, um dia, em uma cadeira. Em minhas mãos, estava um livro. Eu não me recordo qual era o tema do livro, ou se tinha alguma restrição para a minha idade, ou se o livro era muito infantil, se isso era importante para alguém.

Contudo, sempre há aquelas pessoas que sempre tem algum apontamento, que, para eles, é apenas a “opinião”.

“Nossa, você é muito velho para esse livro!” ou “Esse livro não é para sua idade. Você é muito jovem.”. Agora, eu que pergunto: “Afinal, o que é ser mais velho? O que é ser mais novo? O que define a idade de cada um?”

Não há resposta, não há vozes mais ao meu redor. Talvez achem que sou muito “novo” para entender isso. Entretanto, essas perguntas ficam em minha cabeça. Afinal, a idade é tão relativa, é tão fútil. Somos diferentes, temos responsabilidades distintas, temos criações díspares, sonhos desiguais, contudo, ainda tentam nos encaixar em algum rótulo, para nos separar ainda mais.

Quantas vezes somos colocados em lugares diferentes ou em situações claramente estranhas por tentarem nos encaixar em um lugar porque a nossa idade é tal, ou porque somos quem somos. Há tanta relatividade nisso, há tanta preocupação nesse assunto como se ele fosse, para nós, uma prova, um exame que nos avaliará.

Lógico, temos as nossas limitações e nossa educação diz quais são, porém, não acho necessário que devamos impor isso para o próximo ou aquele que fica conosco. O que é um livro, uma série ou uma música? São apenas meios que usamos para transmitir nossos sentimentos, nossas ideias.

Não importa o seu conteúdo mais explícito, ou seu conteúdo mais conativo, o que realmente importa a sensação que ele passa a nós. Se o coração acelera, se ele aperta, se a respiração retrai, se as mãos suam ou tremem, se você vive o que neles estão escritos.

Não importa o que o mundo diga, você sabe o que é certo ou o que é errado. Não importa se a sua “idade” não permita, você sabe o que você deve ou não fazer, você o qual responsável você é, você sabe o qual “adulto” ou o quão “criança” você é.

Cada um tem um pouco de cada, que podem balancear ou não, e que podem nos fazer sérios ou risonhos.

O que, na verdade, importa; o que, seriamente, vale a pena anunciar é que a idade é uma mera formalidade, é um mero utensílio que usamos e, no final, jogamos fora. Ela não tem relevância perante aquilo que você, eu, ou que qualquer um pode fazer com a sabedoria que possuí, sem nem ligar para os números que carregamos em nossas costas.