Notas iniciais
Dezesseis e Trinta e Cinco são procurados pela associação por crimes sérios e eles se vêem a procura de um universo no qual os agentes não os alcance.

Marijuá um termo conhecido no universo não catalogado no qual Gabriel e Isabella se abrigaram após escapar do agente Oito é conhecido como está ruim agora, mas tudo pode piorar.

8.0 Universo desconhecido não catalogado, steampunk.

No meio dos destroços do trem Oito conseguiu se retirar, ele estava furioso com um misto de desapontamento, quando verificou que seu dispositivo de viagem entre os multiversos estava destruído ele o arremessou longe e urrou o mais alto que ele podia, um senhor que levava um cavalo nas rédeas parou para ver o acidente de perto.

— Senhor, você está bem?

— Maldito seja. — Resmungou Oito ignorando a ajuda daquele senhor.

De repente um portal surgiu na frente do Oito onde dois agentes saíram dele, o Vintedois e o Cinquentesete, e atrás dele uma criança que empunhava um guarda chuva.

— Parece que você está em apuros. — Disse Vintedois.

— Chegaram reforços, onde estão aqueles criminosos? — Indagou Cinquentesete olhando para os lados.

— Eles fugiram por um portal, não consegui seguir porque o meu dispositivo quebrou. — Oito encarou a criança que estava no fundo. — Trouxeram até uma criança.

— Eu sou o Dois e acredite, sou mais velho que você.

— Dois? Mas ele não estava em uma missão duas semanas atrás?

— Foi isso que perguntei pra ele. — Completou Vintedois.

— Ele morreu, eu assumi o legado dele, viemos aqui bater o papo ou caçar criminosos.

8.1 — Sede da associação.

— Não acredito que o Líder A permitiu que o Oito fosse atrás deles, isso é muito imprudente. — Reclamou Vintedois.

— Acalme-se, vamos dar um jeito de ir atrás antes dele, afinal de contas não tem como ele realizar uma missão de tão importância como essa.

— Eles acham que Oito ficará mais competente quando deixar os sentimentos dele de lado, mas eles vão estragar tudo, e no fim, os crimes que causaram a morte do meu irmão nunca será julgado por isso.

— Eu gostei de seu senso de justiça. — Disse Dois no fundo da sala. — É por isso que eu irei ajudá-lo a encontrar esses criminosos e levá-lo a justiça.

— Porque tem uma criança abandonada na sede?

— Não sou uma criança. — cerrou os dentes. — Eu sou dois, fui transferido recentemente.

— Dois? Mas ele não estava em uma missão algumas semanas atrás?

— Ele morreu, estou aqui para assumir o legado dele, mas esqueçam disso, vocês querem ajuda não é mesmo? Então me sigam.

8.2 Alojamento.

Os três seguiram ate o alojamento, Dois se dirigiu aos doze interruptores e pressionou em sequencia cinco dos quais acendeu um led que se encontrava em cima deles, na parede a direita girou para cima e apresentou para os dois agentes uma sala tomada por dispositivos.

— Nossa então era para isso que tinha tanto interruptor nesse alojamento?

— Incrível, mas pra que tudo isso?

— Esses dispositivos são aprimoramentos dos dispositivos protocolados, tem mais acurácia que o comum.

— Isso vai dar um problema. — Comentou Vintedois.

— Bem, Dezesseis e Trintacinco usaram dispositivos não protocolados o que resultou na morte do seu irmão, então porque não cometer o mesmo erro para garantir de capturarmos ele?

— Isso não é certo Vintedois.

— Eu não to nem ai.

8.3 Universo desconhecido não catalogado, steampunk.

— E foi assim que chegamos ate aqui. — terminou Vintedois.

— Nossa! Vocês terão problemas quando voltar. — Retrucou Oito.

— Eu disse pra ele, mas não quis me escutar. — Disse a Cinquentesete com desdém.

— Bom, já conversamos demais agora vamos voltar ao nosso serviço.

8.4 — Universo desconhecido não catalogado, dominado por reptilianos.

A recepção era diferente com que Isabella imaginou, a tribo realizou um grande banquete onde os astros principais eram os dois visitantes, reptilianos dançavam em volta do fogo, outros riam e conversavam no outro canto com copos de madeira nas mãos e em frente aos dois uma grande produção de comida, deste carne de javali até frutas que eles nunca viram antes.

— Viu só, não foi tão ruim assim. — Disse Gabriel mastigando uma carne.

— Tenho que admitir, eu realmente estava temendo o pior.

— Aposto que aqui vai ser um ótimo esconderijo, quer dizer, usando as mesmas vestimentas com ele e pintura de pele além de mascara, vai ser impossível os agentes nos encontrarem aqui.

Isabella cuspiu a bebida de surpresa.

— Como assim, vamos ficar aqui?

— Porque não? Vejam, eles foram ótimos recepcionistas.

— Nem pensar, aqui nem sequer tem energia elétrica.

— Isabella, somos procurados por todo multiverso, não devemos se preocupar com conforto.

— Nem pensar, nós podemos encontrar outro universo no qual eu tenha meu conforto e que a gente possa se esconder.

— Está bem agora, em rumo à jornada do desconhecido.

Gabriel levantou o copo de madeira esperando o brinde da Isabella.

— Qual é vai me deixar no vácuo?

Ela sorriu o que o surpreendeu, fazia um bom tempo que ele não a via sorrindo.

— rumo à jornada do desconhecido.

E um brinde é feito naquela noite.

No fim da festa, o senhor que representava o líder da tribo apontou o bastão com unha de algum animal improvisada como lamina para os convidados, dois reptilianos os pegaram pelos braços e os levaram para um grande caldeirão fervendo, foi nesse instante que eles se deram conta de que o banquete era só para “encher o abate”.

— Eles não estavam nos recebendo, estavam nos preparando como janta. — Comentou Isabella enquanto ela resistia.

— Mas que droga, logo quando achei que tinha encontrado um lugar seguro.

Gabriel usou o pé para chutar o caldeirão impulsionando-o e fazendo com que ele desse um mortal para trás surpreendendo o reptiliano que tentava levá-lo, ele puxou Isabella que se livrou de seu algoz e juntos correram para o meio da mata densa.

Após horas escapando da tribo eles começaram a sentir os efeitos da comida, primeiro foi Gabriel tombando e sentindo seus olhos pesarem.

— Eles nos envenenaram?

Isabella caiu logo em seguida ao lado dele.

— Não, eles não fariam isso, iria estragar a carne, acho que foi o sedativo.

A língua de Gabriel se enrolou, as pálpebras começaram a ficar pesado quando de longe viu uma silhueta e a única coisa que ele imaginou foi.

— Pelo menos não vai ser uma morte dolorosa.

8.5 — Sede da associação, prisão.

Um agente desceu na prisão com um cartão no bolso, era a Sete que por algum motivo tinha conseguido se infiltrar sem ser percebido, após ter lido a lista dos presidiários daquele setor ele seguiu até o cárcere quarenta e dois onde estava Doppler, o líder dos agentes do desconhecido.

Desprovido de sua mascara seu rosto se resumia a um rosto esquelético com olhos esbugalhados, sem nariz e os dentes expostos, por falta de lábios ele se comunicava com uma coleira no pescoço que se ligava diretamente as cordas vocais.

— Está atrasado. — disse a voz robotizada.

— Mesmo passando-se duas semanas do ataque eles ainda estão ocupados arrumando tudo, eu acabei tendo mais serviço que o normal.

Ele prensou seu rosto no meio das grades revelando um olhar assustador.

— Eu não quero saber, me solte agora porque preciso terminar para o que vim.

— Com prazer. — Disse Sete que abriu a porta. — E mais uma coisa, o motivo de eu demorar tanto foi para que o número dois saísse da minha cola, aquele fedelho sabia de algo e estava disposto a me atrapalhar.

— é mesmo? Que bom porque se eu topasse com ele com certeza iria matá-lo e não suporto matar crianças.