Linha Tênue

29 Capitulo 27: Eu ainda vou te odiar pela manhã


Notas iniciais
Boa noite!!! Voltei rapidinho desta vez. Confesso que estou determinada a concluir esse enredo, quase que obcecada pra ser sincera. Minha meta para 2024 é finalizar essa fic, então vamos lá para mais um capítulo!

Certa vez ouvi que: o passado tem uma maneira curiosa de aparecer quando menos esperamos, mas já está virando rotina meu passado voltar ao que já considerava uma fase difícil causada exatamente pelo meu passado. Era muita ironia para uma pessoa só. Ainda assim, de todas as pessoas do meu passado, isso incluía Peeta Mellark e tudo que ele estava me fazendo passar, Gale Hawthorne era a última pessoa que gostaria de ver de novo na vida.

Podia ouvir as vozes ao meu redor, mas não tinha ideia de quanto tempo fiquei naquele estado de descrença sem conseguir me mexer. Senti o coração acelerar e um leve tremor nas mãos quando Madge entrou no meu campo de visão.

“Katniss... ei, Katniss, me responde... você está bem?” Estava ligeiramente difícil formular uma frase; ainda assim, tentei respirar fundo para responder. Mas senti um braço no meu ombro e foi como se meu corpo tivesse levado um choque. Dei um pequeno salto para o lado, olhando para o dono do braço apenas para encontrar Peeta, que havia parado de falar com o homem e se aproximado, olhando pra mim.

“Katniss, você está bem? Fala comigo.” Ele voltou a passar o braço na minha cintura, segurando levemente minha mão, se preparando para me segurar caso eu caísse, e dessa vez deixei. Tentei falar algo, mas era difícil formular uma frase; precisava me controlar, respirar fundo e fazer essa sensação passar. Fechei os olhos, enchendo meu pulmão de ar e segurando por um instante antes de soltar.

“Peeta, acho que ela vai desmaiar. Vou procurar o apoio médico.”

“Estou bem,” as palavras saíram quase que automaticamente, mas tentei sorrir, como minha mãe sempre disse que devia fazer em um momento delicado e constrangedor. Como estávamos na lateral do auditório, não havia muita gente por perto, embora pelo menos três pessoas, além de Peeta e Madge, estivessem à minha volta.

“Não, você não parece bem. Está pálida, suas mãos estão geladas, parece até que viu um fantasma.” O que ela não fazia ideia era que sua afirmação estava quase certa; eu havia visto um fantasma do meu passado.

“Vou te levar ao apoio médico, pra darem uma olhada em você.” Peeta falou firme, olhando ao redor, procurando o melhor caminho entre as pessoas.

“Não precisa, Peeta, foi somente uma queda de pressão, mas já estou me sentindo bem. Sinto que está normalizando e a sua apresentação vai começar.”

“Eles podem começar sem mim. Madge, avisa que vou atrasar alguns minutos.” Ela confirmou com a cabeça enquanto neguei com a minha.

“Não é precisa, estou bem,” tentei falar com mais convicção. “As pessoas estão esperando ansiosas o dia inteiro por essa apresentação. E tenho certeza de que prepararam uma cadeira muito confortável para sua esposa, onde vou poder me sentar e descansar enquanto assisto à tudo.” Ele me olhou de um jeito que não consegui identificar o que se passava na cabeça dele; provavelmente estava pensando no que falariam caso ele parecesse um marido insensível. “Vamos lá, amor, estou bem. Não seja tão superprotetor, foi só uma queda de pressão; devia ter te ouvido e vindo com saltos mais confortáveis.” tentei minha melhor atuação, embora tivesse certeza de que não estava indo tão bem assim.

“Katniss...”

“Se não me sentir melhor mais tarde, chamamos um médico no hotel.” Ele precisava aceitar e entrar no auditório; a última coisa que precisava era passar por Gale no caminho do ambulatório e chamar a atenção dele pra mim.

Ele ponderou por um momento, mas aceitou. Sem soltar minha cintura, ele me conduziu ao auditório. Antes de entrar, olhei na direção onde vi Gale minutos antes, e ele não estava lá. O auditório TEC de fato era bem maior que os demais e, ainda assim, estava lotado. Peeta falou algo sobre mudar meu lugar com um dos organizadores antes de me guiar até a primeira fileira, um pouco mais no canto, com fácil acesso ao corredor e à saída. Madge sentou ao meu lado, garantindo que ficaria comigo antes do loiro sair em direção à lateral do palco.

Me trouxeram um copo com água e questionaram se gostaria de mais alguma coisa; neguei rapidamente antes de beber um gole e fechar os olhos por um momento. Não demorou para que as luzes apagassem e a enorme tela começasse a produzir algumas imagens; havia todo um jogo de iluminação enquanto as próximas novidades apareciam no telão.

Um homem entrou no palco e começou a falar sobre os lançamentos em detalhes, e pude ver a plateia animada com as atualizações nos modelos de celular e notebook. Novos itens chegariam para compor o segmento de casa inteligente, que vinha crescendo nos últimos anos. Foi só então que Peeta entrou no palco para falar sobre as datas de lançamento e mostrar mais detalhes do primeiro console de videogame, criado e fabricado em Panem, que seria lançado no início do ano e prometia qualidade e jogabilidade dos consoles mais atuais. A apresentação acabou com a data de pré-venda na tela, deixando aquela euforia de aplausos antes das luzes se apagarem.

Ao término da apresentação, várias pessoas cercaram Peeta, que sorria enquanto falava rapidamente com cada uma delas. Fiquei um pouco afastada, aguardando calmamente, afinal, quanto mais tempo demorássemos para sair, mais vazio estaria o lado de fora e menores seriam as chances de encontrar quem não queria. Não demorou muito para que ele se aproximasse. Saímos pelos fundos do auditório, onde um carro nos esperava. Madge aproveitou e seguiu conosco até o hotel.

Assim que cheguei no quarto, tirei o sapato, sentindo aquela sensação de alívio ao tocar o piso com os pés. Sem dizer qualquer palavra, segui diretamente para o banheiro, onde fui direto para o chuveiro. Parte de mim queria um longo banho de banheira, mas estava cansada até mesmo para isso.

“Pedi para trazerem o jantar aqui no quarto. O dia foi longo demais para encarar o restaurante do hotel ou qualquer outro.” Ele já havia tirado o sapato e desabotoado os botões da camisa e estava esperando sentado na poltrona do quarto quando saí enrolada no roupão do hotel.

“Não estou com fome. Para ser sincera, só quero dormir por algumas horas.”

“Katniss, você está grávida?” Não esperava uma pergunta tão direta da parte dele, mas não me surpreendi; Peeta não era de fazer rodeios, até porque, como ele mesmo fazia questão de lembrar, tudo era apenas um negócio.

“O quê? Não.” A resposta saiu firme, até porque tinha plena certeza de que não estava e visto que, havia visto horas atrás era irônico ter essa conversa.

“Tem certeza? Talvez você deva fazer um teste. Não estávamos preparados na casa dos meus pais.”

“Estamos seguros com relação a isso. Tomo injeção anticoncepcional para regularizar meu ciclo há anos, e coincidentemente tomei na semana do casamento. O que tive hoje foi apenas uma queda de pressão, nada que represente qualquer risco para você. Como sabe, graças aos exames que fizemos antes do casamento, sou plenamente saudável.”

Fui em direção à cama enquanto ele me olhava atentamente antes de seguir para o banho. Fingi dormir quando ele saiu do banheiro e depois mais tarde quando se deitou ao meu lado. Estava exausta, mas com a cabeça a mil. O relógio marcava quase cinco da manhã da última vez que olhei para ele antes de conseguir pegar no sono.

Acordei e percebi que o quarto estava escuro, devido às cortinas fechadas. Estava sozinha na cama e estranhei ao ver que o relógio já marcava dez da manhã. Saí em direção à sala, que estava vazia. Peguei meu celular na bolsa e só havia uma mensagem do loiro.

Um motorista do hotel vai trazê-la assim que acordar. Não me teste.

Queria muito passar o dia na cama, evitando qualquer possibilidade de encontrar pessoas indesejadas, mas sabia que, em breve, meu “querido” marido me ligaria. Era esperado que eu estivesse com ele nesses eventos, mesmo que não passássemos o tempo todo juntos; era importante que parecêssemos um casal que se apoia.

Ainda assim, tomei um relaxante banho de banheira e me arrumei com calma. Mantive o mesmo estilo do dia anterior, optando por um conjunto azul marinho de calça e blazer. Sempre acreditei que a seda me favorecia, e a blusa preta de botões da minha marca favorita complementava o look com perfeição. Caprichei na maquiagem para disfarçar qualquer sinal da noite mal dormida.

Entrei no centro de exposições pouco depois do meio-dia. Como no dia anterior, o local estava lotado. Segui em direção ao estande da M. Company e não me surpreendi ao ver Clove e seu grupinho de amigas cercando Peeta.

“Boa tarde!” cumprimentei com um sorriso.

“Querida, você chegou!” Pude ver um sorriso enquanto ele caminhava em minha direção, me cumprimentando com um selinho rápido. “Você se sente melhor?”

“Pronta para outra. Você devia ter me acordado.”

“Senti que precisava descansar um pouquinho mais.” Se por algum motivo a carreira de empresário não desse certo, ele sem dúvida poderia trabalhar como ator.

“O que acha de uma voltinha para socializar, Katniss?”

“Obrigada pelo convite, Clove, mas hoje vou ficar por aqui com meu marido.” Ela sorriu ligeiramente antes de sair.

Em parte, queria provocá-la, mas ficar no estande era estratégico para evitar encontrar Gale. Afinal, se ele estava no evento no dia anterior, havia uma grande possibilidade de já ter visto o estande da M. Company. Fiquei ao lado de Peeta a maior parte do dia, sorrindo para pequenos empresários e universitários que paravam para falar com ele. Naquela altura, eu já conhecia mais sobre a companhia do que tinha interesse de conhecer. Fizemos uma pausa para o almoço e observei atentamente cada canto por onde passava, buscando o moreno, mas não o vi em lugar nenhum. O que me fez cogitar que poderia estar vendo coisas; havia a possibilidade de não ter sido, de fato, ele que vi no dia anterior. Afinal Gale não era o tipo que ia a feiras de tecnologia; talvez, se fosse algo relacionado a esportes, eu poderia ter certeza de que era ele. Ainda assim, um evento desses não fazia seu estilo.

Como no dia anterior, a M. Company foi a última apresentação no auditório Tec. Desta vez, assisti com mais atenção, acomodada em uma cadeira bem posicionada, com uma vista privilegiada do centro do palco. As reações após a apresentação foram semelhantes às do dia anterior, com aplausos e euforia.

Diferente da véspera, Peeta não conversou com quase ninguém depois da apresentação e logo me conduziu para as portas que davam acesso à exposição. Passamos pelo palco principal, onde um show estava em andamento para encerrar o evento. Alguns empresários porém estavam retornando ao hotel onde estávamos hospedados, já que no mesmo salão onde ocorreu o jantar da abertura ocorreria a festa de encerramento para os convidados. Mas ao contrário da formalidade da primeira noite, todos pareciam mais relaxados, e um palco havia sido montado em um canto do salão. Madge havia comentado no dia anterior que sempre havia um show após o jantar.

Nos reunimos ao grupo que dividiu a mesa conosco na primeira noite e fiquei aliviada ao ver que Madge estava sentada ao meu lado. O jantar foi mais descontraído, como se todos sentissem que haviam cumprido uma missão. Logo após a sobremesa, a música ambiente foi substituída pelo som de uma banda do Distrito que não conhecia, mas que tinha um bom som.

“Vou roubar sua esposa, Peeta.” Madge me puxou pela mão em direção ao palco, quase não me dando tempo para tirar o blazer que estava usando. “Ótima escolha de sapato pra hoje,” ela brincou, apontando para meu sapato mais baixo e mais confortável que o do dia anterior.

Muitas pessoas estavam próximas ao palco. Madge logo começou a pular e agitar as pessoas ao redor com naturalidade, já que, segundo ela, aquela era a melhor banda dos últimos tempos. Acabei me deixando levar pela energia e não demorou para me juntar a ela, pulando e cantando, como não fazia desde a época da faculdade, quando ainda me permitia ir a shows.

Entrei na ante-sala do banheiro a tempo de ouvir Clove conversando com algumas mulheres que a cercavam, como em um típico grupo escolar.

“Sinceramente, a filha do governador e a esposa de um dos maiores empresários de Panem agindo como adolescentes.” A voz dela era crítica, carregada de indignação.

“Elas parecem estar se divertindo,” comentou uma delas, enquanto eu revirava os olhos para o habitual drama em grupo, onde sempre há uma que tenta ver o outro lado, apenas para prolongar a discussão.

“Bom, Madge está sendo a Madge, mas a outra... sinceramente, não sei onde Peeta encontrou essa mulher, nem o que ele vê nela. Ela deveria representar a marca dele. Sinto muito por ele; deve estar incomodadíssimo com isso, imagina a vergonha. Mas ele é sensato e deve falar com ela sobre essa postura absurda.”

Revirei os olhos antes de me fazer notar. As mulheres ao lado dela se assustaram com minha presença, mas Clove manteve a mesma arrogância, conferindo seu reflexo mais uma vez no espelho antes de sair.

Quando saí do banheiro, alguns minutos depois, a banda seguia mantendo as pessoas com o mesmo ânimo, dançando na pista. Estava voltando até onde Madge estava, porém, ao olhar para a mesa, pude ver Clove sentada no meu lugar, falando com Peeta, mais próximo do que o necessário, mesmo com todo o som do ambiente. Aquela mulher devia estar querendo me testar; não havia outra explicação

Aproximei-me da mesa, parando ao lado do loiro com um sorriso, passando a mão no ombro dele delicadamente e o trazendo para mais perto de mim.

“Amor, você pode pegar uma bebida pra mim?” pedi com um sorriso, sabendo que ele não diria não na frente de todas aquelas pessoas.

“Outro drink sem álcool?” confirmei com a cabeça, já que havia tomado um remédio pela manhã e não estava bebendo. Ele levantou e foi em direção ao bar sem pressa.

“Ouvi boatos de que ficou indisposta ontem,” Clove comentou um pouco depois que sentei no lugar até então ocupado pelo loiro. Embora os homens da mesa estivessem entretidos com algum assunto sobre negócios, as mulheres estavam prestando atenção.

“Sim, uma quedinha de pressão. Mas estou melhor, obrigada por se preocupar.”

“Será que o herdeiro do império Mellark está a caminho? Se for o caso, não deveria estar pulando tanto.”

“Gravidez não é doença, Clove.”

“Então você está mesmo grávida? Conseguiu garantir sua permanência na alta sociedade.” Conhecia muito bem aquele tom prepotente que ela estava usando; esse era um jogo que eu também sabia jogar.

“Oh, não, Peeta e eu ainda não estamos grávidos; como já disse antes, estamos curtindo a vida a dois antes de aumentar a família. Mas você, parece particularmente interessada no meu útero, fez a mesma pergunta quando nos conhecemos.” Vi de relance o loiro se aproximando e me aproximei um pouco mais dela, falando um pouco mais baixo, mas alto o suficiente para que ela e as amigas ouvissem. “Mas não se preocupe, estamos praticando muito enquanto isso. Sabe como é, né?” O olhar dela foi minimamente satisfatório de ver, principalmente sabendo que ela não iria responder, já que Peeta parou ao meu lado, entregando a bebida que pedi. “Obrigada, amor.”

“Ah, eu adoro essa música...” Clove sorriu, se preparando para levantar, mas fui mais rápida.

“Eu também, dança comigo, querido?” Peguei a mão dele antes de qualquer resposta, conduzindo-o à pista de dança. Pude ver um sorriso nos lábios dele; o filho da mãe estava se divertindo com a situação. Fui mais para perto do palco, ficando na frente dele, bem próximo. Eu estava irritada demais com Clove Fuhrman, então mantive a mesma animação de antes, mas dessa vez com Peeta colado em mim, embora ele estivesse se movendo de forma mais calma.

“Isso é algum tipo de disputa feminina?” Perguntou em meu ouvido. Me virei, ficando de frente para ele, com os braços ao redor do pescoço dele, mantendo um movimento suave e respondendo no mesmo tom, próximo ao ouvido também.

“Você não pediu minha melhor atuação como esposa, então nenhuma boa esposa assiste outra mulher flertando com seu marido.”

“Não, e o que uma boa esposa faz?” Estávamos muito próximos, e não sei se foi para provocar a morena que estava prestes a levantar, provavelmente para pedir para dançar com ele, ou por qualquer outro motivo, mas selei meus lábios nos dele com intensidade. Senti a mão dele enlaçar mais forte minha cintura, me erguendo levemente do chão.

Havia muita coisa amplificando meus sentidos naquele momento: todos os sentimentos conflituosos do dia anterior, a noite mal dormida, o som, as luzes, a agitação das pessoas curtindo a música ao redor, o beijo cada vez mais intenso.

Sem pensar muito, me afastei um pouco, puxando-o pela mão em direção à saída do salão. Podia sentir meu coração acelerado com a adrenalina. O elevador parecia lento demais enquanto esperávamos em silêncio. Assim que as portas se fecharam, beijei-o novamente, bagunçando ligeiramente seu cabelo com as mãos. Talvez por sorte, ou porque a maioria dos hóspedes ainda estava na festa, o elevador seguiu diretamente para nosso andar. Assim que chegamos ao andar o conduzi pela mão rapidamente até o final do corredor, seus dedos foram ágeis ao digitar o código da porta, que foi fechada com mais força do que o necessário.

Empurrei o corpo dele em direção ao sofá, sentando em seu colo, com uma perna de cada lado, e voltei a beijá-lo, enquanto ele lutava com os pequenos botões escondidos da minha camisa de seda. Sorri em meio ao beijo, prestes a tomar a frente na abertura dos botões, quando ouvi o tecido rasgar. Com um movimento rápido, ele havia estourado toda a frente da camisa, fazendo os botões se soltarem.

“Essa blusa é de uma coleção exclusiva,” exclamei, embora tenha gostado da sensação de ver o desejo desesperado nos olhos dele.

“Já te viram com ela, e agora você pode comprar outra.” A voz dele estava rouca, enquanto descia os lábios pelo meu pescoço. Abri os botões da camisa dele com maestria, como quem mostra como se faz, enquanto ele soltava o fecho do meu sutiã com uma mão, aparentemente ele também era mestre em algo. Senti quando ele fez um movimento para levantar, e, intuitivamente, entrelacei minhas pernas na cintura dele. Por um momento, pensei que ele nos guiaria até o quarto, mas ele apenas me deitou no sofá, invertendo a posição. Ele tirou a camisa, jogando-a em algum lugar junto com o que restou da minha. Passei a mão pela cicatriz dele lentamente, e ele parou por um momento, olhando diretamente nos meus olhos. “Katniss...” Ele não precisava falar para que eu soubesse que não devíamos fazer aquilo; ainda assim, eu queria, ainda assim, eu precisava.

“É só sexo casual, Peeta,” repeti o que ele me disse semanas atrás, sem me importar muito aonde tudo isso iria dar. Tudo já era uma confusão, minha vida já estava um caos, pelo menos eu poderia sentir prazer por uma noite. “Eu ainda vou te odiar pela manhã.”

“O sentimento será mútuo.” Ele voltou a beijar meu corpo, focado em tirar as peças que ainda estavam em mim.

“Ótimo!”

Notas finais
É isso! Espero que vocês tenham gostado do capítulo. Adoro interagir com vocês, então fiquem à vontade para compartilhar suas opiniões e expectativas sobre o que pode acontecer nos próximos. Vou me esforçar para trazer um novo capítulo até o final de semana. Tenham uma excelente noite! Beijos!