Limiar entre o amor e o desejo
61 Medo e Alegria
Notas iniciais
POV ALICE
Há algum tempo o Teddy saiu, me deixando na cama curtindo uma preguiça. Com muita calma, me levando tomo uma ducha e visto uma roupa para ir trabalhar. Hoje estou cheia de coisas para fazer na Butique. Minha Ásia voltou com força total. Desço as escadas indo em direção a cozinha quando paro no lugar atordoada, sinto um cheiro de um perfume estranho. Sinto meu sangue gelar, tem algo errado aqui em casa. Olho atentamente e vejo que a porta esta aberta.
__ Amor? Você está aqui? –pergunto tremula incapaz de me mover.
__ Sim meu amor. Vim te buscar. – Uma voz gelada me responde me fazendo querer desmaiar de medo.
Viro-me e me deparo com o Mario. Ele continua o porco asqueroso de sempre.
Tento me manter calma. __ Como entrou aqui?
__ Eu tenho meus métodos. Achou que ia fugir de mim para sempre?
__ Eu vou gritar e meus seguranças vão aparecer.
__ Seus seguranças há essa hora estão mortos.
Estou em pânico, mas não quero que ele perceba. Tudo em mim reflete meu medo.
Olho a porta avaliando como faço até chegar nela.
__O que você quer aqui Mario?
__ Já disse vim te buscar. Achou que ia te deixar com esse playboyzinho? NUNCA Alice. Você é minha.
Eu saio correndo em direção a porta. Mas sinto braços me prendendo. __Sua vadia. Não adianta querer fugir de mim. Vou te ensinar a nunca mais correr de mim. –diz e me joga no sofá, me dando uma bofetada tão forte que sinto o sangue na minha boca.
Meu pesadelo voltou, eu nunca vou ter paz. Ele me pressiona no sofá, dando um puxão tão forte, que rasga minha blusa. Eu grito e ele tampa a minha boca com uma mão. __ Quietinha cadela. Vou te dar o que você gosta. –diz tirando meu peito do sutiã e levando a boca. – Quero morrer do que ter que passar por tudo isso de novo. Tento me debater, mas ele é mais forte e me aperta mais me fazendo sentir sua ereção na minha barriga. Fecho os olhos e me preparo para passar por tudo de novo. Lagrimas escorrem pela minha face.
De repente sinto- me livre. __ LARGA A MINHA MULHER SEU DESGRAÇADO.
Abro os olhos e vejo que o Teddy o tirou de cima de mim e o jogou no chão. Vejo fúria em seus olhos azuis. O Mario se levanta e avança nele. Eles caem no chão rolando. Eu não sei o que fazer estou em choque. Ele acerta o meu marido. E ele revida com os pés o jogando longe, o Mario bate com o corpo em uma das mesinhas com abajur. O Teddy nem espera e sobe em cima dele batendo tanto que o sangue já começa a escorrer. Ele vai matá-lo.
__ Amor para. – ele parece nem me escutar de tanta raiva, e continuar a socá-lo.
__ Amor olha para mim eu preciso de você. – só assim ele me olha. __ Eu vou matá-lo Alice.
__ Não amor. Você não é como ele. Vem? –digo levando a mão até ele.
Ele sai de cima do Mario que já esta inconsciente e me abraça. __ Ele te fez alguma coisa?
__ Não amor. Você chegou a tempo de me salvar.
Chamamos a policia. Os seguranças que me protegiam foram feridos, mas vão ficar bem. Outro foi subornado e facilitou a entrada do psicopata. Estou aliviada que não chegou a acontecer nada.
__ Vamos pequena ao médico.
__ Estou bem lindo.
__ Quero ter certeza Alice.
Olho para seu rosto angustiado e já arroxeado pela briga e decido fazer sua vontade.
Vamos ao hospital e ele me faz conversar com uma psicóloga e ser examinada por um médico para olhar os hematomas no meu rosto.
Dão-me um sedativo e rapidamente entro em um sono profundo.
POV TEDDY
Sai muito cedo de casa, tinha uma reunião importante. Nem acordei minha pequena não queria incomodá-la. Já tem quase três meses do acidente e ainda não consegui pegar o maníaco. Isso me angústia, tenho medo de deixá-la sozinha. E hoje especialmente estou inquieto, não consegui me concentrar na reunião. E ainda tinha mais duas. Resolvo ligar para minha pequena, mas ela não atende. Isso só aumenta minha aflição.
__ Vamos Theodroe? Já vai começar a próxima reunião. – meu pai me chama.
__Pai preciso ir para casa. Estou com um sentimento estranho e Alice não atende ao telefone.
__ Então vai logo.
Saio da empresa como louco, estou me sentindo mal. Ligo para os seguranças e ninguém atende. Tem algo errado. Por sorte a minha casa é perto da empresa. Em dez minutos estou entrando na garagem. Entro no elevador e rezo para que nada tenha acontecido. A porta da minha casa está aberta. Entro e me deparo com uma cena que faz meu sangue gelar. O padrasto da Alice está sob ela, tampando sua boca com uma mão e com sua boca chupando o seio dela. Antes de pensar vou até ele e o puxo o jogando no chão. Ele avança em mim. Entravamos uma guerra no chão. Ele me acerta. Mas não sinto dor. Sinto ódio. Vou matá-lo. Consigo ficar sob ele e o soco, ate sangue começar a escorrer.
__ Amor para. – escuto de longe a voz da minha pequena. Mas não posso parar. Ele merece a morte.
__ Amor olha para mim eu preciso de você. – sua voz está angustiada.
__ Eu vou matá-lo Alice.
__ Não amor. Você não é como ele. Vem? – ela estica a delicada mão para mim. Ela está com sangue no canto da boca. Preciso cuidar dela. Saio de cima do desgraçado o deixando inconsciente.
Abraço-a como se pudesse sugar tudo que passou. __ Ele te fez alguma coisa? –preciso saber.
__ Não amor. Você chegou a tempo de me salvar.
Respiro aliviado, nunca iria me perdoar se ele tivesse conseguido abusar dela de novo. Chamamos a policia. E decido que minha pequena precisa de um acompanhamento médico para suportar tudo isso. Vamos ao hospital onde ela conversa com o psicólogo e é atendida para ver os hematomas. Ela estava muito agitada e lhe aplicaram um calmante para ela conseguir relaxar. Estou observando-a dormindo como um anjo. Meu anjo. Minha vida. Farei tudo para garantir que nunca mais esse Mário saia da cadeia. Ele nunca mais chegara perto da minha pequena. Eu juro.
Fecho os olhos para acalmar minha raiva. Ainda sinto raiva. E o mataria se não fosse a Alice me impedir. Aquela cena não sai da minha cabeça. Como pude deixar isso acontecer? Eu falhei com ela. Eu sou péssimo marido. Nem o tratamento para engravidá-la eu incentivei a começar. Como ela pode me amar mesmo assim? Eu não queria que ela engravidasse com ele solto. Preciso saber que ela terá uma gravidez tranqüila. Não posso passar por tudo que meu cunhado passou. Eu não suportaria.
__ Teddy? – uma voz suave me tira dos meus pensamentos.
Abro os olhos e vejo que minha pequena esta acordada e já sentada. Sorrio para ela. Vou até ela e a beijo. __ Me perdoa? –digo entre nossos lábios.
__ Por que amor?
__ Eu não te protegi como prometi. Ele chegou perto de você. Eu...
__ Shii. –ela diz levando um dedo nos meus lábios. __ Você me protegeu sim. Chegou antes que ele terminasse. Se não fosse você agora nem sei o que teria acontecido. Eu te amo. Obrigado.
Fico emocionado com suas palavras. Ela não me culpa.
__ Amor quero ir para casa. Estou cansada. Só quero me aconchegar em você. Nada mais.
Sorrio para ela. O médico entra no quarto.
__ Boa tarde senhora Grey que bom vê-la acordada.
__ Minha esposa quer ir para casa doutor.
__ Não vejo problema senhor Grey. Eu só vou recomendar visitas ao psicólogo para livra-la de qualquer lembrança indesejável, e muito repouso. Por sorte não aconteceu nada ao bebê.
__ Be... Bebê? – Alice pergunta gaguejando.
__ Sim senhora Grey. A senhora está grávida de pouco mais de duas semanas. Não sabia?
Olhamo-nos entorpecidos. __ Tem certeza doutor? Eu tenho problemas com fertilidade. Só um milagre poderia me fazer engravidar.
O médico sorrir. __ Então aconteceu um milagre. Sugiro procurar uma ginecologista. O começo de uma gravidez é sempre mais delicado, ainda mais na sua situação. A alta esta aqui. –diz e sai nos deixando em êxtase.
Ficamos nos encarando sem conseguir falar nada. Em pensar que meu filho também correu perigo.
__ Amor vou ser mãe.
Sorrio para ela, deixando lágrimas descerem.
__ Obrigado amor. –ela diz com tanto carinho.
Abraçamo-nos. __ Eu te amo pequena. E a você também nosso pontinho. –digo beijando seu ventre.
Ah pego no colo e levo até nosso quarto. __ Vou preparar um banho. –digo receoso. Eu não sei até onde esse bastardo ter encostado nela a afetou.
Quando volto ela já esta sem roupa. __ Quer que te leve para a banheira?
Ela só assente com a cabeça. Pego-a no colo novamente, e meu corpo reage instantaneamente a sua pele, eu desejo essa mulher de todas as formas e em todas as horas. Coloco-a dentro da banheira. Viro-me para sair e deixá-la sozinha.
__ Amor você não vem?
Meu coração para por um instante para. Ela me quer? Mesmo depois do que passou?
Viro e nossos olhares se encontram. Só consigo enxergar amor em seus olhos verdes.
Tiro minha roupa, meu pau já esta duro. Queria disfarçar, mas não tem como. Ela me olha, sinto medo. Mas ela apenas sorrir e se afasta para eu entrar atrás dela. Suspiro de alivio.
Sento e a puxo para se aconchegar em mim. __ Tive medo. – Falo baixinho.
__ Eu também. Preciso do seu toque. Preciso de você para superar tudo isso.
__ Você me tem pequena sempre. Eu amo você. -Começo a ensaboá-la devagar, tocando-a em cada parte do seu corpo. Paro em seu ventre e acaricio suavemente. __ Estou muito feliz. Esse é o fruto do nosso amor. Esse é o nosso milagre. –digo em seu ouvido, mordiscando sua orelha. Ela solta um gemido.
__ Obrigado Theodore Grey por me conceder esse milagre. Eu nunca poderia ser tão feliz se não fosse seu amor. –diz se virando e me beijando. __ Me tome como sua. –sussurra.
Eu só precisava escutar isso para dar vazão a minha luxuria.
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