Notas iniciais
Vou postar mais um capitulo hoje em agradecimentos as minhas leitoas fieis que sempre comentam... Estou sentindo falta de algumas sumidas. Espero que reapareçam. Seus comentários são incentivos para continuar escrever. Mas vamos ao capitulo. Essa surpresa foi uma sugestão de uma leitora espero que gostem...

POV PHOEBE

Estou tentando pintar uma tela, mas está difícil de me concentrar. Eu quero muito engravidar de novo, mas meu marido é um teimoso. Ele não quer correr o risco de minha gravidez seja de risco novamente. Meu humor está péssimo.

__ Oi Phoe.

__ Lice! -digo levantando e abraçando bem forte.

__ Por que veio trabalhar hoje?

__ Estou bem Phoe. Ficar em casa só ia me fazer pensar ainda mais no que aconteceu.

__ Você esta bem mesmo?

__ Sim. Juro. Eu tenho sorte de ter um marido como Theodore. Tenho ate medo de não merecê-lo.

__ Para com isso Alice. Você merece sim. E meu irmão te ama muito. Sabe estava pensando em como essa vida é irônica. Há um tempo atrás estávamos em Chicago curtindo baladas. Agora sou mãe, e estamos casadas. –digo rindo.

__ E eu tenho uma novidade para você. Ainda não contamos para ninguém. Mas quero que seja a primeira, a saber. Deus me abençoou com mais um milagre na minha vida.

__ Oh Meu Deus é o que eu to pensando?

__ Sim Phoe. Você vai ser madrinha.

Pulo nela de felicidade a abraçando ainda mais forte. __ Eu sabia que você ia conseguir. Temos que comemorar.

__ Eu quero esperar. O medico disse que nos três primeiros meses é decisivo para garantir a gravidez. Tenho medo de abortar de novo.

__ Hei para. Vai dar tudo certo. Não viu por tudo que eu passei e ainda assim deu tudo certo. Você pelo menos não tem uma louca atrás do seu marido.

Ela concorda com a cabeça.

__ Cadê a Juju?

__Está com a Eva. Você sabe, eu não consigo deixá-la com baba. Ou a trago comigo ou deixo com minha mãe ou sogra.

Ela ri. __ Por que disso?

__ Não sei Lice. Tenho um pressentimento ruim quando penso em deixá-la com estranhos.

__ Entendo Phoe. Vamos trabalhar então.

__ Lice convidei a Ava para almoçarmos. Tudo bem?

__ Claro. –ela diz e sai para sua sala.

Tento me concentrar, mas hoje realmente estou sem cabeça. E tudo isso porque o Daniel também está bravo comigo. Desde que falei em engravidar seu humor está negro.

Ava chega. Chamo Alice e vamos ao restaurante do lado almoçar.

__ Conte-nos Ava como está a vida de casada.

__ Ótima. Eu não sabia que era possível ser tão feliz.

__ E a gravidez como está? Sua barriga esta enorme. – Alice pergunta a ela.

__ Está próximo agora. Falta menos de dois meses para pode ver a carinha do meu anjo. Sinto dores nas costas e meus pés faltam me matar. O Cristo está meio abobado de tanto que esse bebê chuta. Ele conversa mais com minha barriga do que comigo.

Rimos todas. __ Você não nos contou o sexo. -Eu pergunto curiosamente.

__ E nem vou. Nem nós sabemos. Decidimos que será surpresa. Mandei fazer a decoração do quarto neutro.

__ Eu quero ter mais filhos. Mas o Daniel está irredutível. Ele tem medo de ser de risco de novo.

__ Phoe porque não consulta um médico para saber os riscos. Isso pode acalmar o Cross. – Alice sugere.

__ Isso é uma boa ideia Phoe. Mesmo porque eu concordo com o Daniel, se for de risco é melhor parar na Julia. – Ava completa.

__ Eu sei meninas. Também pensei nisso. Mas queria passar por todo o processo da gravidez de novo. Foi tão emocionante sentir minha filha dentro de mim. Olharei com um médico.

Elas assentem e começam a falar trivialidades. Nosso almoço é agradável. Não sei como estamos as três muito unidas. Isso é muito bom. Mas saber que as duas estão grávidas só aumenta a minha vontade de engravidar de novo. Se prepare Daniel Cross, vou tentar de novo.

POV ALICE

__ Vamos meninas voltar ao serviço? – Digo chamando Ava e Phoebe. Já terminamos o almoço há tempos, mas ficamos batendo papo.

__ Vamos. Preciso terminar uma tela hoje. Apesar de estar sem concentração. – Phoe diz.

Pedimos a conta, pagamos e saímos. Nos despedimos da Ava que entrou em um táxi. Começamos a voltar andando a butique que é do lado. Estou concentrada na conversa que não percebo quando um garotinho se aproxima e tenta pegar minha bolsa. A Phoebe solta um grito de susto. Olho para o garoto e meus olhos se encontram com grandes olhos azuis. Um segurança da boate segura o menino e o impede de levar minha bolsa. Fico olhando para ele impressionada. Ele é tão pequeno, magrinho, sujo e tem um olhar triste.

__ Seu moleque como se atreve? – O segurança grita com ele, o sacudindo. Meu coração dói.

__ Vamos entrar logo Lice. – Phoe diz me puxando.

__ Não. –puxo meu braço e vou até o garoto. __ Para de sacudi-lo. – digo ao homem que o segura com força. Olho nos olhos do menino. __ Quantos anos você tem?

Ele me olha com medo. __ Não sei.

__ Aonde está seus pais?

__ Não tenho. Sou sozinho.

__ Por que estava tentando pegar minha bolsa?

__ Se eu não levar nenhum dinheiro, ele não vai me deixar comer. Eu estou com fome.

Meu coração dói tanto.

Phoe se aproxima. __ Ele quem?

__ O homem que trabalho.

__ Trabalha?

Olha para a Phoe. __ Vem conosco lhe daremos comida.

O menino nos olha desconfiado. Levo minha mão a sua. Ele aceita.

__ Compre um hambúrguer, batatas fritas e refrigerante para o garoto e leve a minha sala. – digo ao segurança lhe entregando algum dinheiro.

Subimos com o menino. Ele está agarrado a minha mão como se fosse a sua salvação. Levo- a minha sala. Ele se senta e fica olhando tudo ao redor com encanto. Encara a mim e a Phoebe com olhos arregalados. Ele está com medo.

__ Qual o seu nome? –Phoebe pergunta .

__ Samuel.

__ Que nome bonito você tem. –eu digo emocionada. Esse era o nome do meu pai.

O segurança trás o que pedi e dou ao menino. Ele come com desespero. A Phoebe me puxa de lado enquanto o observamos.

__ Alice o que você esta pretendendo?

__ Phoe ele tem o nome do meu pai. Não posso deixá-lo na rua.

__ Alice ele é um pivete. Tentou te roubar.

__ Não Phoe, ele é uma criança. Estava com fome. Alguém o manda fazer isso. Ele nem sabe distinguir certo do errado.

Ela concorda. __ Mas você não pode salvar todas as crianças que passam por isso.

__ Mas eu posso salvar esse. Vou levá-lo para casa comigo.

__ O Teddy vai pirar com você.

__ Eu o enfrentarei se precisar.

__ Então conte comigo. Também estou mal de vê-lo assim. E vejo que se apaixonou por ele.

__ Obrigado Phoe. Vou sair mais cedo. Preciso levá-lo para tomar banho e enfrentar seu irmão.

__ Tudo bem. Vou mandar comprar roupa para ele e entregar na sua casa. Ele parece ter uns quatro anos, apesar de estar tão magrinho.

Ele acaba de comer. Vou até ele. __ Samuel vou te levar para minha casa. Vou cuidar de você.

__ Mas o Tião vai me matar. Preciso levar o dinheiro do dia para ele. – ele diz em um fio fino de voz.

__ Ele não vai te fazer nada. Ele nunca mais vai nem te ver. Eu e meu marido vamos te proteger.

Ele concorda e vamos para casa. quando chegamos o levo para o quarto de hospede e preparo a banheira. Ele olha minha casa com fascinação. Quando vê a banheira arregala os olhos.

__ Vou tomar banho aqui?

__ Sim. Eu lhe darei banho. Pode tirar a roupa.

Ele me olha assustado. Me aproximo com um sorriso e o ajudo a tirar tudo. Ele tem marcas no corpo. Parece queimaduras, fivelas. Não sei ao certo.

__ Ele te bate?

__ Sim.

O coloco na banheira e dou um banho caprichado, lavo seus cabelos lisos e preto. Enquanto dou banho nele chega as roupas que a Phoe mandou. O visto com uma calça e blusinha pólo. Ele ficou parecendo um homenzinho. Ele é bonito. Ele até parece um pouco meu marido. Com olhos azuis e cabelos lisos. Mas ele não é tão branco.

__ Deita aqui. –digo mostrando a cama e ligando a TV em um desenho animado.

Ele se deita. E fica concentrado na TV com um sorriso tão grande. Me emociono.

Me afasta e ligo para o meu marido.

__ Oi amor. Esta tudo bem com você e o nosso filho? – ele atende o celular já preocupado.

__ Estamos bem amor. Só que preciso que venha para casa. preciso conversar com você.

__ Eu ia jantar com uns investidores hoje. Mas se for importante pedirei ao meu pai para ir.

__ Sim amor é importante. Quero muito lhe falar logo.

__ Pequena você esta me deixando preocupado. Esta tudo bem mesmo?

__ Está sim lindo. Só venha o quanto antes.

__ Tudo bem. Estarei logo ai.

Desligamos e eu me deito com o Samuel na cama. Acho que pegamos no sono. Acordo com a voz do meu marido.

__ Pequena onde você esta?

Levanto-me, deixo o Samuel dormindo e saio. O encontro no corredor. __ O que você esta fazendo no quarto de hospedes?

O puxo para a sala. __ Fala baixo. – digo para ele.

__ Porque tem alguém aqui? –diz enquanto descemos as escadas.

Me sento no sofá e faço sinal com a mão para ele se sentar também. Ele se senta e pega minha mão. __ Pequena o que está acontecendo?

__ Acalme-se amor. Não é nada demais. – digo e começo a relatar tudo que aconteceu depois do meu almoço com minha cunhada.

__ Ele está aqui em casa? –ele pergunta atônico.

__ Sim. E eu quero ficar com ele. – digo de uma vez. __ Quero que seja nosso filho.

__ Mas você já esta grávida.

__ Eu sei amor. Mas quando meus olhos encontraram com os dele, o que senti foi inexplicável. Uma dor por imaginar tudo que ele passou, uma emoção e no final amor.

Ele me olha impassível. __ Alice ele deve ter pais.

__ Pais que marcam o corpo dele? Então não são pais são monstros.

__ Ele tem marcas no copo?

__ Sim. Não sei ao certo, mas parece queimaduras e fivelas.

Ele faz uma careta. __ Por favor, Theodore fique do meu lado. Eu prometi que ele não voltaria para esse homem. Que nós iremos protegê-lo.

__ Alice não sabemos nada desse menino. De seus antecedentes. Se não trás doenças da rua. Uso de drogas. Não sabemos nada. E se ele te transmitir alguma doença? E se fizer mal a nosso filho?

Eu não acredito que ele esta falando isso. Perco a paciência e me levanto de uma vez.

__ Theodore estou te pedindo que me ajude a criá-lo. Se ele tiver doença cuidaremos dele. Realmente não sabemos nada, mas para isso você tem muito dinheiro e espero que o use para algo realmente importante. Ele será meu filho, assim como o que eu carrego. Você aceitando ou não. – digo e vejo o Samuel no topo da escada. Subo as escadas rapidamente e o puxo pela mão ao quarto. Espero que ele não tenha ouvido as baboseiras que meu marido falou. Entramos no quarto.

__ Ele não me quer. –isso não era uma pergunta. Vejo lagrimas em seus olhos.

__ Samuel não é isso. É que é uma novidade para ele. Digamos que ele está assustado.

__ Posso entrar? – Theodore me pergunta da porta.

Assinto com a cabeça. Ele entra e olha o menino. Vejo que seu olhar brilha quando encontra do garotinho.

__ Eu sou Theodore.

Samuel o olha desconfiado. Sorrio para ele para incentivá-lo.

__ Sou Samuel.

Teddy estica a mão para ele. Samuel retorna o cumprimento.

__ Theodore você vai me mandar de volta para o Tião?

Ele me olha como se perguntasse quem é “Tião”. Não digo nada.

__ Pode me chamar de Teddy. E não. Eu não o mandarei a lugar algum. Você agora irá morar conosco. Seremos seus pais e cuidaremos de você.

Libero as lágrimas presas. Meu marido me emociona sem igual. Hoje eu consegui amá-lo ainda mais.

O olho e sorrio em agradecimento. O Samuel pula em seu colo. O Teddy fica meio ressabiado, mas acaba abraçando-o. E eu abraço os dois.

Notas finais
Comentem meninas.... Gostaram?? O próximo só se tiver bastante comentários para me incentivar a escrever... rsrsrs Beijos