Notas iniciais
bom gente...hoje é quarta rs aqui vai mais um capitulo

P.O.V. Lily Oliver

Os dias se passaram rapidamente, graças a Merlin. Minha tia e eu acabamos nos mudando para Londres, minha tia queria ficar mais perto da minha prima, resultado? Eram as férias mais chatas de todos os tempos. Felizmente, estava acabando o meu tormento.

Acordei com o amanhecer do dia primeiro de Setembro, peguei minha gata, Evans, meu malão e desci. Como ainda era bem cedo, tomei um café da manhã reforçado e fiquei na sala vendo filme. Duas horas depois, com o final do filme, minha tia e minha prima desceram e foram comer algo.

Por volta das 10h30, minha tia nos deixou na estação e, quando estávamos para passar pela plataforma 9 ³/4, minha prima resolveu destilar seu veneno.

– Os superiores vão primeiro. – disse me empurrando para trás. – Nos vemos no salão comunal.

– Nem em seus piores pesadelos. – falei irritada já.

– Então adeus, sua insolente. – ela passou por mim rapidamente, atravessando o portal sem nem olhar para mim.

– Belo gato, minha ruivinha. – disse Potter ao meu lado, me impedindo de passar pela barreira.

– Eu não sou sua ruivinha e para você é Oliver. – praticamente rosnei para o moreno ao meu lado. – E a gata tem nome e é Evans, Poter, Evans!

Enquanto o idiota sorria de orelha a orelha, vi o pai da Mione...quero dizer Sra.Weasley, Sirius Black e ele parecia se recordar de algo muito bom. Com a chegada de mais bruxos para pegar o expresso, Sirius pegou em nossos ombros e nos empurrou para a passagem.

–Boa sorte, Lírio e Pontas. – ouvi o sussurro dele antes de fechar os olhos com medo do baque.

Ao não trombar com a parede e nem com nada, abri meus olhos e me surpreendi. O imenso trem vermelho, o Expresso de Hogwarts. Agora era real, eu finalmente iria para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Com um pouco de dificuldade, eu coloquei meu malão no trem e embarquei com Evans. A maioria das cabines já estava ocupada, mas achei uma com apenas dois passageiros. Engolindo minha vergonha, resolvi arriscar.

– Com licença, vocês se importam se eu ficar aqui?O resto do trem está cheio. – perguntei e devo ter corado levemente, ao menos.

– Claro que não, fique a vontade. – disse o rapaz de cabelo azul.

– Obrigada. – falei distraída, pois reconheci o casal na minha frente. – Err... Como é estudar em Hogwarts?

– É bem legal, pena que logo vai acabar. Estou indo para o sexto ano. – disse a loira fazendo um beicinho.

– É, imagino que deve ser bem difícil sair do castelo depois de tanto tempo... – disse pensativa.

– Eu que o diga, é meu último ano. – comentou o rapaz.

– Qual o seu nome? – perguntou ela me olhando de um jeito estranho.

– Lily Oliver. – respondi sustentando o olhar dela.

– Sou Victória Weasley e esse é o Teddy Lupin. – a loira disse ainda me encarando estranhamente. – Eu te conheço?

– Provavelmente não, sou brasileira. – eu respondi dando os ombros. – Cheguei a Londres agora nesse verão.

– Ah, então você é uma primeiranista. – ela sorriu e eu concordei.

–Já imaginou em que casa cairá?- perguntou Teddy e só pude pensar em como ele é a cara do pai dele.

– Não, mas gosto bastante da Grifinória e da Corvinal. – respondi sorrindo.

– Meu pai foi da Grifin... – o metamorfo foi interrompido por alguém.

– Ruivinha! – disse James alegremente na porta da cabine.

– Para você, é Oliver, Potter, Oliver! – disse e o casal que nos observava se entreolhou, mas não dei importância, o Potter já estava me enchendo a paciência.

– Olá James. – disse Victória antes que eu esganasse o moreno. – Não cumprimenta mais a família?

– Oi Vicky, oi Moony Jr. – o Potter cumprimentou os primos antes de se voltar para mim com um sorriso maroto no rosto. – Um dia você será Oliver Potter mesmo, ruivinha.

– Só nos seus pesadelos, Potter. – disse me irritando.

– Comigo só vai ser sonho, meu Lírio. – ele sorriu ainda mais.

– Como disse, para você é sonho, para mim... Pesadelo. – comecei a procurar um livro na minha bolsa. – E não sou sua e, muito menos, seu Lírio. Meu nome é Lily. Oliver para você.

O garoto saiu da cabine rindo e o resto da viagem se seguiu ininterrupta, exceto pela senhora do carrinho de doces. Comprei feijãozinhos de todos os sabores, varinha de alcaçuz e sapo de chocolate, tirando o cartão da minha xará, Lily Evans Potter. Pode ter sido apenas impressão minha, mas pareceu que os enamorados se assustaram com isso, eu tirar a Sra. Potter no sapo de chocolate.

Passei o resto da viagem lendo, disfarçadamente, Harry Potter e a Pedra Filosofal e nem vi o que meus companheiros de cabine fizeram nesse tempo. E antes do que eu esperava, o trem chegou a seu destino e eu guardei minhas coisas para sair do trem.

– Alunos do primeiro ano aqui! Primeiro ano aqui! – chamava Hagrid e eu ri baixinho, dizendo com eles essas falas.

Não me demorei a encontrá-lo e me juntas aos outros novatos. Mas ele, a me ver, ficou me encarando estranhamente.

– Eu te conheço? – perguntou para mim, ao que neguei rapidamente.

“Por que todo mundo estava me perguntando isso?”,me perguntava internamente.

– Mais alguém do primeiro ano? Não? Então vamos. – disse ele nos levando para os barcos. – Apenas quatro em cada barco, vamos lá.

Acabei ficando em um barco com James Potter, um ruivo que deduzi ser Fred II, afinal era a cara do pai e tio, e uma menina loira.

Após todos estarem acomodados, os barquinhos passaram a deslizar pelo lago que parecia ser liso como vidro. Todos estavam em silêncio, abismados demais com a visão que não demorou a surgir. O castelo de Hogwarts, encarapitado no alto de um penhasco na margem a nossa frente, com janelas cintilando como o céu estrelado.

– Abaixem as cabeças! — gritou Hagrid em certo ponto da viagem, impedindo, assim, que o tentáculo da Lula Gigante jogasse alguém no lago.

Passamos por uma cortina de hera, que ocultava uma larga abertura na face do penhasco, passamos por um túnel escuro, que parecia seguir por debaixo do castelo, até atracarmos numa espécie de cais.

Subimos por uma passagem aberta na rocha, com Hagrid iluminando o caminho com uma tocha, e logo chegamos no gramado fofinho e unido em frente ao castelo. Subimos as escadas e paramos em torno da enorme porta de carvalho.

– Estão todos aqui? Bom. – disse o meio gigante depois da concordância geral e, então, parou seus olhos numa menina loira meio desatenta. – Você ai, ainda está com seu sapo?

Após a loirinha concordar, vi Hagrid bater nas grandes portas, que logo se abriu permitindo que Minerva McGonagall aparecesse com suas roupas verde-musgo e seu cabelo negro preso em um firme coque. Seu rosto severo, aliado a meu conhecimento do mundo Harry Potter, me fez decidir que devo tomar muito cuidado com ela. Mas eu me perguntava o que ela fazia ali se era a diretora.

– Alunos do primeiro ano, esta é a Diretora Minerva McGonagall.

– Obrigada Hagrid, eu assumo agora.

Ela nos guiou para dentro do castelo e o saguão que se abriu a minha frente era bem maior do que eu imaginava. As paredes de pedras possuíam archotes flamejantes iluminando todo o local e o teto era demasiadamente alto. Um a um, fomos subindo a imponente escadaria de mármore, seguindo para o Salão Principal, e a diretora nos deixou numa salinha vazia ao lado do grande salão, nos permitindo ouvir alguns murmúrios do mesmo.

Nos agrupamos lá dentro e eu olhava nervosa para os lados, assim como muitos ali. E quando Minerva começou seu discurso, me senti presa em um deja vú.

– Bem vindos à Hogwarts. O banquete de abertura do ano começará em alguns minutos, mas antes de se sentarem as mesas, vocês passaram pela seleção de casas. A seleção é uma cerimônia muito importante, pois uma vez selecionados, sua casa será sua família. – discursou a diretora. — Vocês assistirão às aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passaram seu tempo livre na sua sala comunal. As casas são Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina.

Eu comecei, então, a ficar nervosa. E se eu fosse para a Sonserina? Eu não aguentaria dividir a sala comunal com minha prima, de jeito nenhum mesmo.

– Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxos extraordinários. Seus acertos renderão pontos para sua casa, seus erros a farão perdê-los. No final do ao letivo, a casa com maior número de pontos ganhará a Taça das Casas, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual pertencer. A cerimônia começará em alguns minutos na presença de toda a escola, sugiro que se arrumem o melhor que puderem enquanto isso.

O olhar dela se demorou, por um instante, na capa da menina que estava abotoada abaixo da orelha esquerda, depois passou pelo nariz sujo de Fred II e no cabelo espetado do Potter.

– Voltarei quando estivermos prontos para recebermos vocês, aguardem em silêncio, por favor. – disse a diretora e logo se retirou da sala.

Notas finais
adoro comentários, valeu?