Notas iniciais
Deuses! Agora que fui ver que fiz besteira...bem, esse é o cap 8 e se eu não conseguir arrumar não esqueçam de ler esse primeiro

P.O.V. Lily Oliver Evans

No dia da visita, me arrumei para ver o jogo e, depois, ir para o vilarejo, não deixaria o idiota de o Potter acabar o meu dia, ainda mais que eu podia escolher quem seria o meu acompanhante responsável para Hogsmeade e sabia muito bem quem escolher.
– Vicky! – procurei a loira assim que me aprontei.
– Sim, Lily? – perguntou ela sorrindo docemente para mim.
– Você pode ser minha responsável no passeio de hoje? – perguntei meio receosa de receber um “não”.
– Claro que posso, o Teddy vai com a Lice mesmo. – ela sorriu e me sentei ao seu lado no sofá.
– Err... Você viu quem é meu par, né? – perguntei e acho que ela entendeu o que eu quis dizer.
– Por que não dá uma chance para ele, Lily? – Vicky tinha um doce sorriso no rosto. – Eu conheço o meu primo e ele não é tão ruim assim.
– Ele é metido, egocêntrico, mimado e idiota! — disse levantando-me num pulo e ficando de costas para ele. – E ainda é arrogante!
– Ok, não está mais aqui quem falou. – ela disse soltando um suspiro. – Só não se arrependa mais tarde.
– Não vou. – falei já me dirigindo para a porta. – Já vou “mamis”, sua bênção.
– Vai logo, menina. — resmungou Vicky após minha brincadeira. – E vê se me respeita!
Segui com Lice para o Salão Principal, onde todos nos olharam de forma estranha. Correção, todos olharam para a minha irmãzinha com o uniforme do time da Grifinória. Acho que no fundo, a maioria não acreditou muito que uma primeiranista, uma garota ainda, seria batedora.
Ao me sentar junto de Lice, vi o time vermelho todo espalhado pela mesa, enquanto o time adversário fazia o desjejum junto. E sinceramente, não sei qual das duas técnicas era pior.
– Anda, mana, você tem que comer. – disse ao vê-la não tocar em seu café.
– Não consigo comer. – ela estava bem ansiosa, ou seria nervosa?
– Você precisa comer, Lice, e nada de ficar nervosa. – disse sorrindo. – Vamos lá, ou prefere que eu faça aviãozinho?
– Sai pra lá, criatura, não sou bebezinho não. – ela disse rindo um pouco, que bom. – Mas sério, não estou com fome.
– Se continuar não querendo comer, eu farei aviãozinho sim. – disse colocando mais uma panqueca em seu prato. – Vai, come.
– Não vou comer. – ela disse fazendo birra.
Sem alternativa, sentei-me de lado, virada para ela, e me preparei para fazer aviãozinho para ela comer.
– Sai, Lily! – ela gritou se afastando levemente de mim. – Não sou bebê e não quero comer, me deixa!
– Vai comer sim, senhora! Senão...
– Bom dia, meu lírio! – disse a voz irritante do Potter atrás de mim. – Olá, Lice.
– Eu não sou seu lírio, idiota, e para você é Evans, Potter, Evans!
– Querida, eu sei que está louquinha para ter meu lindo sobrenome junto ao seu, mas espere até o nosso casamento, meu anjo. – ele disse com aquele sorriso arrogante, dando uma piscada marota no final.
– Vai dormir, Potter! – eu me levantei bufando de raiva já. – Estarei na arquibancada, Lice, boa sorte!
– Só se for para sonhar com você, meu anjo! – ainda ouvi o idiota me gritar isso e a Lice gargalhar.
Revirei os olhos e continuei meu caminho já irritada. Não bastasse o idiota do Potter estragar minha visita a Hogsmeade, não completamente, é claro, ainda tinha que azedar minha manhã? Nas arquibancadas, me sentei junto de Luck e logo o jogo começou.
– E ai vem o time da Grifinória! Esse ano o time conta com duas novidades surpreendentes, James Potter e Alice L. Evans!
Eu na me preocupei, em nenhum momento, com aquele idiota do Potter, apenas com minha irmã, afinal era o clássico Grifinória X Sonserina. É claro que a rivalidade entre as duas casas diminuiu muito depois da guerra, mas o jogo entre as duas continuava igualmente brutal. Talvez um pouco menos, afinal não tinha uma disputa pessoal interferindo.
Posso não saber muito de Quadribol e nem saber como Corvinal e Lufa-Lufa jogavam, achava bem difícil algum time chegar ao mesmo nível desses dois. Então, aconteceu o primeiro gol e, infelizmente, não era dos leões.
Mas a reação dos nossos artilheiros foi bem rápida e, antes que eu pudesse me dar conta, Vicky já estava nos aros marcando um belíssimo gol, ainda mais que Lice tirou o goleiro da jogada com um balaço.
Quando Vicky agradeceu Lice pela ajuda, eu pude perceber que as mechas hoje vermelhas da minha mana, faziam o cabelo dela parecer em chamas quando ela voava.
A cada ponto marcado, o jogo se tornava mais agressivo. Agressivo até demais para o meu gosto, afinal minha famíl8ia em peso estava no time.
Com o sexto ponto da Grifinória, os olhos de todos, até mesmo os meus, se pousaram nos apanhadores. Ao que parecia, James avistara o pomo e tinha o seu adversário colado em sua vassoura, aposto que o sonserino nem via o pomo.
Então, o idiota do Potter começou a voar em queda livre, estava praticamente na perpendicular com o campo. Mesmo não gostando, não conseguia desviar meus olhos do Potter, o que ele estava fazendo era quase suicídio, não era?
Mas, então, eu vi. Ele não parecia preocupado e nem apreensivo, nem nada do tipo. Ele estava... Olhando para o apanhador sonserino? Então, quando o chão estava bem próximo e todos nas arquibancadas, até mesmo eu, admito, estavam olhando-os bem tensamente, o idiota do Potter manobrou no último instante, planando levemente sob o gramado. Mas, como era o planejado pelo Potter, o apanhador das cobras não teve a mesma sorte e se estatelou no chão, mas ele conseguiu voltar para o jogo.
O Potter idiota, então, sobrevoou os demais jogadores e planou por alguns minutinhos, com aquele maldito sorriso arrogante dele, que só me irritou ainda mais, já que era direcionado para mim.
Pelo visto, o idiota acabou se desligando do jogo, pois Lice teve que livrá-lo de um encontro com um balaço, infelizmente. O apanhador idiota só voltou para o jogo depois que Alice gritou com ele, para o meu azar, não pude ouvir o que ela disse para o cabeçudo, mas isso ela me conta depois.
Depois do quase encontro do Potter com um balaço e do acidente com o apanhador das cobras, o jogo se tornou ainda mais agressivo, para meu desespero. Pelo menos nossos artilheiros estavam fazendo bom uso dessa raiva toda e marcando muitos pontos para o nosso time.
Eu pude ver que minha mana fazia o trabalho de deixar os balaços longe do nosso time praticamente sozinha, o outro batedor não ajudava em quase nada. Mas o sorriso que ela tinha no rosto não negava, ela adorava isso. Ainda mais quando atingia alguns verdinhos.
E, então, novamente a tensão sobre os apanhadores. Dessa vez a vantagem estava com a Sonserina, já que o apanhador verde vira o pomo primeiro. Mas o Potter não demorou a entrar em cena e diminuir a vantagem das cobras com sua agilidade. E mesmo os dois apanhadores estando lado a lado, eu sabia que James Potter pegaria o pomo, estava escrito isso nas feições dele e me odiei por perceber isso.
Não demorou muito para James levantar a mão com as asas douradas do pomo saindo por entre seus dedos, anunciando a nossa vitória e me trazendo um grande alívio, aquela tortura toda teria fim.
Mas cantei vitória muito cedo, o capitão da Sonserina, que não sabia perder e possesso com o desfecho do jogo, acelerou sua vassoura com tudo para cima da pessoa mais próxima do time vermelho, minha mamis, a Vicky.
Como a loira estava com as mãos para o ar, comemorando a vitória, não teve como se segurar e caiu da vassoura. Por sorte, Lice conseguiu reagir a tempo de pegar Vicky, mas deu para perceber que deu mal jeito no braço. Então, Lice perdeu o controle e as duas caíram no gramado, que graças a Merlin, estava a pouquíssimos metros delas.
Eu fui correndo para o campo ver como minha irmã e minha “mãe” estavam, mas já tinham levado ambas para a enfermaria, para onde me dirigi rapidamente.
Graças a Merlin, Vicky não teve muitos ferimentos, apenas os provenientes a queda, que Madame Pomfrey logo deu um jeito. Minha mana não teve tanta sorte, estava com o braço quebrado.
Após alguns minutos, intermináveis, as duas foram liberadas, com Lice ainda reclamando do gosto da poção que tomara. Então, juntas, seguimos caminho para o hall de entrada, de onde seguiríamos para Hogsmeade.
– Calma, Vicky, não foi sua culpa. – disse Lice pela milésima vez, após a loira se desculpar mais uma vez pelo braço quebrado da minha mana.
– Foi sim. – disse Vicky abraçando a mana. – Devia ser mais cuidadosa jogando com as cobrinhas.
– Claro que não foi, dude. – disse minha mana sorrindo como sempre.
– Foi sim e não discuta comigo, mocinha. – disse Vicky com seu mais novo tom de voz, o tom mãe.
Enfim, não foi possível segurar as risadas, nem mesmo Vicky as segurou e logo nos três gargalhávamos em pleno corredor deserto.
– Enfim, preparadas para o passeio? – perguntou Vicky para nos.
– Tudo sim, afinal você vai comigo, né? – dei um sorriso fraco.
– Já disse para dar uma chance a ele. – disse a loira me repreendendo. – O Jay é legal.
– Ele é metido, arrogante, egocêntrico, mimado...
– Acho que já ouvi essa história. – disse minha maninha com um sorriso maroto.
– É verdade, Lice! – disse Vicky com um sorriso saudoso. – A história dos pais do tio Harry!
– Vocês estão erradas, é completamente diferente. – eu respondi corando, conhecia muito bem aquela história.
– Não estamos não, querida. – Vicky sorriu e ajeitou uma mecha do meu cabelo. – Lembre-se: o amor e o ódio são separados por uma linha tênue.
– Não no meu caso. – eu disse com a cara fechada. – E nem adianta vir com essas caras, não é igual.
– Desisto de te fazer entender isso. – suspirou Vicky. – Devia te deixar sozinha com ele, isso sim!
Mas a minha resposta se perdeu, afinal chegamos ao saguão de entrada e o idiota do Potter já me esperava com seu sorriso arrogante. Ele sorriu e cumprimentou a Vicky e a Lice, querendo saber se ambas estavam bem e animadas com o passeio.
– E você, minha ruivinha? Está animada? – ele sorriu se voltando para mim.
– Não, nem um pouco. – respondi irritada. – E para você é Oliver Evans, Potter, Oliver Evans!
Passamos pelo zelador e eu nem sei o que ele disse, estava irritada demais para isso. Assim que fomos liberados, agarrei-me a Vicky, que sorriu marota ao soltar o aperto, engatando numa conversa animada com o Potter.
Assim que chegamos, para o meu bel prazer, Fred II chamou o Potter para sei lá onde, me deixando sozinha com minha “mamis”.
– Viu? Não arrancou pedaço e ele já saiu de perto. – alfinetou Vicky enquanto entravamos numa livraria.
Sorrindo e não me dando ao trabalho de respondê-la, segui para uma prateleira de livros, me perdendo no meio deles. Não sei ao certo quanto tempo fiquei por lá, só sei que quando vi, estava sozinha na loja. Sem alternativa, voltei para o vilarejo atrás da Vicky.

P.O.V. Observador

Lily caminhava pelo vilarejo, procurando por Vicky ou alguém conhecido, exceto, é claro, por James Potter. Esse ela fazia questão de não encontrar de jeito maneira.
Preocupada demais em procurar rostos conhecidos, a garota nem se deu conta do caminho que fazia, ela apenas andava sem saber que caminho seguir. Estava tão focada, que acabou batendo de frente com a última pessoa que queria encontrar.
– Ai, ruivinha. – disse James esticando a mão para ajudá-la a se por de pé. – Você não olha por onde anda, não?
– Deixe-me em paz, Potter! – ela ignorou a ajuda dele e voltou a andar, sendo seguida por ele.
– Onde você está indo, ruivinha? – perguntou James curioso.
– Isso não é da sua conta, Potter. – ela retrucou taxativa.
– Você vai se perder, ruivinha... – respondeu o moreno.
Irritada, a ruiva se virou e encarou James. Quando os olhos de ambos se conectaram, James sentiu como se uma onda de poder vindo de Lily passasse por ele e ele só pode pensar como ela era bonita e o quão ferrado ele estava com aquela ruivinha.
– Não tenho tempo para você, Potter. Vai se perder com seus amiguinhos que eu tenho mais o que fazer. – disse Lily se virando e dando de cara com um beco sem saída.
– Você realmente está perdida, não é? – perguntou ele divertido.
– E você? O que faz aqui? — ela retrucou irritada.
– Nada demais, apenas apreciando a paisagem... – ele respondeu olhando para o céu e ela percebeu, também estava perdido.
– Ótimo! Simplesmente maravilhoso! – ela resmungou andando de um lado para o outro. – Estou perdida em um vilarejo mágico que não tem indicações de como voltar para o castelo com a última pessoa que eu gostaria de estar.
– Eu não estava tecnicamente te procurando, Evans. – ele disse testando o sobrenome e se divertindo com algo que só ele entedia.
– Eu tenho sérias dúvidas sobre isso, Potter.
Ambos voltaram a se encarar de forma intensa, pareciam que brigavam para ver quem piscava primeiro. Por fim, Lily suspirou e voltou a andar de um lado para o outro.
– Quer saber, não vamos ganhar nada ficando parados aqui discutindo. – ela começou a sair do beco e James a acompanhou. – Vou atrás de alguma ajuda para voltarmos para o castelo, não me siga, Potter!
– Caso não saiba, Evans, não tenho outro caminho para seguir. – ele aponta para o beco sem saída em que estavam.
– Ótimo, mas não me siga! – ela resmungou.
“Como não a seguir se só tem um caminho para tomar?”, pensou James Potter, rindo mentalmente da lógica da ruiva.
Os dois, então, buscaram ajuda para voltar para Hogwarts, mas era mais fácil eles se matarem antes de chegarem, ao menos, perto do castelo tamanho o ódio e a tensão entre eles.

Notas finais
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